O escritor Héctor Hernández Montecinos conquistou o Prémio Pablo Neruda 2009, instituído em 1987 para premiar os poetas chilenos com menos de 40 anos que se tenham destacado pelo contributo dado à poesia do país.
De acordo com a Fundação Pablo Neruda, Hernández Montecinos, nascido em Santiago do Chile em 1979, foi eleito “pela profusa obra poética experimental e vanguardista, pelo contributo para a poesia e teoria chilenas e para a literatura nacional”.
O júri foi presidido pelo director da Fundação Pablo Neruda, Manuel Jofré, e composto ainda por Waldo Rojas, designado pela mesma instituição, Matías Rafide, em representação da Academia Chilena da Língua, e Raúl Zurita pela Sociedade de Escritores do Chile.
O prémio ascende a 6.000 dólares, cerca de 4.000 euros, e consiste ainda numa medalha e um diploma que serão entregues ao vencedor em Dezembro deste ano, numa sessão ainda a marcar pela Fundação Neruda.
Hernández, que actualmente reside no México, é licenciado em Literatura e doutorado em Filosofia, publicou 18 livros entre 2001 e 2009, entre os quais “No!”, em 2001, “Este libro se llama como el que yo una vez escribí”, em 2002 e “El barro lírico de los mundos interiores más oscuros que la luz", em 2003.
Vai ainda lançar em breve “Debajo de la lengua”, terceira parte de una trilogia iniciada em 2005 com “Putamadre” e continuada em 2006 com “Segunda Mano”, publicadas pela editora peruana Zignos.
O primeiro escritor a receber o galardão da Fundação Pablo Neruda foi Gonzalo Millán, e nos últimos anos foram escolhidos os autores chilenos Germán Carrasco, Malú Urriola, Javier Bello e Rafael Rubio.[publico.pt]