"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]

Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014
Músico da semana: Eric Clapton

Eric Patrick Clapton (Ripley, 30 de março de 1945) é um guitarrista, cantor e compositor britânico. Apelidado de Slowhand, foi considerado o segundo melhor guitarrista da história pela revista norte-americana Rolling Stone.

Embora seu estilo musical tenha variado ao longo de sua carreira, Clapton sempre teve suas raízes ligadas ao blues. Clapton foi considerado inovador pelos críticos em várias fases distintas de sua carreira, atingindo sucesso tanto de crítica quanto de público e tendo várias canções listadas entre as mais populares de todos os tempos, tais como "Layla", "Wonderful Tonight" e a regravação de "I Shot the Sheriff", de Bob Marley. [ler mais]

 

 

Reedição de CDs de Eric Clapton

[JÁ DISPONÍVEL NA BIBLIOTECA MUNICIPAL]

 

 “Give Me Strength: The '74/'75 Recordings” celebra o período entre Abril de 1974 e Junho de 1975, quando Eric Clapton produziu 3 icónicos álbuns: “461 Ocean Boulevard”, “There's One In Every Crowd”, e ainda “E.C. Was Here”. São esses trabalhos que estão incluídos nesta fantástica reedição, com todos os temas remasterizados e em versão alargada. “461 Ocean Boulevard” traz ainda 4 outtakes raros, enquanto “There's One In Every Crowd” inclui ambos os lados do single “Knockin' On Heaven's Door” e 2 temas inéditos: “Burial” e “Fools Like Me”. Já “E.C. Was Here” não foi apenas remasterizado, como também remixado. São 2 os CDs dedicados a este trabalho, com extras nunca antes divulgados, como versões alternativas de “Layla” e “Little Wing”.

 

 

Títulos, deste músico, disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
Músico da semana: Bruce Springsteen

 

 

Bruce Frederick Joseph Springsteen (Long Branch, 23 de setembro de 1949) é um influente cantor, compositor, violonista e guitarrista dos Estados Unidos. Em sua carreira, iniciada em 1969, Bruce já recebeu vários prêmios importantes, como vinte Grammys, quatro American Music Awards e um Óscar.

Bruce, em suas letras, deixa evidenciado seu patriotismo, e é uma espécie de porta-voz dos trabalhadores, muitas vezes mencionados em suas canções. O álbum Born to Run está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. [ler mais]

  

 

Não é um álbum típico de Bruce Springsteen, mas é tipicamente Springsteen

 

 

“Há aquele velho ditado que diz ‘a luz do comboio que se aproxima torna a mente mais focada’”, riu-se Bruce Springsteen numa entrevista recente à Rolling Stone. Perguntavam-lhe pelo ritmo das edições desde que, em 2002, se juntou à E Street Band para gravar The Rising. Sete anos separaram esse disco do anterior, The Ghost of Tom Joad. Desde The Rising, porém, editou seis álbuns. O último saiu esta segunda-feira. Intitula-se High Hopes e não é um álbum convencional de Bruce Springsteen – é a primeira vez que lança um disco em que reúne versões e canções deixadas inacabadas em estúdio ou canções interpretadas ao vivo mas nunca gravadas.

O título do álbum, que é também o título do primeiro single, mostra-nos, porém, que High Hopes é obra do homem que conhecemos há muito: o músico que cartografou o espírito do americano comum, o cantor que ergue a voz contra os desmandos de quem tem demasiado poder nas mãos e uma relação complicada com a moral.

Springsteen tinha então citado o ditado da luz a aproximar-se e tinha-se rido depois de o citar. O entrevistador insistirá: “Mas vê um comboio a vir na sua direcção?” Ao que Springsteen responde: “Você não vê? Que idade tem?” Trinta e dois anos, responde o jornalista. E Springsteen ri-se mais um pouco. “Ah. Ainda não o vês. Mas ele está a aproximar-se.” O Boss tem 64 anos. E não sabemos se a luz que se aproxima começa a ser preocupante. Certo é que o mundo que o rodeia e a passagem dos anos tem estimulado nele uma urgência no gesto criativo pouco comum nos veteranos da sua geração. O seu último álbum, o celebrado Wrecking Ball, foi editado em 2012 – era um álbum de denúncia da ganância corporativa que levou à crise financeira global; um álbum de retratos de vidas caídas em desespero e um álbum que procurava a esperança indispensável para que um futuro, outro futuro, possa ser ambicionado. […] [publico.pt]

 

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014
Músico da semana: Juana Molina

 

 

 

Juana Molina (01 de outubro de 1962, Buenos Aires) é uma cantora, compositora e atriz argentina. É filha do cantor de tango Horacio Molina e da atriz Chunchuna Villafañe.

Joana Molina cresceu em um ambiente musical, ao seis anos de idade começou a aprender a tocar violão com seu pai, um notável cantor de tango. Em 1976, após o golpe de estado na Argentina, sua família fugiu do país e viveu exilada em Paris até 1981.

Iniciou sua carreira artística em 1988 como atriz de televisão na Argentina, no programa humorístico La Noticia Rebelde (alusão ao filme estadunidense A noviça rebelde. O sucesso de seuas atuações fizeram com que ganhasse seu próprio programa, Juana y sus hermanas (alusão a outro filme americano, Hannah e suas irmãs, de Woody Allen), um quadro sobre o mundo da língua hispânica, pelo qual ela se tornou mais conhecida na América Latina.

Em 1996 ela passou se dedicar à carreira de cantora. As letras em seus álbuns são cantadas em espanhol e acompanhadas por violão acústico, entre outros instrumentos. [ler mais]

 

JÁ DISPONÍVEL NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

 

 

Juana Molina arrisca-se a ser ouvida

 

Durante o hiato editorial de cinco anos, Juana Molina viu-se apanhada no campo gravitacional da guitarra eléctrica. "Wed 21" mostra-a a tentar domar o instrumento como método para não repetir os discos anteriores

A música da argentina Juana Molina cresceu discretamente nos auscultadores. Durante muito tempo, a cantora não quis que a vizinhança percebesse aquilo a que se dedicava. “Se me ouvirem a fazer determinadas coisas, ficam conscientes da minha existência e não quero isso. Não quero que pensem em mim”, diz num tom que pode soar a resmunguice (mas não é) e a misantropia (talvez um bocadinho). 
Ainda hoje, prefere que o interior das suas paredes seja imperscrutável. Provavelmente porque, durante três intensos anos, protagonizou a sitcom Juana y sus Hermanas e foi uma actriz idolatrada pela lupa da televisão, popular o suficiente para cada gesto ser observado em câmara lenta. Mas depois fartou-se de ser aquilo que nunca quis ser, fez as contas à vida durante uma gravidez, largou a ficção no pequeno écrã e foi à procura de algo mais real, uma música que começou a escarafunchar dentro de si.
Tinha já 32 anos, uma passadeira vermelha estendida para uma carreira a saltitar entre papéis que nunca deixassem esquecer o original e, afinal, queria antes dedicar-se a uma pop pouco fadada a ser exibida na mesma televisão que beijava cada centímetro de solo em que calcasse os pés. Nas primeiras subidas a palco, tremiam-lhe as pernas e a voz. E o seu público não lhe perdoou a traição quando percebeu que não se tratava de um capricho domingueiro. Não tanto, ainda assim, por Juana ter mudado de vida, mas sobretudo por ter optado por uma via em que recusava a adoração dos seus fiéis. Que poderiam fazer com aquela música, entre a sofisticação electrónica e a crueza tribal nas mãos? “Reagiram muito mal, mas isso já foi há 20 anos”, diz sem saudade.
Juana Molina ainda se sentiu tentada a regressar com as propostas que iam caindo para ressuscitar a personagem que tão assertivamente enterrara. Só uma vez cedeu, ao aceitar a proposta publicitária de uma operadora telefónica. E recomeçaram os convites financeiramente obscenos para não atirar mais terra sobre o passado. Mas não funcionou. Até porque, finalmente, começou a não deixar que a ameaça da curiosidade da vizinhança se sobrepusesse a certos apetites musicais. Wed 21, o seu quinto álbum, traz para a linha da frente a guitarra eléctrica, instrumento que até agora Molina tratava com uma delicadeza que mais facilmente se imagina a acariciar o pêlo de um gato. 
“Antes, só muito nova tinha tocado guitarra eléctrica e estudado jazz”, explica-nos na varanda da Casa Independente, em Lisboa, onde tocou há um par de semanas. “O papel da eléctrica era semelhante ao da acústica. Vivia num apartamento muito pequeno, de uma só divisão, vizinhos por todo o lado, e tocava muito gentilmente.”
Daí que, ao redescobrir agora o instrumento, se tenha sentido na obrigação de rever todas as suas convicções sobre música a acolher ou escorraçar do seu gosto. “Percebi até o mundo do heavy metal, porque não é o mesmo ouvi-lo sem ter tocado”, entusiasma-se. “Finalmente percebi por que o fazem – é o som que nos diz: ‘Faz-me isto’. É curioso porque confirma a ideia de que os instrumentos nos dizem o que fazer com eles.” E uma das coisas que a guitarra lhe deu a entender é que podia tratá-la com menos cautelas: entre o quase silêncio de quem não quer acordar a casa do lado e o exagero de quem chicoteia as cordas sem a memória muscular de que há um amplificador a ajudá-la nesse gesto.
Confusa e perdida
Em 2011, Juana Molina esteve ligada a uma experiência em que teve de repetir para si mesma: “não posso ser uma control freak”. O projecto Congotronics vs. Rockers, que promovia uma ponte entre os grupos renovadores da tradição musical congolesa (Konono nº1 ou Kasaï All Stars) e umas quantas luminárias do universoindie ocidental (Molina e Deerhoof, por exemplo), sugar-lhe-ia muita da energia e da disponibilidade criativa. Sabe que “podia ter assumido a liderança num segundo”, mas precisava mesmo de se refrear – até porque teria sido contra todas as regras de boa etiqueta chamar a si a chefia de algo que não lhe pertencia. Em vez disso, teve de lutar interiormente contra o impulso contínuo de tomar de assalto as operações.
Essa postura foi parcialmente recuperada para Wed 21. Juana Molina teve de aprender a gerir algum desapego da certeza absoluta em cada passo. O novo álbum parte precisamente daí: “Não queria simplesmente fazer o que já tinha feito, sabendo ao mesmo tempo que não me poderia afastar muito daquilo que sou”. Essa foi a regra que se impôs. Tão lata e tão complicada de domar que depois de avançar dez passos numa direcção — “não sei se foi para a frente ou para trás”, admite — teve de retroceder “talvez uns quatro” para sentir que a sua assinatura ainda fazia sentido e não acabara numa espécie de autoexílio criativo, rodeada de paisagens absolutamente inóspitas.
“Sei exactamente como fazer os discos anteriores e podia ter feito outro talvez tão bom, menos bom, ligeiramente melhor, mas dentro da mesma linha. Mas já tinha quatro discos daqueles, por isso fiquei um pouco confusa e perdida.” Ou seja, os dez passos de que Juana nos fala foram uma daquelas fugas cegas que num filme de acção implicaria arranhões na cara, uma queda que a deixasse manca e um precipício como destino final evitado no derradeiro segundo. “Todo o ambiente das gravações foi um pouco assim, sem saber o que estava a fazer”, conta. E as indecisões a acumularem-se de acordo com o mesmo código processual das canções: por camadas. Esta pista entra ou não? Este instrumento, com ou sem? Por isso, confrontada com o pânico de ter de tomar decisões pouco convictas, Molina diz que habitualmente deixa “manter o ‘com’ até já não o suportar mais e depois fica ‘sem’”. “Não sei se é pior arrependemo-nos do que fizemos ou do que não fizemos”, desabafa. A culpa, castigadora, é sempre a mesma: a sensação – e não a certeza – de que pode não estar a arriscar o suficiente. […] [ipsilon.publico.pt]

 



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Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013
Músico da semana: Anna Calvi

 

Anna Calvi (Londres, 1982) é uma cantora e compositora britânica de indie rock. Anna tem sido comparada a artistas como Patti Smith, PJ Harvey e Siouxsie Sioux.

Em 2011 edita o álbum de estreia homónimo, sendo nomeado para o Mercury Prize 2011, concorrendo assim, com os álbuns de Adele e PJ Harvey, sendo o prémio atribuído a Harvey. Ainda no mesmo ano, Calvi foi incluída na lista BBC Sound of 2011, que elege os 15 artistas mais promissores.[ler mais]

 

[BREVEMENTE NA BIBLIOTECA MUNICIPAL]

 

Anna Calvi: 'Ser vulnerável não é uma fraqueza'

Com o primeiro disco arrebatou Brian Eno e Nick Cave. Agora regressa com One Breath, onde expõe um período da sua vida em que se sentiu "fora de controlo". Ontem esteve no Porto, esta noite toca em Lisboa.

Quando lançou o disco homónimo de estreia, em Janeiro de 2011, foram vários os nomes consagrados da música mundial que se levantaram para elogiar Anna Calvi. Brian Eno (produtor, entre outros, de gente como U2 e David Bowie) chegou mesmo a dizer que a cantora, compositora e guitarrista britânica era “o acontecimento musical mais importante desde Patti Smith”. Nas palavras do ex-Roxy Music, a música da londrina “é repleta de inteligência, romance e paixão”. Os ingredientes certeiros para engrossar a lista de seguidores, com Nick Cave a assumir-se como o admirador que se seguiu a Eno.

O apoio dos dois veteranos serviu, naturalmente, de rampa de lançamento, mas o talento de Anna Calvi fez o resto. Com o disco de estreia correu o mundo em digressão, vendeu milhares de cópias numa altura em que os discos mal se vendem e acabou 2011 nomeada para o Mercury Prize, a distinção mais importante na área da música no Reino Unido.

Em Setembro desse ano, quando actuou no Porto e em Lisboa em nome próprio pela primeira vez (a estreia tinha acontecido meses antes no Optimus Alive), extasiou os espectadores com as suas canções intensas e uma força invulgar em palco, que lhe parece sair das entranhas. Fora de palco, Anna Calvi revela-se como a pessoa mais frágil do mundo. Além de falar muito baixinho, aparenta ser bastante tímida e as respostas são sempre frases curtas. Em disco, porém, a voz é altiva, majestosa até. Essa ambiguidade está patente no novo One Breath, um disco que diz ser mais pessoal do que o anterior Anna Calvi, composto depois da morte de um familiar próximo.

Depois de um disco de estreia tão bem recebido, sentiu a pressão do sucessor?

Nem por isso. Senti mais pressão no primeiro disco porque não fazia ideia se alguém o iria ouvir. Essa sensação é muito mais assustadora. Como só escrevo sobre o que gosto não há nada, à partida, exterior a determinar o que vou fazer. Logo, também não há pressão.

O título One Breath refere-se a quê?

Explica a temática do disco: assinalar um momento de mudança forçada. Além disso, transmite a sensação de estar fora de controlo que senti quando estava a escrever as canções. Essa sensação pode ser assustadora, mas também excitante e acho que há um balanço entre essas coisas.

O que provocou esse descontrolo?

Coisas que aconteceram na minha vida pessoal, como a morte de um familiar... Mas tenho optado por não falar disto nas entrevistas. Basicamente essa ideia de estar a perder o controlo veio à superfície e, às tantas, percebi que estava a escrever canções sobre essa experiência e não tentei combater.

Este é um disco mais pessoal do que o anterior?

Sim, sem dúvida.

Não teve medo de se expor em demasia?

Não. Até porque ser vulnerável não é uma fraqueza, mas sim algo que nos fortalece. E a música pode ser terapêutica, uma maneira de explorar o que estamos a sentir a um nível muito íntimo e pessoal e, até, encontrar uma forma de ultrapassar a situação.

Sendo um disco tão pessoal, como quer que as pessoas se relacionem com ele?

Não me cabe a mim decidir isso, não é algo que consiga controlar. Mas quando comecei a compor, queria que o disco reflectisse um espectro alargado de emoções, que tivesse momentos de beleza e outros mais feios, de modo a que estes extremos pudessem coexistir, um pouco como acontece na vida do dia-a-dia.

Em termos sonoros, também é mais experimental. Foi algo que quis deliberadamente fazer?

Sim, queria brincar mais e experimentar coisas novas. Não queria fazer novamente o mesmo disco. Queria evoluir e, nesse aspecto, redescobrir a discografia de Tom Waits foi algo que me interessou. Especialmente a forma como ele utiliza as percurssões e as guitarras. Fá-lo de forma totalmente original.

Mas há claramente uma nova amplitude sonora, com vários momentos ambíguos entre distorção e coisas mais orquestrais, entre uma voz segura numa canção e frágil noutra...

Isso tem a ver, mais uma vez, com o que se estava a passar na minha vida pessoal. Mas independentemente dos problemas que enfrentamos, acho que acaba por ser sempre assim: às vezes sentimo-nos fortes e poderosos, como se nada nos conseguisse atingir, e depois não é preciso muito para acontecer uma reviravolta e sentimo-nos bastante vulneráveis. Inconscientemente isso passou para o disco e há um sentimento constante de desconstrução que obriga a que se tenha que erguer tudo outra vez.

Daí a interpretação também ser mais teatral?

Aí já não concordo, até porque faz-me alguma confusão quando usam a palavra ‘teatral’ para me tentarem definir. Não há nada ensaiado no que faço, não estou a actuar. Trabalho, claro, faço experiências, mas as coisas saem-me com naturalidade.

Mesmo em palco, onde assume uma postura de femme fatal que não tem no dia-a-dia?

Actuar faz sobressair o meu lado mais destemido e, no dia-a-dia, não sei como aceder a esse lado. A música é o único canal para chegar lá. Por isso, não é uma personagem que sobe o palco. Sou genuinamente eu, mas um eu que só aparece quando estou a actuar. Continuo reservada com quem acabo de conhecer e a música não mudou isso em mim.

Ainda assim, neste disco parece uma mulher mais forte e intensa do que na estreia.

Acho que é a mesma, mas agora está num lugar diferente. A experiência de termos de lidar com algo difícil obriga-nos a entrar em contacto com um lado nosso mais forte. Talvez seja isso que ouve em One Breath. [sol.sapo.pt]

 

 

 

 



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Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013
Músico da semana: Gisela João

 

 

Gisela João é uma fadista portuguesa.Começou a interessar-se pelo fado com oito anos. Com 16/17 anos, Gisela foi cantar para a “Adega Lusitana”, em Barcelos. Foi para o Porto, em 2000, para estudar design mas rapidamente começou a cantar numa casa de fado.Em 2008 gravou o seu primeiro álbum a solo "O meu fado" - Estúdios Conquista. Em 2009 gravou um álbum com os Atlantihda. É depois um dos nomes convidados no disco de Fernando Alvim. Participou como fadista no filme "O Grande Kilapy" (2012).

É considerada uma das maiores revelações do fado no feminino dos últimos anos para o jornalista António Pires. [ler mais]

 

  

 

 

 

Gisela João é disco do ano

 

Gisela João é o disco do ano para o críticos do PÚBLICO. A fadista esteve na redacção do jornal para uma curta conversa e acabou por cantar dois fados a capella. Primeiro, para testar o áudio, cantou um excerto de Fado das horas e depois cantou Vieste do fim do mundo, que não chegou ao fim por causa da voz (Gisela ficara afónica na véspera). [publico.pt]

 

 

 

[BREVEMENTE NA BIBLIOTECA MUNICIPAL]



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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013
Músico da semana: Silence 4

 

Silence 4 foi um grupo musical português formado em 1996, cujas canções eram cantadas maioritariamente em inglês. A banda, proveniente de Leiria, era constituída por David Fonseca (voz e guitarra), Sofia Lisboa (voz), Rui Costa (baixo) e Tozé Pedrosa (bateria). A banda acabou por desmembrar-se em 2001 e o seu cantor e principal compositor, David Fonseca, iniciou-se numa carreira a solo. [ler mais]

 

 

 

Silence 4 vão reunir-se para dois concertos em 2014

A banda irá juntar-se em palco, em Guimarães e Lisboa, no âmbito da ajuda à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Na sexta-feira, David Fonseca publicara uma fotografia na Internet com as silhuetas da sua antiga banda, os Silence 4, com a legenda “2014”. Hoje, a agência Vachier confirmou o que muitos suspeitaram. Os Silence 4, um dos grupos portugueses mais celebrados do final da década de 1990, irão reunir-se. Não em estúdio, mas em palco. A banda agendou dois concertos para o próximo ano. Dia 29 de Março no Multiusos de Guimarães e 5 de Abril no Meo Arena, em Lisboa.

Os Silence 4, banda de Leiria formada em 1998, separou-se oficialmente em 2001, ano após o lançamento do seu segundo álbum Only Pain Is Real. Agora, 12 anos depois, anunciam dois concertos, tendo como principal impulsionadora a vocalista Sofia Lisboa.

A cantora, diagnosticada com leucemia, passou os últimos três anos em tratamentos médicos. Segundo o comunicado da Vachier, a superação de Sofia Lisboa face à sua condição foi a “situação catalisadora desta reunião”.

Quanto ao regresso da banda, David Fonseca afirma que o "reencontro é uma incrível celebração". "A comemoração do momento presente, da vitória imensa da Sofia face à adversidade que atravessou, é que inspirou esta reunião. Sinto-me honrado por poder tocar estas canções novamente, foi com elas que comecei o meu percurso musical e que pisei o palco pela primeira vez. Mas, acima de tudo, sinto-me feliz por estar a fazê-lo neste contexto. O convite da Sofia para reunirmos os Silence 4 acaba por significar algo maior do que as canções, um símbolo de esperança e vida que é urgente celebrar da melhor maneira possível." [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 9 de Dezembro de 2013
Músico da semana: Kátia Guerreiro

 

 

Kátia Guerreiro nasceu a 23 de Fevereiro de 1976 na África do Sul mas a família mudou-se para a ilha de São Miguel era ainda criança. Nesta ilha descobre a sua vocação musical, apaixonando-se pela “Viola da Terra”, um instrumento típico do arquipélago dos Açores, que toca no Rancho Folclórico de Santa Cecília. Para estudar medicina, escolhe Lisboa, onde concilia o estudo com a banda rock, Os Charruas, de que é vocalista.
A sua carreira como fadista tem início em 2000, com a sua presença no concerto de homenagem a Amália Rodrigues, no Coliseu de Lisboa. Público e crítica rendem-se à sua interpretação de Amor de Mel, Amor de Fel e de Barco Negro, considerando-a a melhor fadista da noite. [ler mais]

 

 

 

 

Katia Guerreiro vai ser condecorada pelo governo francês

 

A fadista Katia Guerreiro vai ser condecorada pelo governo francês com as insígnias de Cavaleiro da Ordem de Artes e Letras a 20 de dezembro, escreve a agência Lusa.
De acordo com uma nota de imprensa da embaixada de França em Lisboa, a fadista será condecorada no dia 20 de dezembro, às 18h30, numa cerimónia no Palácio de Santos, pelo embaixador Jean-François Blarel.
«Ao distinguir Katia Guerreiro com este prestigiado galardão, o governo francês pretende homenagear uma das mais notáveis cantoras da sua geração e uma das maiores representantes da cultura portuguesa em todo o mundo», justifica a embaixada. […]

[tvi24.iol.pt/musica]

  

Kátia Guerreiro encerra cartaz da Festa das Fogaceiras em 2014

 

A voz inconfundível da fadista Kátia Guerreiro vai abrilhantar o grande auditório do Europarque,em Santa Mariada Feira, no dia 25 de janeiro, pelas 21h30, assinalando o encerramento do programa de animação da Festa das Fogaceiras em 2014.

Mais informações em www.facebook.com/fogaceiras.

 

Títulos, deste músico, disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 11:22
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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013
Músico da semana: Carlos do Carmo

 

Carlos do Carmo nasceu em Lisboa. Filhode Lucília do Carmo (uma das maiores fadistas do século XX) e de Alfredo de Almeida, livreiro e posteriormente empresário na indústria hoteleira. Pode dizer-se que Carlos do Carmo foi criado no meio de uma atmosfera artística. A casa de seus Pais na parte velha da cidade, Bairro Alto, era um lugar de reuniões de intelectuais e de artistas, algumas das figuras proeminentes da Lisboa de então. Carlos do Carmo iniciou em 1963 uma das carreiras mais sólidas no panorama artístico Português...[ler mais]

 

Carlos do Carmo lança álbum com duetos para comemorar 50 anos de carreira



 

"Fado é Amor" é o novo álbum de Carlos do Carmo que celebra os 50 anos de carreira do fadista. O disco reúne 10 temas em dueto com outros fadistas e um 11º com a mãe, Lúcilia do Carmo. [sicnoticias.pt]

 

 

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publicado por bibliotecadafeira às 23:50
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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
Músico da semana: Sérgio Godinho

 

 

Cantor, compositor, escritor (para adultos e crianças), actor (de teatro e cinema), realizador, Sérgio Godinho é, para citar uma das suas canções clássicas, o verdadeiro “homem dos sete instrumentos”. [ler mais]

 

"Caríssimas Canções" de Sérgio Godinho chega a disco e fecha um ciclo de amores cantados



 

Foi crónicas, livro, espectáculos e agora disco, esta segunda-feira nas lojas. Caríssimas Canções regista o amor de Sérgio Godinho às canções dos outros

Quando chegou ao palco do CCB, em Maio deste ano, Caríssimas Canções já trazia consigo uma longa história.

Nascera como um conjunto de crónicas, no jornal Expresso, onde Sérgio Godinho explicava o seu amor ou fascínio por canções alheias, que o tinham marcado em diversas fases da vida. Nelas, misturavam-se Doors e Boris Vian, Violeta Parra e José Afonso, Noel Rosa e Tony de Matos, Elvis e Kinks, Beatles e Rolling Stones, Fausto e José Mário Branco, Amália e Peggy Lee, João Gilberto e Robert Wyatt, Lotte Lenya e Bob Dylan, Caetano Veloso e Conjunto António Mafra.

Reunidas, as crónicas deram depois origem a um livro (40 Caríssimas Canções, feito objecto de arte pelas ilustrações de Nuno Saraiva e pelo grafismo de Elisabete Gomes, do Silvadesigners) e depois, devido a um convite do CCB em “carta aberta”, a um espectáculo. Sérgio rodeou-se de um pequeno mas coeso naipe de músicos (Nuno Rafael, dos seus Assessores; e Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo dos Clã, esta apenas como instrumentista e não cantora) e estreou em sala a 31 de Maio.

Depois vieram outros palcos, a começar pelo da Casa da Música, no Porto, eCaríssimas Canções foi fazendo rodagem pelo país. Registado em áudio mas não em vídeo, acabou agora por dar origem a um disco com 14 faixas e a um DVD gravado já posteriormente, com mais sete. Sérgio explica: “Como os concertos não foram filmados, fizemos sete canções para o DVD na sala de ensaios do Hélder e da Manuela, sendo que três não estão no disco [Love minus zero, no limits, de Dylan; Sunny afternoon, dos Kinks; e Ora vejam lá, do Conjunto António Mafra].” Uma ausência assumida: “No disco há duas ou três canções excluídas do alinhamento, ou por escolha ou por acharmos que as gravações não eram suficientemente satisfatórias para estarem no disco”, diz Sérgio.

No CD, que começa tal como o espectáculo com A última sessão (única canção de sua autoria que ficou, embora em palco houvesse mais três), há People are strange (Doors), Sampa (Caetano), Conversa de botequim (Noel Rosa),Vendaval (Tony de Matos), Geni e o zepelim (Chico Buarque), Os vampiros(José Afonso), Mother’s little helper (Stones), You’ve got to hide your love away (Beatles), O rapaz da camisola verde (Frei Hermano da Câmara),Volver a los 17 (Violeta Parra), Carinhoso (Pixinguinha), Les vieux (Brel) eHeartbreak hotel (Elvis), onde Sérgio, por entre as palavras torrenciais da canção, mete esta frase em português: “e o porteiro veste um negro fraque”…

Já o DVD procura, em estúdio, recriar alguns dos melhores momentos. “Os Vampiros teria que estar aí, é uma canção poderosíssima e foi daquelas que teve outro tipo de arranjo, outro tipo de olhar. Resolvemos fazê-la com guitarras pesadas, numa versão dura que de certo modo também corresponde aos tempos presentes.” O rapaz da camisola verde, Heartbreak hotel eCarinhoso também tiveram direito a bis.

No som global, Sérgio quis fugir da “cover de bar” e, com concordância dos músicos, acabaram por “descarnar as canções, torná-las mais cruas no sentido da instrumentação, haver qualquer coisa que se afastasse do original embora a canção continuasse lá. É o caso do Vendaval, por exemplo. Ou às vezes mudando o tempo, como é o caso de Sampa, em que a prosódia teve que ser reinventada à medida.”

O resultado, aplaudido em palco, é agora fixado em disco. “Foi um projecto concebido todo ele com muito prazer”, diz Sérgio. “Desde o primeiro prazer que originou as crónicas, o de reouvir estas canções.” [publico.pt]

 

 

 

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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013
Músico da semana: Gregory Porter

 

Oriundo da Califórnia, Gregory Porter cresceu a ouvir Nat King Cole, por influência da mãe. Bolseiro de futebol na San Diego State University, começou a cantar em pequenos clubes de jazz locais por incentivo de outros músicos e foi assim que conhecer o seu mentor, Kamau Kenyatta. Certo dia, Kenyatta convidou Porter a visitá-lo no estúdioem Los Angelesonde estava a produzir o álbum “Remembers the Unforgettable Nat King Cole” do flautista Hubert Law. Este, quando o ouviu a cantar, não hesitou e convidou-o a participar no seu disco. Também presente no estúdio estava a irmã de Hubert Law, Eloise, uma cantora que tinha acabado de integrar o musical “It Ain't Nothin' But the Blues”. Embora sem grande experiência em teatro, Porter fez um casting e entrou na peça que estreou em Denver e instalou-se rapidamente na Broadway. Lá, o músico despertou a atenção do critico do New York Times que destacou, em 1999, o potencial do cantor no musical que viria a ser nomeado para o Tony Award e para o Drama Desk Award.  [ler mais]

 

 

  

Gregory Porter vestiu-se de branco para a estreia em Portugal

 

O músico norte-americano Gregory Porter apresentou-se vestido de branco na estreiaem Portugal. Oconcerto do cantor que é considerado por muitos o “rei” do jazz na atualidade teve direito a casa cheia no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

“Esta é a minha primeira vez em Portugal e Lisboa é uma das cidades mais bonitas do mundo”, afirmou Gregory Porter, que explicou que o novo álbum “Liquid Spirit” fala sobre libertar a energia do amor, da alma, da cultura, da música e ser como a água, deixá-la correr livremente para onde quer ir. [rtp.pt]

  

 

[brevemente na biblioteca municipal]



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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013
Músico da semana: Carminho

 

Carmo Rebelo de Andrade (Carminho) nasceu em Lisboa e é filha da também fadista Teresa Siqueira e de Nuno Rebelo de Andrade.
Aos onze anos já estava a cantar fado no Coliseu dos Recreios, espectáculo que deu o mote para actuações regulares na Taverna do Embuçado, em Alfama, ao lado da mãe e de 'mestres' como Beatriz da Conceição, Fernanda Maria e Alcindo Carvalho. Além das sessões de canto, Carminho cresceu a ouvir as histórias de Lisboa contadas pelos fadistas.
Em 2003, grava com o grupo Tertúlia de Fado Tracional um disco chamado "Saudades do Fado". [ler mais]

 

 

Carminho vence Prémio Carlos Paredes com Alma

 

Fadista recebe o prémio atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira por um álbum de originais e versões de clássicos

O segundo disco de Carminho, Alma, valeu à fadista o Prémio Carlos Paredes, atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. O prémio, no valor de 2500 euros, é entregue no dia 12 de Novembro, numa cerimónia no Museu do Neo-Realismo.

Editado em Março do ano passado, Alma reúne 15 fados, entre originais e versões de fados clássicos (de Amália, Maria Amélia Proença ou Fernanda Maria). Carminho chegou até a gravar uma edição brasileira deste disco, à qual acrescentou três novos temas gravados com Chico Buarque, Milton Nascimento e Nana Caymmi.

Em Portugal, o sucessor de Fado (2009) foi dupla platina, tendo estado durante várias semanas no top de vendas nacional.  

O Prémio Carlos Paredes, atribuído anualmente, visa contribuir para o reforço da identidade cultural nacional, através da música, nomeadamente a de raiz popular portuguesa, procurando homenagear os maiores criadores e intérpretes musicais portugueses do século XX e incentivar a criação e a difusão de música de qualidade feita por portugueses.

Em edições anteriores, premiou André Carvalho e Rosa Negra (2012), El Fad (2011), Ricardo Rocha (2010), Um (2009), Pedro Jóia (2008), Mário Laginha (2007), Mandrágora e Bernardo Sassetti (2006), TGB (2005), Ricardo Rocha e Carlos Barretto (2004) e Bernardo Sassetti (2003). [publico.pt]

  

Títulos, deste autor, disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013
Músico da semana: Pearl Jam

 

Pearl Jam é uma banda norte-americana de rock alternativo, formada no ano de 1990 em Seattle, Washington. Desde sua origem, sua formação incluiu Eddie Vedder (vocais, guitarra rítmica), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (guitarra rítmica) e Mike McCready (guitarra solo), passando por mudanças na bateria, sendo Matt Cameron, que também compõe o Soundgarden, o atual baterista da banda. [ler mais]

 

 

  

Novo «trovão» dos Pearl Jam já chegou às lojas


«Lightning Bolt» é o nome do décimo álbum da banda de Seattle.

Lightning Bolt» é o nome do novo álbum dos Pearl Jam que chegou às lojas. O novo «trovão» é o décimo disco de estúdio em 23 anos de vida da banda de Seattle.
Brendan O'Brien voltou a trabalhar na produção de um álbum feito de 11 novas canções e de uma nova versão de «Sleeping By Myself», tema originalmente lançado no disco a solo do vocalista Eddie Vedder, «Ukelele Songs», em 2011.
«Mind Your Manners» e «Sirens» são os singles de apresentação já conhecidos, e são também pontos de passagem certos nos alinhamentos dos novos concertos dos Pearl Jam.
A banda norte-americana deu início à nova digressão na passada sexta-feira, em Pittsburgh, no primeiro de uma série de concertos que percorrerão os EUA e o Canadá até meados de dezembro. Em janeiro de 2014, será a vez da Nova Zelândia e a Austrália receberem as novas canções de «Lghtning Bolt».
A tournée europeia dos Pearl Jam ainda está por revelar, mas Portugal dificilmente ficará de fora do itinerário, uma vez que o nosso país tem sido ponto de passagem das digressões de apresentação dos discos da banda de Seattle. O último concerto em território português aconteceu em 2010, durante o festival Optimus Alive, em Algés. [iol.pt]

 

 

 

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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013
Músico da semana: Lou Reed

 

Loius Fairbank (Lou Reed, Nova York, 02/03/1942) começa a tocar piano e guitarra ainda na infância. A partir de 1965, passa a integrar os VELVET UNDERGROUND, dos quais é co-fundador. Logo após a gravação de Loaded, em 1970, decide seguir a carreira solo. [ler mais]

  

  

Lou Reed, o músico que transformou o rock

 

Olhou para o outro lado de espelho, o lugar que a moralidade burguesa se recusava encarar. Morreu um dos músicos mais influentes da história do rock.

Sou um triunfo da medicina, física e química modernas. Estou maior e mais forte do que nunca. O meu chen tai chi e um regime saudável trataram-me bem ao longo de todos estes anos", escrevia Lou Reed na sua página de Facebook no final de Maio. "Anseio estar em palco a actuar, e escrever mais canções para me ligar aos vossos corações e espíritos e ao universo, bem dentro do futuro", acrescentava. Ler esta nota, escrita quando foi revelado que Reed fora submetido a um transplante de fígado, tem agora um sabor particularmente amargo. O fundador dos Velvet Underground, autor de Walk on the wild side, Vicious ou Perfect day, ícone do rock"n"roll que o transformou profundamente, por trazer à superfície uma noção de perigo, de interdito e de marginalidade inexistente até à sua chegada, morreu na manhã de domingo, aos 71 anos.

O médico responsável pelo transplante de fígado, Charles Miller, afirmou aoNew York Times que Reed "morreu pacificamente, rodeado pelos seus entes queridos" - Reed era casado desde 2008 com a música e artista Laurie Anderson. O médico revelou ainda que fora admitido no início da semana passada no hospital de Ohio no qual fora efectuado o transplante, tendo regressado a Nova Iorque quando informado pela equipa médica do estado irreversível de uma não especificada doença de fígado. "Ele queria muito estar em casa", disse Miller.

Ao Guardian, o agente inglês confirmou a notícia da morte, avançada em primeira mão pela Rolling Stone, declarando em seguida: "Estou muito perturbado." Estamos todos. A dimensão de Lou Reed enquanto figura tutelar de tanto da música popular urbana das últimas cinco décadas é tal que algo tão definitivo quanto isto, a sua morte, parecia uma impossibilidade, como se a mortalidade não ligasse bem com o homem nascido a 2 de Março de 1942em Nova Iorque, a cidade que o moldou e da qual retirou todos os impulsos criativos - "primeiro os meus pais, depois Nova Iorque", dizia ele no documentário de 1998 Rock"n"Roll Heart.

Em reacção à sua morte, Lloyd Cole escreveu na sua conta do Twitter: "Sem Lou Reed não existiria David Bowie tal como o conhecemos. Eu? Seria provavelmente um professor de Matemática." Brian Eno estava quase certo quando proferiu uma tirada célebre: que quase ninguém comprou os discos dos Velvet Underground, onde se fundou a lenda de Reed, quando da sua edição original, mas que todos os que os compraram formaram bandas. "Quase" porque os Velvet, e com eles Lou Reed, não se limitaram a fenómeno multiplicador de grupos rock. Reed foi influência marcante para o glam, para o punk ou para a new-wave, mas a força evocativa das suas letras, a música violenta na sua exigência perante o ouvinte, a postura confrontante e polémica ou o negro que vestia (é sempre essa a cor que lhe vemos, negro noite, negro mistério, negro perigo) tornou-o uma inspiração mais abrangente, das artes plásticas (não por acaso, os Velvet Underground nasceram verdadeiramente na Factory de Andy Warhol) ao cinema (não é a canção New age, de Loaded, o último álbum dos Velvet Underground, com a sua "gorda e loura actriz" que beijara Robert Mitchum, homenagem à idade de ouro de Hollywood?) ou à literatura (não foi o nome da sua banda retirado a um romance?, não dedicou ele o seu último grande álbum, The Raven, a Edgar Allan Poe?).

Robert Wilson, o encenador, colaborou com ele em diversas ocasiões. Julian Schnabel, o artista e cineasta, ajudou-o a concretizar finalmente em palco, em2008, avisão que tinha para Berlin, a trágica e dramática história de amor entre dois toxicodependentes, hoje considerado uma obra-prima, mas reduzido, à data da edição (1973), a "álbum mais deprimente de sempre". Irvine Welsh, o escritor escocês, expressava-lhe ontem o seu agradecimento - pela obra, por ter autorizado a inclusão de Perfect day na banda-sonora deTrainspotting. E ainda haverá, mundo fora, outro tipo de artistas a prestarem-lhe homenagem: múltiplas variações de Chico Fininhos a correrem as ruas ao som de Lou Reed, "sempre na sua", "sempre cheios de speed".

A música foi a forma de expressão que escolheu quando, criança, se apaixonou pela aspereza do rock"n"roll e pelas harmonias vocais do doo-wop. Escolheu-a pela exclusão de tudo o resto. E tornou-se maior que ela. Em 2004, na revistaUncut, perguntavam-lhe o que tinha mudado desde os primeiros tempos. "Nada mudou", respondeu. "Tento fazer algo directo e verdadeiro. Fazer algo puro e sem filtros. É completamente real e isso é uma constante. Não é uma encenação, nunca foi uma encenação." E por isso foi desde sempre e até ao fim, quando já estavam distantes os anos de boémia e excessos com todo o tipo de drogas (o tai chi, de que era praticante fervoroso, era por estes dias o seu vício), surpreendente, contraditório e imprevisível.

Depois do renascimento artístico, patrocinado pelo fã David Bowie e protagonizado com o histórico segundo álbum a solo, Transformer (1972), o deVicious, Satellite of love, Perfect day e de Walk on the wild side, a sua canção assinatura, vimo-lo sabotar a popularidade adquirida com Metal Machine Music", duplo álbum de experiências com feedback que deixou o mundo perplexo em 1975 - esforço vanguardista, provocação, simples brincadeira de mau gosto? Mais recentemente, surpreendeu ao reunir-se aos Metallica, banda charneira do thrash-metal, para gravar Lulu, álbum conceptual inspirado em peças do dramaturgo Frank Wedekind e considerado quase unanimemente um fracasso total. Seria também o seu último álbum. Um ponto final na carreira que, de certa forma, ilustra a sua muito nova-iorquina obstinação: Lou Reed fazia o que queria e quando queria, sem se preocupar com as expectativas que o rodeavam. De previsível, tinha o lendário temperamento irascível, capaz de levar às lágrimas os jornalistas mais experientes.

Em tempos de colorido "paz e amor", quando o vimos surgir com os Velvet Underground, formados em 1965 com John Cale, Maureen Tucker e Sterling Morrison, mostrou o outro lado: o submundo violento e interdito de dealers e agarrados, a sexualidade sob todas as formas, a erupção de vida que pulsava no outro lado do espelho, para onde o conforto burguês e o moralismo hipócrita se recusavam a olhar. Quatro décadas depois, gravou (no álbum The Raven) Imp of the Perverse, baseado num conto de Poe, que questiona a nossa tentação pelo abismo. Por que somos atraídos para aquilo que sabemos ser-nos prejudicial? "Se existe algum ser humano que não tenha sentido isto, não o conheci", disse Lou Reed. Esta pulsão, este questionamento, atravessou grande parte da sua obra.

Sobre o rock, disse: "Um acorde é bom. Dois acordes e já estás a abusar. Três acordes e já estás no jazz." Era uma boutade, naturalmente. Reed era compositor complexo e prezava o virtuosismo, mas ilustrava na perfeição o impulso primitivo que dá ritmo e significado ao rock. O que Reed fez foi criar novos cenários e dar vida inesperada e corpo a esse impulso. O New York Times citava ontem uma entrevista conduzida pela jornalista Kristine McKenna. Dizia nela Reed: "Sempre acreditei que existe um incrível número de coisas que se podem fazer através de uma canção rock, e que se pode fazer escrita séria numa canção rock se o fizermos sem perder o ritmo. As coisas sobre as quais tenho escrito não seriam consideradas nada de mais se aparecessem num livro ou num filme." Foi a sua grande virtude. Não dar seriedade literária ao rock, mas transformar-lhe a natureza. E por isso a sua obra ressoou tão fortemente. E por isso ouvimo-lo ainda: a voz nasalada, aquele canto que é quase discurso falado, ora urgente, ora lançado com desdém ou com abandono. Ouvimos e depois lemos: Lou Reed morreu. Lemos e não acreditamos. [publico.pt]

 

 

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Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013
Músico da semana: Arcade Fire

 

Arcade Fire é uma banda de indie rock da cidade de Montreal, Quebec, no Canadá. Fundada em 2003 pelo casal Win Butler e Régine Chassagne, a banda é conhecida por suas apresentações ao vivo, como também pelo uso de um grande número de instrumentos musicais; principalmente guitarra, bateria e baixo; mas também piano, violino, viola, violoncelo, xilofone, teclado, acordeão e harpa.

Arcade Fire ganhou numerosos prémios, incluindo o Grammy 2011 de álbum do ano, o Juno 2011 de álbum do ano e o Brit Award 2011 de melhor álbum internacional, pelo seu terceiro álbum de estúdio, The Suburbs, lançado em 2010, sucesso comercial e de crítica. Os três álbuns de estúdio foram indicados ao Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa. [ler mais]

 

 

Arcade Fire: novo álbum revelado com máscaras em Nova Iorque

 

 

Mais dançantes, mais teatrais, a paixão de sempre. Foi assim na madrugada de sexta a festa-concerto de apresentação do novo duplo álbum dos canadianos, num barracão industrial onde era obrigatório o público levar máscara.

Podiam ter escolhido a melhor e mais espaçosa sala de Nova Iorque para a festa-concerto de lançamento do novo álbum, mas os canadianos Arcade Fire optaram por um barracão industrial em Brooklyn para o fazerem. Não foi um acaso.

Há três anos, quando lançaram The Suburbs, tocaram no esgotado Madison Square Garden, com muita fanfarra à mistura. Agora optaram por não fazer publicidade, adoptando um nome falso – The Reflektors – e acabando por apresentar-se num espaço industrial semiabandonado.

Os poucos bilhetes colocados à venda foram-se num ápice e, ontem, no eBay, havia quem os tentasse revender por 500 dólares. Com três álbuns lançados o grupo de Montreal tornou-se numa das mais celebradas bandas rock da última década e seu novo registo, Reflektor, que sai a 28 de Outubro, é o álbum mais esperado dos últimos meses.

Queriam regressar ao início, voltar a sentir-se entre os seus, tocar num espaço de menores dimensões perante aqueles que os admiraram desde a primeira hora pela intensidade da sua música. E que melhor local para o fazerem senão em Williamsburg, em Brooklyn, o bairro adoptado nos últimos anos por todos os que querem ser artistas ou músicos?

Não foi um concerto vulgar. Longe disso. O público, cerca de 2000 pessoas, tinha que ir obrigatoriamente mascarado ou então apresentar-se numa versão mais refinada de si próprio. Vimos por lá Batman, Marilyn Monroe e até Obama.

Mais uma vez as máscaras não foram um acaso. O grupo tem surgido com elas nas últimas semanas. Aliás cada um dos membros do grupo tem uma réplica em forma de gigantone, que também se passearam pela festa. E em toda a operação do novo disco os binómios falso-verdadeiro ou teatralidade-autenticidade desempenham um papel muito relevante. Aliás a festa começou por aí. Com um jogo de enganos.

Mal as portas do barracão abriram, o público colocou-se rapidamente em frente ao palco. Depois surgiu o ex-LCD Soundsystem, James Murphy, e um dos produtores do novo álbum, no papel de anfitrião, a apresentar os The Reflektors. 

Surgiram então gigantones em palco – supostamente os próprios Arcade Fire –  a tocarem de forma deficiente, mas com o público em delírio. Minutos depois, para espanto geral, as cortinas de uma das laterais da sala abriram-se e surgiram os verdadeiros Arcade Fire inundados por um festival de som e luz. Foi a loucura, com o público a colocar-se rapidamente, em grande alvoroço, junto ao novo palco.

Com o decorrer do concerto o calor tornou-se insuportável e muita gente se queixava de que era difícil ver o palco em condições. Mas essa tinha sido a aposta do grupo: apresentar o álbum num local improvável, sem grandes sofisticações, como se fosse realmente a primeira vez. E foram quase uns novos Arcade Fire que realmente se fizeram sentir e ouvir.

Dez músicos em palcos, entre eles dois percussionistas e Owen Palett (Final Fantasy) nos teclados, que tocaram essencialmente ao longo de oitenta minutos as canções do novo duplo álbum – as excepções de anteriores discos foram Sprawl II (mountains beyond mountains) e Neighborhood #3 (power out). O novo material segue uma linha mais dançante, há mais balanço rítmico, mais temperaturas e variações, sem que se perca a intensidade, com influências mais diversas – do dub ao funk, do ‘disco’ ao pós-punk. Ou seja, os Arcade Fire do novo álbum estão mais próximos de outras bandas que exploraram o cruzamento de rock com linguagens de pendor rítmico, como os Clash, Talking Heads, New Order ou LCD Soundsystem, do que de Springsteen.

A atitude em palco também é diferente. A emoção autêntica dos primeiros anos não foi abandonada, mas existe mais autoconsciência. Há mais complexidade, jogos de sombra, duplicidades: “Todos nós temos alguma coisa para esconder”, diz às tantas o cantor Win Butler, enquanto na canção seguinte lança: “sabem, não tenho nada a esconder.”

De alguma forma são os próprios Arcade Fire a reflectirem sobre a sua condição: aquela que era a banda que há anos mais sentimento de pertença gerava entre a comunidade alternativa do rock, cresceu desmesuradamente. Tornou-se transversal. Mas esse facto não significa que deixem de ousar, de se reinventar e de manterem a paixão de sempre.
As máscaras (algumas máscaras), se devidamente utilizadas, para além de divertido, como aconteceu durante a noite, podem ser também reveladoras, parecem querer dizer eles.

Das canções novas destaque para Here comes the night time, que começa e acaba em desvario rítmico, com subidas e descidas de temperatura constantes, ou para a toada rock & roll de Normal person. Começaram com o single Reflektor e acabaram com Win Butler a lançar-se para os braços do público, passando pelo meio deste, até alcançar um computador. Aí chegado, para surpresa geral, fez soar música dançante, qual DJ experimentado, enquanto os músicos abandonavam o palco no extremo oposto da sala.

O público queria mais concerto. Mas o que houve a partir dali foi festa dançante, com alguns dos Arcade Fire no meio do público, como se nos quisessem dizer: sim, crescemos imenso, mas no fim de contas somos apenas como vocês. [publico.pt]

 

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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013
Músico da semana: Mísia

 

Mísia nasceu um dia (18) de Junho, na cidade do Porto, fruto de um caso de amor sem a bênção de bons presságios: pai engenheiro, educado numa burguesia que nunca veria com bons olhos o passado artístico colorido e saleroso da mãe bailarina, espanhola, habituada a enquadramentos sociais menos formais. A menina, Susana, começa assim a sua estranha forma de vida, entre dois mundos. Fado de início, para continuar anos fora. [ler mais]

 

  

O milagre de Mísia é um disco novo que não é de fado mas do coração

 

É no fado que Mísia se distingue mas quem a conhece sabe que não é mulher de uma só área. “Tenho dificuldade em ser una, sou várias”, diz-nos a cantora, que apresentou há dias o seu mais recente trabalho, Delikatessen - Café Concerto. Um álbum onde Mísia partilha a sua música com nomes conhecidos como Iggy Pop, The Legendary Tiger Man, Melech Mechaya ou Dead Combo. Fados, esses, apenas dois entram no disco.

Delikatessen - Café Concerto é por isso um trabalho especial. Não só por estas colaborações, como também pela forma como foi feito. Mísia queria trabalhar num novo disco mas deparou-se com as dificuldades que uma crise económica impõe. Sozinha não conseguiria, pelo menos tão cedo, lançar um novo disco e por isso pediu ajuda na sua página do Facebook. A resposta foi surpreendente e o resultado está à vista. O disco chegou às lojas há uma semana.

“Vivemos numa grande crise e pensei que se isto continua assim um dia o frigorífico vai estar vazio”, diz a cantora, explicando a ideia original do disco, que define como uma “refeição caótica”, onde podemos saborear algumas das músicas de que mais gosta. “Pensei em comer as minhas canções, ou seja, em fazer um menu das minhas canções que é um bocado como eu como. Eu como de uma maneira impulsiva, posso começar por uma coisa doce e depois comer a sopa”, continua Mísia, que na terça-feira à noite no Restaurante Buenos Aires cantou algumas destas músicas.

O que aconteceu, conta Mísia, foi que deu para adopção 13 músicas. “Parece estranho mas limitei-te a perguntar no Facebook quem é que queria adoptar estas canções que iam entrar no disco”, explica. O que Mísia pedia na verdade era que cada pessoa ajudasse na produção de cada canção. “E de repente não faltaram pessoas. É nos momentos de crise que também sobressai o melhor de nós, é por isso que para mim este é um disco com muito coração.”

Também os músicos com quem colaborou participaram “generosamente”. “É um milagre”, diz. E talvez por isso Mísia se tenha entregado em Delikatessen - Café Concerto a uma experiência sónica. “Quem ouvir este disco vai perceber que ele é o meu universo. Tenho dificuldade em ser una, sou muitas. Não é preciso escolher entre uma coisa e outra. Prefiro antes uma coisa e mais outra e mais outra.”

Daí a diversidade do o álbum, que inclui apenas um inédito – Rasto do infinito, um poema de Tiago Torres da Silva. “Este menu são canções que normalmente não canto”, conta, destacando então os nomes com quem gravou o disco. Com os Melech Mechaya, Mísia já tinha colaborado no passado no disco da banda e por isso “este foi o caminho natural”. O mesmo aconteceu com a brasileira Adriana Calcanhoto. Dos Dead Combo diz-se uma “fã total e incondicional”, o Paulo Furtado, ou The Legendary Tiger Man, foi dos primeiros em quem pensou chamar para o disco. E depois há ainda o mexicano Ramón Vargas e o dinossauro americano Iggy Pop, com quem Mísia gravouChanson D'Hélène, música original do filme de 1970 Les choses de la vie, cantada por Romy Schneider e Michel Piccoli.

“Não somos amigos, temos o mesmo agente. Eu propus esta música, que para mim é muito interessante, e ele aceitou”, explica a cantora, para quem o resultado final do disco é muito cinematográfico e kitsch. “Há músicas aqui que descobri por acaso”, conta, exemplificando com Estación de Rossio. “Ia na rua do alecrim e passei numa loja de antiguidades onde vi uma caixa que dizia telegramas. Fui ver o que havia e encontrei alguns telegramas de artistas espanhóis que vinham cá nos anos50”, recorda Mísia. “Fui ao Google ver algumas daquelas referências e descobri uma cantora que se chama Juanita Ruenca que tinha gravado uma canção muito bonita, a Estación do Rossio[música que pode ser ouvida neste álbum].”

Depois desta apresentação, quase em ambiente familiar, Mísia parte para Espanha. Vai apresentar Delikatessen - Café Concerto no dia 18 no El Molino, em Barcelona, um lugar que bem conhece. “Foi onde a minha avó, a minha mãe e eu trabalhámos e por isso, como este trabalho é especial, apeteceu-me voltar às raízes”, explica.

Para Portugal ainda não há datas mas está a ser preparada uma digressão que deverá acontecer “no final do ano ou no início do próximo”. [publico.pt]

 

 

 

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Segunda-feira, 7 de Outubro de 2013
Músico da semana: Nitin Sawhney

  

 

Produtor, compositor, Dj, multi-instrumentista, argumentista, actor, escritor… o talento de Nitin Sawhney não se esgota numa frase. Mais do que um homem multifacetado, Nitin Sawhney é um «pioneiro cultural», um «homem da renascença», que consegue ser bem sucedido no campo das artes: música, dança, teatro, cinema e televisão.
Nitin Sawhney é um dos produtores e compositores mais criativos da música actual. A sua música é uma celebração das espécies, das raças, das culturas, da vida. [lastfm.pt]

 

 

Novo disco: Onezero


  

 

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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
Músico da semana: Mundo Cão

 

Mundo Cão é uma banda de rock portuguesa, formada em Braga, em 2001, com voz do actor Pedro Laginha e letras de Adolfo Luxúria Canibal.

Tudo começou com um convite de Miguel Pedro a Pedro Laginha para vocalizar alguns temas que aquele havia composto. Pedro aceitou e, em poucos meses, perceberam que poderiam fazer algo mais do que uma mera participação a dois. Convidaram Vasco Vaz, Budda e Canoche e, após alguns ensaios, a vontade de crescer chegou: Mundo Cão havia nascido. [ler mais]

 

Novo álbum dos Mundo Cão

 

 

 

"O Jogo do Mundo", o muito aguardado terceiro álbum de originais dos Mundo Cão.

 

Além da colaboração, enquanto letrista, com o omnipresente Adolfo Luxúria Canibal (figura tutelar do projeto e autor de todos os poemas do álbum homónimo de estreia) e de Valter Hugo Mãe (escreveu algumas das letras de “A Geração da Matilha”, segundo registo de originais), a banda convidou José Luís Peixoto, um dos maiores nomes da literatura portuguesa contemporânea. O convite reforça a aposta na componente lírica, o que distingue o projeto de Miguel Pedro e Pedro Laginha dos demais no panorama rock nacional.

“O Jogo do Mundo” resulta de dois anos de maturação poética e instrumental e nele se contam histórias de enganos, desenganos, “bandidos falsos, amores assassinos e deuses que gritam sós”. […] [musica.sapo.pt]

 

 



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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013
Músico da semana: UHF

 

Os UHF são uma banda de rock português formada em Almada nos fins dos anos 70, mais precisamente em 1978, sendo a formação inicial composta por António Manuel Ribeiro (voz e guitarra),Renato Gomes (Guitarra), Carlos Peres (viola baixo) e Américo Manuel (bateria).

Actualmente a banda é composta por António Manuel Ribeiro (voz e guitarra), António Côrte-Real (guitarra), Ivan Cristiano (bateria) e Luís Simões «Cebola» (viola baixo). [ler mais]

 

 

UHF - "A Minha Geração"

 

"A Minha Geração" é o título do 15.º disco de originais dos UHF, que reúne dez canções escritas por António Manuel Ribeiro, fundador da banda. A canção-título, que abre o CD, foi o primeiro single com divulgação radiofónica, agora revista em vídeo, com concepção e realização de David Monge e assistência de imagem de Paulo Inácio.  [rtp.pt/antena1]

 

 

  

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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013
Músico da semana: Julia Holter

 

A cantora, compositora e multi-instrumentalista americana Julia Holter, de Los Angeles, despontou no início da década de 2010 com sua música que transita entre o indie e influências vanguardistas. A artista lançou seu álbum de estreia, 'Tragedy', em 2011 pelo selo Leaving Records.

'Ekstasis', seu segundo álbum, saiu em março de 2012 pelo selo RVNG Intl..

Em 2013, lançou 'Loud City Song', álbum aclamado pela crítica. [muzplay.net

 

 

 

 



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Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013
Músico da semana: Alela Diane

Alela Diane, cujo nome verdadeiro Menig Alela Diane, nasceu em 20 de Abril de 1983 em Nevada City, Califórnia (E.U.A.). [ler mais]

 

 

 

 

  

As canções de dor que nos revelam Alela Diane

 

 

 

Reflexo de uma separação dolorosa, 'About Farewell' é já o quinto álbum da cantora norte-americana. Mas é o primeiro dos seus discos a gerar tamanho entusiasmo à escala global. Poderíamos falar de um lugar entre Suzanne Vega e Nick Drake... Mas centrarmo-nos na maior das evidências: About Farewell é mais que "mais um" álbum sobre uma separação. É mesmo um dos mais belos breakup records dos últimos tempos. O disco, que fez finalmente ser incontornável a presença desta cantautora de Portland (EUA), surge dois anos depois da luminosidade que cantava em Alela Diane & Wild Divine. A separação do marido e colaborador Tom Bevitori deixou marcas, uma dor e uma solidão sobre a qual agora faz uma coleção de magníficas canções, todas elas de uma impressionante simplicidade e beleza. Ao cabo de dez anos de carreira este é um disco que expressa também as marcas de melancolia que o tempo vai deixando quando as memórias se começam a acumular. Íntimo, franco, delicado, com arranjos elaborados, mais discretos, uma das boas surpresas deste verão. [dn.pt]

 



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Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013
Músico da semana: The Beatles

 

 

The Beatles foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960. É o grupo musical mais bem-sucedido e aclamado da história da música popular. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos géneros que vão do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros, em formas inovadoras e criativas. Sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de "Beatlemania", fez com que eles crescessemem sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960. [ler mais]

 

 

 

 

Álbum com gravações dos Beatles deverá ser editado em Novembro


A notícia ainda não foi confirmada mas tudo indica que um novo álbum com gravações da banda para a BBC deverá chegar às lojas em breve.

A discografia dos Beatles está prestes a aumentar, depois do anúncio de que um álbum com novas gravações dos Beatles para a BBC vai chegar às lojas em Novembro.

A novidade foi dada na página do Facebook MCA Music, editora das Filipinas que pertence à Universal, detentora do catálogo dos britânicos. 

Esta notícia não foi no entanto ainda confirmada pela Universal, ainda não houve comentários da editora no Reino Unido nem nos Estados Unidos. No entanto, é muito provável que a informação esteja correcta, uma vez que a BBC já tinha pedido a todos os fãs que tivessem gravações dos Beatles feitas para a emissora para entrarem em contacto com eles.

Em causa estão músicas que nunca chegaram a ser editadas e que a banda gravou para a rádio na década de1960. ABBC pediu que lhes fizessem chegar este material porque na altura apagavam algumas fitas depois destas irem para o ar.

A acontecer este lançamento, será assim o segundo álbum dos Beatles ao vivo na BBC, depois de em 1994 ter sido editado o CD duplo Live at The BBC com 56 músicas. A colectânea chegou ao número um do top de vendas no Reino Unido.

Segundo o The Guardian, apesar destes concertos terem sido transmitidos para todo o país, o material dos Beatles na BBC é raro, uma vez que até ao final dos anos 1970 o canal não dispunha de um arquivo.

No WogBlog, um blogue de fãs dedicado em exclusivo aos Fab Four, há ainda uma explicação sobre a foto que poderá ser a capa do novo álbum. Foi aliás a partir deste blogue que a notícia se espalhou pelos meios de comunicação e redes sociais. Lê-se no blogue que a foto é de Dezo Hoffmann, fotógrafo que acompanhou a banda nos primeiros anos de formação e na primeira digressão aos Estados Unidos. A foto original é a preto e branco mas para a capa deste álbum ganhou novas cores.

Esta notícia ganha ainda mais força se se tiver em conta que a 10 de Outubro a BBC Books vai publicar um novo livro de Kevin Howlett exactamente sobre isto: The Beatles – The BBC Archives: 1962-1970. Neste livro vão ser contadas todas as idas da banda de Liverpoool à BBC, com fotos, algumas até agora desconhecidas, desses momentos, e conversas transcritas.

Também em Outubro chegará às lojas um livro infantil assinado pelo baterista Ringo Starr, cuja história se baseia na música dos Beatles Octopus's Garden, do álbum Abbey Road. A NME avança esta quarta-feira que juntamente com o livro será editada uma versão nunca ouvida da música. [publico.pt]

 

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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013
Músico da semana: Justin Timberlake

 

 

Justin Randall Timberlake (Memphis, Estados Unidos, 31 de janeiro de 1981) é um cantor-compositor, ator e empresário. Alcançou a fama nos anos 90 ao tornar-se um membro da boyband *NSYNC. 
Com seus dois primeiros álbuns solo, Justified (2002) e FutureSex/LoveSounds (2006), estabeleceu-se como um dos cantores mais bem sucedidos, com cada um vendendo mais de sete milhões de cópias mundialmente. [ler mais]

 

 

 

Justin Timberlake brilha nos MTV Video Music Awards

 

Cantor norte-americano levou quatro prémios para casa, incluindo o de Melhor Vídeo do Ano, e participou no regresso aos palcos dos 'N Sync.

Justin Timberlake foi a grande estrela da noite de domingo na gala dos MTV Video Music Awards 2013. Em Nova Iorque, o cantor norte-americano foi distinguido com quatro prémios, incluindo o de Melhor Vídeo do Ano, para «Mirrors», e o troféu especial de carreira - o Michael Jackson Video Vanguard Award. 
O artista de 32 anos protagonizou outro dos grandes momentos da cerimónia, ao participar no breve regresso aos palcos da sua antiga banda, os 'N Sync. Com JC Chasez, Chris Kirkpatrick, Joey Fatone e Lance Bass, Timberlake cantou três êxitos da boy band - «Gone», «Girlfriend» e «Bye Bye Bye». [tvi24.iol.pt]

 

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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013
Músico da semana: Rodrigo Leão

 

A carreira de Rodrigo Leão é singular e riquíssima, estando ligada a alguns dos mais importantes momentos da cena musical portuguesa pós-1980. Rodrigo vê-a quase como um filme ou um livro com diversos capítulos, mas sempre com ligação entre eles. Explica-nos que os seus modos nunca se chegaram a alterar e que há coisas que tendem a não mudar: «mesmo no princípio da Sétima Legião fazia coisas que ainda hoje repito», explica, para reforçar a ideia de uma continuidade que a sua música transporta.

A Sétima Legião foi uma lufada de ar fresco e de modernidade na cena musical portuguesa quando surgiu em 1982 pela mão, precisamente, de Rodrigo, Pedro Oliveira e Nuno Cruz. «A Sétima Legião traduzia as influências não só de Manchester, mas também da Galiza, por exemplo, e nisso talvez tenhamos sido diferentes», afirma, em retrospectiva, Rodrigo. A estreia do grupo foi com o single «Glória», clássico maior da nossa música que continha letra de Miguel Esteves Cardoso. Em 1984 aconteceu a estreia em formato grande, com o álbum «A Um Deus Desconhecido», na editora Fundação Atlântica de MEC e Pedro Ayres Magalhães então dos Heróis do Mar. «O meu álbum favorito da Sétima Legião? Talvez o “A Um Deus Desconhecido”», esclarece Rodrigo: «Foi feito com o António Pinheiro da Silva, engenheiro de som que eu respeito muito e é um álbum que já tinha ali um lado cinematográfico expresso nos instrumentais», refere o compositor, reforçando, uma vez mais, a ideia de que tudo na sua carreira está interligado. [ler mais]

 

 

Filme com música de Rodrigo Leão lidera na América do Norte

 

O filme "O mordomo", de Lee Daniels, com banda sonora de Rodrigo Leão, foi o mais visto no fim-de-semana de estreia nos Estados Unidos e Canadá, com 18,7 milhões de euros de receita de bilheteira.

De acordo com a publicação Hollywood Reporter, esta longa-metragem, baseada em factos reais, estreou-se em 2.933 salas, superando em receita de bilheteira o filme "Jobs", "biopic" sobre o empresário norte-americano Steve Jobs, e "Kick-Ass 2", ambos também no fim-de-semana de estreia nos cinemas.

Em Portugal, a estreia está marcada para 05 de setembro.

A história de "O mordomo" ("The Butler", no original) inspira-se em factos reais, a partir de uma reportagem do Washington Post sobre Eugene Allen, um afro-americano que trabalhou na Casa Branca ao longo de trinta anos, servindo oito presidentes, entre os quais Richard Nixon, Ronald Reagan e JF Kennedy.

O filme, protagonizado por Forest Whitaker, é assim uma viagem pelas transformações sociais e políticas nos Estados Unidos, entre os anos 1950 e 1980.

Do elenco fazem ainda parte Oprah Winfrey, Vanessa Redgrave, John Cusak, Robin Williams, Melissa Leo, Liev Schreiber, Alan Rickman e Jane Fonda, entre outros.

A banda sonora do filme é assinada pelo músico português Rodrigo Leão, que recentemente também compôs para as longas-metragens "O frágil som do meu motor", de Leonardo António, e "A gaiola dourada", de Ruben Alves.

Fez ainda música para a série documental "Portugal - Um retrato social" e para a série de ficção "Equador", para o filme "Um passo, outro passo e depois..." (1989), de Manuel Mozos, e participou, enquanto músico dos Madredeus, na composição da música e na interpretação no filme "Lisbon Story" (1994), de Wim Wenders. [noticiasaominuto.com]

 

 

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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013
Músico da semana: George Duke



Morreu George Duke, pianista de jazz, músico múltiplo

 

Músico de jazz, apaixonado pelo funk, colaborador de Frank Zappa, foi um músico guiado pela curiosidade. Morreu aos 67 anos.

George Duke foi muitas coisas. Um músico de ouvidos bem abertos e sem temperamento ou paciência para as “capelinhas” em que se divide a música popular urbana. Morreu segunda-feira, 5 de Agosto, aos 67 anos,em Los Angeles. Segundoo Huffington Post, estaria a receber tratamento para uma leucemia linfática crónica.

Começou a tocar piano aos 4 anos, depois de ver um concerto de Duke Ellington. Gravou o seu primeiro álbum de alguma notoriedade com o violinista francês Jean Luc-Ponty. Foi músico de jazz respeitado que produziu e tocou com Miles Davis, Billy Cobham ou Cannonball Adderley. Integrou os Mothers of Invention de Frank Zappa e construiu uma carreira a solo que, nos anos 1970, o levou aos lugares cimeiros das tabelas de vendas com canções apaixonadas pelo funk e em flirt com o disco sound.

As imagens mais icónicas de Duke mostram-no de sorriso largo a tocar o keytar [o teclado, popularizado na década de 1980, tocado a tiracolo como uma guitarra]. Tal imagem representa-o bem. Porque o keytar é visto genericamente como o instrumento que o bom gosto esqueceu, uma bizarria que nos habituámos a ver nas mãos de ídolos pop caídos no esquecimento, como uns Modern Talking. Em Duke, porém, o keytar acaba por fazer todo o sentido.

George Duke, músico de jazz, estrela pop, criador de funk devidamente pecaminoso, só era coerente na sua aparente incoerência. Aparente porque não havia nada de incoerente no seu percurso, antes uma imensa curiosidade (a que o levou, por exemplo, ao Brasil, no final dos anos 1970, para gravar com Milton Nascimento ou Flora Purim o jazz tropicalista de Brazilian Love Affair). Curiosidade e a noção muito moderna, sabemo-lo agora, da inexistência real de uma hierarquia separadora da alta e baixa cultura. Nesse sentido, o músico que se iniciou nas lições de piano depois de ver Duke Ellington foi fiel à sua inspiração primeira, ao homem que afirmou um dia “só existem dois tipos de música, a boa e a má”.

Nascidoem San Rafael, Califórnia, a 12 de Janeiro de 1946, George Duke formou-se no Conservatório de São Francisco em 1967, onde estudou trombone, composição e contrabaixo. Dois anos depois, gravou com Jean Luc Ponty o álbum The Jean-Luc Ponty Experience with the George Duke Trio. O ensemble cumpriu algumas datas na Costa Oeste americana e, numa delas, Duke foi seguido atentamente, na assistência, por Cannonball Adderley e Frank Zappa.

Nos anos seguintes, tocou regularmente com ambos (ouvimo-lo em Chunga’s Revenge ou Apostrophe, de Zappa), iniciou uma banda com Billy Cobham, trabalhou com Sonny Rollins, e começou a firmar-se a solo enquanto nome destacado do jazz de fusão, bem próximo do fervor funk que, recordava, o havia marcado desde criança enquanto frequentador da igreja localem San Rafael.Álbuns como Liberated Fantasies ou Reach for It cimentaram o seu estatuto e canções como Dukey stick asseguraram que seria ouvido pelas gerações seguintes. E foi realmente: encontramos samples da sua obra em canções dos Daft Punk, de Common, MF Doom, Ice Cube ou Mylo.

Dividindo-se entre trabalho de produção e a carreira a solo, George Duke manteve-se activo em ambas as áreas até ao fim. Em Julho do ano passado foi obrigado a parar. Corine, sua mulher há quarenta anos, morria na sequência de um cancro e Duke, devastado, sentia-se incapaz de se dedicar à música. Quando conseguiu fazê-lo novamente, gravou DreamWeaver, álbum que dedicou à mulher. Foi editado há apenas três semanas, dia 16 de Julho. [publico.pt]

 

 

 

  

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Segunda-feira, 5 de Agosto de 2013
Músico da semana: Franz Ferdinand

 

Franz Ferdinand é uma banda de rock formada em Glasgow, Escócia em2002. A banda é formada por Alex Kapranos (vocal e guitarra), Bob Hardy (baixo),Nick McCarthy (guitarra base, teclado e vocal de apoio) e Paul Thomson (bateria, percussão e vocal de apoio). Inspirado na banda Talking Heads e outras dos anos 80, sem deixar de lado a pegada e ritmos dançantes do indie rock dos anos 2000. Foi considerado uma das grandes revelações da cena musical no ano de 2004, tendo ganho o Mercury Music Prize. [ler mais]

 

 

  

Franz Ferdinand estão de volta

 

 

Os escoceses Franz Ferdinand estão de volta com novo álbum a 26 de agosto e já mostraram duas novas canções. O disco intitula-se Right Thoughts, Right Words, Right Action e inclui "Love Illumination" e "Right Action", que podem já ser ouvidas abaixo. [blitz.sapo.pt]
 

 

 

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Segunda-feira, 29 de Julho de 2013
Músico da semana: JJ Cale

 

JJ Cale, nome artístico de John Weldon Cale (Tulsa, Oklahoma, 5 de dezembro de 1938 – San Diego, Califórnia, 26 de julho de 2013), foi um músico estadunidense. É conhecido por ser o autor de duas canções de sucesso na carreira solo de Eric Clapton, "After Midnight" e "Cocaine", e também de hits do grupo Lynyrd Skynyrd como "Call Me The Breeze" e "I Got the Same Old Blues". Foi um dos pioneiros do Tulsa Sound, género que mescla blues, rockabilly, música country e jazz. [ler mais]

 

 

 

J. J. Cale (1938-2013): o criador de sucessos alheios

 

Guitarrista e compositor, escreveu grandes canções, como Cocaine ou Call Me the Breeze, que Eric Clapton, os Lynyrd Skynyrd e outros tornaram célebres. Génio discreto, J. J. Cale foi um dos criadores do género musical Tulsa Sound e influenciou várias gerações de músicos, de Neil Young a Mark Knopfler.

Autor de canções celebrizadas por outros, o guitarrista, compositor e cantor J. J. Cale (1938-2013) morreu sexta-feira num hospital da Califórnia, aos 74 anos, na sequência de um ataque cardíaco.

John Weldon Cale, que adoptou o nome artístico de J. J. Cale, nasceu em Tulsa em 1938, e ajudou a criar um novo género musical que adoptaria o nome da sua cidade natal, no estado de Oklahoma: o Tulsa Sound, uma singular mistura de blues, country e jazz com o rockabilly dos anos 50. Já o estilo peculiar de Cale ficou conhecido como laid back, ou seja, descontraído, relaxado.

O próprio Cale explica numa entrevista que as suas primeiras influências musicais foram os discos de rockabilly que vinham de Memphis, e músicos de blues, como Clarence Brown ou Billy Butler. “Ao tentar imitá-los, falhei e acabei por criar uma coisa minha”, resume. 

Tendo-se sempre considerado essencialmente um guitarrista, que apenas se decidiu a escrever canções para ganhar algum dinheiro, Cale interpretou os seus próprios temas, mas foram quase sempre as versões de terceiros que os tornaram famosos. Os exemplos mais óbvios são After Midnight ou Cocaine, imortalizados por Eric Clapton, mas muitos outros cantores e bandas adoptaram canções de Cale, como Johnny Cash, Santana, o malogrado grupo rock Lynyrd Skynyrd, os Deep Purple ou os The Band. Só o tema After Midnight teve uma dezena de versões, tendo sido gravado, entre outros, por Chet Atkins, pelo grupo feminino The Shirelles e pelo músico brasileiro Sérgio Mendes.

O estilo “relaxado” de Cale influenciou ainda músicos como Neil Young – que o considerava, a par de Jimy Hendrix, um dos dois melhores guitarristas que alguma vez vira actuar – ou o líder dos Dire Straits, Mark Knopfler, que também reconheceu publicamente a sua dívida ao músico de Tulsa, bastante evidente em Sultans of Swing, o êxito que lançou o grupo britânico. 


Fuga para Los Angeles

Depois de alguns anos a tocar nos bares de Tulsa, e de alguns singles gravados com o nome Johnny Cale, que não tiveram grande sucesso, Cale decidiu-se a seguir o exemplo de outros músicos locais, como David Gates, Leon Russell (então ainda Russell Bridges), ou Carl Radle, futuro baixista da banda de Eric Clapton, e rumou à Califórnia. Chegou a Los Angeles em 1964 e ali conheceu, através de Leon Russell, o produtor independente Snuff Garrett, que o coloca na editora Liberty, onde Garrett trabalhara e que gravará vários discos de Cale.

Nesses meados dos anos 60, Cale trabalha ainda num célebre bar de Sunset Strip, em Hollywood, o Whiskey A-Go-Go, que Elmer Valentine abrira inspirado no sucesso de um bar homónimoem Paris. Contratadopara cobrir as folgas de Johnny Rivers, o dinheiro que ganha com estas actuações, somado aos dividendos dos discos, ajuda-o a ir sobrevivendo. É Elmer Valentine quem lhe sugere que adopte o nome artístico J. J. Cale, para evitar confusões com o co-fundador dos Velvet Underground.

Em 1966, Garrett funda uma nova chancela, a Viva Records, e grava com Cale e outros músicos – agrupados sob a designação Letahercoated Minds – o álbum A Trip Down the Sunset Strip. É no contexto deste projecto que Cale compõe After Midnight, pensada para ser uma faixa instrumental do disco. Mas a música acaba por não entrar no álbum, e depois de Cale a transformar num tema cantado e de escrever a respectiva letra, edita-a, juntamente com Slow Motion, num single da Liberty, lançado ainda em 1966. 

Só quatro anos mais tarde, ao ouvir a sua própria canção na rádio, cantada por outro, é que J. J. Cale se apercebe de que Eric Clapton gravara uma versão de After Midnight. […]  [publico.pt]

 

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Segunda-feira, 15 de Julho de 2013
Músico da semana: Bana

 

Sobreviveu a Cesária Évora, dez anos mais nova do que ele, mas quando em 2011 o mundo se despediu com comoção da “diva dos pés descalços” já Bana estava há três anos “gravemente doente”, acamado, vítima de diabetes e outras maleitas. Naquele homem, então acamado e a precisar de cuidados diários, havia no entanto ainda o brilho interior do gigante (tinha quase dois metros de altura) que dera à morna difusão pelo mundo. 

Nascido na ilha de S. Vicente, freguesia de Nossa Senhora da Luz, no Mindelo, a 11 de Março de 1932, Adriano Gonçalves, que havia mais tarde de ganhar (como qualquer cabo-verdiano) o “nominho” Bana, começou desde cedo a querer cantar. A vizinhança ouvia-o e incitava-o, nas mornas e coladeiras, e ela ia ganhando jeito. No livro Kab Verd Band (ed. 2006), Carlos Filipe Gonçalves diz que Bana passou a frequentar a casa de B.Léza, mestre da morna, para aí “beber as melodias”.

B.Léza “tinha um modo peculiar de cantar”, “não cantava muito bem” (era compositor, não cantor), mas ainda assim Bana foi moldando o seu estilo a partir dos ensinamentos do mestre. O que fez dele, mais tarde, um “cantor do gesto intensamente nocturno”, como escreveu Vasco Martins no seu antológico livro sobre a morna (ed. 1989) mas também o fez senhor de um estilo muito próprio, como se escreve em Kab Verd Band: “Arrasta as sílabas (dos versos) e altera ou liga determinadas figuras (tempo de duração de uma nota musical) da melodia. Deste modo injecta o sentimento e produz uma massa sonora moldada.”
Mas isso foi quando se conseguiu impor a cantar. Antes, como recordava neste sábado Alberto Rui Machado (co-fundador da Casa de Cabo Verde em Lisboa) ao semanário cabo-verdiano A Semana, “Bana era pobre, andava descalço e por isso, naquele tempo proibiam-no de cantar em sítios de melhor qualidade”. Isto no Mindelo. Até que um dia passou por lá, para actuar, a Tuna Académica de Coimbra, da qual faziam então parte Manuel Alegre e Fernando Assis Pacheco. Entusiasmados, quiseram trazer Bana para Portugal. E havia de vir, na inauguração da Casa da Cabo Verde em Lisboa, mas apenas dez anos depois, em 1969.
Antes, Bana quis ir ao Senegal, onde tinha familiares e onde foi recebido de tal modo que a Pathé Marcony o convidou para gravar um disco. Partiu, então, daí para Paris (há um disco onde ele posa na capa à frente do Arco do Triunfo) e depois para a Holanda, em 1968. E gravou alguns dos discos-chave da sua carreira, como os emblemáticos Nha Terra (1966) ou Rotcha-Nú (1969).
Enquanto isso, ia viajando para Lisboa, a espaços. A inauguração da Casa de Cabo Verde, em 1969, na companhia de Luís Morais e Armandinho (que desde 1966 com ele integravam o conjunto Voz de Cabo Verde) é o passo decisivo para se fixar em Portugal. Aqui passa a viver, a cantar, a participar em festivais e até, a convite do governo português (à data, uma ditadura), a deslocar-se em digressão aos Estados Unidos e às então colónias africanas de São Tomé, Angola e Guiné-Bissau.

Laços com os mais novos
Em 1975, já depois da revolução dos cravos, abre em Lisboa um restaurante chamado Novo Mundo, que mais tarde viria a dar lugar ao Monte Cara. Abre também uma loja de discos, chamada Cretcheu. Muitos dos músicos e cantores cabo-verdianos da diáspora (portuguesa mas também holandesa ou francesa) vão passando por lá e deixando laços. Bana “apadrinha” algumas vozes e talentos que então despontavam, como Celina Pereira, Paulino Vieira, Tito Paris, Leonel Almeida ou Titina, que se tornara conhecida e uma cantora de projecção pela influência de Adriano Moreira, que se apaixonou pelo seu canto e pela força e intensidade da morna. Pela sua intensa vida musical, Bana foi condecorado pelo então Presidente Mário Soares (Ordem de Mérito Oficial) e pelos Presidentes de Cabo Verde Mascarenhas Monteiro e Jorge Carlos Fonseca.
Por várias vezes, enquanto lhe iam embranquecendo os cabelos, fez menção de se retirar dos palcos. Anunciou vários espectáculos como sendo “o último”, mas voltou sempre, enquanto a voz lhe permitiu. Em Janeiro de 1992 a Aula Magna encheu-se em sua homenagem, com uma plêiade notável de cantores. E no final dos anos 90, esteve em concerto no Coliseu de Lisboa, espectáculo lançado de seguido em CD duplo. Em 2007 ainda gravou um outro trabalho, Bana e Amigos, lançado em CD e DVD.
Até que, no primeiro trimestre de 2008, sofreu um acidente vascular cerebral. E a partir daí a sua vida já não voltou ao que era. Recentemente, relatava o jornal A Semana online, vivia num lar em Camarate, sob responsabilidade da Segurança Social Portuguesa e da Embaixada de Cabo Verde. Submetido a hemodiálise há alguns anos, sentiu-se mal durante o último tratamento e foi internado no Hospital de Loures, nos arredores de Lisboa, onde viria a morrer neste sábado, às 2h, de paragem cardíaca.
O velório, informou a família, realiza-se neste domingo a partir das 13h na Igreja da Sagrada Família em Benfica, onde à mesma hora haverá na segunda-feira uma missa de corpo presente. O funeral sairá na segunda-feira, às 14h15, para o Cemitério do Alto de São João, onde, segundo nota da embaixada de Cabo verde, “o corpo será cremado, segundo o desejo manifestado [por Bana] em vida”.
Fica a música, testemunho maior do “rei da morna”. [publico.pt] 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 8 de Julho de 2013
Músico da semana: Lloyd Cole

 

 

Lloyd Cole nasceu a 31 de Janeiro de 1961 em Buxton, Inglaterra.

Lloyd Cole formou os The Commotions em 1982, quando ainda era estudante de Filosofia na Universidade de Glasgow. Faziam também parte do grupo os músicos Blair Cowan (teclados), Neil Clark (guitarra), Lawrence Donegan (baixo) e Stephen Irvine (bateria). Observado durante as apresentações do grupo em universidades e bares locais, Cole começou a chamar a atenção de alguns produtores e empresários pela qualidade das suas composições e letras. Dois anos depois da formação, o songwriter, conseguiu um contrato com a editora Polydor. Surge, assim, à luz do dia o álbum de estreia de Lloyd Cole and The Commotions, intitulado «Rattlesnakes», considerado pelo jornal New Musical Express como um dos 50 melhores álbuns da década de 80. Nas faixas havia muito mais estilo do que atitude, o que agradou o público e a crítica. Além disso, as letras possuíam referencias a clássicos da cultura intelectual como filmes (Jules et Jim de François Truffeaut) e escritores (Simone de Beauvoir e Norman Mailer). Esse estilo foi a semente do que seria adoptado por várias bandas, principalmente as escocesas, durante os anos 90. Cultura, estilo e técnica refinada. O single Perfect Skin chegou ao Top 30 na Inglaterra. [...] [ler mais]

 

 

Os novos «Standards» de Lloyd Cole 

 

Aos 52 anos, Lloyd Cole deu-se ao luxo de fazer o que quis e não o que era considerado apropriado para a idade. O resultado está em "Standards", o seu disco mais "elétrico e natural" em muito tempo, conta o britânico ao SAPO Música.

Quem, desde inícios dos anos 1990, se habituou a Lloyd Cole a solo e em modo acústico, é capaz de encontrar algumas surpresas em "Standards", o seu novo e 11º álbum. Pelo menos é o que espera o cantautor, que aponta aqui o seu álbum mais elétrico desde os primeiros tempos das suas edições em nome próprio, depois de se ter separado dos Commotions.

"Acho que estou a pegar na receita que tinha em 1989 e 1990 e a trabalhá-la de outra forma. Estou tão entusiasmado como estava nesses dias. Na altura, fiquei surpreendido por descobrir que conseguia fazer música sozinho, sem uma banda", explica-nos.

De então para cá, o entusiasmo pela música não esmoreceu mas o britânico admite ter-se tornado "cada vez mais invisível", arrumado num nicho no qual não se revê. Daí a necessidade de fazer um disco como "Standards", que "não se preocupa em fazer a coisa certa" e quer levar a voz do seu autor "a todo o lado". [musica.sapo.pt]

 

 

 

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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
Músico da semana: Pixies

 

Os Pixies é uma banda norte-americana de rock alternativo formada em Boston, Massachusetts em 1986. O grupo separou-se em 1993 por divergências mas voltou-se a juntar em 2004. Black Francis, Joey Santiago, Kim Deal e Dave Lovering são os únicos membros do grupo em toda a sua história. Os Pixies encontraram pouco sucesso no seu país de origem, algo que não se reflectiu na Europa, em especial no Reino Unido (embora tenha sido moderado).

A sua música foi muito influenciada pelo punk e surf rock, e embora fosse bastante melódica, também era capaz de conter material mais pesado. Francis era o principal compositor e vocalista do grupo. Geralmente escrevia letras enigmáticas sobre temas pouco comuns, como OVNIs e o surrealismo. Referências a instabilidade mental, imagens bíblicas violentas, violência física e incesto são feitas em diversas músicas. [ler mais]

 

 

 

Pixies tocam em Lisboa em Novembro

 

Será o quarto concerto em Portugal: 9 de Novembro, Coliseu dos Recreios.

 

Continuam as novidades em torno dos Pixies. Desta vez a notícia é que o grupo de Black Francis virá tocar a Portugal, a 9 de Novembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, num concerto inserido na digressão europeia que tem início em Setembro, no Olympia de Paris.

Será o quarto concertoem Portugal. Aúltima vez que os Pixies estiveram no país foi em 2006, para um concerto no Pavilhão Atlânticoem Lisboa. Ogrupo está inactivo desde a digressão Lost Cities de 2011. Nas últimas semanas foram notícia porque Kim Deal abandonou o grupo e porque na sexta-feira deram a conhecer Bagboy, a primeira canção em nove anos.

A letra, segundo Black Francis, terá sido escrita num Starbucksem Harvard Square, em Cambridge [no estado do Massachussets], a poucos metros do sítio onde, há 25 anos, escreveu parte da letra de uma velha canção chamada Break my body.

Os Pixies terminaram em 1994 e reagruparam-se em 2004 para digressões de revisitação à sua discografia. Quando Kim Deal anunciou a sua saída os restantes elementos do grupo emitiram um comunicado em que se diziam "tristes" com a saída e "muito orgulhosos" por terem trabalhado com ela. "Iremos sempre considerá-la um membro dos Pixies, e o seu lugar estará sempre disponível para ela". [publico.pt]

 

 

  

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Segunda-feira, 24 de Junho de 2013
Músico da semana: Pedro Abrunhosa

Pedro Abrunhosa (20 de Dezembro de 1960, Sé, Porto), é um cantor e compositor português.

Inicia cedo os estudos musicais mas mais seriamente em 1976. Termina o Curso de Composição do Conservatório de Música do Porto, após o que estuda e trabalha com os professores Álvaro Salazar e Jorge Peixinho. Faz o Curso de Pedagogia Musical com Jos Wuytack. Aos dezasseis anos já dava aulas na Escola de Música do Porto. Pouco depois ensinava também no ensino oficial, na Escola do Hot Clube, em Lisboa, e na Escola de Música Caiús. Desenvolve os estudos de Contrabaixo. Funda a Escola de Jazz do Porto e a Orquestra da mesma, que dirige e para a qual escreve.

Trabalha nesta área por toda a Europa com Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood, Steve Brown, Todd Coolman, Billy Hart, Bill Dobbins, Dave Schnitter, Jack Walrath, Boulou Ferré, Elios Ferré, Ramon Cardo, Frankie Rose, Vicent Penasse e Tommy Halferty. [ler mais]

 

 

 

A canção é o primeiro cartão de visita de um álbum que será editado em Outubro.

Sobre «Toma Conta de Mim» escreveu Pedro Abrunhosa que se trata de «uma canção onde tento invocar a capacidade colectiva do afecto, de olharmos o futuro de frente sem deixarmos ninguém para trás, reconhecer a diferença e não sucumbir à indiferença». [diariodigital.pt]

 

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