"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Escritora Ursula Le Guin distinguida com prémio Nebula

 

A escritora norte-americana Ursula K. Le Guin e o autor britânico Ian MacLeod foram premiados esta semana com os prémios literários de ficção científica Nebula e Arthur C. Clarke, respectivamente.

Segundo o jornal The Guardian, Ursula Le Guin, de 79 anos, venceu esta semana o prémio Nebula com o romance «Powers», o terceiro de uma série intitulada «Annals of the Western Shore», que inclui os títulos «Gifts» (2004) e «Voices» (2006).

Esta é a sexta vez que a escritora vence o prémio Nebula, desta vez com uma história que acompanha as aventuras de Gavir, um escravo com poderes cognitivos.

Ursula K. Le Guin é uma das mais premiadas autoras na área da fantasia e ficção científica, com vários prémios Hugo e Nebula no currículo, e a sua bibliografia inclui romances, poesia e contos para crianças e adultos. [diariodigital.pt]
 
Títulos disponíveis de Ursula Le Guin na biblioteca municipal.

 

 



publicado por bibliotecadafeira às 19:02
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"Singularidades de uma rapariga loira" de Manoel de Oliveira

Estreia, hoje, o filme "Singularidades de uma rapariga loira" de Manoel de Oliveira com Rogério Samora, Miguel Guilherme e Leonor Silveira.
 

Sinopse:

Numa viagem de comboio para o Algarve, Macário conta as atribulações da sua vida amorosa a uma desconhecida senhora. Relata a sua paixão pela rapariga loira que vivia na casa do outro lado da rua, Luísa Vilaça. Assim que a conheceu, quis de imediato casar com ela. O tio, para quem trabalhava, discordava da relação, e por isso despediu-o e expulsou-o de casa. Macário consegue enriquecer em Cabo-Verde e quando já tem a aprovação do tio para finalmente casar com a sua amada, descobre então a "singularidade" do carácter da noiva... [cinema.ptgate.pt]

 


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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
29 de Abril: Dia Mundial da Dança


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publicado por bibliotecadafeira às 16:07
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Na mesa dos poetas

Abril de sim, Abril de Não


Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.


Manuel Alegre
 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 15:54
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Prémio Mies van der Rohe para a Ópera de Oslo

 

É um edifício que nasce na água e sobre o qual se pode caminhar. A nova ópera de Oslo, do atelier norueguês Snohetta, quer ser um símbolo da Noruega moderna.

A Ópera de Oslo foi notícia há um ano por uma razão que a ultrapassou completamente: na inauguração, a chanceler alemã, Angela Merkel, apareceu com um enorme decote que surpreendeu todos e que a atirou para as primeiras páginas dos jornais. Agora a Ópera volta a ser notícia por razões que têm tudo a ver com ela, sobretudo com o edifício: o projecto do atelier norueguês Snohetta, recebeu um dos mais prestigiados prémios de arquitectura, o Mies van der Rohe.

Há 700 anos que não se construía na Noruega um centro cultural com esta dimensão. E estamos a falar de uma área do tamanho de quatro estádios de futebol, de um interior com 1100 divisões, e de um dos mais modernos e tecnologicamente avançados palcos de ópera do mundo. O auditório principal tem 1350 lugares, e existe uma segunda sala com capacidade para 400 pessoas, além de uma sala de ensaios com 200 lugares.

Mas o que torna esta ópera excepcional é o seu telhado inclinado, que começa junto à água, na baía de Oslo, e permite que as pessoas subam por ele e passeiem sobre o edifício.

A ambição foi, desde o início, grande. Pretendeu-se criar “um importante símbolo do que a Noruega moderna representa como nação e expressar o papel que a ópera e o ballet devem ter na sociedade”, explica o Snohetta no texto em que apresenta o projecto (os três sócios do atelier, Kjetil Traedal Thorsen, Tarald Lundevall e Craig Dykers, são também os responsáveis pela nova Biblioteca de Alexandria, no Egipto).

O edifício é além disso, sublinha por seu lado o texto do prémio Mies van der Rohe, “o primeiro elemento da transformação da zona da baía de Oslo, com o objectivo de voltar a ligar a cidade à sua frente marítima”. E é “uma paisagem arquitectónica aberta ao público”.

É precisamente esse factor, essa “generosidade” do edifício, que o crítico de arquitectura Jorge Figueira destaca. “Estabelece uma relação muito física com os utilizadores. Convida as pessoas a estarem nele mesmo não estando dentro dele”. Confessa, contudo, que não o considera “uma obra surpreendente”. Sendo “sem dúvida muito qualificada, não é particularmente inovadora”, diz.

Figueira vê na ópera “uma espécie de encontro entre a excelente tradição da arquitectura nórdica, no uso dos materiais, no rigor construtivo, no tema da organicidade das formas, e o desejo muito contemporâneo de criar um ícone”. E vê na forma como esta ideia é trabalhada a influência de elementos da arquitectura modernista brasileira, nomeadamente nessas rampas que “permitem circular em cima do edifício, tornando-o também um circuito exterior”.

No interior os arquitectos usaram sobretudo madeira, invocando a tradição dos construtores de barcos noruegueses. A par disso, pediram a vários artistas (o atelier tem uma colaboração especialmente próxima com o artista dinamarquês Olafur Eliasson, com quem fez em 2007 o pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres), para fazerem intervenções — Eliasson, por exemplo, fez um vestiário.

A Ópera de Oslo foi escolhida para o Prémio Mies van der Rohe — que tem um valor de 60 mil euros, e é apoiado pela União Europeia — de entre uma lista de cinco finalistas que incluía o Zenith Music Hall de Estrasburgo (França) do Studio Fuksas, a Universidade Luigi Bocconi de Milão (Itália) dos Grafton Architects, o Centro Multimodal do Tramway de Nice (França) do Atelier Marc Barani, e a Biblioteca, Centro para Seniores e Pátio Interior em Barcelona (Espanha) dos RCR Arquitectes. [público.pt]
 



publicado por bibliotecadafeira às 15:45
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Ekaterina Maximova: 1939 - 2009

 

 

A famosa bailarina russa Ekaterina Maximova faleceu a noite passada aos 70 anos, a informação foi avançada pelo Teatro Bolshoi de Moscovo, onde dançou 30 anos. A causa da morte da bailarina do Bolshoi ainda é desconhecida.
Ekaterina Maxímova nasceu a 1 de Fevereiro de 1939 em Moscovo e, aos 18 anos, quando terminou a Escola Coreográfica da capital russa, foi aceite no elenco do famoso Teatro Bolshoi, em cujo palco brilhou durante 30 anos.
Como solista, estreou-se no papel de Macha no «Quebra Nozes» de Tchaikovski e durante a vida profissional brilhou em obras-primas do bailado clássico como «Gisèle», «Lago dos Cisnes», «Dom Quixote», «A bela adormecida» e «Petruchka».
Maxímova participou também em bailados modernos como «Romeu e Julieta» de Prokofiev e «Chamas de Paris» de Assafiev.
Em 1978, Maxímova começou a actuar também em elencos estrangeiros, foi estrela do Bailado Clássico de Moscovo e imortalizou a sua dança em «Aniuta» e «Galateia».
Galardoada com numerosos prémios internacionais de prestígio, entre os quais a condecoração concedida pelo Governo do Brasil de Comendador da Ordem de Rio Branco, pelo contributo que deu para a abertura de uma escola de bailado nesse país. [tsf.pt]
 


publicado por bibliotecadafeira às 16:22
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Madalena Matoso vence Prémio Nacional de Ilustração 2008

 

A ilustradora Madalena Matoso venceu o Prémio Nacional de Ilustração 2008 pelo seu trabalho no livro «A charada da bicharada», de Alice Vieira, anunciou a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB).

 

Madalena Matoso, 34 anos, venceu por unanimidade por uma ilustração que «tem uma paleta cromática muito forte e muito rica e que ao mesmo tempo apela a um olhar muito inquiridor por parte do leitor», disse à Lusa fonte da DGLB.
«A charada da bicharada», editado em 2008 pela Texto Editores, é um livro de charadas de Alice Vieira que convida o leitor a adivinhar o nome dos animais, num jogo em que a ilustração de Madalena Matoso assume um importante papel.
 
Títulos disponíveis na biblioteca municipal.


publicado por bibliotecadafeira às 15:18
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Romeno Mihai Ignat vence PortoCartoon

O romeno Mihai Ignat venceu o Grande Prémio da 11.ª edição do PortoCartoon - World Festival, este ano dedicado à crise. O presidente do júri, o francês Georges Wolinski, citado pela Lusa, considerou a obra vencedora "um desenho extremamente subtil", que mereceu a "aprovação unânime dos oito membros do júri".

Peter Nieuwendijk, secretário--geral da Federação Internacional de Organizações de Cartoon e membro do júri que anunciou no Porto os vencedores da edição deste ano, classificou o desenho vencedor como "um excelente cartoon", porque são necessários "apenas cinco segundos" para perceber a mensagem.

De acordo com Wolinski, o júri não teve "muita dificuldade em escolher os três primeiros", afirmou, elogiando também os vencedores do segundo e terceiro prémios, o português Augusto Cid e o polaco Zygmunt Zaradkiewicz, respectivamente.

Para Augusto Cid, vencedor da edição de 2008, "é sempre compensador sentirmos que há um juízo positivo sobre a arte que fazemos, sobretudo neste caso, com um júri maioritariamente estrangeiro", afirmou ao DN. "Tive a felicidade de ter uma boa ideia e de a ter conseguido passar para o papel de uma forma que sensibilizou outras pessoas", considerou.

O tema deste ano, a crise, "é inspirador", refere Augusto Cid que define um bom cartoon pela "oportunidade" e "forte carga humorística, que revele uma análise da situação". "É por isso que é um espaço de opinião", reforça.

Os vencedores vão receber os prémios em Junho, quando for inaugurada a exposição, que decorrerá nas instalações do Museu Nacional da Imprensa, no Porto. [dn.sapo.pt]
 


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publicado por bibliotecadafeira às 11:35
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Sábado, 25 de Abril de 2009
"O casamento de Rachel" no auditório da biblioteca

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 26 de Abril, pelas 21h45, será exibido o filme "O casamento de Rachel" de Jonathan Demme com Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Mather Zickel, no auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.

 

Sinopse:

Quando Kym (Anne Hathaway) volta a casa para o casamento da sua irmã Rachel, ela traz consigo uma longa história de crise pessoal, conflitos familiares e tragédia. O casamento do casal, repleto de amigos e familiares, tinha tudo para ser um alegre fim-de-semana de festa, música e amor, mas Kym torna o ambiente muito pesado e tenso... [cinema.ptgate.pt]
 



publicado por bibliotecadafeira às 10:15
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Na mesa dos poetas

As Portas Que Abril Abriu 

 

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra.
 
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
 
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinhiero estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos dos passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
 
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
 
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
 
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
 
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas tabém tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com a que a força da vida
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.
 
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
- pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
- é a força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados "páras"
que não queriam o degredo
de um povo que se separa.

E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma razão
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.

Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.

Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própia pobreza.

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo de mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas era olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que desbobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideias
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio faziam
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
- cumpriu-se a revolução.
Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabrões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os genarais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.
E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.
Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.
E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
apenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opões àqueles que o firam
consciência nacional.
Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.
Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.

- Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

Em em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
de um país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua prórpia grandeza!

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.

Só nos faltava que os cães
viesses ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
e ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!

Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

José Carlos Ary dos Santos
(Lisboa, Julho-Agosto de 1975.)
 
Títulos disponíveis, na biblioteca municipal, de José Carlos Ary dos Santos.
 
Títulos disponíveis, na biblioteca municipal, sobre o 25 de Abril.
 


publicado por bibliotecadafeira às 10:00
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Apresentação do livro "Do cinzento ao azul celeste"

 

No âmbito das actividades de promoção de leitura para a infância será apresentado no auditório da biblioteca, no dia 24 de Abril, pelas 21h00, o livro “Do Cinzento ao Azul Celeste” de Ana Oliveira e ilustração de Helena Veloso.

 



publicado por bibliotecadafeira às 15:17
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Há três filmes portugueses na selecção de Cannes

João Pedro Rodrigues participa com "Morrer como Um Homem" na secção Un Certain Regard, Pedro Costa e João Nicolau estão na Quinzena dos Realizadores – com "Ne Change Rien", documentário sobre a actriz e cantora francesa Jeanne Balibar), a nova curta “Canção de Amor e Saúde”, respectivamente. Há uma parte do próximo Festival de Cannes que fala português.

Mas vamos ganhar distância: há sobretudo muitos europeus e muitos asiáticos a competir na 62ª edição do festival, que decorre de 13 a 24 de Maio: Pedro Almodóvar ("Los Abrazos Rotos"), Michael Haneke ("Das Weisse Band"), Ken Loach ("Looking for Eric"), Gaspar Noé ("Enter the Void", um filme de terror que tem algumas hipóteses de estar à altura do “caso” que foi outro filme do realizador, "Irreversível"), Park Chan-wook ("Thirst", Alain Resnais ("Les Herbes Folles"), Elia Suleiman ("The Time that Remains"), Johnnie To ("Vengeance"), Tsai Ming-liang ("Visage") e Lars von Trier ("Antichrist").

Num ano em que Cannes olha para o oriente – o próximo e o extremo, se tivermos em atenção que a neozelandesa Jane Campion, com "Bright Star", e o filipino Brillante Mendoza, com "Kinatay", também entram nestas contas –, a América tem uma participação menos volumosa, mas não necessariamente secundária, na competição principal.

Cannes queria ter, e teve, o novo de Quentin Tarantino (Palma de Ouro em 1994 com "Pulp Fiction"), "Inglorius Basterds", e o novo de Ang Lee, "Taking Woodstock". E, já fora de competição, há "Drag me to Hell", de Sam Raimi – sessão à meia-noite, tal como previa a "Variety", que acertou em quase tudo menos em "Tetro", de Francis Ford Coppola, e "Bad Lieutenant", de Werner Herzog. Nenhum dos dois consta do programa hoje anunciado em conferência de imprensa.

 

Nova animação da Pixar na abertura
O festival abre com "Up", a nova animação da Pixar, e fecha com o duplo "biopic" "Coco Chanel & Igor Stravinsky", de Jan Kounen. Ainda em competição, ombro a ombro com Almodóvar, Tarantino e Resnais, estarão a americana Andrea Arnold, com "Fish Tank", os frances Jacques Audiard, com "Un Prophète", e Xavier Giannoli, com "À l’Origine", o italiano Marco Bellocchio, com "Vincere", a catalã Isabel Coixet, com "Map of the Sounds of Tokyo", e o chinês Lou Ye, com "Spring Fever".

Na secção Un Certain Regard, Cannes continua a olhar para Oriente – “A nova geração de cineastas do Leste e do Extremo Oriente não tem forma, leis ou tradições para obedecer (...). Nunca tem falta de ideias visuais”, escreveu o director Thierry Fremaux no programa desta edição. Há filmes do sul-coreano Bong Joon-ho, do iraniano Bagman Ghobadi, dos romenos Hanno Höfer, Razvan Marculescu, Cristina Mungiu, Constantin Popescu, Ioana Uricaru e Corneliu Porumboiu, dos russos Nikolay Khomeriki e Pavel Lounguine, do japonês Hirozaku Kore-Eda, do tailandês Pen-Ek Ratanaruang e do israelita Haim Tabakman, entre outros.

Fora de competição, mas ainda dentro do “ranking” das novidades mais aguardadas da próxima edição: Alejandro Amenábar ("Agora"), Terry Gilliam ("The Imaginarium of Doctor Parnassus"), Robert Guédiguian ("L’Armée du Crime") e Michel Gondry ("L’Épine dans le Coeur"). [publico.pt]


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Português vence Youth American Grand Prix Competition

Marcelino Sambé, um jovem bailarino português de 14 anos, venceu o Youth American Grand Prix Competition de 2009 na categoria júnior, na final realizada no City Center, em Nova Iorque, disse à agência Lusa António Laginha.

Os prémios incluem uma parte em dinheiro e bolsas de estudo em escolas de dança de renome internacional como as norte-americanas American Ballet Theatre e New Yiork City Ballet, Paris Opera Ballet, San Francisco Ballet ou Royal Ballet, indicou Laginha, director da edição online da Revista da Dança.

A gala de atribuição do Youth American Grand Prix Competition 2009 realizou-se na noite de quarta-feira, no City Center, em Nova Iorque, e encerrou cinco dias de eliminatórias.[diariodigital.pt]

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
23 de Abril: Dia Mundial do Livro

 



publicado por bibliotecadafeira às 10:51
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"Um amor de perdição" de Mário Barroso

Estreia, hoje, o filme "Um amor de perdição" de Mário Barroso com Tomás Alves, Patrícia Franco, William Brandão, Ana Padrão, Paulo Pires e Beatriz Batarda.

 

Sinopse:

Esta poderia ser a história de um encontro entre Simão e Teresa, sob fundo de conflito entre duas famílias da burguesia portuguesa... Simão é um adolescente quase criança, solitário, intransigente, narcisista, destrutivo e suicidário que atrai como uma aura fatal, uma luz negra, a maior parte das pessoas com quem se cruza. Mas Teresa existe, ou é apenas uma ideia, uma imagem, um reflexo? Teresa é uma aparição. Um pretexto para uma revolta amoral e violenta, para "um amor de perdição". [cinema.ptgate.pt]

 


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publicado por bibliotecadafeira às 10:40
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Na mesa dos poetas

Noite de Abril

 

Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.

 

Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.

 

Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera

 

Alguém que ela conhece.
E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen
 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 08:43
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Biblioteca Digital Mundial

 

A Biblioteca Digital Mundial (The World Digital Library - WDL) já está disponível online.

Ficam agora disponíveis na Internet, gratuitamente e em várias línguas, conteúdos essenciais de várias culturas mundiais como manuscritos...

 



publicado por bibliotecadafeira às 12:00
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Prémios Pulitzer

A escritora Elisabeth Strout conquistou o Prémio Pulitzer na categoria de ficção com «Olive Kitteridge», uma colectânea de relatos protagonizados por uma professora de Matemática de uma localidade do estado de Maine.

Com a província natal da autora como cenário, «Olive Kitteridge» é uma reflexão sobre a solidão e a perda. Os críticos literários já o tinham eleito como um dos melhores livros publicados em 2008 nos Estados Unidos.

Na categoria de teatro foi distinguida «Ruined», de Lynn Nottage, uma peça baseada nos testemunhos recolhidos pela autora junto de mulheres vítimas do conflito armado que há anos devasta a República Democrática de Congo.

O título da peça, actualmente em cena na Broadway, prende-se com a condição a que fica condenada a mulher vítima de violação ou de mutilação dos órgãos genitais.

Na Poesia, obteve o Pulitzer «The Shadow of Sirius», do nova-iorquino W. S. Merwin, de 81 anos, que se tornou conhecido nos anos 60 pelos seus poemas de teor pacifista.

Na Não Ficção, a obra premiada foi «Slavery by Another Name: The Re-Enslavement of Black Americans from the Civil War to World War II», de Douglas A. Blackmon, na História «The Hemingses of Monticello: An American Family», de Annette Gordon-Reed e na Biografia «American Lion: Andrew Jackson in the White House», de Jon Meacham.

O Pulitzer da Música coube a «Double Sextet», do compositor norte-americano Steve Reich.

Os Pulitzer, que anualmente distinguem os trabalhos nos domínios da Literatura, Música e Jornalismo, figuram entre os mais importantes e prestigiosos galardões atribuídos nos Estados Unidos. [diariodigital.pt]


publicado por bibliotecadafeira às 11:39
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
J. G. Ballard: 1930 - 2009

 

O escritor J. G. Ballard morreu, aos 78 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi dada pela agente Margaret Hanbury, que disse que o autor de “Crash” e “Império do Sol” estava doente há já “vários anos”, adiantou a BBC.
Ballard era apresentado como escritor de ficção científica, mas costumava dizer que os seus livros eram “uma imagem da psicologia do futuro”. “Império do Sol”, o seu livro mais aclamado, baseava-se na sua infância passada num campo de prisioneiros japoneses, na China, durante a II Guerra Mundial. Publicado pela primeira vez em 1984, “Império do Sol” ganhou o Guardian Fiction Prize e o James Tait Black Memorial Prize, tendo sido finalista do Booker Prize; foi adaptada a cinema pelo realizado Steven Spielberg.
Também “Miracles of Life” começa e termina em Xangai, a cidade onde nasceu e onde passou a maior parte da guerra. Nele faz um relato de como passou do campo de Lunghua para uma Inglaterra traumatizada pela guerra, e como este país se transformou ao longo das décadas seguintes.
Ballard tirou o curso de Medicina em Cambridge e foi porteiro do Covent Garden, antes de partir para o Canadá. Publicou o seu primeiro romance em 1961, “The Drowned World”. Continuou a escrever artigos científicos a acompanhar a sua carreira literária. [publico.pt]

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 15:38
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Gabriel Abrantes é o vencedor da 8ª edição do Prémio EDP Novos Artistas

O artista plástico Gabriel Abrantes, 25 anos, é o vencedor da 8ª edição do Prémio EDP Novos Artistas, que visa distinguir valores emergentes da arte contemporânea.

O júri, que esteve hoje reunido, também decidiu atribuir uma menção honrosa a Mauro Cerqueira, 27 anos.

De acordo com a mesma fonte da Fundação EDP, é a primeira vez que um júri deste galardão decide atribuir uma menção honrosa para além de eleger o vencedor. [rtp.pt]


publicado por bibliotecadafeira às 15:20
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Bauhaus: 90 anos

 

Três cidades alemãs são o berço da Bauhaus na sua primeira vida. Weimar é a inicial, onde em 1919 Walter Grouppius funda a escola. Em Dessau ergue-se o edifício emblemático desta espécie de construtivismo alemão. É ali que, a partir de 1925, funciona a escola de arquitectura e design. Hannes Meyer e Mies Van der Rohe passam a directores, a partir de 1927 e 1930, respectivamente. Berlim é a terceira cidade a receber a Bauhaus mas só por um ano. Em 1933, a escola é definitivamente encerrada por incompatibilidades várias com o regime nazi.
A história da Bauhaus é agitada e, por vezes, contraditória face aos episódios internos imediatamente anteriores. Escola de design quando o problematizar dos objectos para as massas era ainda uma disciplina incipiente, dirigida por arquitectos que criavam produtos e habitações industrializáveis, formava uma elite de estudantes para pensar artigos para as massas. O que fez, afinal, a Bauhaus ser a referência da criação para várias áreas? 
A Bauhaus tinha no seu início uma definição utópica: um edifício-escola do futuro dedicado à construção, onde se combinavam todas as artes numa só unidade – a arquitectura seria a súmula de todas elas. Na educação formal da época as zonas criativas eram estanques. Gropius preconizava o desenvolvimento de um novo método de ensino baseado no trabalho manual, em que artistas e artesãos ensinavam sem hierarquia. E cedo se junta a este pensamento a inclusão da tecnologia industrial que conhecia, então, um novo apogeu. A arte associada à tecnologia passa a ser o mote da Bauhaus. Utilizam-se os meios de produção modernos para fazer artigos em grande quantidade sem descurar nem a funcionalidade nem a estética. Esta aliança forma-função é a própria definição de design.
O fim da escola não dita o fim do programa Bauhaus. Van der Rohe, Gropius e outros emigram para os EUA e ali desenvolvem tanto o seu trabalho de “arquitecto que faz projectos, mobiliário e peças de design”, como ensinam nas melhores universidades do país. Em 1937, a Nova Bauhaus é fundada em Chicago, recuperando os princípios de Gropius, sob a direcção de László Moholy- -Nagy. Esta escola é progressivamente absorvida pelo instituto tecnológico da cidade. Hoje, a Bauhaus está de novo na Alemanha. Em Berlim funciona o Arquivo-Museu do Design, em Dessau está a Fundação Bauhaus que ocupa o edifício desenhado pelo primeiro director da escola. Além das peças influenciadas por esta teoria do design, do decorrente Estilo Internacional na arquitectura, os desenhos realizados na fase mais luminosa da Bauhaus continuam a ser concretizados. As cadeiras Barcelona e Brno, de Mies Van der Rohe, são só dois exemplos dos muitos possíveis. [maximainteriores.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 11:13
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
"Linha de Passe" e "Isto é Inglaterra"

Estreiam, hoje, os filmes "Linha de Passe" de Walter Salles e Daniela Thomas e "Isto é Inglaterra" de Shane Meadows. Estes filmes foram exibidos na biblioteca municipal: "Linha de Passe" foi o filme de abertura do 12º Festival de Cinema Luso-Brasileiro e "Isto é Inglaterra" no 14º aniversário do Cineclube da Feira.

 

"Linha de Passe"

 

Sinopse:

São Paulo. 19 milhões de habitantes, 200 quilómetros diários de engarrafamento. No coração de uma das maiores metrópoles do mundo, quatro irmãos tentam reinventar suas vidas. Reginaldo, o mais novo, procura obstinadamente o seu pai, que nunca conheceu. Dario, prestes a completar 18 anos, sonha com uma carreira como jogador de futebol profissional. Dinho, funcionário de um posto de gasolina, procura na religião o refúgio para um passado obscuro. Dênis, o irmão mais velho, já é pai de um filho e ganha a vida como estafeta. No centro desta família está Cleusa, 42 anos, grávida do quinto filho. Ela trabalha duro como empregada doméstica enquanto luta para manter os filhos na linha. Para sobreviver à brutalidade de uma cidade onde as oportunidades se afunilam, eles só podem contar um com o outro. [cinema.ptgate.pt]
 

"Isto é Inglaterra"

 

Sinopse:

"This Is England" é a história de umas férias escolares de Verão, essas longas semanas entre dois anos lectivos onde muitas coisas que podem mudar a vida de uma pessoa podem acontecer. Estamos em 1983 e as aulas acabaram. Shaun (Thomas Turgoose) é um rapaz de 12 anos, bastante reservado, que está a crescer numa triste cidade costeira e cujo pai morreu em combate, na Guerra das Falklands. Durante estas férias de Verão, Shaun vai encontrar novos modelos masculinos a seguir quando os rapazes da cena skinhead local o aceitam no seu seio. Com estes novos amigos, Shaun descobre o mundo das festas, do primeiro amor e das botas do Dr Martin! É aí que conhece Combo (Stephen Graham), um skinhead mais velho e racista, que saíu há pouco tempo da prisão. Na medida em que o bando de Combo molesta as minorias étnicas da pequena cidade, o caminho está aberto para um ritual de passagem que levará Shaun da inocência à experimentação.[cinema.ptgate.pt]

 


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publicado por bibliotecadafeira às 13:57
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Maurice Druon: 1918 - 2009

 

O escritor e académico francês Maurice Druon faleceu terça-feira, aos 90 anos, na sua residência em Paris, informou a historiadora e politóloga Hélène Carrère d`Encausse, da Academia Francesa.
Nascido em Paris a 23 de Abril de 1918, no seio de uma família de origem russa, Druon, gaullista incondicional, combateu na resistência francesa à ocupação nazi. Com o também escritor Joseph Kessel, seu tio, compôs "Le chant des partisans", o hino dos resistentes.

Correspondente de guerra na África do Norte e durante as campanhas da França e da Alemanha, publica, já em tempo de paz, o seu primeiro romance, "La Dernière brigade".

Analisa depois a alta sociedade francesa em três romances, todos com tradução em Portugal: "As grandes famílias", de 1946, distinguido com o Prémio Goncourt, "A queda dos corpos", de 1950, "Encontros nos infernos", 1951, este último alvo da censura portuguesa.

Druon consagrou grande parte da sua carreira à defesa da língua francesa.

"Era um amigo muito querido, é uma perda imensa para a Academia. Ele era a memória da Academia", disse Hélène d`Encausse, também de origem russa.

A obra literária de Druon inclui ainda o ciclo "Os reis malditos" - de que estão publicados em Portugal "O reino de ferro" e "As rainhas estranguladas" -, "Alexandre le Grand" (1958) e "Les Mémoires de Zeus" (1963).

Eleito em 1966 para a Academia Francesa, em Abril de 1973 é nomeado ministro dos Assuntos Culturais, sob a presidência de Georges Pompidou, ao mesmo tempo que assume responsabilidades políticas no seio do partido gaullista RPR.

Ensaísta ("La Culture et l`Etat", 1985), dramaturgo ("Un Voyageur", 1954, "La Contessa", 1961), foi eleito secretário perpétuo da Academia Francesa em Novembro de 1985. Demite-se deste cargo em Outubro de 1999 e publica ainda vários ensaios.[rtp.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Prémio Pritzker 2009 para o arquitecto suíço Peter Zumthor

 

O suíço Peter Zumthor é o Prémio Pritker de Arquitectura 2009. O arquitecto de 65 anos, que em Setembro esteve em Lisboa como conferencista e para uma mostra retrospectiva do seu trabalho, foi distinguido pela sua obra de uma vida. Mas o júri do prémio considerado como o Óscar da arquitectura destaca três construções fundamentais: as Termas de Vals (1996), na sua Suíça natal, a Capela de St. Nikolaus von der Flüe (2007), na Alemanha, e o Kolumba Museum (2007) em Colónia.
Zumthor “é um arquitecto magistral admirado pelos seus colegas de todo o mundo pelo seu trabalho centrado, sem compromissos e excepcionalmente determinado”, diz o júri do Pritzker (entre os quais figura o arquitecto Renzo Piano, Prémio Pritzker em 1998) em comunicado.
O presidente do júri, Thomas J. Pritzker, presidente da Fundação Hyatt que atribui o prémio desde 1979, considera que os edifícios do arquitecto suíço “têm uma presença forte e intemporal” e que ele combina com “raro talento” o pensamento “rigoroso” com uma “dimensão verdadeiramente poética”.
O arquitecto suíço de 65 anos esteve em Portugal em Setembro de 2008 para o "Warm-Up" da bienal ExperimentaDesign que regressa em Setembro a Lisboa. Além da conferência que leccionou na Aula Magna da Universidade de Lisboa, Zumthor escolheu a LX Factory, em Alcântara, para albergar a mostra retrospectiva "Peter Zumthor Edifícios e Projectos 1986-2007". A exposição, que esteve na LX Factory entre 6 de Setembro e 2 de Novembro e estendia-se por 3000 m2.
O prémio (um medalhão de bronze e 75,7 mil euros) será entregue a 29 de Maio em Buenos Aires, Argentina. A suíça já tinha recebido o Pritzker em 2001, para as mãos da dupla Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Em 1992, Álvaro Siza tornou-se o único português a receber o Pritzker.O suíço Peter Zumthor é o Prémio Pritker de Arquitectura 2009. O arquitecto de 65 anos, que em Setembro esteve em Lisboa como conferencista e para uma mostra retrospectiva do seu trabalho, foi distinguido pela sua obra de uma vida. Mas o júri do prémio considerado como o Óscar da arquitectura destaca três construções fundamentais: as Termas de Vals (1996), na sua Suíça natal, a Capela de St. Nikolaus von der Flüe (2007), na Alemanha, e o Kolumba Museum (2007) em Colónia.
Zumthor “é um arquitecto magistral admirado pelos seus colegas de todo o mundo pelo seu trabalho centrado, sem compromissos e excepcionalmente determinado”, diz o júri do Pritzker (entre os quais figura o arquitecto Renzo Piano, Prémio Pritzker em 1998) em comunicado.
O presidente do júri, Thomas J. Pritzker, presidente da Fundação Hyatt que atribui o prémio desde 1979, considera que os edifícios do arquitecto suíço “têm uma presença forte e intemporal” e que ele combina com “raro talento” o pensamento “rigoroso” com uma “dimensão verdadeiramente poética”.
O arquitecto suíço de 65 anos esteve em Portugal em Setembro de 2008 para o "Warm-Up" da bienal ExperimentaDesign que regressa em Setembro a Lisboa. Além da conferência que leccionou na Aula Magna da Universidade de Lisboa, Zumthor escolheu a LX Factory, em Alcântara, para albergar a mostra retrospectiva "Peter Zumthor Edifícios e Projectos 1986-2007". A exposição, que esteve na LX Factory entre 6 de Setembro e 2 de Novembro e estendia-se por 3000 m2.
O prémio (um medalhão de bronze e 75,7 mil euros) será entregue a 29 de Maio em Buenos Aires, Argentina. A suíça já tinha recebido o Pritzker em 2001, para as mãos da dupla Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Em 1992, Álvaro Siza tornou-se o único português a receber o Pritzker. [publico.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 12:58
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Prémio Fidelidade Mundial Jovens Pintores

 

 

 

  

S/ título (da série Dromos) acrílico sobre tela 200x300cm, 2008-9

 

André Silva, o jovem artista residente em Santa Maria da Feira é um dos 6 artistas escolhidos para a Exposição no Chiado8 que será comissariada pelo curador da Culturgest,  Miguel Wandschneider. A exposição inaugura amanhã, pelas 19h e estará patente até ao dia 8 de Maio.
A série de pinturas que André Silva apresenta intitulada Dromos constitui uma metáfora entre a dromomania (compulsão para caminhar) e os efeitos de aceleração e velocidade nas sociedades contemporâneas. Desta forma, o artista desenvolve o conceito de psicocartografias. A pintura é construída por várias camadas de cores transparentes e opacas, as quais são submetidas a um tratamento gráfico. O vocabulário utilizado revela diferentes formas de abstracção e combina campos de cor que se estendem assimetricamente com linhas dinâmicas no espaço pictórico. Neste aparente caos, o olhar oscila entre o todo e o pormenor, traça lugares reais e imaginários, edifícios e disposições urbanas, é um trabalho sobre a fantasia do escape porque retrata gestos de uma sociedade sempre em constante deslocação.
Deste modo a referência de discussão do trabalho, pode ser Paul Virilio, com os seus conceitos de velocidade, globalização e uma espécie de “desconstrução do mundo”. Um mundo percebido com a velocidade, procurando um código para representar os territórios, traduzindo a sensação através de um sistema de sinais e de cores, realizando uma reconstrução dos territórios para em seguida os desconstruir. Reflecte um relacionamento apressado, composto de cruzamentos, dos desengates de um itinerário que nunca se transforma em viagem, e de percepções que nunca são transformadas em relacionamentos com lugares, que nunca constituem um “lugar”.
Alexandra de Pinho

 



publicado por bibliotecadafeira às 19:04
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Estimado(a) leitor(a)

 

Informamos que, por despacho do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, a biblioteca municipal estará encerrada do dia 09 de Abril, a partir das 12h30, até ao dia 13 de Abril inclusive.

O horário do dia 09 de Abril será o seguinte:

09h00 / 12h30.


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publicado por bibliotecadafeira às 11:54
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Edgar Martins vence quinta edição do Prémio BES Photo

 

Edgar Martins, de 32 anos, tornou-se ontem à noite o fotógrafo mais novo a vencer o Prémio BES Photo, um dos mais importantes galardões de arte contemporânea atribuídos em Portugal com uma dotação de 25 mil euros. O júri de premiação era constituído pelos curadores Agnès Sire e Paul Wombell e pela artista plástica Helena Almeida, vencedora da primeira edição BES Photo.

A escolha de Edgar Martins para vencedor da quinta edição do prémio "resulta da coerência e da consistência do trabalho desenvolvido pelo artista, critérios patentes na forma como seleccionou e apresentou as obras em exposição. O diálogo estabelecido entre as séries de obras escolhidas, bem como a percepção e o aproveitamento do espaço expositivo na instalação das fotografias". O júri aponta ainda "a diversidade das técnicas utilizadas pelo artista, bem como o processo e o propósito do trabalho inédito apresentado".
Depois do anúncio do prémio feito pelo ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, Edgar Martins afirmou-se "genuinamente surpreendido" com este reconhecimento. "Comunicar através da arte e da fotografia é difícil. Talvez este cheque facilite esse processo de comunicação", disse o fotógrafo nascido em Évora, a viver em Londres desde o final dos anos 90.
Arte a crédito
Com um discurso a enaltecer o prémio e a sublinhar a sua importância no panorama da arte contemporânea em Portugal, o ministro da Cultura lançou um "desafio" ao presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, também presente na ocasião, pedindo-lhe que abrisse uma linha de crédito com taxas indexadas à Euribor para compra de peças de arte. Para Pinto Ribeiro, devia comprar-se arte em Portugal "com a mesma facilidade com que se compram casas" numa tentativa de "apoiar o mercado e os artistas". A plateia reagiu com um burburinho.
O ministro da Cultura pediu ainda ao "sector financeiro" presente na sala que apoiasse residências de artistas portugueses no estrangeiro em troca de obras de arte produzidas por esses criadores. Desta vez a reacção da audiência foi mais discreta.
Luís Palma e André Gomes foram os outros finalistas do Prémio BESPhoto. A exposição com trabalhos inéditos dos três artistas estará patente ao público no Museu Colecção Berardo até ao dia 17 de Maio. [diariodigital.pt]
 


publicado por bibliotecadafeira às 11:43
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Na mesa dos poetas

Abril

 
Havia uma lua de prata e sangue
em cada mão.
 
Era Abril.
 
Havia um vento
que empurrava o nosso olhar
e um momento de água clara a escorrer
pelo rosto das mães cansadas.
 
Era Abril
que descia aos tropeções
pelas ladeiras da cidade.
 
Abril
tingindo de perfume os hospitais
e colando um verso branco em cada farda.
 
Era Abril
o mês imprescindível que trazia
um sonho de bagos de romã
e o ar
a saber a framboesas.
 
Abril
um mês de flores concretas
colocadas na espoleta do desejo
flores pesadas de seiva e cânticos azuis
um mês de flores
um mês.
 
Havia barcos a voltar
de parte nenhuma
em Abril
e homens que escavavam a terra
em busca da vertical.
 
Ardiam as palavras
Nesse mês
e foram vistos
dicionários a voar
e mulheres que se despiam abraçando
a pele das oliveiras.
 
Era Abril que veio e que partiu.
 
Abril
a deixar sementes prateadas
germinando longamente
no olhar dos meninos por haver.
 
José Fanha

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



publicado por bibliotecadafeira às 15:40
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Pintora Maria Keil distinguida com galardão da Academia Nacional de Belas Artes

 

A Academia Nacional de Belas Artes (ANBA) distinguiu ontem a pintora Maria Keil, 94 anos, com o Grande Prémio Aquisição/2009.

A Academia afirmou em comunicado que a pintora "tem atingido a maior repercussão nacional e internacional" e realça que desde a segunda metade do século XX se tem destacado "nas mais diferentes áreas da criação artística e da intervenção cultural e cívica".

O presidente da ANBA, António Valdemar, sublinhou à Lusa que Maria Keil, autora de vários painéis públicos na avenida Infante Santo em Lisboa, ou de algumas estações do Metropolitano, "é uma das maiores artistas portuguesas e continua a ser um exemplo notável de lucidez, vigor e sensibilidade".

A decisão foi tomada por unanimidade por um júri constituído por António Valdemar, Manuel Reis Santos e António Marques Miguel, respectivamente presidente, vice-presidente e secretário-geral da ANBA, e ainda pelos académicos efectivos José Augusto França, Joaquim Correia, António Inverno e Luís Filipe de Abreu.

O galardão, instituído na década de 1980, distingue anualmente, de forma rotativa, uma figura com obra representativa na pintura, na escultura e na arquitectura.

Júlio Resende, Júlio Pomar, Alice Jorge, Sá Nogueira, Luís Filipe de Abreu e Manuel Reys Santos são alguns dos artistas que já receberam este galardão.

"Maria Keil tem um lugar muito representativo no panorama português do século XX da pintura, do desenho, da cerâmica, da ilustração e design do livro e até da filatelia", disse à Lusa António Valdemar.

"Maria Keil afirmou-se nos anos 1930, na sequência da II Exposição dos Independentes realizada na SNBA, e cedo ganhou, entre os artistas plásticos da sua geração, um estilo muito próprio, na interpretação da figura humana e da própria paisagem", explicou Valdemar.

O presidente da ANBA referiu ainda ser Maria Keil "a última aluna viva de Veloso Salgado", pintor representado em vários museus nacionais, autor de várias telas da Assembleia da República, e mestre, entre outras figuras do modernismo, de Eduardo Viana.

Em declarações à Lusa, António Valdemar acrescentou: "Com 95 anos - a completar no próximo mês de Julho - Maria Keil continua a trabalhar, a conviver com os amigos, a sair à rua, sozinha, desde a sua residência no Restelo até ao seu atelier, no 3º andar de um prédio do Príncipe Real, com uma fascinante vista para o Tejo".

Maria Keil era casada com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, falecido em 1975. [publico.pt]
 



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Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Obama ganha British Book Award

 

O Presidente norte-americano recebeu um British Book Prize por 'A Minha Herança'. Mas perdeu na categoria de Melhor Autor para o consagrado Aravind Adiga ('O Tigre Branco').

A semana europeia do Presidente norte-americano, Barack Obama, terminou com uma vitória e uma derrota que nada têm a ver com política: o seu livro de memórias, Dreams With My Father (A Minha Herança, em português, editado pela Casa das Letras), venceu um British Book Award na categoria de Melhor Biografia; mas Obama não recebeu o prémio de Melhor Autor, para o qual estava nomeado com o seu livro político, The Audacity of Hope (A Audácia da Esperança, na mesma editora).

Obama não pôde estar presente na cerimónia de entrega dos prémios, que decorreu na sexta- -feira à noite e que acabou por consagrar o inglês Aravind Adiga, considerado o Melhor Autor pelo seu livro The White Tiger (O Tigre Branco, Editorial Presença) com o qual tinha já vencido a última edição do Booker Prize.
Os vencedores foram escolhidos pelo público (através do site dos British Book Awards) e pelos elementos da Academia da Indústria Livreira Britânica.
Entre os premiados estiveram outros autores bem conhecidos dos leitores portugueses. Como, por exemplo, o sueco Stieg Larsson, que recebeu, postumamente, o prémio para o Melhor Thriller do ano com o livro Os Homens Que Odeiam as Mulheres (primeiro volume da saga Millenium). Larsson, que morreu subitamente em 2004, pouco depois de entregar à editora os três volumes da sua trilogia, venceu nesta categoria autores como Tom Rob Smith e C.J. Sansom. O prémio foi entregue ao pai do escritor.
Outro prémio previsível foi para Stephenie Meyer, autora de best-sellers com a colecção juvenil de vampiros Twilight. Meyer recebeu o prémio para o melhor Livro Infantil pelo último volume desta série, Breaking Down, deixando para trás uma concorrente de peso: JK Rowling, autora de Harry Potter, estava nomeada com Os Contos de Beedle, O Bardo.
Kate Summerscale arrebatou dois prémios, o de Livro do Ano e de Livro de Não Ficção, com a obra já bastante premiada The Suspicious of Mr. Wicher. Finalmente, Sebastian Faulks recebeu o prémio de Melhor Ficção por Devil May Care, protagonizada pelo popular agente James Bond. [dn.sapo.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 11:00
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