"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]
Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Prémios Autores distinguem Lobo Antunes

A primeira edição dos Prémios Autores, promovidos pela RTP e pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), distinguiu na noite de segunda-feira “Morrer como um homem”, de João Pedro Rodrigues (Melhor Filme), a Casa das Histórias (Melhor Exposição de Artes Visuais) e “Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar”, de António Lobo Antunes (Melhor Ficção Narrativa). Os Gato Fedorento, João Lagarto ou a coreógrafa Madalena Victorino foram outros dos premiados.

No Centro Cultural de Belém e numa cerimónia transmitida em directo na RTP1, foram também entregues os prémios SPA/RTP já conhecidos de antemão: o pintor Júlio Pomar foi distinguido com o prémio Vida e Obra e a Câmara de Cascais teve o prémio de Melhor Programação Cultural Autárquica – com destaque para o Estoril Film Festival e a Casa das Histórias, que reúne obras de Paula Rego.

No cinema, além do filme de João Pedro Rodrigues, foi distinguida Margarida Carvalho (Melhor Actriz) por “Veneno Cura”, de Raquel Freire, e João Lagarto foi o Melhor Actor em “4 Copas”.

O júri da categoria Literatura distinguiu ainda o Melhor Livro de Poesia, “A Luz Fraterna”, de António Osório, e o Melhor Livro de Literatura Infanto-Juvenil, “O Tubarão na Banheira”, de David Machado.

As artes de palco viram premiados Madalena Victorino, pela Melhor Coreografia de Dança em “Vale”, bem como a peça de teatro “A Orelha de Deus”, encenada por Cristina Carvalhal, o Melhor Espetáculo. Sílvia Filipe foi premiada como Melhor Atriz por três peças: “Esta Noite Improvisa-se”, “Huis Clos” e “O Peso das Razões”. O congénere masculino é Henrique Feist, por “Máquina de Somar”.

O júri de Música considerou “Margarida”, de Cristina Branco, a Melhor Canção e premiou ainda o Melhor Disco, “Space Grace” de Dénnis González e João Paulo, e “Música Portuguesa para um Quarteto”, do Quarteto Lopes-Graça, como Melhor Trabalho de Música Erudita.

Eduardo Gageiro é o autor do Melhor Trabalho de Fotografia com a “Grande Retrospectiva” e “Crucificado”, de Rui Francisco, foi o Melhor Trabalho Cenográfico.

Na TV, a RTP teve uma dupla vitória com Joaquim Furtado a assinar o Melhor Programa de Informação na segunda temporada de “A Guerra” (RTP) e a adaptação “Conta-me como Foi” a receber o prémio de Melhor Programa de Ficção. A SIC entra em cena com o de Melhor Programa de Entretenimento de 2009, “Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios”. Na Rádio, o programa “Encontros com o Património”, de Manuel Vilas-Boas, foi escolhido como o Melhor Programa.

Os Prémios Autores são uma iniciativa da SPA acolhida pela RTP para sublinhar a importância das obras de autor num momento em que “a propriedade intelectual é posta em perigo e o governos e as pessoas, por desconhecimento, não se importam”, como disse em Janeiro João Lourenço, encenador e administrador adjunto da SPA. Cada categoria tem um júri de três elementos. [publico.pt]
 



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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Biblioteca Britânica coloca online obras do séc. XIX

 

Mais de 65 mil obras de ficção do século XIX em poder da Biblioteca Britânica poderão ser descarregadas digitalmente, sem encargos, a partir da primavera, anunciou o jornal "Sunday Times".
Quem possuir o leitor digital Amazon Kindle poderá aceder aos trabalhos originais de Charles Dickens, Jane Austen ou Thomas Hardy, assim como obras de milhares de autores menos conhecidos armazenados na instituição britânica.
Este projecto digital é financiado pelo gigante informático Microsoft, e o montante envolvido não foi revelado, mas a biblioteca limitou-se a considerar que é "muito generoso".
A directora da Biblioteca Britânica, Lynne Brindley, disse ao jornal que colocar à disposição da população "livros históricos vai dar a possibilidade de revolucionar o acesso aos recursos da maior biblioteca do mundo".
Durante os últimos três anos, a Microsoft tem vindo a ajudar a Biblioteca Britânica a digitalizar livros. A biblioteca está a digitalizar os livros do século XIX, cujos textos já não têm direitos de autor, porque expiram setenta anos depois da morte dos escritores.
A instituição pretende ampliar esta digitalização aos livros do início do século XX. [dn.pt]
 


publicado por bibliotecadafeira às 23:00
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Vera Castro: 1947 - 2010

 

A pintora, figurinista e cenógrafa Vera Castro, 63 anos, morreu esta madrugada no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). 

A professora aposentada encontrava-se internada no IPO há cerca de uma semana.

Num comunicado, a ESTC lamenta a morte de Vera Castro, e considera este "um momento de grande perda para a cultura em Portugal". 

Aposentada da ESTC desde 2007, Vera Castro trabalhou como cenógrafa e figurinista para espetáculos de teatro e ópera com encenadores como Ricardo Pais, José Wallenstein, João Lourenço, Ana Tamen, Jorge Listopad, Rogério de Carvalho, Nuno Carinhas, Filipe La Féria e Cucha Carvalheiro.   

Criou ainda figurinos para obras de Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Né Barros, Rui Lopes Graça e Mehmet Balkan.  

Como pintora, está representada na coleção do Ministério da Cultura e em coleções particulares.  Realizou exposições, entre outros espaços culturais, na Casa da Cerca, em Almada (2002), e na Galeria do Teatro Municipal de Almada (2007). 

Prémio Estrela da Manhã de cenografia

Obteve em 1993 o Prémio da crítica de Cenografia, por "Estrelas da Manhã".

Nascida em Angola, a 11 de Setembro de 1946, viria a estudar pintura em Lisboa, na Escola António Arroio e na Escola Superior de Belas-Artes, e, mais tarde, gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.

Ingressou no ensino nos anos 1970, e foi requisitada pela ESTC em 1991, onde lecionou até 2007 técnicas de desenho e pintura, figurinos, cenografia e cenotécnica. [expresso.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 22:53
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Sugestão de leituras

 

Título: Pela Floresta
Autor e ilustrador: Anthony Browne
Editora: Kalandraka
 
Anthony Browne, no estilo que lhe é habitual, constrói um álbum narrativo que promove, através da intertextualidade, o diálogo com o património literário ligado aos contos tradicionais, cujas personagens, espaços e motivos vão surgindo na história principal. Esta gira em torno de um rapaz cujo pai, súbita e inexplicavelmente, desaparece. Solicitado a visitar a avó que se encontra doente, e depois de ter resolvido atravessar a floresta contra as indicações da mãe, o rapaz encontra sucessivamente várias personagens de diferentes contos, como a menina dos caracóis dourados e Hansel e Gretel. Quando o rapaz encontra o casaco vermelho e resolve vesti-lo, o leitor cria fortes expectativas que, curiosamente, o narrador se diverte a estimular a frustrar, brincando com a capacidade de antecipação do leitor e jogando com ele um jogo de pistas falsas e surpresas inesperadas. As ilustrações, figurativas e expressivas, complementam e aprofundam o texto, funcionando em estreita articulação com ele.
 
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.
 


publicado por bibliotecadafeira às 12:12
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"Tetro" no auditório da biblioteca

 

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 7 de Fevereiro, pelas 21h30, será exibido o filme"Tetro" de Francis Ford Coppola com Vincent Gallo, Maribel Verdú e Alden Ehrenreich, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.
 

 



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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
"Tudo pode dar certo" e "A Princesa e o Sapo"

Estreiam, hoje, os filmes: "Tudo pode dar certo" de Woody Allen com Larry David, Adam Brooks, Lyle Kanouse e  Evan Rachel Wood; "A Princesa e o Sapo" de Ron Clements e John Musker com as vozes, na versão portuguesa, de Ana Vieira, Paulo Vintém, Rui de Sá, Pedro Pereira, Mafalda Teixeira, Paulo Oom, André Gago, Natália Luísa, Luísa Salgueiro, Pedro Bargado, Fernando Luis, Beatriz Figueira, Francisca Borges e Carlos Freixo.

 

"Tudo pode dar certo"

  

Sinopse:

Boris Yelnikoff (Larry David) é um génio da física que sofre de insatisfação crónica e desprezo pelo género humano. Depois de perder a mulher num divórcio, um prémio Nobel e de quase ter perdido a sua própria vida numa tentativa de suicídio mal sucedida, resolve dar largas à sua misantropia e isolar-se numa pequena casa na cidade de Nova Iorque. Um dia encontra à sua porta Melody (Evan Rachel Wood), uma jovem fugitiva do Mississípi, cuja inocência e alegria de viver contagiante contrastam com o cinismo do cientista. Com o passar do tempo a doce rapariga instala-se em sua casa e invade a sua vida, preenchendo todas as lacunas do insatisfeito Boris. As suas vidas parecem perfeitas até ao dia em que os pais dela resolvem aparecer e revolucionar tudo à sua volta...
Uma comédia romântica sobre os encontros e os desencontros amorosos, que marca mais um regresso de Woddy Allen. [cinecartaz.publico.pt]

 

"A Princesa e o Sapo"

 

 

Sinopse:

De Nova Orleães, cidade berço do jazz, chega-nos uma versão actualizada da conhecida história d'' "A Princesa e o Sapo". Desta vez as coisas acontecem um pouco ao contrário e, após o beijo fatal, é a bela rapariga que se transforma num anfíbio verde e viscoso. A partir daí, numa grande aventura cheia de magia e belas canções, as duas pequenas criaturas vão ter de descobrir a forma de acabar com a maldição e, já agora, viverem felizes para sempre...
Com as vozes de John Goodman, Anika Noni Rose, Oprah Winfrey, David Keith, etc., é o regresso dos estúdios da Walt Disney à fórmula tradicional de animação através do desenho manual.[cinecartaz.publico.pt]

 



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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Na mesa dos poetas

 

Rosa Lobato de Faria – Lisboa
Abril de 1932 – Fevereiro 2010
  
Afirmas que brigamos. Que foi grave.
Que o que dissemos já não tem perdão.
Que vais deixar aí a tua chave
E vais à cave içar o teu malão.

Mas como destrinçar os nossos bens?
Que livro? Que lembranças? Que papel?
Os meus olhos, bem vês, és tu que os tens.
Não te devolvo – é minha – a tua pele.

Achei ali um sonho muito velho,
Não sei se o queres levar, já está no fio.
E o teu casaco roto, aquele vermelho
Que eu costumo vestir quando está frio?

E a planta que eu comprei e tu regavas?
E o sol que dá no quarto de manhã?
É meu o teu cachorro que eu tratava?
É teu o meu canteiro de hortelã?

A qual de nós pertence este destino?
Este beijo era meu? Ou já não era?
E o que faço das praias que não vimos?
Das marés que estão lá à nossa espera?

Dividimos ao meio as madrugadas?
E a falésia das tardes de Novembro?
E as sonatas que ouvimos de mãos dadas?

De quem é esta briga? Não me lembro.
 
Rosa Lobato de Faria
 
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.
 


publicado por bibliotecadafeira às 12:55
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Luísa Dacosta recebe Prémio Vergílio Ferreira

 

 

A Universidade de Évora decidiu distinguir, na 14ª edição do Prémio Vergílio Ferreira, a escritora Luísa Dacosta. A decisão, tomada por unanimidade, é explicada pelo presidente do júri, José Alberto Machado como sendo "uma grande autora que se notabilizou na literatura infantil, mas também ao nível das crónicas e das auto-biografias".

O professor universitário adiantou "ser esta uma forma de corrigir a ideia de que escreve apenas para o público infantil, chamando-se deste modo a atenção para as suas valias como cronista e diarista". Foi esta dimensão alargada da sua obra que o júri quis sublinhar.
José Alberto Machado avançou que o prémio será entregue, em cerimónia pública, como é habitual, na Sala dos Actos, no próximo dia 1 de Março, dia em que se assinala o aniversário da morte de Vergílio Ferreira.
Luísa Dacosta nasceu em Vila Real, em 1927, foi professora do ensino oficial, tendo iniciado a sua vida literária em 1995 com a publicação de um livro de contos intitulado "Província". Publicou mais de três dezenas de livros e vive actualmente no Porto.
O presidente do júri recordou que este galardão foi instituído em 1997 com o objectivo de distinguir, anualmente, escritores da língua portuguesa.[publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 11:25
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Rosa Lobato Faria: 1932 - 2010

 

 

Rosa Lobato Faria tinha 17 anos e queria ser actriz. O pai deu-lhe a escolher. Ou ia para a faculdade em Coimbra, com tudo pago, ou para o conservatório, em Lisboa, pagando o curso com um emprego. Aceitou a vontade do pai. Foi estudar Germânicas. Isso quanto tinha 17 anos. Porque depois Rosa Lobato Faria, mulher forte e convicta, foi mesmo actriz. E poeta, escritora, argumentista e compositora. Quando questionada, respondia ser escritora. Mas, acto contínuo, acrescentava que ser actriz não era muito diferente: criar personagens e dar-lhes vida.

Rosa Lobato Faria morreu ontem num hospital de Lisboa, uma semana depois de ter sido internada com uma anemia grave. Tinha 77 anos e a saúde fragilizada desde que, seis meses antes, uma infecção intestinal a obrigara a submeter-se a uma cirurgia. O funeral terá lugar esta tarde, partindo da Igreja de Santa Isabel, ao Largo do Rato, onde será celebrada uma missa às 15h00.
Lançando o olhar sobre a sua vida, sobressai uma presença, constante e multifacetada. Começou a divulgar poesia na RTP, durante os anos 60, em colaboração com David Mourão-Ferreira, e integrou o elenco da primeira telenovela portuguesa, Vila Faia. Foi letrista com lugar reservado na história do Festival da Canção, com Amor de Água Fresca, cantado por Dina, ou Chamar a Música, por Sara Tavares, e uma escritora que, poeta há muito, chegou tarde ao romance. Aos 62 anos, com O Pranto de Lucífer, publicado em 1995. Chegou a tempo: dez romances e um deles, O Prenúncio das Águas, distinguido em 2000 com o Prémio Máxima da Literatura.
O seu editor, Manuel Alberto Valente, lamenta a "perda de uma grande amiga" e "uma pessoa extraordinária" e recorda como o seu primeiro romance, aparecendo já numa idade madura, "trazia para a área da ficção essa marca poética muito forte em todo o trabalho dela".
"Tinha prometido entregar-nos brevemente o novo romance que queria publicar ainda este ano", revela. "Não sei em que fase estava da escrita, mas vou agora tentar saber junto da família."
Rosa Lobato Faria dizia que toda a poesia e literatura que escreveu partiu do Alentejo das suas férias de infância - daquela paisagem, dos cantares das pessoas, da força da tradição que ali pressentia. Também nisso era múltipla: mulher moderna e cosmopolita, mas que nunca escondeu um imenso fascínio pela cultura popular.

Romancista, obviamente

O realizador Lauro António, que a filmou em Paisagem Sem Barcos (1983) e Vestido Cor de Fogo (1986), recorda-a como "uma pessoa muito delicada, sensível, de uma grande elegância, mas ao mesmo tempo muito intensa ao nível das suas convicções e paixões". Destaca: "Deixa uma marca forte no mundo do espectáculo e da cultura portuguesa." E acrescenta que "não sendo uma feminista militante, tinha uma personalidade forte, ajudando a alterar a imagem da mulher em Portugal nos últimos 50 anos".
Ela, que como nos refere Herman José, "odiava que a reduzissem a "autora de letras para cantigas"", deixou-nos no ouvido alguns dos momentos mais memoráveis no humor da televisão portuguesa. Com Herman, precisamente.
São dela as letras dos genéricos de Casino Royale, Crime na Pensão Estrelinha e Humor de Perdição. O humorista recorda a participação de Lobato Faria naquele último programa, onde interpretava Dona Cândida, "senhora das avenidas novas, que alugava quartos e se apaixonava por um boçal José Esteves": "Conquistou-nos a todos com a sua alegria e a sua transbordante juventude e, na sequência da morte de Carlos Paião, acabou por ocupar o espaço deixado livre na autoria de versos humorísticos para os meus programas e canções." Porém, aponta Herman, "o seu sonho foi sempre ser aceite como romancista".
No momento da sua morte, recordamo-la pelas letras das canções que escreveu, pela presença na televisão e no cinema, pelo teatro e pela poesia compilada em volumes como Os Deuses de Pedra (1983). Recordamo-la também, obviamente, como romancista. O seu último livro, As Esquinas do Tempo, foi publicado em 2008. A sua obra, como refere em comunicado a Porto Editora, "está traduzida em Espanha, França e Alemanha e representada em várias colectâneas de contos, em Portugal e no estrangeiro". Rosa Lobato Faria cumpriu o seu sonho. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 11:07
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Tolentino Mendonça vence Prémio Fundação Inês de Castro

 

José Tolentino Mendonça, com «O Viajante Sem Sono (Assírio & Alvim)», venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro.
Poeta, tradutor e professor de Estudos Bíblicos na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lisboa, Tolentino Mendonça vai receber o prémio, uma escultora de João Cutileiro, no próximo sábado, dia 6 de Fevereiro, pelas 17h00, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. [diariodigital.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 09:59
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“Restrepo” e “Winter’ s bone” premiados no 26º festival de Sundance

 

 

Restrepo”, um documentário-choque sobre o Afeganistão, e “Winter’s bone”, a busca de uma adolescente pelo seu pai, conquistaram o Grande Prémio do júri do 26º festival de Sundance, em Park City, Utah.

“Restrepo”, realizado pelos repórteres de guerra Tim Hetherington e Sebastian Junger, é um mergulho de uma rara violência no inferno da guerra, através da vida diária de um pelotão de 15 soldados norte-americanos, destacados numa das regiões mais perigosas do Afeganistão.
“Winter’s bone”, da norte-americana Debra Granik, elabora o retrato de uma adolescente que atravessa a região selvagem das montanhas de Ozark, no coração dos Estados Unidos, para reencontrar o seu pai, traficante de droga.
Na categoria filme de ficção estrangeira, o Grande Prémio do Júri foi atribuído ao australiano “Animal Kingdom” de David Michôd, que segue os passos de um adolescente à guarda de uma família de malfeitores em Melbourne.
O Grande Prémio do Júri do documentário estrangeiro foi para o filme dinamarquês “The Red Chapel”, Mads Brügger, no qual um grupo de jornalistas se faz passar por uma companhia de teatro para se infiltrar no regime norte-coreano.
O cinema latino-americano, bem representado, conquistou três prémios: o peruano Javier Fuentes-Leon ganhou com “Contracorriente” o prémio do público de melhor filme de ficção estrangeiro, enquanto o boliviano Juan Carlos Valdivia e “Zona Sur” foi distinguido pelo argumento e realização.
Mais de 110 filmes foram apresentados este ano em Sundance, 58 dos quais em competição.
O festival, fundado pelo actor Robert Redford para fazer contrapeso aos estúdios de Hollywood, oferecendo uma montra à produção independente, tornou-se após alguns anos no maior festival e mercado do filme nos Estados Unidos. [publico.pt]
 



publicado por bibliotecadafeira às 09:44
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Tomás Eloy Martínez: 1934 - 2010

 

O escritor e jornalista argentino Tomás Eloy Martínez morreu, em Buenos Aires, vitima de doença prolongada, anunciaram os seus familiares.

O escritor escreveu o livro "Santa Evita" (1995), que conta a história movimentada dos restos mortais de Eva Peron, que morreu em 1952 em Buenos Aires.[visao.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 10:46
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J. D. Salinger: 1919 - 2010

 

Holden Caulfield, a personagem mais carismática criada pelo escritor norte-americano J.D. Salinger, que morreu aos 91 anos, queria que, quando morresse, alguém tivesse bom senso suficiente para o lançar num rio ou coisa parecida. Podiam fazer-lhe tudo, menos colocá-lo num maldito cemitério, onde as pessoas vão aos domingos depositar ramos de flores no estômago dos mortos e toda essa treta. "Quem quer flores quando está morto? Ninguém", dizia o adolescente.
Phyllis Westberg, o agente literário do autor de Uma Agulha no Palheiro, divulgou em comunicado que o escritor morreu de causas naturais em sua casa em Cornish, New Hampshire, nos Estados Unidos. No documento, a família explica que em coerência com o desejo mostrado por Salinger ao longo de toda a vida, de proteger e defender a sua privacidade, não haverá serviço fúnebre. Pedem respeito pelo escritor e pelo seu trabalho e que a privacidade também se estenda à família, individual e colectivamente, durante este momento de luto. (...)
Acabaram-se assim as mistificações à volta de J. D. Salinger, um escritor com uma história particular e a quem o New York Times chamou "a Garbo das Letras", "famoso por não querer ser famoso". Alguém, com uma obra composta por um romance (que era lido como um rito de passagem) e três novelas e livros de contos ( o último publicado em 1965), que foi capaz de tomar a decisão de desaparecer para sempre dos olhares do resto do mundo no auge da fama. Sabia-se que estava vivo mas pouco mais.
Até que no ano passado, aos 90 anos, o escritor conseguiu que um juiz federal impedisse, por tempo indeterminado, a publicação nos EUA do livro 60 Years Later: Coming Through The Rye, uma sequela não autorizada escrita pelo sueco Frederick Colting do seu clássico.
Os vizinhos em Cornish raramente o viam, afirma a Reuters, e Salinger nunca respondia a telefonemas ou a cartas de leitores. Teria sido uma desilusão para a personagem que ele próprio inventou, pois, lembra a agência noticiosa, Holden Caulfield dizia que o que realmente mexia com ele era um livro que, quando se acaba de ler, nos faz desejar que o autor que o escreveu seja nosso amigo e lhe possamos telefonar quando nos apetecer.
O autor fetiche da geração do pós-guerra, Jerome David Salinger, nasceu em Manhattan, em Nova Iorque, em 1919. Era filho de Sol Salinger, um importador de queijo, e de Marie Jillich. Começou a escrever aos 15 anos, quando entrou no colégio militar da Pensilvânia. Aí descobriu Hemingway e Fitzgerald e o seu pai, que tinha enviado o filho para a Europa onde faria um estágio para se aperfeiçoar na carreira da indústria alimentar, rendeu-se à evidência: ele nunca lhe iria suceder no negócio de família.
De regresso aos EUA, em 1940, publica a sua primeira história numa revista: The Young Ones, na Story. Em 1942, é chamado para a Segunda Guerra Mundial. Participa no desembarque na Normandia e na libertação de Paris, onde conhece aquela que viria a ser a sua primeira mulher, Sylvia.
Começa a publicar contos na revista New Yorker em 1946, o primeiro com a personagem Holden Caulfield, que aparecerá depois em Uma Agulha no Palheiro, em 1951. Foi com as aventuras do adolescente de 16 anos que ficou famoso. Por causa das críticas a Franny e Zooey, de 1961, torna-se um eremita. Numa rara entrevista ao New York Times, em 1974, disse que encontrou uma "paz maravilhosa" ao deixar de publicar por ser uma invasão terrível da privacidade e revelava: "Gosto de escrever. Mas escrevo só para mim e para meu próprio prazer."
Casou também com Claire Douglas, de quem tem dois filhos. Teve uma ligação com Joyce Maynard, de 18 anos, com quem começou a trocar cartas; e nos anos 80 casou-se com Colleen O"Neill, uma enfermeira 40 anos mais nova do que ele.
Nunca vendeu os direitos da adaptação ao cinema de Uma Agulha no Palheiro e foi este o livro que Mark Chapman - o homem que assassinou John Lennon - pediu ao ex-Beatle para autografar na manhã em que o matou. [ipsilon.publico.pt]
 
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.
 


publicado por bibliotecadafeira às 10:44
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
"Capitalismo - uma história de amor" no auditório da biblioteca

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 31 de Janeiro, pelas 21h30, será exibido o documentário "Capitalismo - uma história de amor" de Michael Moore, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.

 

 



publicado por bibliotecadafeira às 09:10
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
"Invictus" e "A Bela e o Paparazzo"

Estreiam, hoje, os filmes: "Invictus" de Clint Eastwood com Matt Damon, Morgan Freeman e Scott Eastwood; "A Bela e o Paparazzo" de António Pedro Vasconcelos com Soraia Chaves, Marco D'Almeida, Pedro Laginha e Nicolau Breyner.

 

"Invictus"

  

 

Sinopse:

África do Sul, 1994. Nelson Mandela sai Presidente das primeiras eleições inter-raciais e inicia a árdua missão de sarar as feridas de 42 anos de "apartheid": as suas e as de todo um país.
Com a ajuda de François Pienaar (Matt Damon), capitão da Selecção sul-africana de râguebi, Mandela (Morgan Freeman) inspira um país inteiro, ainda consumido pela divisão entre negros e afrikaners (descendentes dos colonos europeus). Confiante que poderia pôr todos a olhar na mesma direcção, Mandela usa a equipa dos Springboks como símbolo da união nacional, levando-a até à final do Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995. É então que, contra todas as probabilidades, África do Sul vence a partida contra a fortíssima formação da Nova Zelândia e torna-se campeã do mundo.
Uma história verídica, realizada por Clint Eastwood, que mostra como a inspiração para algo grandioso pode ser encontrada nas pequenas conquistas de um povo. [cinecartaz.publico.pt]

 

"A Bela e o Paparazzo"

 

 

Sinopse:

Mariana (Soraia Chaves) é uma actriz de TV a passar por uma fase particularmente complicada: a novela onde participa está a perder audiência, as filmagens não correm como o esperado e a sua vida privada parece saída de um romance de cordel. Apesar disso, e por culpa dos paparazzi, que a perseguem dia e noite, continua sob os holofotes da imprensa cor-de-rosa e a aparecer continuamente nas capas das revistas do coração. João (Marco D'Almeida) é um paparazzo que vive escondido atrás de uma câmara e que faz da devassa da vida das estrelas o seu ganha-pão. Até que o inesperado acontece: Mariana e João conhecem-se e apaixonam-se.
A partir daí, ele vai provar do seu próprio veneno, pois é o romance de ambos a ser tema de capa de todas as publicações. Agora, o grande problema de João será fazer com que Mariana não descubra a sua verdadeira identidade e, como isso não fosse suficiente, resolver as constantes complicações dos seus dois extravagantes amigos (Nuno Markl e Pedro Laginha).
Uma comédia romântica de António-Pedro Vasconcelos, que tenta rever os valores da imprensa dita cor-de-rosa, as suas verdades e mentiras, e a forma como interfere com a vida de uma celebridade.[cinecartaz.publico.pt]
 



publicado por bibliotecadafeira às 08:55
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Britânico Christopher Reid recebe Prémio Costa

O poeta britânico Christopher Reid foi hoje distinguido com o Prémio Costa de literatura, pela colectânea de poemas "A Scattering", obra que homenageia a sua mulher, a actriz Lucinda Gane, que morreu em 2005.

Os poemas de "A Scattering" (traduzível por "A Dispersão"), escritos durante a fase final da doença da mulher e nos meses subsequentes à sua morte, foram descritos pelos membros do júri como "intensamente emocionantes, absorventes e sinceros".

Reid, de 60 anos, que recebeu o prémio - no valor pecuniário de 30 mil libras (34.500 euros) - em Londres, era um dos cinco finalistas do galardão, que distingue autores radicados no Reino Unido e na Irlanda e que é o único galardão literário que não estabelece distinções entre a literatura infantil e a adulta.[rtp.pt]


publicado por bibliotecadafeira às 12:54
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Na mesa dos poetas

 Que música escutas tão atentamente

 
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.
 

Eugénio de Andrade

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
"Alice no País das Maravilhas"

 

 

O muito aguardado filme estreia a 4 de Março nas salas portuguesas e, enquanto não chega, vamo-nos saciando com detalhes.

Vimos o trailer e já nos entusiasmámos com a perversidade "camp" do Chapeleiro Louco de Johnny Depp, com a Rainha de Copas de Helena Bonham-Carter e com aquilo que, às mãos de Tim Burton, parece vir a ser uma nunca antes tão perturbadora "Alice no País das Maravilhas".
O muito aguardado filme estreia a 4 de Março nas salas portuguesas e, enquanto não chega, vamo-nos saciando com detalhes. Como a banda sonora, que o histórico colaborador de Burton, Danny Elfman, partilha com um caldeirão de bandas agora revelado - e no mínimo surpreendente.
Domina aquela espécie de punk para adolescente trautear, como o dos All-American Rejects ("The poison"), o da colaboração entre Mark "Blink 182" Hoppus e Pete "Fall Out Boy" Wentz ("In transit") ou o dos Plain White T's ("Welcome to mistery"). Também há pitadas de gótico adulto na cabeleira de Robert Smith ("Very good advice"), um traço de eyeliner preto via Avril Lavigne ("Alice (Underground)") e um grupo de personagens que, fossem contemporâneas de Lewis Carroll, poderiam ter integrado a galeria de figuras bizarras com que o autor inglês povoou o País das Maravilhas: sim, os Tokyo Hotel também marcam presença, acompanhados por Kerli, com "Strange".
Fugindo ao padrão, temos os Franz Ferdinand ou os Wolfmother. Isto, claro, sem esquecer aquele clássico impossível de ignorar: "White rabbit", dos Jefferson Airplane, foi regravado por Grace Potter And The Nocturnals.[ipsilon.publico.pt]


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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Jean Simmons: 1929 - 2010

 

 

Irrompeu no cinema como Ofélia, em Hamlet, ao lado de Laurence Olivier, foi estrela nas décadas de 1950 e 1960. A actriz Jean Simmons, intérprete em mais de 50 filmes e três dezenas de séries televisivas, nomeada para dois Óscares e vencedora de um Emmy, morreu sexta-feira de cancro do pulmão na sua casa em Santa Monica, na Califórnia, EUA, a uma semana de completar 81 anos.

"A minha carreira foi uma série de surpresas. Não estudei arte dramática e aprendi ao mesmo tempo que fazia. Nunca deixei de aprender", disse em 1993 à agência AFP, que ontem a recordava como actriz de uma beleza clássica. Esse traço levou-a a ser escolhida para papéis de várias heroínas da Antiguidade. David Lean, Otto Preminger, Joseph L. Mankiewicz e Stanley Kubrick foram realizadores que dirigiram Simmons.
Nascida a 31 de Janeiro de 1929, em Londres, começou aos 15 anos, no filme Give Us the Moon, de 1944, uma carreira que se prolongaria por seis décadas. O papel de Estella, na adaptação feita por David Lean, em 1946, da obra Great Expectations, de Charles Dickens, chamou a atenção para as suas qualidades e teve impacto na jovem dançarina e actriz. Até então, representar fora essencialmente divertimento. "Foi aí que pensei: "Sim, acho que é isto"", recordaria numa entrevista em 1990.
Com Ofélia, no Hamlet dirigido e interpretado por Olivier em 1948, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de melhor actriz secundária e um prémio de interpretação no Festival de Veneza, Jean estava lançada.
Em 1950, ano em que se casou com o actor Stewart Granger, trocou os estúdios britânicos por Hollywood, onde se tornou estrela da 20th Century Fox e passeou a sua versatilidade por filmes de época, romances, musicais e dramas. Em 1956 tornou-se cidadã norte-americana.
Destacou-se em filmes como The Actress, de George Cukor (1953); Guys and Dolls, de Mankiewicz, com Marlon Brando e Frank Sinatra (1955); ou Spartacus, de Stanley Kubrick, com Kirk Douglas (1960). O seu desempenho como alcoólica em The Happy Ending, de 1969, dirigido por Richard Brooks, o segundo marido, de que se divorciaria em 1977, valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de melhor actriz. O galardão voltou a fugir-lhe.
A partir dos anos 1970 as suas presenças no cinema tornaram-se raras. "Todas as actrizes têm de enfrentar o facto de que há raparigas mais jovens e mais bonitas mesmo atrás de si", diria em 1988 ao Toronto Star, em declarações agora recuperadas pelo Los Angeles Times. Por essa altura, a sua presença já era mais frequente na televisão. Pelo seu papel na mini-série The Thorn Birds, adaptação de um romance de Colleen McCullough, Jean ganhou em 1983 um Emmy. Em 1995 ainda voltou ao cinema, em How to make an American Quilt, com Winona Ryder e Anne Bancroft. "A minha carreira teve muitos altos e baixos, mas basicamente foi maravilhosa", disse em 1989 ao Los Angeles Times. [publico.pt]

 



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Sábado, 23 de Janeiro de 2010
“Welcome” no auditório da biblioteca

 

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 24 de Janeiro, pelas 21h30, será exibido o filme "Welcome" de Philippe Lioret com Vincent Lindon, Firat Ayverdi e Audrey Dana, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.

 

Sinopse:
Bilal, 17 anos, deixou o Iraque depois de a sua namorada ter emigrado para o Reino Unido. Vive uma viagem aventureira pela Europa só para a voltar a ver. Mas no Norte de França a caminhada chegou abruptamente ao fim. Bilal e Mina estão separados pelo Canal da Mancha - o mais movimentado do mundo. Terá Bilial a coragem para o atravessar? É então que começam os treinos na piscina local. Lá conhece Simon, o nadador-salvador, que lhe ensina o nado crawl depois de o jovem lhe confidenciar o seu plano. [cinema.ptgate.pt]
 


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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
Cineasta Pedro Costa e escritor Almeida Faria vencem Prémio Universidade de Coimbra

 

Depois de premiar um historiador, um matemático, uma especialista em estudos clássicos, um neurocientista, entre outros, o Prémio Universidade de Coimbra foi este ano atribuído "ex-aequo" a um realizador de cinema e a um escritor: o cineasta Pedro Costa e o romancista e dramaturgo Almeida Faria foram os escolhidos pelo júri, que lembrou tratarem-se de dois homens "mais conhecidos e valorizados no estrangeiro do que em Portugal”.
Numa sociedade que é "ingrata com os seus artistas", disse o reitor da Universidade de Coimbra e presidente do júri, Seabra Santos, o prémio procurou este ano "chamar a atenção para aquilo que de muito bom o país faz na área da literatura e do cinema". Por isso, a escolha recaiu sobre Pedro Costa e Almeida Faria: "São de gerações diferentes, têm formas de arte diferentes mas têm os dois uma imensa qualidade e contribuem para o prestígio do nosso país e para a valorização da nossa língua e da nossa cultura", justificou Seabra Santos.
Pedro Costa nasceu em Lisboa em 1959 e recebe o prémio poucos meses depois de ter estreado o novo filme “Ne Change Rien”, que foi apresentado na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes de 2009. Entre as suas obras destacam-se os filmes “O Sangue” (1989), “Ossos” (1997), “No Quarto da Vanda” (2000) e "Juventude em Marcha" (2006). "Em Portugal há dois grandes cineastas: um que é reconhecido, Manoel de Oliveira, e outro que não o é ainda, Pedro Costa, embora já conte com muitos admiradores no estrangeiro, como provam os prémios que já recebeu no estrangeiro", defendeu Seabra Santos, na cerimónia em que foram conhecidos os galardoados.
O outro vencedor, Almeida Faria, tem 66 anos e uma dezena de obras publicadas nos géneros do romance, ensaio, conto e teatro. Já venceu vários prémios literários portugueses e, de acordo com o júri, destacou-se como um "dos primeiros cultores na ficção nacional da estética do 'novo romance'" e como um "verdadeiro pensador do mundo português e da sua época".
Em sete edições, esta foi a segunda vez que, por dificuldades em escolher apenas uma, o prémio foi atribuído em ex-aequo a duas personalidades. A primeira aconteceu em 2005 com a distinção do historiador António Hespanha e do actor e encenador Luís Miguel Cintra.
Os dois vencedores deste ano vão repartir um prémio de 25 mil euros, que será atribuído no dia 1 de Março, dia em que a Universidade de Coimbra completa 720 anos. Este ano fazia parte do júri Guilherme de Oliveira Martins (Presidente do Centro Nacional de Cultura), Miguel Valverde (director do Festival de Cinema Indie-Lisboa), Fernando Rollo (docente da Universidade Nova de Lisboa), entre outros.[publico.pt]
 
Títulos disponíveis, de Almeida Faria, na biblioteca municipal.
Títulos disponíveis, de Pedro Costa, na biblioteca municipal.
 

 



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Jacques Martin: 1921 – 2010

 

O autor de banda desenhada francês Jacques Martin, que criou a personagem Alix, morreu aos 88 anos, anunciou a editora Casterman.
Jacques Martin, que nasceu em Estrasburgo e estudou na Bélgica, era considerado um dos últimos elementos da escola clássica de banda desenhada franco-belga, a mesma de Hergé e Edgar P. Jacobs.
Para a editora Casterman, a morte de Jacques Martin representa «o desaparecimento do último gigante da banda desenhada belga».
Uma das suas mais populares criações, surgida em finais dos anos 1940 na revista Tintin, foi Alix, um jovem e corajoso gaulês protegido de Júlio César.
Jacques Martin trabalhou durante duas décadas com Hergé, o pai do Tintim, e criou ainda, entre outras, as personagens Lefranc e Jhen.
Por causa de problemas de visão, nos últimos anos Jacques Martin contou com a ajuda de vários colaboradores que concretizaram as suas histórias.
Em Portugal, a série Alix foi publicada durante os anos 1980 pelas Edições 70 e posteriormente pela Asa, com álbuns como "Alix - o imperador da China", "Alix - o filho de Espártaco", "Alix - O príncipe do Nilo".
Em poucas semanas, a banda desenhada franco-belga perde assim dois nomes importantes.
No começo de Janeiro morreu o desenhador franco-belga Tibet, criador das personagens de banda desenhada Ric Hochet e Chick Bill. [diariodigital.pt]
 
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.
 


publicado por bibliotecadafeira às 15:47
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
"Nas Nuvens" e "Não há crimes perfeitos"

Estreiam, hoje, os filmes: "Nas Nuvens" de Jason Reitman com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick; "Não há crimes perfeitos" de James DeMonaco com Ethan Hawke, Vincent D'Onofrio e Seymour Cassel.

 

"Nas Nuvens"

 

 

Sinopse:

Ryan Bingham (George Clooney), um perito em downsizing corporativo, é protótipo máximo do moderno viajante. Ryan habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular - e porém... Ryan não tem na vida a que se possa agarrar. Quando se apaixona por uma companheira de viagem (Vera Farmiga), o seu patrão (Jason Bateman), inspirado por uma ambiciosa jovem perita em eficiência (Anna Kendrick), ameaça limitá-lo ao escritório, longe das constantes viagens. Deparando-se com a perspectiva, simultaneamente aterradora e excitante de ter de deixar de voar, Ryan começa a vislumbrar o verdadeiro significado de ter um lar. [cinema.ptgate.pt]

 

"Não há crimes perfeitos"

 

 

Sinopse:

Sully (Ethan Hawke), um séptico limpa fossas, é capaz de tudo para conseguir proporcionar ao seu filho um futuro brilhante. Jasper (Seymour Cassel), um homem humilde dono de uma mercearia gourmet, tem uma grande qualidade, aos olhos dos mafiosos que o obrigam a trabalhar para eles: é surdo-mudo. Parmie Tarzo (Vincent D'Onofrio), o chefe da máfia local, quer acabar com todos os seus concorrentes. Todos eles vivem em Staten Island, à sombra de Manhattan. Quando as suas vidas e sonhos se interceptam, nada de bom poderá acontecer... [cinema.ptgate.pt] 



publicado por bibliotecadafeira às 13:34
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Na mesa dos poetas

Há Dias

 

Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda.

Eugénio de Andrade

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
David Bowie "A reality tour"

 

 

Sem perspectivas de lançamento de um novo álbum de estúdio em 2010, David Bowie está mesmo assim nas notícias: em Março, vai ser homenageado por 28 bandas num álbum tributo. Carla Bruni ("Absolute beginners"), Duran Duran ("Boys keep swinging"), Soulwax ("TBA"), A Place to Bury Strangers ("Sufragette City"), Warpaint ("Ashes to ashes"), Chairlift ("Always crashing in the same car"), entre outros, reuniram-se para gravar alguns dos clássicos do músico britânico. Para algo de completamente diferente, os Megapuss, a banda de Devendra Banhart, e o ex-Red Hot Chili Peppers John Frusciante, em "joint-venture" com os Swahili Blonde, optaram por versões em castelhano dos temas "Sound + Vision" e "Red money", respectivamente.

Os MGMT, anteriormente anunciados como parte do projecto, já não constam na lista de participações do álbum, ainda sem nome, cuja receita reverte inteiramente para a instituição de caridade Warchild. Entretanto, já no dia 25 de Janeiro, o camaleão do rock lança o trabalho ao vivo "A reality Tour", gravado em 2003, também com edição em DVD.[ipsilon.publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 12:39
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
"Avatar" grande vencedor dos Globos de Ouro

O épico 3D de James Cameron, “Avatar”, foi o grande vencedor dos Globos de Ouro que decorreram esta madrugada em Los Angeles, tendo conquistado a estatueta de melhor filme e de melhor realizador.

Na categoria de comédia, foi o filme “A Ressaca”, de Todd Phillips – igualmente um sucesso de bilheteira - que arrecadou a estatueta de melhor película, nos prémios que são considerados a rampa de lançamento para os Óscares, que serão distribuídos em Março próximo.
“O 3D é o futuro”, disse James Cameron – o realizador de Titanic – aos jornalistas, nos bastidores dos prémios. “Aquilo que ‘Avatar’ pôde fazer graças ao seu sucesso foi dar permissão aos outros realizadores para pensarem no 3D”, estimou, citado pela Reuters.
Na categoria de melhores interpretações, Sandra Bullock conquistou a estatueta de melhor interpretação feminina num filme dramático - "The Blind Side” (ainda sem tradução oficial em Português) – ao passo que Jeff Bridges foi considerado o melhor actor dramático, pelo seu papel de cantor “country” caído em desgraça em "Crazy Heart."
Em comédia, foram os actores Robert Downey, Jr. (“Sherlock Holmes”) e Meryl Streep ("Julie & Julia”) que levaram para casa os Globos de Ouro de melhor actor e actriz, respectivamente.
O filme “O Laço Branco”, de Michael Haneke, Palma de Ouro em Cannes 2009, conquistou a estatueta de melhor filme estrangeiro.
Na categoria de televisão, a série "Mad Men”, acerca do quotidiano de uma agência publicitária nova-iorquina na década de 1960, conquistou o seu terceiro Globo de Ouro consecutivo.
Na categoria comédia foi a série “Glee”, sobre um clube de canto e dança de um típico liceu norte-americano, que conquistou o Globo de Ouro, destronando do seu trono a série “30 Rock – Rockefeller 30”.
A antiga estrela de “ER” Julianna Margulies levou para casa a estatueta de melhor actriz de televisão numa série dramática - "The Good Wife" – e Michael C. Hall conquistou a estatueta de melhor actor dramático pelo seu papel de justiceiro em “Dexter”.
Alec Baldwin voltou a arrebatar o Globo de Ouro de melhor interpretação masculina numa série de comédia com “30 Rock – Rockefeller 30” e Toni Collette venceu com as suas múltiplas interpretações na série cómica “As Taras de Tara”.[publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 12:01
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Sete filmes portugueses integram Festival Premiers Plans em França

Sete filmes portugueses, sobretudo curtas-metragens de estreia, foram seleccionados para o vigésimo terceiro Festival Premiers Plans, dedicado a primeiras obras e que começa no dia 22 deste mês em Angers, França.

Na competição de curtas-metragens está "Arena", de João Salaviza, Palma de Ouro em Cannes, enquanto “Algo Importante”, do ilustrador João Fazenda, e “Pássaros”, do autor de banda desenhada Filipe Abranches, foram seleccionados para a competição de cinema de animação.
Fora de competição serão exibidos ainda "A meio da noite", animação de Fernando José Saraiva, e o premiado “Canção de amor e Saúde”, curta-metragem de João Nicolau.
Na programação para os mais pequenos foi incluído "A noite", de Regina Pessoa.
A única longa-metragem portuguesa seleccionada foi "Cinerama", de Inês Oliveira, que tem estreia comercial em Portugal a 18 de Março e que conta no elenco com Sofia Marques, Ricardo Aibéo e Diogo Dória.
"Gosto de trabalhar uma ficção como documentarista, aplicando os meus métodos de investigação que a cada filme adapto. A minha proposta com este filme é dar a ver e ouvir três crónicas que são expostas como um tríptico, ou como uma música de três andamentos", refere a realizadora na nota de intenções.
O Festival Premiers Plans, que já deu a conhecer primeiras obras de realizadores como Fatih Akin, Matteo Garrone e Arnaud Desplechin, decorrerá de 22 a 31 de Janeiro, em Angers, no norte de França. [publico.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 11:45
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"Birdwatchers" no auditório da biblioteca

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 17 de Janeiro, pelas 21h30, será exibido o filme "Birdwatchers" de Marco Bechis com Claudio Santamaria, Alicélia Batista Cabreira e Chiara Caselli, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.

 

Sinopse:

Mato Grosso do Sul, Brasil, hoje. Os fazendeiros têm uma vida rica e cheia de diversão. Possuem plantações transgénicas que se perdem de vista e passam os serões com os turistas vindos para ver os pássaros - Birdwatchers. Contudo, nos limites das suas propriedades cresce o descontentamento por parte dos Índios, antigos proprietários legítimos das terras. O suicídio de mais um jovem da reserva catalisa o conflito entre estes dois mundos opostos. No entanto, reside a “curiosidade do outro”. Uma curiosidade que aproximará o jovem aprendiz de xamã, Osvaldo, e a filha de um fazendeiro. [cinema.ptgate.pt]
 



publicado por bibliotecadafeira às 10:15
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
"O Laço branco", "Nove" e "Parceiros no Crime"

Estreiam, hoje, os filmes: "O Laço Branco" de Michael Haneke com Ulrich Tukur, Susanne Lothar e Josef Bierbichler; "Nove" de Rob Marshall com Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson e Sophia Loren; "Parceiros no Crime" de Mimi Leder com Morgan Freeman, Antonio Banderas e Radha Mitchell.

 

"O Laço Branco"

 

Sinopse:

 A acção decorre durante os 15 meses que precedem a I Guerra Mundial. A história é contada por um narrador que, tendo presenciado alguns dos factos, tenta encontrar fundamentos e justificações para os anos posteriores da História do seu país.
Numa aldeia remota, no Norte da Alemanha, vários incidentes vão retirar os seus habitantes da calma monotonia a que se habituaram. Esses eventos, de grande violência, parecem ser rituais punitivos justificados pela fervorosa religião protestante. Até que o professor da aldeia (Christian Friedel) começa a tentar perceber o terrível segredo por detrás de tudo...
Filmado a preto e branco, é, segundo as próprias palavras de Michael Heneke, um filme sobre "a origem de todo tipo de terrorismo, seja ele de natureza política ou religiosa".
Foi o grande vencedor da Palma de Ouro na 62.ª edição do Festival de Cannes e é o candidato alemão para o Óscar de melhor filme estrangeiro.[cinecartaz.publico.pt]

 

"Nove"

 

Sinopse:

 Guido Contini (Daniel Day-Lewis) é um famoso realizador que se vê confrontado com uma profunda crise de meia-idade. A sua criatividade ressente-se com os dilemas pessoais e, a meio de um filme, sente-se a desabar. E as sete mulheres da sua vida parecem só acrescentar desequilíbrio à sua já instável existência: a esposa dedicada (Marion Cotillard), a amante (Penélope Cruz), a musa dos seus filmes (Nicole Kidman), a melhor amiga (Judi Dench), uma jornalista de moda (Kate Hudson), uma prostituta (Stacy Ferguson) e, finalmente, a sua mãe (Sophia Loren).
Um filme de Rob Marshall, adaptado do famoso musical homónimo da Broadway e uma homenagem ao grande clássico "8 ½", em que Fellini se auto-retrata como um cineasta em crise.
O filme está nomeado para cinco Globos de Ouro (a 17 de Janeiro): melhor comédia, actor em comédia (Daniel Day-Lewis), actriz (Marion Cotillard), actriz secundária (Penélope Cruz) e tema original. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Parceiros no crime"

 

Sinopse:

 A longa carreira de Keith Ripley (Morgan Freeman), famoso ladrão profissional, já conheceu melhores dias e Jack Monahan (Antonio Banderas), seu colega de profissão, está num momento particularmente complicado da sua vida. Quando se encontram a meio de um "trabalho", percebem que um tem o que falta ao outro e resolvem arriscar uma parceria num assalto particularmente complicado: o roubo dos dois Ovos Imperiais Fabergé, guardados na Rússia, num dos mais bem protegidos cofres do mundo. Até que Alexandra (Radha Mitchell), a afilhada de Ripley, é raptada pelo KGB e tudo se complica.[cinecartaz.publico.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 13:40
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
Na mesa dos poetas

Os amantes sem dinheiro

 

Tinham o rosto aberto a quem passava
Tinham lendas e mitos
E frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
De mãos dadas com a água
E um anjo de pedra por irmão.

 

Tinham  como toda a gente
O milagre de cada dia
Escorrendo pelos telhados,
E olhos de oiro
Onde ardiam
Os sonhos mais tresmalhados.

 

Tinham fome e sede como os bichos,
E silêncio
À roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
Um pássaro nascia dos seus dedos
E deslumbrado penetrava nos espaços.

 

Eugénio de Andrade

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 13:32
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