A primeira edição dos Prémios Autores, promovidos pela RTP e pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), distinguiu na noite de segunda-feira “Morrer como um homem”, de João Pedro Rodrigues (Melhor Filme), a Casa das Histórias (Melhor Exposição de Artes Visuais) e “Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar”, de António Lobo Antunes (Melhor Ficção Narrativa). Os Gato Fedorento, João Lagarto ou a coreógrafa Madalena Victorino foram outros dos premiados.
No Centro Cultural de Belém e numa cerimónia transmitida em directo na RTP1, foram também entregues os prémios SPA/RTP já conhecidos de antemão: o pintor Júlio Pomar foi distinguido com o prémio Vida e Obra e a Câmara de Cascais teve o prémio de Melhor Programação Cultural Autárquica – com destaque para o Estoril Film Festival e a Casa das Histórias, que reúne obras de Paula Rego.
No cinema, além do filme de João Pedro Rodrigues, foi distinguida Margarida Carvalho (Melhor Actriz) por “Veneno Cura”, de Raquel Freire, e João Lagarto foi o Melhor Actor em “4 Copas”.
O júri da categoria Literatura distinguiu ainda o Melhor Livro de Poesia, “A Luz Fraterna”, de António Osório, e o Melhor Livro de Literatura Infanto-Juvenil, “O Tubarão na Banheira”, de David Machado.
As artes de palco viram premiados Madalena Victorino, pela Melhor Coreografia de Dança em “Vale”, bem como a peça de teatro “A Orelha de Deus”, encenada por Cristina Carvalhal, o Melhor Espetáculo. Sílvia Filipe foi premiada como Melhor Atriz por três peças: “Esta Noite Improvisa-se”, “Huis Clos” e “O Peso das Razões”. O congénere masculino é Henrique Feist, por “Máquina de Somar”.
O júri de Música considerou “Margarida”, de Cristina Branco, a Melhor Canção e premiou ainda o Melhor Disco, “Space Grace” de Dénnis González e João Paulo, e “Música Portuguesa para um Quarteto”, do Quarteto Lopes-Graça, como Melhor Trabalho de Música Erudita.
Eduardo Gageiro é o autor do Melhor Trabalho de Fotografia com a “Grande Retrospectiva” e “Crucificado”, de Rui Francisco, foi o Melhor Trabalho Cenográfico.
Na TV, a RTP teve uma dupla vitória com Joaquim Furtado a assinar o Melhor Programa de Informação na segunda temporada de “A Guerra” (RTP) e a adaptação “Conta-me como Foi” a receber o prémio de Melhor Programa de Ficção. A SIC entra em cena com o de Melhor Programa de Entretenimento de 2009, “Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios”. Na Rádio, o programa “Encontros com o Património”, de Manuel Vilas-Boas, foi escolhido como o Melhor Programa.
Os Prémios Autores são uma iniciativa da SPA acolhida pela RTP para sublinhar a importância das obras de autor num momento em que “a propriedade intelectual é posta em perigo e o governos e as pessoas, por desconhecimento, não se importam”, como disse em Janeiro João Lourenço, encenador e administrador adjunto da SPA. Cada categoria tem um júri de três elementos. [publico.pt]
A pintora, figurinista e cenógrafa Vera Castro, 63 anos, morreu esta madrugada no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC).
A professora aposentada encontrava-se internada no IPO há cerca de uma semana.
Num comunicado, a ESTC lamenta a morte de Vera Castro, e considera este "um momento de grande perda para a cultura em Portugal".
Aposentada da ESTC desde 2007, Vera Castro trabalhou como cenógrafa e figurinista para espetáculos de teatro e ópera com encenadores como Ricardo Pais, José Wallenstein, João Lourenço, Ana Tamen, Jorge Listopad, Rogério de Carvalho, Nuno Carinhas, Filipe La Féria e Cucha Carvalheiro.
Criou ainda figurinos para obras de Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Né Barros, Rui Lopes Graça e Mehmet Balkan.
Como pintora, está representada na coleção do Ministério da Cultura e em coleções particulares. Realizou exposições, entre outros espaços culturais, na Casa da Cerca, em Almada (2002), e na Galeria do Teatro Municipal de Almada (2007).
Prémio Estrela da Manhã de cenografia
Obteve em 1993 o Prémio da crítica de Cenografia, por "Estrelas da Manhã".
Nascida em Angola, a 11 de Setembro de 1946, viria a estudar pintura em Lisboa, na Escola António Arroio e na Escola Superior de Belas-Artes, e, mais tarde, gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.
Ingressou no ensino nos anos 1970, e foi requisitada pela ESTC em 1991, onde lecionou até 2007 técnicas de desenho e pintura, figurinos, cenografia e cenotécnica. [expresso.pt]
No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 7 de Fevereiro, pelas 21h30, será exibido o filme"Tetro" de Francis Ford Coppola com Vincent Gallo, Maribel Verdú e Alden Ehrenreich, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.
Estreiam, hoje, os filmes: "Tudo pode dar certo" de Woody Allen com Larry David, Adam Brooks, Lyle Kanouse e Evan Rachel Wood; "A Princesa e o Sapo" de Ron Clements e John Musker com as vozes, na versão portuguesa, de Ana Vieira, Paulo Vintém, Rui de Sá, Pedro Pereira, Mafalda Teixeira, Paulo Oom, André Gago, Natália Luísa, Luísa Salgueiro, Pedro Bargado, Fernando Luis, Beatriz Figueira, Francisca Borges e Carlos Freixo.
"Tudo pode dar certo"
Sinopse:
Boris Yelnikoff (Larry David) é um génio da física que sofre de insatisfação crónica e desprezo pelo género humano. Depois de perder a mulher num divórcio, um prémio Nobel e de quase ter perdido a sua própria vida numa tentativa de suicídio mal sucedida, resolve dar largas à sua misantropia e isolar-se numa pequena casa na cidade de Nova Iorque. Um dia encontra à sua porta Melody (Evan Rachel Wood), uma jovem fugitiva do Mississípi, cuja inocência e alegria de viver contagiante contrastam com o cinismo do cientista. Com o passar do tempo a doce rapariga instala-se em sua casa e invade a sua vida, preenchendo todas as lacunas do insatisfeito Boris. As suas vidas parecem perfeitas até ao dia em que os pais dela resolvem aparecer e revolucionar tudo à sua volta...
Uma comédia romântica sobre os encontros e os desencontros amorosos, que marca mais um regresso de Woddy Allen. [cinecartaz.publico.pt]
"A Princesa e o Sapo"
Sinopse:
De Nova Orleães, cidade berço do jazz, chega-nos uma versão actualizada da conhecida história d'' "A Princesa e o Sapo". Desta vez as coisas acontecem um pouco ao contrário e, após o beijo fatal, é a bela rapariga que se transforma num anfíbio verde e viscoso. A partir daí, numa grande aventura cheia de magia e belas canções, as duas pequenas criaturas vão ter de descobrir a forma de acabar com a maldição e, já agora, viverem felizes para sempre...
Com as vozes de John Goodman, Anika Noni Rose, Oprah Winfrey, David Keith, etc., é o regresso dos estúdios da Walt Disney à fórmula tradicional de animação através do desenho manual.[cinecartaz.publico.pt]
A Universidade de Évora decidiu distinguir, na 14ª edição do Prémio Vergílio Ferreira, a escritora Luísa Dacosta. A decisão, tomada por unanimidade, é explicada pelo presidente do júri, José Alberto Machado como sendo "uma grande autora que se notabilizou na literatura infantil, mas também ao nível das crónicas e das auto-biografias".
O professor universitário adiantou "ser esta uma forma de corrigir a ideia de que escreve apenas para o público infantil, chamando-se deste modo a atenção para as suas valias como cronista e diarista". Foi esta dimensão alargada da sua obra que o júri quis sublinhar.
José Alberto Machado avançou que o prémio será entregue, em cerimónia pública, como é habitual, na Sala dos Actos, no próximo dia 1 de Março, dia em que se assinala o aniversário da morte de Vergílio Ferreira.
Luísa Dacosta nasceu em Vila Real, em 1927, foi professora do ensino oficial, tendo iniciado a sua vida literária em 1995 com a publicação de um livro de contos intitulado "Província". Publicou mais de três dezenas de livros e vive actualmente no Porto.
O presidente do júri recordou que este galardão foi instituído em 1997 com o objectivo de distinguir, anualmente, escritores da língua portuguesa.[publico.pt]
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.
Rosa Lobato Faria tinha 17 anos e queria ser actriz. O pai deu-lhe a escolher. Ou ia para a faculdade em Coimbra, com tudo pago, ou para o conservatório, em Lisboa, pagando o curso com um emprego. Aceitou a vontade do pai. Foi estudar Germânicas. Isso quanto tinha 17 anos. Porque depois Rosa Lobato Faria, mulher forte e convicta, foi mesmo actriz. E poeta, escritora, argumentista e compositora. Quando questionada, respondia ser escritora. Mas, acto contínuo, acrescentava que ser actriz não era muito diferente: criar personagens e dar-lhes vida.
Rosa Lobato Faria morreu ontem num hospital de Lisboa, uma semana depois de ter sido internada com uma anemia grave. Tinha 77 anos e a saúde fragilizada desde que, seis meses antes, uma infecção intestinal a obrigara a submeter-se a uma cirurgia. O funeral terá lugar esta tarde, partindo da Igreja de Santa Isabel, ao Largo do Rato, onde será celebrada uma missa às 15h00.
Lançando o olhar sobre a sua vida, sobressai uma presença, constante e multifacetada. Começou a divulgar poesia na RTP, durante os anos 60, em colaboração com David Mourão-Ferreira, e integrou o elenco da primeira telenovela portuguesa, Vila Faia. Foi letrista com lugar reservado na história do Festival da Canção, com Amor de Água Fresca, cantado por Dina, ou Chamar a Música, por Sara Tavares, e uma escritora que, poeta há muito, chegou tarde ao romance. Aos 62 anos, com O Pranto de Lucífer, publicado em 1995. Chegou a tempo: dez romances e um deles, O Prenúncio das Águas, distinguido em 2000 com o Prémio Máxima da Literatura.
O seu editor, Manuel Alberto Valente, lamenta a "perda de uma grande amiga" e "uma pessoa extraordinária" e recorda como o seu primeiro romance, aparecendo já numa idade madura, "trazia para a área da ficção essa marca poética muito forte em todo o trabalho dela".
"Tinha prometido entregar-nos brevemente o novo romance que queria publicar ainda este ano", revela. "Não sei em que fase estava da escrita, mas vou agora tentar saber junto da família."
Rosa Lobato Faria dizia que toda a poesia e literatura que escreveu partiu do Alentejo das suas férias de infância - daquela paisagem, dos cantares das pessoas, da força da tradição que ali pressentia. Também nisso era múltipla: mulher moderna e cosmopolita, mas que nunca escondeu um imenso fascínio pela cultura popular.
Romancista, obviamente
O realizador Lauro António, que a filmou em Paisagem Sem Barcos (1983) e Vestido Cor de Fogo (1986), recorda-a como "uma pessoa muito delicada, sensível, de uma grande elegância, mas ao mesmo tempo muito intensa ao nível das suas convicções e paixões". Destaca: "Deixa uma marca forte no mundo do espectáculo e da cultura portuguesa." E acrescenta que "não sendo uma feminista militante, tinha uma personalidade forte, ajudando a alterar a imagem da mulher em Portugal nos últimos 50 anos".
Ela, que como nos refere Herman José, "odiava que a reduzissem a "autora de letras para cantigas"", deixou-nos no ouvido alguns dos momentos mais memoráveis no humor da televisão portuguesa. Com Herman, precisamente.
São dela as letras dos genéricos de Casino Royale, Crime na Pensão Estrelinha e Humor de Perdição. O humorista recorda a participação de Lobato Faria naquele último programa, onde interpretava Dona Cândida, "senhora das avenidas novas, que alugava quartos e se apaixonava por um boçal José Esteves": "Conquistou-nos a todos com a sua alegria e a sua transbordante juventude e, na sequência da morte de Carlos Paião, acabou por ocupar o espaço deixado livre na autoria de versos humorísticos para os meus programas e canções." Porém, aponta Herman, "o seu sonho foi sempre ser aceite como romancista".
No momento da sua morte, recordamo-la pelas letras das canções que escreveu, pela presença na televisão e no cinema, pelo teatro e pela poesia compilada em volumes como Os Deuses de Pedra (1983). Recordamo-la também, obviamente, como romancista. O seu último livro, As Esquinas do Tempo, foi publicado em 2008. A sua obra, como refere em comunicado a Porto Editora, "está traduzida em Espanha, França e Alemanha e representada em várias colectâneas de contos, em Portugal e no estrangeiro". Rosa Lobato Faria cumpriu o seu sonho. [publico.pt]
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.
“Restrepo”, um documentário-choque sobre o Afeganistão, e “Winter’s bone”, a busca de uma adolescente pelo seu pai, conquistaram o Grande Prémio do júri do 26º festival de Sundance, em Park City, Utah.
“Restrepo”, realizado pelos repórteres de guerra Tim Hetherington e Sebastian Junger, é um mergulho de uma rara violência no inferno da guerra, através da vida diária de um pelotão de 15 soldados norte-americanos, destacados numa das regiões mais perigosas do Afeganistão.
“Winter’s bone”, da norte-americana Debra Granik, elabora o retrato de uma adolescente que atravessa a região selvagem das montanhas de Ozark, no coração dos Estados Unidos, para reencontrar o seu pai, traficante de droga.
Na categoria filme de ficção estrangeira, o Grande Prémio do Júri foi atribuído ao australiano “Animal Kingdom” de David Michôd, que segue os passos de um adolescente à guarda de uma família de malfeitores em Melbourne.
O Grande Prémio do Júri do documentário estrangeiro foi para o filme dinamarquês “The Red Chapel”, Mads Brügger, no qual um grupo de jornalistas se faz passar por uma companhia de teatro para se infiltrar no regime norte-coreano.
O cinema latino-americano, bem representado, conquistou três prémios: o peruano Javier Fuentes-Leon ganhou com “Contracorriente” o prémio do público de melhor filme de ficção estrangeiro, enquanto o boliviano Juan Carlos Valdivia e “Zona Sur” foi distinguido pelo argumento e realização.
Mais de 110 filmes foram apresentados este ano em Sundance, 58 dos quais em competição.
O festival, fundado pelo actor Robert Redford para fazer contrapeso aos estúdios de Hollywood, oferecendo uma montra à produção independente, tornou-se após alguns anos no maior festival e mercado do filme nos Estados Unidos. [publico.pt]
O escritor e jornalista argentino Tomás Eloy Martínez morreu, em Buenos Aires, vitima de doença prolongada, anunciaram os seus familiares.
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 31 de Janeiro, pelas 21h30, será exibido o documentário "Capitalismo - uma história de amor" de Michael Moore, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.
Estreiam, hoje, os filmes: "Invictus" de Clint Eastwood com Matt Damon, Morgan Freeman e Scott Eastwood; "A Bela e o Paparazzo" de António Pedro Vasconcelos com Soraia Chaves, Marco D'Almeida, Pedro Laginha e Nicolau Breyner.
"Invictus"
Sinopse:
África do Sul, 1994. Nelson Mandela sai Presidente das primeiras eleições inter-raciais e inicia a árdua missão de sarar as feridas de 42 anos de "apartheid": as suas e as de todo um país.
Com a ajuda de François Pienaar (Matt Damon), capitão da Selecção sul-africana de râguebi, Mandela (Morgan Freeman) inspira um país inteiro, ainda consumido pela divisão entre negros e afrikaners (descendentes dos colonos europeus). Confiante que poderia pôr todos a olhar na mesma direcção, Mandela usa a equipa dos Springboks como símbolo da união nacional, levando-a até à final do Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995. É então que, contra todas as probabilidades, África do Sul vence a partida contra a fortíssima formação da Nova Zelândia e torna-se campeã do mundo.
Uma história verídica, realizada por Clint Eastwood, que mostra como a inspiração para algo grandioso pode ser encontrada nas pequenas conquistas de um povo. [cinecartaz.publico.pt]
"A Bela e o Paparazzo"
Sinopse:
Mariana (Soraia Chaves) é uma actriz de TV a passar por uma fase particularmente complicada: a novela onde participa está a perder audiência, as filmagens não correm como o esperado e a sua vida privada parece saída de um romance de cordel. Apesar disso, e por culpa dos paparazzi, que a perseguem dia e noite, continua sob os holofotes da imprensa cor-de-rosa e a aparecer continuamente nas capas das revistas do coração. João (Marco D'Almeida) é um paparazzo que vive escondido atrás de uma câmara e que faz da devassa da vida das estrelas o seu ganha-pão. Até que o inesperado acontece: Mariana e João conhecem-se e apaixonam-se.
A partir daí, ele vai provar do seu próprio veneno, pois é o romance de ambos a ser tema de capa de todas as publicações. Agora, o grande problema de João será fazer com que Mariana não descubra a sua verdadeira identidade e, como isso não fosse suficiente, resolver as constantes complicações dos seus dois extravagantes amigos (Nuno Markl e Pedro Laginha).
Uma comédia romântica de António-Pedro Vasconcelos, que tenta rever os valores da imprensa dita cor-de-rosa, as suas verdades e mentiras, e a forma como interfere com a vida de uma celebridade.[cinecartaz.publico.pt]
O poeta britânico Christopher Reid foi hoje distinguido com o Prémio Costa de literatura, pela colectânea de poemas "A Scattering", obra que homenageia a sua mulher, a actriz Lucinda Gane, que morreu em 2005.
Os poemas de "A Scattering" (traduzível por "A Dispersão"), escritos durante a fase final da doença da mulher e nos meses subsequentes à sua morte, foram descritos pelos membros do júri como "intensamente emocionantes, absorventes e sinceros".
Que música escutas tão atentamente
Eugénio de Andrade
O muito aguardado filme estreia a 4 de Março nas salas portuguesas e, enquanto não chega, vamo-nos saciando com detalhes.
Irrompeu no cinema como Ofélia, em Hamlet, ao lado de Laurence Olivier, foi estrela nas décadas de 1950 e 1960. A actriz Jean Simmons, intérprete em mais de 50 filmes e três dezenas de séries televisivas, nomeada para dois Óscares e vencedora de um Emmy, morreu sexta-feira de cancro do pulmão na sua casa em Santa Monica, na Califórnia, EUA, a uma semana de completar 81 anos.
"A minha carreira foi uma série de surpresas. Não estudei arte dramática e aprendi ao mesmo tempo que fazia. Nunca deixei de aprender", disse em 1993 à agência AFP, que ontem a recordava como actriz de uma beleza clássica. Esse traço levou-a a ser escolhida para papéis de várias heroínas da Antiguidade. David Lean, Otto Preminger, Joseph L. Mankiewicz e Stanley Kubrick foram realizadores que dirigiram Simmons.
Nascida a 31 de Janeiro de 1929, em Londres, começou aos 15 anos, no filme Give Us the Moon, de 1944, uma carreira que se prolongaria por seis décadas. O papel de Estella, na adaptação feita por David Lean, em 1946, da obra Great Expectations, de Charles Dickens, chamou a atenção para as suas qualidades e teve impacto na jovem dançarina e actriz. Até então, representar fora essencialmente divertimento. "Foi aí que pensei: "Sim, acho que é isto"", recordaria numa entrevista em 1990.
Com Ofélia, no Hamlet dirigido e interpretado por Olivier em 1948, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de melhor actriz secundária e um prémio de interpretação no Festival de Veneza, Jean estava lançada.
Em 1950, ano em que se casou com o actor Stewart Granger, trocou os estúdios britânicos por Hollywood, onde se tornou estrela da 20th Century Fox e passeou a sua versatilidade por filmes de época, romances, musicais e dramas. Em 1956 tornou-se cidadã norte-americana.
Destacou-se em filmes como The Actress, de George Cukor (1953); Guys and Dolls, de Mankiewicz, com Marlon Brando e Frank Sinatra (1955); ou Spartacus, de Stanley Kubrick, com Kirk Douglas (1960). O seu desempenho como alcoólica em The Happy Ending, de 1969, dirigido por Richard Brooks, o segundo marido, de que se divorciaria em 1977, valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de melhor actriz. O galardão voltou a fugir-lhe.
A partir dos anos 1970 as suas presenças no cinema tornaram-se raras. "Todas as actrizes têm de enfrentar o facto de que há raparigas mais jovens e mais bonitas mesmo atrás de si", diria em 1988 ao Toronto Star, em declarações agora recuperadas pelo Los Angeles Times. Por essa altura, a sua presença já era mais frequente na televisão. Pelo seu papel na mini-série The Thorn Birds, adaptação de um romance de Colleen McCullough, Jean ganhou em 1983 um Emmy. Em 1995 ainda voltou ao cinema, em How to make an American Quilt, com Winona Ryder e Anne Bancroft. "A minha carreira teve muitos altos e baixos, mas basicamente foi maravilhosa", disse em 1989 ao Los Angeles Times. [publico.pt]
No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 24 de Janeiro, pelas 21h30, será exibido o filme "Welcome" de Philippe Lioret com Vincent Lindon, Firat Ayverdi e Audrey Dana, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.
Estreiam, hoje, os filmes: "Nas Nuvens" de Jason Reitman com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick; "Não há crimes perfeitos" de James DeMonaco com Ethan Hawke, Vincent D'Onofrio e Seymour Cassel.
"Nas Nuvens"
Sinopse:
Ryan Bingham (George Clooney), um perito em downsizing corporativo, é protótipo máximo do moderno viajante. Ryan habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular - e porém... Ryan não tem na vida a que se possa agarrar. Quando se apaixona por uma companheira de viagem (Vera Farmiga), o seu patrão (Jason Bateman), inspirado por uma ambiciosa jovem perita em eficiência (Anna Kendrick), ameaça limitá-lo ao escritório, longe das constantes viagens. Deparando-se com a perspectiva, simultaneamente aterradora e excitante de ter de deixar de voar, Ryan começa a vislumbrar o verdadeiro significado de ter um lar. [cinema.ptgate.pt]
"Não há crimes perfeitos"
Sinopse:
Sully (Ethan Hawke), um séptico limpa fossas, é capaz de tudo para conseguir proporcionar ao seu filho um futuro brilhante. Jasper (Seymour Cassel), um homem humilde dono de uma mercearia gourmet, tem uma grande qualidade, aos olhos dos mafiosos que o obrigam a trabalhar para eles: é surdo-mudo. Parmie Tarzo (Vincent D'Onofrio), o chefe da máfia local, quer acabar com todos os seus concorrentes. Todos eles vivem em Staten Island, à sombra de Manhattan. Quando as suas vidas e sonhos se interceptam, nada de bom poderá acontecer... [cinema.ptgate.pt]
Há Dias
Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda.
Eugénio de Andrade
Sem perspectivas de lançamento de um novo álbum de estúdio em 2010, David Bowie está mesmo assim nas notícias: em Março, vai ser homenageado por 28 bandas num álbum tributo. Carla Bruni ("Absolute beginners"), Duran Duran ("Boys keep swinging"), Soulwax ("TBA"), A Place to Bury Strangers ("Sufragette City"), Warpaint ("Ashes to ashes"), Chairlift ("Always crashing in the same car"), entre outros, reuniram-se para gravar alguns dos clássicos do músico britânico. Para algo de completamente diferente, os Megapuss, a banda de Devendra Banhart, e o ex-Red Hot Chili Peppers John Frusciante, em "joint-venture" com os Swahili Blonde, optaram por versões em castelhano dos temas "Sound + Vision" e "Red money", respectivamente.
Os MGMT, anteriormente anunciados como parte do projecto, já não constam na lista de participações do álbum, ainda sem nome, cuja receita reverte inteiramente para a instituição de caridade Warchild. Entretanto, já no dia 25 de Janeiro, o camaleão do rock lança o trabalho ao vivo "A reality Tour", gravado em 2003, também com edição em DVD.[ipsilon.publico.pt]
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.
O épico 3D de James Cameron, “Avatar”, foi o grande vencedor dos Globos de Ouro que decorreram esta madrugada em Los Angeles, tendo conquistado a estatueta de melhor filme e de melhor realizador.
Na categoria de comédia, foi o filme “A Ressaca”, de Todd Phillips – igualmente um sucesso de bilheteira - que arrecadou a estatueta de melhor película, nos prémios que são considerados a rampa de lançamento para os Óscares, que serão distribuídos em Março próximo.
“O 3D é o futuro”, disse James Cameron – o realizador de Titanic – aos jornalistas, nos bastidores dos prémios. “Aquilo que ‘Avatar’ pôde fazer graças ao seu sucesso foi dar permissão aos outros realizadores para pensarem no 3D”, estimou, citado pela Reuters.
Na categoria de melhores interpretações, Sandra Bullock conquistou a estatueta de melhor interpretação feminina num filme dramático - "The Blind Side” (ainda sem tradução oficial em Português) – ao passo que Jeff Bridges foi considerado o melhor actor dramático, pelo seu papel de cantor “country” caído em desgraça em "Crazy Heart."
Em comédia, foram os actores Robert Downey, Jr. (“Sherlock Holmes”) e Meryl Streep ("Julie & Julia”) que levaram para casa os Globos de Ouro de melhor actor e actriz, respectivamente.
O filme “O Laço Branco”, de Michael Haneke, Palma de Ouro em Cannes 2009, conquistou a estatueta de melhor filme estrangeiro.
Na categoria de televisão, a série "Mad Men”, acerca do quotidiano de uma agência publicitária nova-iorquina na década de 1960, conquistou o seu terceiro Globo de Ouro consecutivo.
Na categoria comédia foi a série “Glee”, sobre um clube de canto e dança de um típico liceu norte-americano, que conquistou o Globo de Ouro, destronando do seu trono a série “30 Rock – Rockefeller 30”.
A antiga estrela de “ER” Julianna Margulies levou para casa a estatueta de melhor actriz de televisão numa série dramática - "The Good Wife" – e Michael C. Hall conquistou a estatueta de melhor actor dramático pelo seu papel de justiceiro em “Dexter”.
Alec Baldwin voltou a arrebatar o Globo de Ouro de melhor interpretação masculina numa série de comédia com “30 Rock – Rockefeller 30” e Toni Collette venceu com as suas múltiplas interpretações na série cómica “As Taras de Tara”.[publico.pt]
Sete filmes portugueses, sobretudo curtas-metragens de estreia, foram seleccionados para o vigésimo terceiro Festival Premiers Plans, dedicado a primeiras obras e que começa no dia 22 deste mês em Angers, França.
Na competição de curtas-metragens está "Arena", de João Salaviza, Palma de Ouro em Cannes, enquanto “Algo Importante”, do ilustrador João Fazenda, e “Pássaros”, do autor de banda desenhada Filipe Abranches, foram seleccionados para a competição de cinema de animação.
Fora de competição serão exibidos ainda "A meio da noite", animação de Fernando José Saraiva, e o premiado “Canção de amor e Saúde”, curta-metragem de João Nicolau.
Na programação para os mais pequenos foi incluído "A noite", de Regina Pessoa.
A única longa-metragem portuguesa seleccionada foi "Cinerama", de Inês Oliveira, que tem estreia comercial em Portugal a 18 de Março e que conta no elenco com Sofia Marques, Ricardo Aibéo e Diogo Dória.
"Gosto de trabalhar uma ficção como documentarista, aplicando os meus métodos de investigação que a cada filme adapto. A minha proposta com este filme é dar a ver e ouvir três crónicas que são expostas como um tríptico, ou como uma música de três andamentos", refere a realizadora na nota de intenções.
O Festival Premiers Plans, que já deu a conhecer primeiras obras de realizadores como Fatih Akin, Matteo Garrone e Arnaud Desplechin, decorrerá de 22 a 31 de Janeiro, em Angers, no norte de França. [publico.pt]
No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 17 de Janeiro, pelas 21h30, será exibido o filme "Birdwatchers" de Marco Bechis com Claudio Santamaria, Alicélia Batista Cabreira e Chiara Caselli, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.
Sinopse:
Mato Grosso do Sul, Brasil, hoje. Os fazendeiros têm uma vida rica e cheia de diversão. Possuem plantações transgénicas que se perdem de vista e passam os serões com os turistas vindos para ver os pássaros - Birdwatchers. Contudo, nos limites das suas propriedades cresce o descontentamento por parte dos Índios, antigos proprietários legítimos das terras. O suicídio de mais um jovem da reserva catalisa o conflito entre estes dois mundos opostos. No entanto, reside a “curiosidade do outro”. Uma curiosidade que aproximará o jovem aprendiz de xamã, Osvaldo, e a filha de um fazendeiro. [cinema.ptgate.pt]
Estreiam, hoje, os filmes: "O Laço Branco" de Michael Haneke com Ulrich Tukur, Susanne Lothar e Josef Bierbichler; "Nove" de Rob Marshall com Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson e Sophia Loren; "Parceiros no Crime" de Mimi Leder com Morgan Freeman, Antonio Banderas e Radha Mitchell.
"O Laço Branco"
Sinopse:
A acção decorre durante os 15 meses que precedem a I Guerra Mundial. A história é contada por um narrador que, tendo presenciado alguns dos factos, tenta encontrar fundamentos e justificações para os anos posteriores da História do seu país.
Numa aldeia remota, no Norte da Alemanha, vários incidentes vão retirar os seus habitantes da calma monotonia a que se habituaram. Esses eventos, de grande violência, parecem ser rituais punitivos justificados pela fervorosa religião protestante. Até que o professor da aldeia (Christian Friedel) começa a tentar perceber o terrível segredo por detrás de tudo...
Filmado a preto e branco, é, segundo as próprias palavras de Michael Heneke, um filme sobre "a origem de todo tipo de terrorismo, seja ele de natureza política ou religiosa".
Foi o grande vencedor da Palma de Ouro na 62.ª edição do Festival de Cannes e é o candidato alemão para o Óscar de melhor filme estrangeiro.[cinecartaz.publico.pt]
"Nove"
Sinopse:
Guido Contini (Daniel Day-Lewis) é um famoso realizador que se vê confrontado com uma profunda crise de meia-idade. A sua criatividade ressente-se com os dilemas pessoais e, a meio de um filme, sente-se a desabar. E as sete mulheres da sua vida parecem só acrescentar desequilíbrio à sua já instável existência: a esposa dedicada (Marion Cotillard), a amante (Penélope Cruz), a musa dos seus filmes (Nicole Kidman), a melhor amiga (Judi Dench), uma jornalista de moda (Kate Hudson), uma prostituta (Stacy Ferguson) e, finalmente, a sua mãe (Sophia Loren).
Um filme de Rob Marshall, adaptado do famoso musical homónimo da Broadway e uma homenagem ao grande clássico "8 ½", em que Fellini se auto-retrata como um cineasta em crise.
O filme está nomeado para cinco Globos de Ouro (a 17 de Janeiro): melhor comédia, actor em comédia (Daniel Day-Lewis), actriz (Marion Cotillard), actriz secundária (Penélope Cruz) e tema original. [cinecartaz.publico.pt]
"Parceiros no crime"
Sinopse:
A longa carreira de Keith Ripley (Morgan Freeman), famoso ladrão profissional, já conheceu melhores dias e Jack Monahan (Antonio Banderas), seu colega de profissão, está num momento particularmente complicado da sua vida. Quando se encontram a meio de um "trabalho", percebem que um tem o que falta ao outro e resolvem arriscar uma parceria num assalto particularmente complicado: o roubo dos dois Ovos Imperiais Fabergé, guardados na Rússia, num dos mais bem protegidos cofres do mundo. Até que Alexandra (Radha Mitchell), a afilhada de Ripley, é raptada pelo KGB e tudo se complica.[cinecartaz.publico.pt]
Os amantes sem dinheiro
Tinham o rosto aberto a quem passava
Tinham lendas e mitos
E frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
De mãos dadas com a água
E um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
O milagre de cada dia
Escorrendo pelos telhados,
E olhos de oiro
Onde ardiam
Os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
E silêncio
À roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
Um pássaro nascia dos seus dedos
E deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade