"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]

Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013
Músico da semana: Carlos do Carmo

 

Carlos do Carmo nasceu em Lisboa. Filhode Lucília do Carmo (uma das maiores fadistas do século XX) e de Alfredo de Almeida, livreiro e posteriormente empresário na indústria hoteleira. Pode dizer-se que Carlos do Carmo foi criado no meio de uma atmosfera artística. A casa de seus Pais na parte velha da cidade, Bairro Alto, era um lugar de reuniões de intelectuais e de artistas, algumas das figuras proeminentes da Lisboa de então. Carlos do Carmo iniciou em 1963 uma das carreiras mais sólidas no panorama artístico Português...[ler mais]

 

Carlos do Carmo lança álbum com duetos para comemorar 50 anos de carreira



 

"Fado é Amor" é o novo álbum de Carlos do Carmo que celebra os 50 anos de carreira do fadista. O disco reúne 10 temas em dueto com outros fadistas e um 11º com a mãe, Lúcilia do Carmo. [sicnoticias.pt]

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Sábado, 30 de Novembro de 2013
17º Festival de Cinema Luso-Brasileiro: Sessão de abertura

 

Para mais informações consulte, por favor, a página do Festival de Cinema.



publicado por bibliotecadafeira às 11:30
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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013
Autor da semana: Alexandra Lucas Coelho

 

Alexandra Lucas Coelho nasceu em Dezembro de 1967. Estudou teatro no I.F.I.C.T. e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. Desde 1998 é jornalista no Público. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente / Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005. [ler mais]

 

Alexandra Lucas Coelho vence Grande Prémio de Romance da APE

 

 

E a Noite Roda foi escolhido por unanimidade ao fim de três reuniões do júri.

O romance E a Noite Roda de Alexandra Lucas Coelho (Tinta da China) é o vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) relativo a 2012. O prémio, que tem o valor de 15 mil euros e é co-promovido pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, foi atribuído por unanimidade.

José Correia Tavares, Ana Marques Gastão, Clara Rocha, Isabel Cristina Rodrigues, Luís Mourão e Manuel Gusmão compuseram o júri, que já se reunira por duas vezes antes de tomar uma decisão final, esta segunda-feira.

E a Noite Roda, história de amor entre uma jornalista catalã – Ana Blau, a narradora – e um jornalista belga, batia-se com mais cinco finalistas:O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel, de Mário de Carvalho, Jesus Cristo Bebia Cerveja, de Afonso Cruz, A Rapariga Sem Carne, de Jaime Rocha, e O Banquete, de Patrícia Portela.

“Se já tinha ficado muito surpreendida por ter sido nomeada”, disse a autora ao PÚBLICO, “fiquei completamente abismada quando soube que tinha ganho”. E acrescenta que se sente “muito honrada” não apenas por admirar “todos os escritores que já o receberam”, mas também os que integraram este júri, e ainda os autores cujos livros concorriam directamente com o seu. “Admiro-os muito a todos e gostava de partilhar de alguma forma o prémio com eles”.

Alexandra Lucas Coelho explica que deixou os quadros do PÚBLICO no início deste ano, onde se mantém como cronista e colaboradora, e que quis “fazer uma opção de vida que passava por tentar escrever livros”. Daí que este prémio não pudesse ter chegado em melhor hora. “É um enorme incentivo para mim, e em particular para o romance que estou agora a escrever, que se chamará Deus Dará e que irá situar-se inteiramente no Rio de Janeiro.

A repórter e romancista fez ainda questão de agradecer à sua editora, a Tinta-da China, e em especial a Bárbara Bulhosa, a primeira pessoa a quem deu a ler o livro. “A Tinta-da-China é a minha casa e fico muito contente que com este livro tenha recebido o seu primeiro prémio na ficção”, disse Lucas Coelho, que já tinha publicado na mesma chancela vários livros de reportagem e de viagens: Caderno Afegão (2009),Viva México (2010), Tahrir! (2011) e, já este ano, Vai, Brasil. A estes títulos soma-se ainda o seu livro de estreia,Oriente Próximo, que saiu em 2007 na Relógio D’Água.

Licenciadaem Comunicação Socialpela Universidade Nova de Lisboa e várias vezes premiada enquanto repórter – recebeu designadamente o Grande Prémio Gazeta, em 2005 –, Alexandra Lucas Coelho disse à Lusa, por ocasião do lançamento deste livro, que “o que diferencia o jornalismo da literatura, é a possibilidade de fazer com os materiais tudo o que quiser”, mas que o que continua a movê-la é o mesmo interesse pelo real que a levou ao jornalismo.

E a Noite Roda ganhou a 31.ª edição do Grande Prémio de Romance e Novela da APE, que já distinguiu autores como Vergílio Ferreira, José Saramago, Agustina Bessa-Luís ou António Lobo Antunes, e que cujo vencedor mais recente fora Ana Teresa Pereira com O Lago.[publico.pt]

 



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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013
Na mesa dos poetas

Ser Poeta

 

Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!  

  

Florbela Espanca

in "Charneca em Flor"

 



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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013
Sugestão de leituras

 

Título: O gatuno e o extraterrestre trombudo

Autor: Maria João Lopes

Ilustrador: Paulo Galindro

Editora: Dinalivro

Sinopse: «Era verde como os extraterrestres da televisão, não falava qualquer língua conhecida dos animais, tinha rodas em vez de patas e, isto era o pior, uma tromba gigante que usava para cheirar e comer”. Assim pensava Gatuno, gato branco com uma mancha amarela que parecia um ovo estrelado quando estava a dormir espalmado no sofá, intrigado e furioso por ter de partilhar a marquise com aquela “nave”. Dissertando sobre o dia-a-dia dos donos e do filho, André, o Gatuno vai gemendo a sua sorte e tentando vinganças que, obviamente não resultavam. Até que um dia o extraterrestre acordou “rouco” e o Gatuno achou injusto que os donos o fossem pôr no lixo só por estar doente. E se lhe fizessem o mesmo se, por acaso apanhasse sarampo ou varicela? Invadiu-o uma onda de solidariedade. Atirou-se em voo para cima dele e em algum botão deve ter tocado porque o trombudo começou a girar pala casa (...). Afinal estava bom o trombudo! Afinal, quem era o extraterrestre, o trombudo? (É que, nos pensamentos de um gato, aspirador é palavra que não existe. Isso é coisa de humanos.)»

 

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
Músico da semana: Sérgio Godinho

 

 

Cantor, compositor, escritor (para adultos e crianças), actor (de teatro e cinema), realizador, Sérgio Godinho é, para citar uma das suas canções clássicas, o verdadeiro “homem dos sete instrumentos”. [ler mais]

 

"Caríssimas Canções" de Sérgio Godinho chega a disco e fecha um ciclo de amores cantados



 

Foi crónicas, livro, espectáculos e agora disco, esta segunda-feira nas lojas. Caríssimas Canções regista o amor de Sérgio Godinho às canções dos outros

Quando chegou ao palco do CCB, em Maio deste ano, Caríssimas Canções já trazia consigo uma longa história.

Nascera como um conjunto de crónicas, no jornal Expresso, onde Sérgio Godinho explicava o seu amor ou fascínio por canções alheias, que o tinham marcado em diversas fases da vida. Nelas, misturavam-se Doors e Boris Vian, Violeta Parra e José Afonso, Noel Rosa e Tony de Matos, Elvis e Kinks, Beatles e Rolling Stones, Fausto e José Mário Branco, Amália e Peggy Lee, João Gilberto e Robert Wyatt, Lotte Lenya e Bob Dylan, Caetano Veloso e Conjunto António Mafra.

Reunidas, as crónicas deram depois origem a um livro (40 Caríssimas Canções, feito objecto de arte pelas ilustrações de Nuno Saraiva e pelo grafismo de Elisabete Gomes, do Silvadesigners) e depois, devido a um convite do CCB em “carta aberta”, a um espectáculo. Sérgio rodeou-se de um pequeno mas coeso naipe de músicos (Nuno Rafael, dos seus Assessores; e Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo dos Clã, esta apenas como instrumentista e não cantora) e estreou em sala a 31 de Maio.

Depois vieram outros palcos, a começar pelo da Casa da Música, no Porto, eCaríssimas Canções foi fazendo rodagem pelo país. Registado em áudio mas não em vídeo, acabou agora por dar origem a um disco com 14 faixas e a um DVD gravado já posteriormente, com mais sete. Sérgio explica: “Como os concertos não foram filmados, fizemos sete canções para o DVD na sala de ensaios do Hélder e da Manuela, sendo que três não estão no disco [Love minus zero, no limits, de Dylan; Sunny afternoon, dos Kinks; e Ora vejam lá, do Conjunto António Mafra].” Uma ausência assumida: “No disco há duas ou três canções excluídas do alinhamento, ou por escolha ou por acharmos que as gravações não eram suficientemente satisfatórias para estarem no disco”, diz Sérgio.

No CD, que começa tal como o espectáculo com A última sessão (única canção de sua autoria que ficou, embora em palco houvesse mais três), há People are strange (Doors), Sampa (Caetano), Conversa de botequim (Noel Rosa),Vendaval (Tony de Matos), Geni e o zepelim (Chico Buarque), Os vampiros(José Afonso), Mother’s little helper (Stones), You’ve got to hide your love away (Beatles), O rapaz da camisola verde (Frei Hermano da Câmara),Volver a los 17 (Violeta Parra), Carinhoso (Pixinguinha), Les vieux (Brel) eHeartbreak hotel (Elvis), onde Sérgio, por entre as palavras torrenciais da canção, mete esta frase em português: “e o porteiro veste um negro fraque”…

Já o DVD procura, em estúdio, recriar alguns dos melhores momentos. “Os Vampiros teria que estar aí, é uma canção poderosíssima e foi daquelas que teve outro tipo de arranjo, outro tipo de olhar. Resolvemos fazê-la com guitarras pesadas, numa versão dura que de certo modo também corresponde aos tempos presentes.” O rapaz da camisola verde, Heartbreak hotel eCarinhoso também tiveram direito a bis.

No som global, Sérgio quis fugir da “cover de bar” e, com concordância dos músicos, acabaram por “descarnar as canções, torná-las mais cruas no sentido da instrumentação, haver qualquer coisa que se afastasse do original embora a canção continuasse lá. É o caso do Vendaval, por exemplo. Ou às vezes mudando o tempo, como é o caso de Sampa, em que a prosódia teve que ser reinventada à medida.”

O resultado, aplaudido em palco, é agora fixado em disco. “Foi um projecto concebido todo ele com muito prazer”, diz Sérgio. “Desde o primeiro prazer que originou as crónicas, o de reouvir estas canções.” [publico.pt]

 

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013
Autor da semana: Doris Lessing

 

Doris Lessing, nascida Doris May Tayler (Kermanshah, 22 de outubro de 1919  — Londres, 17 de novembro de 2013), foi uma escritora britânica.

Autora de obra prolífica, que inclui trabalhos como as novelas The Grass is Singing e The Golden Notebook. A sua obra cobre um vasto leque estilístico, indo da autobiografia à ficção científica, com claras influências do modernismo. Foi galardoada com o Nobel de Literatura de 2007, tendo a Academia Sueca apontado como razão determinante a existência na sua obra de características que fazem dela "a contadora épica da experiência feminina, que com cepticismo, ardor e uma força visionária escrutinou uma civilização dividida". Doris Lessing é a 11.ª mulher a ganhar este galardão nos seus 89 anos de história e a pessoa mais idosa que jamais o recebeu. [ler mais]

 

 

Doris Lessing "foi uma das grandes vozes literárias do século XX"

 

A escritora britânica Doris Lessing, prémio Nobel da Literatura em 2007, que hoje faleceu, aos 94 anos de idade, "foi uma das grandes vozes literárias do século XX", na opinião das escritoras Maria Teresa Horta e Lídia Jorge.

O agente da autora, Jonathan Clowes, citado pelas agências internacionais, anunciou a morte da escritora, em casa, durante a manhã de hoje.

Nascida a 22 de outubro de 1919 em Kermanshah, na Pérsia, atualmente Irão, Doris Lessing é autora de uma obra vasta e diversificada com cerca de 50 títulos e ficou conhecida pela militância de esquerda e pelas suas posições anti-apartheid, anticolonialistas e feministas.

Contactada pela agência Lusa, a escritora portuguesa Maria Teresa Horta lamentou o desaparecimento de Doris Lessing: "Quando um escritor morre é sempre uma grande perda, mas sobretudo ela, que era uma das grandes vozes literárias do século XX e até do século XXI".

"Ela é uma referência para mim, não só pela escrita, mas também por razões pessoais", indicou, recordando episódios ocorridos nos anos 1970, no regime salazarista, quando foi insultada e agredida na rua por ter participado no movimento feminista em Portugal.

"Doris Lessing deu-me forças para continuar", disse Maria Teresa Horta, que viria depois a publicar, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, o livro "Novas Cartas Portuguesas", que, na época, gerou forte impacto e contestação no país.

Em 2007, Doris Lessing, então com 87 anos, foi reconhecida com o Nobel da Literatura, tendo sido a mulher mais velha de sempre a receber tal galardão.

Na altura, a escritora foi descrita pela academia Nobel como "um exemplar de experiência feminina que, com ceticismo, fogo e poder visionário, sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio".

A escritora tem várias obras publicadas em Portugal, entre as quais "Amar de novo" (1997) e os dois volumes de "Os diários de Jane Somers" (1990).

A obra "Gatos e mais Gatos" (1995) e o "Caderno Dourado" (1962) também foram publicados em Portugal.

Maria Teresa Horta destacou que Lessing "escreveu até ao fim" e que a obra e o imaginário de Lessing "vão permanecer e continuar a ser lidos por muitas pessoas".

A mesma opinião é partilhada pela escritora Lídia Jorge, que considera Doris Lessing "uma memória do século XX, conseguindo fazer um apanhado da relação entre a Europa e o resto do mundo".

Em declarações à Lusa, recordou que, com surpresa e curiosidade, encontrou referências ao papel dos portugueses nesta biografia europeia.

Apontou o "Caderno Dourado" como a obra de Lessing que a tocou particularmente, "por quebrar tabus e lutar pela afirmação das mulheres de forma muito independente".

"Tudo o que li dela era marcado pela vida. Ela escreveu de forma pungente", salientou Lídia Jorge.

Filha de pais britânicos, um antigo oficial do exército britânico e uma enfermeira, Doris Lessing cresceu na Rodésia (atual Zimbabué), onde a família se instalou numa quinta quando tinha cinco anos, tendo este período marcado algumas das suas obras.

Foi impiedosa nas críticas aos governos da África do Sul e do Zimbabué, tendo sido proibida de entrar nos dois países. A interdição na África do Sul durou entre 1956 e 1995. [rtp.pt]

 

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.



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Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013
Na mesa dos poetas

 

Florbela Espanca

(Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930)

batizada como Flor Bela de Alma da Conceição Espanca, foi uma poeta portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotismo, feminilidade e panteísmo.

 

 

Amar!

 

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

 

Florbela Espanca

in "Charneca em Flor"

 

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 19 de Novembro de 2013
Sugestão de leituras

 

Título: Histórias às cores

Autor: António Mota

Ilustrador: Paulo Galindro

Editora: Gailivro

Sinopse: História às Cores é o trigésimo livro da coleção Obras de António Mota, e um número assim merece um livro especial. António Mota presenteia-nos com oito histórias, brilhantemente ilustradas por Paulo Galindro, que vão fazer as delícias de adultos e graúdos. Abram A Caixa, comam O Melhor Doce do Mundo e não se deixem assustar por A Bruxa, o Fantasma e o Monstro, e deixem-se cercar pelo imaginário maravilhoso que António Mota e Paulo Galindro nos oferecem.

 

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013
Músico da semana: Gregory Porter

 

Oriundo da Califórnia, Gregory Porter cresceu a ouvir Nat King Cole, por influência da mãe. Bolseiro de futebol na San Diego State University, começou a cantar em pequenos clubes de jazz locais por incentivo de outros músicos e foi assim que conhecer o seu mentor, Kamau Kenyatta. Certo dia, Kenyatta convidou Porter a visitá-lo no estúdioem Los Angelesonde estava a produzir o álbum “Remembers the Unforgettable Nat King Cole” do flautista Hubert Law. Este, quando o ouviu a cantar, não hesitou e convidou-o a participar no seu disco. Também presente no estúdio estava a irmã de Hubert Law, Eloise, uma cantora que tinha acabado de integrar o musical “It Ain't Nothin' But the Blues”. Embora sem grande experiência em teatro, Porter fez um casting e entrou na peça que estreou em Denver e instalou-se rapidamente na Broadway. Lá, o músico despertou a atenção do critico do New York Times que destacou, em 1999, o potencial do cantor no musical que viria a ser nomeado para o Tony Award e para o Drama Desk Award.  [ler mais]

 

 

  

Gregory Porter vestiu-se de branco para a estreia em Portugal

 

O músico norte-americano Gregory Porter apresentou-se vestido de branco na estreiaem Portugal. Oconcerto do cantor que é considerado por muitos o “rei” do jazz na atualidade teve direito a casa cheia no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

“Esta é a minha primeira vez em Portugal e Lisboa é uma das cidades mais bonitas do mundo”, afirmou Gregory Porter, que explicou que o novo álbum “Liquid Spirit” fala sobre libertar a energia do amor, da alma, da cultura, da música e ser como a água, deixá-la correr livremente para onde quer ir. [rtp.pt]

  

 

[brevemente na biblioteca municipal]



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Sexta-feira, 15 de Novembro de 2013
Autor da semana: Don DeLillo

 

Don DeLillo nasceu em 1936, em Nova Iorque. É autor de vários romances e peças de teatro. Foi galardoado com o National Book Award, o PEN/Faulkner Award e o Jerusalem Prize. Submundo foi finalista dos prémios Pulitzer e do National Book Award e recebeu em 2000 a Medalha Howells da American Academy of Arts and Letters pela mais eminente obra de ficção dos últimos cinco anos; em 2006, foi considerado um dos três melhores romances dos últimos vinte e cinco anos pela New York Times Book Review. [wook.pt]

 

Don DeLillo ainda se inquieta com aquela manhã em Dallas

 

 

Durante os três anos que demorou a escrever Libra, a biografia ficcionada de Lee Harvey Oswald, Don DeLillo teve uma fotografia do assassino de John F. Kennedy a segurar numa espingarda em cima da secretária - a mesma que figura na capa da primeira edição norte-americana, de 1988. Quando terminou o romance, a moldura caiu ao chão, naquilo que o autor descreveu como uma "anti-epifania".

Na conversa que teve anteontem em Lisboa, DeLillo não revelou se acredita ou não se Oswald terá sido mesmo o autor do disparo mortal, se terá havido um segundo (ou terceiro) assassino ou qual é a sua conspiração favorita. Ficou-se pela imaginação.

Em Lisboa para integrar o júri do Lisbon & Estoril Film Festival, DeLillo aproveitou para apresentar a edição portuguesa de Libra (Sextante Editora), quando se assinalam 50 anos daquela manhã de 22 de Novembro em Dallas, em que "tudo pareceu parar". Foi um homem reservado, de expressão iminentemente séria ("Só sorrio quando estou sozinho", chegou a dizer ao New York Times), como é habitualmente definido, que subiu ao palco do Cinema Nimas e leu passagens de Submundo (1997, Sextante Editora), enquanto, na tela, corriam as imagens infames capturadas pela câmara Bell&Howell de Abraham Zapruder.

Os fotogramas sucedem-se, voltando atrás, repetindo, ampliando, sempre sem som, como que a acentuar a crueza do cenário. Ao mesmo tempo, DeLillo lia pausadamente a passagem em que duas personagens se encontram para assistir a uma projecção ilegal do filme de Zapruder, num armazém de Nova Iorque nos anos 1970. Quando termina a leitura, o filme ainda corre por alguns minutos, agora sim, num silêncio sepulcral. DeLillo fica a olhar para as imagens, "tão perfeitas a ser aquilo que são", esmagado pela grandeza que a tela lhes confere.

No dia do homicídio de Kennedy, DeLillo tinha acabado de fazer 27 anos - nasceu a 20 de Novembro - e soube de imediato que "algo sério e importante acabara". "De repente tínhamos um presidente fotogénico e popular e em segundos estava morto", contou, durante a conversa que teve com o seu tradutor Paulo Faria (autor da entrevista ao suplemento Ípsilon que será publicada amanhã), depois da exibição do filme de Zapruder. Aqueles segundos, frios e cruéis como bem mostram os fotogramas, lançaram "uma nuvem de paranóia sobre o país". DeLillo relembra que dias depois da morte de Kennedy teve de apanhar um avião. Quando já se encontrava no aparelho, começou a sair fumo do motor, ao que o piloto bradou sem hesitar: "Este avião não vai para lado nenhum hoje!" "Parecia estar em todo o lado", observou DeLillo.

Ainda longe de iniciar a sua carreira literária, DeLillo consegue reconhecer a importância que a morte de Kennedy teve para a sua obra, apesar de só dali a 25 anos vir a escrever Libra. "Não acho que os meus livros pudessem ter sido escritos no mundo que existia antes do assassinato de Kennedy", revelou em 1991 numa entrevista ao New York Times. "E penso que alguma da escuridão do meu trabalho é um resultado directo da confusão e do caos psíquico e do sentimento de aleatoriedade que se seguiram àquele momento em Dallas. É possível que tudo isto tenha feito de mim o escritor que sou, para melhor ou para pior."

Libra - título inspirado no signo astrológico de Oswald -começou a ganhar forma na cabeça de DeLillo quando descobriu que Lee Harvey Oswald chegou a morar a alguns quarteirões da sua própria casa, no Bronx. "Pensei se não o teria já visto alguma vez", conta. Estabeleceu-se então uma estranha empatia entre o escritor e a personagem ficcionada. DeLillo insiste que o livro é ficção e que não pretende apresentar factos ou responder às grandes questões levantadas pelas várias teorias da conspiração. É óbvio que o autor teve de se munir de material factual para a construção da vida de Oswald. Esteve várias vezes em Dallas, fez o percurso entre Dealey Plaza e o local de onde o assassino terá disparado e consultou o relatório da Comissão Warren, encarregada de investigar o homicídio. Mas é com uma desarmante honestidade que admite a sua ignorância sobre o assunto: "O Paulo [Faria] sabe mais do assassinato do que eu!"

No fundo, DeLillo é mais um entre os milhões de americanos para quem a explicação oficial - a de que Lee Harvey Oswald foi o lonely gunman, o assassino solitário, que matou o presidente Kennedy - não é suficiente. A forma que encontrou para expressar a sua inquietação foi aquela que melhor conhece e que revela na primeira frase da "Nota de Autor", presente no final da edição norte-americana de Libra: "Este é um trabalho da imaginação." [publico.pt]

 

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Terça-feira, 12 de Novembro de 2013
Sugestão de leituras

 

Título: Palavra que voa

Autor: João Pedro Mésseder

Ilustrador: Gémeo Luís

Editora: Caminho

Sinopse: as palavras têm cheiro e sabor, têm cor e movimento, porque uma palavra, por si só, tem o dom de pôr a imaginação a voar. Ao pronunciarmos a palavra de que fala este álbum, dir-se-ia que no ar se desenha um movimento. E que esse movimento ganha cor. Ainda é uma palavra, mas já é também outra coisa. É um brinquedo. É aquilo a que ela dá o nome e muito mais. Como representar uma palavra em seu movimento?

 

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publicado por bibliotecadafeira às 11:48
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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013
Músico da semana: Carminho

 

Carmo Rebelo de Andrade (Carminho) nasceu em Lisboa e é filha da também fadista Teresa Siqueira e de Nuno Rebelo de Andrade.
Aos onze anos já estava a cantar fado no Coliseu dos Recreios, espectáculo que deu o mote para actuações regulares na Taverna do Embuçado, em Alfama, ao lado da mãe e de 'mestres' como Beatriz da Conceição, Fernanda Maria e Alcindo Carvalho. Além das sessões de canto, Carminho cresceu a ouvir as histórias de Lisboa contadas pelos fadistas.
Em 2003, grava com o grupo Tertúlia de Fado Tracional um disco chamado "Saudades do Fado". [ler mais]

 

 

Carminho vence Prémio Carlos Paredes com Alma

 

Fadista recebe o prémio atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira por um álbum de originais e versões de clássicos

O segundo disco de Carminho, Alma, valeu à fadista o Prémio Carlos Paredes, atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. O prémio, no valor de 2500 euros, é entregue no dia 12 de Novembro, numa cerimónia no Museu do Neo-Realismo.

Editado em Março do ano passado, Alma reúne 15 fados, entre originais e versões de fados clássicos (de Amália, Maria Amélia Proença ou Fernanda Maria). Carminho chegou até a gravar uma edição brasileira deste disco, à qual acrescentou três novos temas gravados com Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi.

Em Portugal, o sucessor de Fado (2009) foi dupla platina, tendo estado durante várias semanas no top de vendas nacional.  

O Prémio Carlos Paredes, atribuído anualmente, visa contribuir para o reforço da identidade cultural nacional, através da música, nomeadamente a de raiz popular portuguesa, procurando homenagear os maiores criadores e intérpretes musicais portugueses do século XX e incentivar a criação e a difusão de música de qualidade feita por portugueses.

Em edições anteriores, premiou André Carvalho e Rosa Negra (2012), El Fad (2011), Ricardo Rocha (2010), Um (2009), Pedro Jóia (2008), Mário Laginha (2007), Mandrágora e Bernardo Sassetti (2006), TGB (2005), Ricardo Rocha e Carlos Barretto (2004) e Bernardo Sassetti (2003). [publico.pt]

  

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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2013
Autor da semana: Pierre Lemaître

 

 

Pierre Lemaître nasceu em Paris. Foigalardoado com o Prémio Le Point do Romance Policial Europeu em 2010. Os seus romances foram várias vezes premiados e estão traduzidos em treze línguas. Três deles estão a ser adaptados ao cinema: Robe de mariéeCadres noirs e Alex. [wook.pt]

 

 

  

Pierre Lemaitre vence prémio Goncourt

 

Au revoir là-haut, um romance histórico situado na primeira guerra mundial, convenceu o júri do mais prestigiado prémio literário francês, mas só à 12ª ronda.

O prémio Goncourt foi atribuído esta segunda-feira ao romance Au revoir là-haut , de Pierre Lemaitre, um autor de 62 anos com prestígio consolidado no domínio da ficção policial.

Nesta sua primeira incursão no romance histórico, Lemaitre situou a acção na primeira guerra mundial e escolheu como protagonistas dois jovens soldados, Albert e Édouard, sacrificados por um oficial ambicioso e cínico.

Criado há 110 anos, em1903, aactual dotação pecuniária do Goncourt não é propriamente exorbitante : o vencedor recebe apenas uma nota de dez euros. Mas o prestígio do prémio tem uma influência considerável nas vendas dos livros. Os premiados dos últimos anos têm vendido uma média de 400 mil exemplares, cerca de cinquenta vezes a tiragem média de um romance em França.

O júri, presidido por Edmonde Charles-Roux,preferiu Au revoir là-haut aos três restantes finalistas desta edição de 2013: Nue, de Jean-Philippe Toussaint, L'invention de nos vies, de Karine Tuil, e Arden, primeiro romance de Frédéric Verger. E o rival mais difícil de bater foi mesmo o estreante : só à 12ª votação é que o desempate se desfez e o livro de Lemaitre ganhou, com seis votos contra quatro.

Antes de se abalançar a escrever esta extensa ficção histórica – editado pela Albin Michel, o livro tem quase 600 páginas –, Pierre Lemaitre, admirador confesso de Alexandre Dumas, era já autor de vários romances policiais, traduzidos em mais de vinte países. [publico.pt]

 

  

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Quarta-feira, 6 de Novembro de 2013
Na mesa dos poetas

 

Teixeira de Pascoaes

pseudónimo literário de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, (Amarante, 8 de novembro de 1877 — Gatão, 14 de dezembro de 1952 foi um poeta e escritor português principal representante do Saudosismo.

 

De Noite

 

Quando me deito ao pé da minha dôr,
Minha Noiva-phantasma; e em derredor
Do meu leito, a penumbra se condensa,
E já não vejo mais que a noite imensa,
Ante os meus olhos intimos, acêsos,
Extaticos, surprêsos,
Aparece-me o Reino Espiritual...
E ali, despido o habito carnal,
Tu brincas e passeias; não comigo,
Mas com a minha dôr... o amôr antigo.

A minha dôr está comtigo ali,
Como, outrora, eu estava ao pé de ti...
Se fôsse a minha dôr, com que alegria,
De novo, a tua face beijaria!

Mas eu não sou a dôr, a dôr etérea...
Sou a Carne que soffre; esta miseria
Que no silencio clama!

A Sombra, o Corpo doloroso, o Drama…

 

Teixeira de Pascoaes 

in “Elegias”

 

 

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Terça-feira, 5 de Novembro de 2013
Prémio José Saramago 2013 atribuído ao escritor angolano Ondjaki

 

À oitava edição o Prémio Literário José Saramago foi para Ondjaki, prosador e poeta que nasceu em Luanda em 1977, autor do romance Os Transparentes, publicado pela Caminho em 2012 e que é um retrato de Angola. O prémio foi esta terça-feira anunciado na sede da Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, em Lisboa. Numa cerimónia em que a poeta angolana Ana Paula Tavares, e um dos membros do júri, fez o elogio do autor e da obra distinguida.

O prémio instituído pela Fundação Círculo de Leitores, no valor de 25 mil euros, que é atribuído de dois em dois anos, distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por um escritor com idade não superior a 35 anos à data da publicação do livro, e cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país lusófono.

Na acta do júri, Ana Paula Tavares escreve que com Os Transparentes "o escritor angolano cumpre o que há muito se anunciava: a construção de um grande livro fiel a linhagens literárias mais antigas e que pode ler-se na travessia das linguagens de cada um".

"A língua portuguesa ganha o tom, liga todas as mensagens, renova-se sem concessões e aparece fresca e milagrosa como as águas à solta do rés-do-chão do lugar central do romance", acrescenta ainda Ana Paula Tavares, para quem este é um livro de maturidade do autor. "O seu encanto pela infância continua presente, mas já estamos no registo adulto do olhar crítico e mordaz que é lançado sobre o tempo, a História e as respetivas legitimações políticas. A ironia e o humor continuam a caracterizar a escrita de Ondjaki, tornando a leitura de Os Transparentes muito fluida e agradável, sobretudo quando o romance obriga o leitor a se confrontar com uma criolização mais radical e criativa da língua portuguesa."

O júri do Prémio José Saramago foi, também nesta edição, presidido pela directora editorial do Círculo de Leitores, Guilhermina Gomes, e composto ainda pela escritora e académica brasileira Nelida Piñon; pela poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares; pela "presidenta" da Fundação José Saramago, Pilar del Río, e pelo poeta e escritor Vasco Graça Moura. Por escolha da presidente Guilhermina Gomes, integraram também o júri Manuel Frias Martins, Maria de Santa Cruz e Nazaré Gomes dos Santos. [publico.pt]

 

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Sugestão de leituras

 

Título: O Piano de Cauda

Autor: Eugénio Roda

Ilustrador: Gémeo Luís

Editora: Edições Éterogémeas

Sinopse:

Como o título deixa adivinhar, a música constitui o tópico em torno do qual ganha forma esta narrativa a três mãos – a que compôs o texto e as outras duas: a mão que segurou o papel e a que fez os recortes, em filigrana. Deste minucioso trabalho de recorte despontam, como por encanto, as admiráveis ilustrações de O Piano de Cauda, livres, esvoaçantes e animadas de movimento, como frases musicais. Ilustrações no limiar da sinestesia, onde se afirma, de novo, a linguagem singular de Gémeo Luís, a um tempo delicada e poderosa, construindo um espaço onde se cruzam memórias do Oriente, ecos diluídos de Chagall e um onirismo de pendor surrealizante que nos faz imergir no sonho.

 

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Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013
Músico da semana: Pearl Jam

 

Pearl Jam é uma banda norte-americana de rock alternativo, formada no ano de 1990 em Seattle, Washington. Desde sua origem, sua formação incluiu Eddie Vedder (vocais, guitarra rítmica), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (guitarra rítmica) e Mike McCready (guitarra solo), passando por mudanças na bateria, sendo Matt Cameron, que também compõe o Soundgarden, o atual baterista da banda. [ler mais]

 

 

  

Novo «trovão» dos Pearl Jam já chegou às lojas


«Lightning Bolt» é o nome do décimo álbum da banda de Seattle.

Lightning Bolt» é o nome do novo álbum dos Pearl Jam que chegou às lojas. O novo «trovão» é o décimo disco de estúdio em 23 anos de vida da banda de Seattle.
Brendan O'Brien voltou a trabalhar na produção de um álbum feito de 11 novas canções e de uma nova versão de «Sleeping By Myself», tema originalmente lançado no disco a solo do vocalista Eddie Vedder, «Ukelele Songs», em 2011.
«Mind Your Manners» e «Sirens» são os singles de apresentação já conhecidos, e são também pontos de passagem certos nos alinhamentos dos novos concertos dos Pearl Jam.
A banda norte-americana deu início à nova digressão na passada sexta-feira, em Pittsburgh, no primeiro de uma série de concertos que percorrerão os EUA e o Canadá até meados de dezembro. Em janeiro de 2014, será a vez da Nova Zelândia e a Austrália receberem as novas canções de «Lghtning Bolt».
A tournée europeia dos Pearl Jam ainda está por revelar, mas Portugal dificilmente ficará de fora do itinerário, uma vez que o nosso país tem sido ponto de passagem das digressões de apresentação dos discos da banda de Seattle. O último concerto em território português aconteceu em 2010, durante o festival Optimus Alive, em Algés. [iol.pt]

 

 

 

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Sexta-feira, 1 de Novembro de 2013
Autor da semana: João Bouza da Costa

 

João Bouza da Costa nasceu em Lisboa (1954) e passou a infância em África (Luanda). Tem levado uma vida anticíclica, sempre a fugir dos acontecimentos históricos: deixou Angola quando nesta se iniciava a gesta independentista (1963), abandonou Portugal logo após a revolução de Abril (em setembro de 74) e escapou da Alemanha em 89, pouco antes do grande êxtase coletivo da queda do Muro. [ler mais]

 

«Travessa d’Abençoada» de João Bouza da Costa vence Prémio P.E.N. de Narrativa

 

O romance de estreia de João Bouza da Costa, «Travessa d’Abençoada», editado pela Sextante, venceu o Prémio P.E.N. de Narrativa para o ano de 2012.

A sinopse de «Travessa d’Abençoada» é a seguinte:

«Uma criança autista escuta os sons de dois corpos entregues ao sexo e convoca os seus deuses contra a derrocada do tempo. Um tradutor apropria-se, coxeando, da sua cidade, enquanto a música inunda a noite e a sua mulher se debate com a memória. Um velho preso no labirinto da raiva enfrenta a morte caído numas escadas. Pessoas de uma pequena travessa de Lisboa, vinte e quatro horas da vida no mundo» [diariodigital.pt]

 

 

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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013
Na mesa dos poetas

A minha mãe

 

As ilusões semelham-se a um colar

De pérolas alvíssimas, de espuma.

Se o fio que as segura se quebrar,

Caem no chão, dispersas, uma a uma.

 

Caem no chão, dispersas, uma a uma,

Se o fio que as segura se quebrar;

Ma entre tantas sempre fica alguma,

Sempre alguma suspensa há-de ficar.

 

Das minha ilusões, dos meus afectos,

Longo colar de amores predilectos,

Muitos rolaram já no pó também.

 

Um só dentre eles não cairá jamais:

Aquele que eu mais prezo entre os demais,

- O teu amor santíssimo de mãe.

 

Augusto Gil

in “Musa Cérula”

 

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Terça-feira, 29 de Outubro de 2013
Sugestão de leituras

 

Título: Enquanto o meu cabelo crescia

Autor: Isabel Minhós Martins

Ilustrador: Madalena Matoso

Editora: Planeta Tangerina

Sinopse:

Os cabelos não são um assunto fácil:
Quem os tem lisos, prefere os encaracolados.
Quem os tem escuros, acha os loiros mais bonitos.
Quem os tem curtos, espera que cresçam depressa...
Mila, a cabeleireira deste livro, compreende tudo isto e é capaz de surpreender os clientes com as transformações mais mirabolantes.
Mas há mudanças súbitas que nem todos estamos preparados para aceitar. 
E um dia, uma pequena tragédia aconteceu entre as paredes do salão...

Um livro sobre penteados, mudanças e preconceitos cortados à tesoura... e também sobre os pequenos (grandes) desgostos que acompanham a infância e ajudam a crescer. 

Inclui CD com narração e música de Sérgio Pelágio.

Notas: Recomendado por Gulbenkian/ Casa da leitura
Aconselhado por Plano Nacional de Leitura

 

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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013
Músico da semana: Lou Reed

 

Loius Fairbank (Lou Reed, Nova York, 02/03/1942) começa a tocar piano e guitarra ainda na infância. A partir de 1965, passa a integrar os VELVET UNDERGROUND, dos quais é co-fundador. Logo após a gravação de Loaded, em 1970, decide seguir a carreira solo. [ler mais]

  

  

Lou Reed, o músico que transformou o rock

 

Olhou para o outro lado de espelho, o lugar que a moralidade burguesa se recusava encarar. Morreu um dos músicos mais influentes da história do rock.

Sou um triunfo da medicina, física e química modernas. Estou maior e mais forte do que nunca. O meu chen tai chi e um regime saudável trataram-me bem ao longo de todos estes anos", escrevia Lou Reed na sua página de Facebook no final de Maio. "Anseio estar em palco a actuar, e escrever mais canções para me ligar aos vossos corações e espíritos e ao universo, bem dentro do futuro", acrescentava. Ler esta nota, escrita quando foi revelado que Reed fora submetido a um transplante de fígado, tem agora um sabor particularmente amargo. O fundador dos Velvet Underground, autor de Walk on the wild side, Vicious ou Perfect day, ícone do rock"n"roll que o transformou profundamente, por trazer à superfície uma noção de perigo, de interdito e de marginalidade inexistente até à sua chegada, morreu na manhã de domingo, aos 71 anos.

O médico responsável pelo transplante de fígado, Charles Miller, afirmou aoNew York Times que Reed "morreu pacificamente, rodeado pelos seus entes queridos" - Reed era casado desde 2008 com a música e artista Laurie Anderson. O médico revelou ainda que fora admitido no início da semana passada no hospital de Ohio no qual fora efectuado o transplante, tendo regressado a Nova Iorque quando informado pela equipa médica do estado irreversível de uma não especificada doença de fígado. "Ele queria muito estar em casa", disse Miller.

Ao Guardian, o agente inglês confirmou a notícia da morte, avançada em primeira mão pela Rolling Stone, declarando em seguida: "Estou muito perturbado." Estamos todos. A dimensão de Lou Reed enquanto figura tutelar de tanto da música popular urbana das últimas cinco décadas é tal que algo tão definitivo quanto isto, a sua morte, parecia uma impossibilidade, como se a mortalidade não ligasse bem com o homem nascido a 2 de Março de 1942em Nova Iorque, a cidade que o moldou e da qual retirou todos os impulsos criativos - "primeiro os meus pais, depois Nova Iorque", dizia ele no documentário de 1998 Rock"n"Roll Heart.

Em reacção à sua morte, Lloyd Cole escreveu na sua conta do Twitter: "Sem Lou Reed não existiria David Bowie tal como o conhecemos. Eu? Seria provavelmente um professor de Matemática." Brian Eno estava quase certo quando proferiu uma tirada célebre: que quase ninguém comprou os discos dos Velvet Underground, onde se fundou a lenda de Reed, quando da sua edição original, mas que todos os que os compraram formaram bandas. "Quase" porque os Velvet, e com eles Lou Reed, não se limitaram a fenómeno multiplicador de grupos rock. Reed foi influência marcante para o glam, para o punk ou para a new-wave, mas a força evocativa das suas letras, a música violenta na sua exigência perante o ouvinte, a postura confrontante e polémica ou o negro que vestia (é sempre essa a cor que lhe vemos, negro noite, negro mistério, negro perigo) tornou-o uma inspiração mais abrangente, das artes plásticas (não por acaso, os Velvet Underground nasceram verdadeiramente na Factory de Andy Warhol) ao cinema (não é a canção New age, de Loaded, o último álbum dos Velvet Underground, com a sua "gorda e loura actriz" que beijara Robert Mitchum, homenagem à idade de ouro de Hollywood?) ou à literatura (não foi o nome da sua banda retirado a um romance?, não dedicou ele o seu último grande álbum, The Raven, a Edgar Allan Poe?).

Robert Wilson, o encenador, colaborou com ele em diversas ocasiões. Julian Schnabel, o artista e cineasta, ajudou-o a concretizar finalmente em palco, em2008, avisão que tinha para Berlin, a trágica e dramática história de amor entre dois toxicodependentes, hoje considerado uma obra-prima, mas reduzido, à data da edição (1973), a "álbum mais deprimente de sempre". Irvine Welsh, o escritor escocês, expressava-lhe ontem o seu agradecimento - pela obra, por ter autorizado a inclusão de Perfect day na banda-sonora deTrainspotting. E ainda haverá, mundo fora, outro tipo de artistas a prestarem-lhe homenagem: múltiplas variações de Chico Fininhos a correrem as ruas ao som de Lou Reed, "sempre na sua", "sempre cheios de speed".

A música foi a forma de expressão que escolheu quando, criança, se apaixonou pela aspereza do rock"n"roll e pelas harmonias vocais do doo-wop. Escolheu-a pela exclusão de tudo o resto. E tornou-se maior que ela. Em 2004, na revistaUncut, perguntavam-lhe o que tinha mudado desde os primeiros tempos. "Nada mudou", respondeu. "Tento fazer algo directo e verdadeiro. Fazer algo puro e sem filtros. É completamente real e isso é uma constante. Não é uma encenação, nunca foi uma encenação." E por isso foi desde sempre e até ao fim, quando já estavam distantes os anos de boémia e excessos com todo o tipo de drogas (o tai chi, de que era praticante fervoroso, era por estes dias o seu vício), surpreendente, contraditório e imprevisível.

Depois do renascimento artístico, patrocinado pelo fã David Bowie e protagonizado com o histórico segundo álbum a solo, Transformer (1972), o deVicious, Satellite of love, Perfect day e de Walk on the wild side, a sua canção assinatura, vimo-lo sabotar a popularidade adquirida com Metal Machine Music", duplo álbum de experiências com feedback que deixou o mundo perplexo em 1975 - esforço vanguardista, provocação, simples brincadeira de mau gosto? Mais recentemente, surpreendeu ao reunir-se aos Metallica, banda charneira do thrash-metal, para gravar Lulu, álbum conceptual inspirado em peças do dramaturgo Frank Wedekind e considerado quase unanimemente um fracasso total. Seria também o seu último álbum. Um ponto final na carreira que, de certa forma, ilustra a sua muito nova-iorquina obstinação: Lou Reed fazia o que queria e quando queria, sem se preocupar com as expectativas que o rodeavam. De previsível, tinha o lendário temperamento irascível, capaz de levar às lágrimas os jornalistas mais experientes.

Em tempos de colorido "paz e amor", quando o vimos surgir com os Velvet Underground, formados em 1965 com John Cale, Maureen Tucker e Sterling Morrison, mostrou o outro lado: o submundo violento e interdito de dealers e agarrados, a sexualidade sob todas as formas, a erupção de vida que pulsava no outro lado do espelho, para onde o conforto burguês e o moralismo hipócrita se recusavam a olhar. Quatro décadas depois, gravou (no álbum The Raven) Imp of the Perverse, baseado num conto de Poe, que questiona a nossa tentação pelo abismo. Por que somos atraídos para aquilo que sabemos ser-nos prejudicial? "Se existe algum ser humano que não tenha sentido isto, não o conheci", disse Lou Reed. Esta pulsão, este questionamento, atravessou grande parte da sua obra.

Sobre o rock, disse: "Um acorde é bom. Dois acordes e já estás a abusar. Três acordes e já estás no jazz." Era uma boutade, naturalmente. Reed era compositor complexo e prezava o virtuosismo, mas ilustrava na perfeição o impulso primitivo que dá ritmo e significado ao rock. O que Reed fez foi criar novos cenários e dar vida inesperada e corpo a esse impulso. O New York Times citava ontem uma entrevista conduzida pela jornalista Kristine McKenna. Dizia nela Reed: "Sempre acreditei que existe um incrível número de coisas que se podem fazer através de uma canção rock, e que se pode fazer escrita séria numa canção rock se o fizermos sem perder o ritmo. As coisas sobre as quais tenho escrito não seriam consideradas nada de mais se aparecessem num livro ou num filme." Foi a sua grande virtude. Não dar seriedade literária ao rock, mas transformar-lhe a natureza. E por isso a sua obra ressoou tão fortemente. E por isso ouvimo-lo ainda: a voz nasalada, aquele canto que é quase discurso falado, ora urgente, ora lançado com desdém ou com abandono. Ouvimos e depois lemos: Lou Reed morreu. Lemos e não acreditamos. [publico.pt]

 

 

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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013
Autor da semana: Agustina Bessa Luís

 

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, em1922. A família do seu pai era do Norte do país e a sua mãe era espanhola. 

Viveu durante a infância e adolescência na região de Entre-Douro e Minho e depois em Coimbra até 1948. Casou em 1945 com Alberto de Oliveira Luís. A partir de 1948 fixou residência no Porto. [ler mais]

 

 

  

Textos inéditos de Agustina Bessa-Luís vão ser publicados

 

Material literário inédito de Agustina Bessa-Luís, como contos, pensamentos, reflexões e pequenos textos, constitui o livro "Caderno de Significados", que é publicado na próxima semana.

Este é o terceiro livro de inéditos de Agustina Bessa-Luís, desde que a escritora se retirou da vida pública, depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral, após a edição de "A Ronda da Noite".

Em relação a "Caderno de Significados", Mónica Baldaque, filha da escritora e coordenadora da edição, afirmou à Lusa que inclui "contos inesperados, perfeitamente fora da estrutura de escrita habitual de Bessa-Luís", nomeadamente um, intitulado "Os dois amigos", redigido "em forma de cantilena".

"Caderno de Significados", publicado pela Guimarães Editores, casa que sempre editou a obra de Agustina Bessa-Luís, tem seleção, organização e fixação de texto de Alberto Luís e Lourença Baldaque, respetivamente marido e neta da escritora.

A coleção de inéditos da autora de "A Sibila" começou em fevereiro passado, com "Kafkiana", um conjunto de quatro ensaios sobre Franz Kafka, e o segundo título, "Cividade", um conto que, até à data, era inédito.

Há ainda outros inéditos para editar, nomeadamente alguns romances, que serão publicados pela Fundação Calouste Gulbenkian, precedidos de um estudo de Silvina Rodrigues Lopes, especialista da obra de Agustina Bessa-Luís. [dn.pt]

 

 

  

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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2013
Na mesa dos poetas

Balada da neve

 

Batem leve, levemente,

como quem chama por mim.

Será chuva? Será gente?

Gente não é, certamente

e a chuva não bate assim.

 

É talvez a ventania:

mas há pouco, há poucochinho,

nem uma agulha bulia

na quieta melancolia

dos pinheiros do caminho...

 

Quem bate, assim, levemente,

com tão estranha leveza,

que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,

nem é vento com certeza.

 

Fui ver. A neve caía

do azul cinzento do céu,

branca e leve, branca e fria...

- Há quanto tempo a não via!

E que saudades, Deus meu!

 

Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente e, quando passa,

os passos imprime e traça

na brancura do caminho...

 

Fico olhando esses sinais

da pobre gente que avança,

e noto, por entre os mais,

os traços miniaturais

duns pezitos de criança...

 

E descalcinhos, doridos...

a neve deixa inda vê-los,

primeiro, bem definidos,

depois, em sulcos compridos,

porque não podia erguê-los!...

 

Que quem já é pecador

sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

porque lhes dais tanta dor?!...

Porque padecem assim?!...

 

E uma infinita tristeza,

uma funda turbação

entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na Natureza

- e cai no meu coração.

 

Augusto Gil

in “Luar de Janeiro”

 

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Terça-feira, 22 de Outubro de 2013
Sugestão de leituras

 

Título: A coisa perdida

Autor e ilustrador: Shaun Tan

Eeditora: Kalandraka

Sinopse:

O narrador começa por perguntar se os leitores querem escutar uma história. E diz que não se lembra das mais “divertidas” nem das mais “terríveis” que sabia dantes. Mas dispõe-se a contar uma: “A daquela vez em que encontrei uma coisa perdida.” Era Verão e o narrador estava a cuidar da sua coleção de caricas, junto ao mar. “(…) a certa altura parei para olhar em redor, sem nenhum motivoem particular. Quandovi a coisa pela primeira vez.” A forma que Shaun Tan dá “à coisa” faz lembrar uma cafeteira gigante com pernas viscosas, portas e gavetas a toda a volta, uma espécie de chaminé lateral e, às costas, uns suportes, tipo mochila, com uns sininhos nas pontas. Em linguagem coloquial: “Não se parece com nada.” É esse “não encaixar” que faz pensar que está perdida e não pertence a lugar nenhum. Por isso está triste, mas ninguém quer saber. Os livros de Shaun Tan revelam sempre preocupações sociais e políticas, traduzidas numa linguagem subtil e numa expressão plástica envolvente. Aqui mistura atmosfera futurista com grafismo algo retro. As guardas de A Coisa Perdida, com a montagem da colecção de caricas, hipnotizam o leitor.

Notas: O filme baseado nesta obra, The Lost Thing, venceu o Óscar de Melhor Curta de Animação em 2011.

No mesmo ano Shaun Tan recebeu o Prémio Astrid Lindgren Memorial Award.

 

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Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013
Músico da semana: Arcade Fire

 

Arcade Fire é uma banda de indie rock da cidade de Montreal, Quebec, no Canadá. Fundada em 2003 pelo casal Win Butler e Régine Chassagne, a banda é conhecida por suas apresentações ao vivo, como também pelo uso de um grande número de instrumentos musicais; principalmente guitarra, bateria e baixo; mas também piano, violino, viola, violoncelo, xilofone, teclado, acordeão e harpa.

Arcade Fire ganhou numerosos prémios, incluindo o Grammy 2011 de álbum do ano, o Juno 2011 de álbum do ano e o Brit Award 2011 de melhor álbum internacional, pelo seu terceiro álbum de estúdio, The Suburbs, lançado em 2010, sucesso comercial e de crítica. Os três álbuns de estúdio foram indicados ao Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa. [ler mais]

 

 

Arcade Fire: novo álbum revelado com máscaras em Nova Iorque

 

 

Mais dançantes, mais teatrais, a paixão de sempre. Foi assim na madrugada de sexta a festa-concerto de apresentação do novo duplo álbum dos canadianos, num barracão industrial onde era obrigatório o público levar máscara.

Podiam ter escolhido a melhor e mais espaçosa sala de Nova Iorque para a festa-concerto de lançamento do novo álbum, mas os canadianos Arcade Fire optaram por um barracão industrial em Brooklyn para o fazerem. Não foi um acaso.

Há três anos, quando lançaram The Suburbs, tocaram no esgotado Madison Square Garden, com muita fanfarra à mistura. Agora optaram por não fazer publicidade, adoptando um nome falso – The Reflektors – e acabando por apresentar-se num espaço industrial semiabandonado.

Os poucos bilhetes colocados à venda foram-se num ápice e, ontem, no eBay, havia quem os tentasse revender por 500 dólares. Com três álbuns lançados o grupo de Montreal tornou-se numa das mais celebradas bandas rock da última década e seu novo registo, Reflektor, que sai a 28 de Outubro, é o álbum mais esperado dos últimos meses.

Queriam regressar ao início, voltar a sentir-se entre os seus, tocar num espaço de menores dimensões perante aqueles que os admiraram desde a primeira hora pela intensidade da sua música. E que melhor local para o fazerem senão em Williamsburg, em Brooklyn, o bairro adoptado nos últimos anos por todos os que querem ser artistas ou músicos?

Não foi um concerto vulgar. Longe disso. O público, cerca de 2000 pessoas, tinha que ir obrigatoriamente mascarado ou então apresentar-se numa versão mais refinada de si próprio. Vimos por lá Batman, Marilyn Monroe e até Obama.

Mais uma vez as máscaras não foram um acaso. O grupo tem surgido com elas nas últimas semanas. Aliás cada um dos membros do grupo tem uma réplica em forma de gigantone, que também se passearam pela festa. E em toda a operação do novo disco os binómios falso-verdadeiro ou teatralidade-autenticidade desempenham um papel muito relevante. Aliás a festa começou por aí. Com um jogo de enganos.

Mal as portas do barracão abriram, o público colocou-se rapidamente em frente ao palco. Depois surgiu o ex-LCD Soundsystem, James Murphy, e um dos produtores do novo álbum, no papel de anfitrião, a apresentar os The Reflektors. 

Surgiram então gigantones em palco – supostamente os próprios Arcade Fire –  a tocarem de forma deficiente, mas com o público em delírio. Minutos depois, para espanto geral, as cortinas de uma das laterais da sala abriram-se e surgiram os verdadeiros Arcade Fire inundados por um festival de som e luz. Foi a loucura, com o público a colocar-se rapidamente, em grande alvoroço, junto ao novo palco.

Com o decorrer do concerto o calor tornou-se insuportável e muita gente se queixava de que era difícil ver o palco em condições. Mas essa tinha sido a aposta do grupo: apresentar o álbum num local improvável, sem grandes sofisticações, como se fosse realmente a primeira vez. E foram quase uns novos Arcade Fire que realmente se fizeram sentir e ouvir.

Dez músicos em palcos, entre eles dois percussionistas e Owen Palett (Final Fantasy) nos teclados, que tocaram essencialmente ao longo de oitenta minutos as canções do novo duplo álbum – as excepções de anteriores discos foram Sprawl II (mountains beyond mountains) e Neighborhood #3 (power out). O novo material segue uma linha mais dançante, há mais balanço rítmico, mais temperaturas e variações, sem que se perca a intensidade, com influências mais diversas – do dub ao funk, do ‘disco’ ao pós-punk. Ou seja, os Arcade Fire do novo álbum estão mais próximos de outras bandas que exploraram o cruzamento de rock com linguagens de pendor rítmico, como os Clash, Talking Heads, New Order ou LCD Soundsystem, do que de Springsteen.

A atitude em palco também é diferente. A emoção autêntica dos primeiros anos não foi abandonada, mas existe mais autoconsciência. Há mais complexidade, jogos de sombra, duplicidades: “Todos nós temos alguma coisa para esconder”, diz às tantas o cantor Win Butler, enquanto na canção seguinte lança: “sabem, não tenho nada a esconder.”

De alguma forma são os próprios Arcade Fire a reflectirem sobre a sua condição: aquela que era a banda que há anos mais sentimento de pertença gerava entre a comunidade alternativa do rock, cresceu desmesuradamente. Tornou-se transversal. Mas esse facto não significa que deixem de ousar, de se reinventar e de manterem a paixão de sempre.
As máscaras (algumas máscaras), se devidamente utilizadas, para além de divertido, como aconteceu durante a noite, podem ser também reveladoras, parecem querer dizer eles.

Das canções novas destaque para Here comes the night time, que começa e acaba em desvario rítmico, com subidas e descidas de temperatura constantes, ou para a toada rock & roll de Normal person. Começaram com o single Reflektor e acabaram com Win Butler a lançar-se para os braços do público, passando pelo meio deste, até alcançar um computador. Aí chegado, para surpresa geral, fez soar música dançante, qual DJ experimentado, enquanto os músicos abandonavam o palco no extremo oposto da sala.

O público queria mais concerto. Mas o que houve a partir dali foi festa dançante, com alguns dos Arcade Fire no meio do público, como se nos quisessem dizer: sim, crescemos imenso, mas no fim de contas somos apenas como vocês. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Sexta-feira, 18 de Outubro de 2013
Autor da semana: Eleanor Catton

 

Eleanor Catton, nasceu 24 de Setembro de 1985, na Nova Zelândia. [ler mais]

 

 

Neozelandesa Eleanor Catton ganhou o Man Booker Prize aos 28 anos

 

A escritora neozelandesa Eleanor Catton tornou-se nesta terça-feira, aos 28 anos, a distinguida mais nova com o Man Booker Prize, o galardão literário mais prestigiado do Reino Unido, com a sua novela The Luminaries.

O romance é centrado na figura do aventureiro Walter Moody e tem por pano de fundo a corrida ao ouro na Nova Zelândia em meados do século XIX.

O presidente do júri, Robert Macfarlane, descreveu o livro, de 832 páginas, o mais longo dos que já ganharam o prémio, como “deslumbrante”.

Catton tinha 25 anos quando começou a escrever o livro e 27 quando o terminou.

A duquesa da Cornualha, mulher do Príncipe Carlos, entregou à autora o prémio de 50 mil libras (60 mil euros), que é considerado a maior honra literária britânica. [publico.pt]



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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013
Na mesa dos poetas

 

 

Augusto Gil

 

Augusto César Ferreira Gil

(Lordelo do Ouro, 31 de julho de 1873 - Guarda, 26 de fevereiro de 1929)

advogado e poeta português, viveu praticamente toda a sua vida na Cidade da Guarda onde colaborou e dirigiu alguns jornais locais.

Na sua poesia notam-se influências do Parnasianismo e do Simbolismo. Influenciado por Guerra Junqueiro, João de Deus e pelo lirismo de António Nobre, a sua poesia insere-se numa perspetiva neo-romântica nacionalista.

  

Passeio de Santo António                    

 

Saíra Santo António do convento,

A dar o seu passeio costumado

E a decorar, num tom rezado e lento,

Um cândido sermão sobre o pecado.


Andando, andando sempre, repetia

O divino sermão piedoso e brando,

E nem notou que a tarde esmorecia,

Que vinha a noite plácida baixando…


E andando, andando, viu-se num outeiro,

Com árvores e casas espalhadas,

Que ficava distante do mosteiro

Uma légua das fartas, das puxadas.

 

Surpreendido por se ver tão longe,

E fraco por haver andado tanto,

Sentou-se a descansar o bom do monge,

Com a resignação de quem é santo…

 

O luar, um luar claríssimo nasceu.

Num raio dessa linda claridade,

O Menino Jesus baixou do céu,

Pôs-se a brincar com o capuz do frade.

 

Perto, uma bica de água murmurante

Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.

Os rouxinóis ouviam-se distante.

O luar, mais alto, iluminava mais.

 

De braço dado, para a fonte, vinha

Um par de noivos todo satisfeito.

Ela trazia ao ombro a cantarinha,

Ele trazia… o coração no peito.

 

Sem suspeitarem de que alguém os visse,

Trocaram beijos ao luar tranquilo.

O Menino, porém, ouviu e disse:

- Ó Frei António, o que foi aquilo?…

 

O Santo, erguendo a manga de burel

Para tapar o noivo e a namorada,

Mentiu numa voz doce como o mel:

- Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…

 

Uma risada límpida, sonora,

Vibrou em notas de oiro no caminho.

- Ouviste, Frei António? Ouviste agora?

- Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.

 

- Tu não estás com a cabeça boa…

Um passarinho a cantar assim!…

E o pobre Santo António de Lisboa

Calou-se embaraçado, mas por fim,

 

Corado como as vestes dos cardeais,

Achou esta saída redentora:

- Se o Menino Jesus pergunta mais,

… Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

 

Voltando-lhe a carinha contra a luz

E contra aquele amor sem casamento,

Pegou-lhe ao colo e acrescentou: - Jesus,

São horas…

........................E abalaram pró convento.

 

Augusto Gil

in “Luar de Janeiro”

 

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013
Sugestão de leituras

 

Título: Ir e vir

Autor: Isabel Minhós Martins

Ilustrador: Bernardo Carvalho

Editora: Planeta Tangerina

Sinopse: Na terra, não somos os únicos a percorrer grandes distâncias. Tal como nós, muitas aves, peixes e mamíferos deslocam-se centenas de quilómetros, em busca de alimento, terras amenas ou de um bom lugar para ter as suas crias. Estes viajantes incríveis deixam-nos espantados com as distâncias que percorrem, mas não só. Há mais qualquer coisa no modo como viajam que nos pode fazer abrandar e pensar... Ir e Vir acompanha as viagens extraordinárias das andorinhas-árticas, das borboletas-monarca ou dos gnus africanos e desafia-nos a refletir sobre o modo pouco discreto como vivemos e nos movimentamos, muitas vezes pondo em risco o frágil equilíbrio do planeta.

 

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013
Músico da semana: Mísia

 

Mísia nasceu um dia (18) de Junho, na cidade do Porto, fruto de um caso de amor sem a bênção de bons presságios: pai engenheiro, educado numa burguesia que nunca veria com bons olhos o passado artístico colorido e saleroso da mãe bailarina, espanhola, habituada a enquadramentos sociais menos formais. A menina, Susana, começa assim a sua estranha forma de vida, entre dois mundos. Fado de início, para continuar anos fora. [ler mais]

 

  

O milagre de Mísia é um disco novo que não é de fado mas do coração

 

É no fado que Mísia se distingue mas quem a conhece sabe que não é mulher de uma só área. “Tenho dificuldade em ser una, sou várias”, diz-nos a cantora, que apresentou há dias o seu mais recente trabalho, Delikatessen - Café Concerto. Um álbum onde Mísia partilha a sua música com nomes conhecidos como Iggy Pop, The Legendary Tiger Man, Melech Mechaya ou Dead Combo. Fados, esses, apenas dois entram no disco.

Delikatessen - Café Concerto é por isso um trabalho especial. Não só por estas colaborações, como também pela forma como foi feito. Mísia queria trabalhar num novo disco mas deparou-se com as dificuldades que uma crise económica impõe. Sozinha não conseguiria, pelo menos tão cedo, lançar um novo disco e por isso pediu ajuda na sua página do Facebook. A resposta foi surpreendente e o resultado está à vista. O disco chegou às lojas há uma semana.

“Vivemos numa grande crise e pensei que se isto continua assim um dia o frigorífico vai estar vazio”, diz a cantora, explicando a ideia original do disco, que define como uma “refeição caótica”, onde podemos saborear algumas das músicas de que mais gosta. “Pensei em comer as minhas canções, ou seja, em fazer um menu das minhas canções que é um bocado como eu como. Eu como de uma maneira impulsiva, posso começar por uma coisa doce e depois comer a sopa”, continua Mísia, que na terça-feira à noite no Restaurante Buenos Aires cantou algumas destas músicas.

O que aconteceu, conta Mísia, foi que deu para adopção 13 músicas. “Parece estranho mas limitei-te a perguntar no Facebook quem é que queria adoptar estas canções que iam entrar no disco”, explica. O que Mísia pedia na verdade era que cada pessoa ajudasse na produção de cada canção. “E de repente não faltaram pessoas. É nos momentos de crise que também sobressai o melhor de nós, é por isso que para mim este é um disco com muito coração.”

Também os músicos com quem colaborou participaram “generosamente”. “É um milagre”, diz. E talvez por isso Mísia se tenha entregado em Delikatessen - Café Concerto a uma experiência sónica. “Quem ouvir este disco vai perceber que ele é o meu universo. Tenho dificuldade em ser una, sou muitas. Não é preciso escolher entre uma coisa e outra. Prefiro antes uma coisa e mais outra e mais outra.”

Daí a diversidade do o álbum, que inclui apenas um inédito – Rasto do infinito, um poema de Tiago Torres da Silva. “Este menu são canções que normalmente não canto”, conta, destacando então os nomes com quem gravou o disco. Com os Melech Mechaya, Mísia já tinha colaborado no passado no disco da banda e por isso “este foi o caminho natural”. O mesmo aconteceu com a brasileira Adriana Calcanhoto. Dos Dead Combo diz-se uma “fã total e incondicional”, o Paulo Furtado, ou The Legendary Tiger Man, foi dos primeiros em quem pensou chamar para o disco. E depois há ainda o mexicano Ramón Vargas e o dinossauro americano Iggy Pop, com quem Mísia gravouChanson D'Hélène, música original do filme de 1970 Les choses de la vie, cantada por Romy Schneider e Michel Piccoli.

“Não somos amigos, temos o mesmo agente. Eu propus esta música, que para mim é muito interessante, e ele aceitou”, explica a cantora, para quem o resultado final do disco é muito cinematográfico e kitsch. “Há músicas aqui que descobri por acaso”, conta, exemplificando com Estación de Rossio. “Ia na rua do alecrim e passei numa loja de antiguidades onde vi uma caixa que dizia telegramas. Fui ver o que havia e encontrei alguns telegramas de artistas espanhóis que vinham cá nos anos50”, recorda Mísia. “Fui ao Google ver algumas daquelas referências e descobri uma cantora que se chama Juanita Ruenca que tinha gravado uma canção muito bonita, a Estación do Rossio[música que pode ser ouvida neste álbum].”

Depois desta apresentação, quase em ambiente familiar, Mísia parte para Espanha. Vai apresentar Delikatessen - Café Concerto no dia 18 no El Molino, em Barcelona, um lugar que bem conhece. “Foi onde a minha avó, a minha mãe e eu trabalhámos e por isso, como este trabalho é especial, apeteceu-me voltar às raízes”, explica.

Para Portugal ainda não há datas mas está a ser preparada uma digressão que deverá acontecer “no final do ano ou no início do próximo”. [publico.pt]

 

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 14:03
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