
O escritor mexicano José Emilio Pacheco ganhou hoje o Prémio Cervantes, o maior galardão das letras hispânicas.
A decisão do júri foi anunciada pela ministra da Cultura espanhola, Ángeles González-Sinde, em conferência de imprensa.
O prémio tem uma dotação de 125.000 euros e foi criado em 1975 pelo ministério da Cultura para distinguir um escritor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para enriquecer o legado literário hispânico.
No ano passado, o distinguido foi o espanhol Juan Marsé.
Na edição deste ano, além de Pacheco havia outros candidatos da América de língua castelhana, como o também mexicano Fernando del Paso os chilenos Nicanor Parra e Isabel Allende, os argentinos Ricardo Piglia e Tomás Eloy Martínez, o nicaraguense Sergio Ramírez e a uruguaia Ida Vitale, entre muitos outros.
De Espanha, a lista incluía Ana María Matute, finalista em múltiplas edições do Prémio, Francisco Nieva, José Manuel Caballero Bonald, os irmãos Juan e Luis Goytisolo e Javier Marías.
O prémio Cervantes distinguiu até agora 18 escritores espanhóis e 16 latino-americanos. Apenas duas vezes foi distinguida uma mulher a espanhola María Zambrano, em 1988, e a cubana Dulce María Loynaz, em 1992.
Os candidatos podem ser propostos pelos anteriores premiados, por instituições vinculadas à língua castelhana e pelas Academias da Língua.
A Real Academia Espanhola apostava este ano em Luis Goytisolo, Emilio Lledó e Javier Marías. [dn.pt]