"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]
Sábado, 30 de Outubro de 2010
"Vão-me buscar alecrim" no auditório da biblioteca

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 31 de Outubro, pelas 21h45, será exibido o filme "Vão-me buscar alecrim" de Ben Safdie e Joshua Safdie.

 



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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
Sugestão de leituras

 

Título: Vamos a votos!

Autor: José Jorge Letria

Ilustrador: Sandra Serra

Editora: Texto

Gonçalo e Francisco não gostavam de política nem de políticos, mas a animação que tomava conta da cidade em época de campanha eleitoral não lhes era indiferente. A política era coisa de adultos, pensavam os dois amigos, que preferiam ocupar o pensamento com brincadeiras, jogos de computador e futebol. Mas a eleição para o lugar de capitão da equipa de futebol da escola ensinou-lhes que, afinal, votar é uma coisa muito importante, e escolher os nossos representantes é não só um direito, mas também um dever de cidadania.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
"Quero ser uma estrela", "O Último Verão da Boyita" e "Ondine"

Estreiam, hoje, os filmes "Quero ser uma estrela" de José Carlos de Oliveira com Dalila CarmoFilipe VargasEric Santos; "O Último Verão da Boyita" de Julia Solomonoff com Guadalupe AlonsoNicolás TreiseMirella PascualGabo Correa; "Ondine" de Neil Jordan com Colin Farrell, Alicja Bachleda, Tony Curran, Stephen Rea.

 

"Quero ser uma estrela"

 

Sinopse:

Moçambique, 2009. Teresa (Dalila Carmo) e Xavier (Filipe Vargas) são um casal na casa dos trinta com uma vida financeira desafogada mas cuja relação está à beira do fim. Um dia, ela descobre que ele está envolvido numa rede de prostituição de menores que envolve Joana (Joana Ferreira), a filha de 14 anos da sua empregada doméstica. Decidida a salvar a menina, Teresa usa todos os seus contactos no país e junto do Governo para destruir os criminosos. Mas Xavier, cada vez mais rancoroso e vingativo e só pensa em acabar com a vida dela antes que possa testemunhar. Com os holofotes da imprensa moçambicana e internacional sobre ela, Teresa torna-se numa heroína para milhares de pessoas...
Terceiro filme do realizador português José Carlos de Oliveira ("Inês de Portugal"), realizado em Moçambique, após "Preto e Branco" (2003) e "Um Rio..." (2005). Este filme não foi exibido à imprensa em antecipação à sua estreia. [cinecartaz.publico.pt]

 

"O Último Verão da Boyita"

 

Sinopse:

Estamos em 1982. Jorgelina (Guadalupe Alonso), uma menina à beira da adolescência, vai passar o Verão com o pai na aldeia rural argentina onde ele tem uma pequena quinta. Aí, conhece Mario (Nicolás Treise), filho dos agricultores que tomam conta da quinta, de quem se torna amiga e com quem passa a maior parte do tempo. Mas Mário guarda um segredo que o faz pôr em causa tudo à sua volta...
Produzido por Pedro Almodóvar, este filme intimista sobre o despertar para a sexualidade e a idade adulta é a segunda realização da argentina Julia Solomonoff e venceu o festival Queer Lisboa 2010. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Ondine"

 

Sinopse:

Syracuse (Colin Farrell) é um pescador irlandês a travar uma luta diária contra o alcoolismo e cuja vida é inteiramente dedicada a Annie (Allison Barry), a sua única filha, gravemente doente. Um dia encontra, presa à sua rede de pesca, uma mulher nua e assustada de nome Ondine (Alicja Bachleda). Quando Annie a conhece, entre elas nasce um entendimento profundo e a menina percebe que existe algo de mágico na sua história que a liga às míticas "selkies", as ninfas irlandesas da água com poderes mágicos, cujo amor pelos humanos está destinado à tragédia. Syracuse apaixona-se irremediavelmente por ela, sentindo-se cada vez mais completo e feliz. Mas, assim como toda a magia tem o seu lado negro, algo de tenebroso está para acontecer...
O mais recente filme do aclamado realizador e argumentista irlandês Neil Jordan, autor de "A Companhia dos Lobos", "Entrevista com o Vampiro", "Jogo de Lágrimas", "Breakfast on Pluto" ou "A Estranha em Mim". [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
"Dom Quixote" interactivo disponível na Internet

O clássico de Cervantes "Dom Quixote de La Mancha" está desde hoje disponível em formato digital e interactivo na página da Biblioteca Nacional de Espanha (BNE). O projecto, intitulado "Quixote interactivo", foi levado a cabo pela BNE, que digitalizou exemplares das edições de 1605 e 1615 da obra. Além da obra em si, há música, imagens e outros conteúdos à disposição do leitor.

Esta versão interactiva da obra de Cervantes permite folhear as páginas do livro com música de fundo e o acesso a vários conteúdos que ajudam a contextualizar a leitura. Segundo o jornal espanhol “El País”, entre esses conteúdos está um mapa, que situa as aventuras de Dom Quixote, e uma galeria de ilustrações dos momentos mais importantes e dos personagens do clássico. Também vão estar disponíveis análises das relações de “Dom Quixote de La Mancha” com outros livros de heróis cavaleirescos. 
Ainda segundo o jornal espanhol, o projecto resultou do trabalho de bibliotecários, especialistas em arte e literatura da época, designers gráficos e programadores. Pepa Michel Rodrigues, directora da Biblioteca Digital e Sistemas de Informação da BNE foi a coordenadora do processo.
A iniciativa junta material de 43 edições diferentes. No total são 1282 páginas, 165 ilustrações e mapas, 21 obras relacionadas, 37 capas e contracapas e 13 faixas de música de fundo. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Na mesa dos poetas

 

A Rosa Desfolhada

 

Tento compor o nosso amor
Dentro da tua ausência
Toda a loucura, todo o martírio
De uma paixão imensa
Teu toca-discos, nosso retrato
Um tempo descuidado

 

Tudo pisado, tudo partido
Tudo no chão jogado
E em cada canto
Teu desencanto
Tua melancolia
Teu triste vulto desesperado
Ante o que eu te dizia
E logo o espanto e logo o insulto
O amor dilacerado
E logo o pranto ante a agonia
Do fato consumado

 

Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada
Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos
A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada

 

Vinicius de Moraes

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
Prémio Thomas Mann para Christa Wolf

 

Uma das mais conhecidas autoras provenientes da antiga Alemanha de Leste, Christa Wolf, recebeu o prestigiado Prémio literário Thomas Mann, que distingue assim a sua obra e carreira. Aos 81 anos, Wolf tem já um legado em que "investiga as lutas, as esperanças e os erros do seu tempo de uma forma crítica e auto-crítica, com profunda seriedade moral e narrativas poderosas", considerou o júri.

O prémio, cujo valor pecuniário é de 25 mil euros, vai assim para uma autora tão reconhecida como controversa, sobretudo desde que veio a público que entre os anos de 1959 e 1962 foi colaboradora e informadora da polícia secreta da Alemanha de Leste, a Stasi. Como recorda a Reuters, apesar de ter sido membro do Partido Alemão da Unidade Socialista (o antigo partido comunista da Alemanha de Leste, o Sozialistische Einheitspartei Deutschlands, SED) entre 1949 e 1989, a sua atitude perante o regime era ambivalente, mesmo quando se soube em 1993 da sua actividade com a Stasi - sendo que, entre 1968 e 1989 foi colocada sob vigilância da própria Stasi por ter manifestado opiniões dissonantes em relação ao regime.
Para o musicólogo e autor Peter Guelke, que falava ontem na cerimónia da entrega do prémio, as palavras de Wolf "significaram - e continuam a significar - muito tanto na Alemanha de Leste quanto Oeste". 
As suas obras mais conhecidas são "Divided Heaven" (1963), que versa sobre os dilemas dos alemães que viviam sob o regime comunista na Alemanha de Leste ou "The Quest for Christa T" (1968), que retrata a desilusão de uma mulher da Alemanha de Leste em relação ao regime socialista e que foi banido naquele lado da Cortina de Ferro. Em Portugal, encontram-se traduzidos "Acidente: notícias de um dia" (D.Quixote, 1990), "Medeia: vozes" (Cotovia, 1996), "Unter den Linden - Três histórias inverosímeis" (Cotovia, 1991) e "Cassandra: narrativa" (Cotovia, 1989).
O facto de ter sido alvo de vigilância pela mesma autoridade para que trabalhou tornou-se tema centra do seu romance semi-autobiográfico "Was bleibt" (1979, publicado em 1990). Wolf tornar-se-ia mais tarde uma das mais visíveis faces da campanha em prol da unificação alemã. 
Christa Wolf nasceu na Polónia e em 1945 fugiu com a sua família para a região alemã de Mecklenburg. Estudou Literatura Alemã e publicaria o seu primeiro livro em 1961. A sua obra mais recente é "Leibhaftig" (2002), em que continua a debruçar-se sobre a vida na antiga República Democrática Alemã.
Günter Grass ou Siegfried Lenz são outros dos vencedores deste prémio atribuído pela Academia Bávara das Belas Artes e pela cidade de Luebeck. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 14:41
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010
"Li Ké Terra" vence o DocLisboa

 

O filme vencedor da competição nacional, 'Li Ké Terra', conta a história de dois jovens cabo-verdianos que vivem em Portugal
Li Ké Terra significa qualquer coisa como "esta é a minha terra". É uma frase que os jovens do Casal da Boba, na Amadora, escrevem nas paredes do seu bairro. "Boba Li Ké Terra". Como quem diz: é aqui que me sinto bem. A expressão adequa-se perfeitamente a Miguel e Bruno, filhos de imigrantes cabo-verdianos que vivem em Portugal mas que, por motivos vários (entre os quais o descuido dos pais em tratar dos papéis), não têm a sua situação regularizada: "Eles não são portugueses nem cabo-verdianos, pertencem ali, àquele bairro", explica João Miller Guerra, um dos três realizadores de Li Ké Terra, o filme que venceu a competição portuguesa do DocLisboa.

O filme mostra a vida destes dois amigos: Miguel Moreira "Tibars" e Ruben Furtado "Dibela". Miguel perdeu a mãe aos três anos e o pai foi preso e repatriado; desde sempre morou com a avó e, apesar de não ter documentos portugueses, frequenta a escola, gosta de música e até participa num workshop onde está a aprender como realizar um filme. Bruno tem dez irmãos de pais diferentes, só estudou até ao 6.º ano e, desde então, está sem fazer nada. Miguel tem uma teoria interessante sobre a diferença entre as miúdas a que chama "damas" e as outras a que chama "namoradas". Bruno não acredita em Deus, mas acredita que pode controlar o seu futuro: está disposto a correr de guichet em guichet para conseguir a nacionalidade portuguesa (acompanhamos esse processo) e prefere passar os dias a não fazer nada a tornar-se um criminoso: "O que iria depois dizer aos meus filhos?"

É este dia-a-dia que se mostra em Li Ké Terra, o filme de Filipa Reis, João Miller Guerra e Nuno Baptista. O trio começou por de-senvolver um projecto social no bairro em conjunto com a Fundação Gulbenkian . Foi assim que conheceram Miguel e Ruben. Produzido pela Vende-se Filmes, o documentário foi financiado pela CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa e tem, por isso, uma versão mais reduzida (52 minutos) para passar em televisão e uma versão maior (66 minutos) que irá andar por aí em festivais. No DocLisboa, além da competição portuguesa, Li Ké Terra venceu também o prémio Escolas.

"É muito bom. Quer dizer que a nossa visão passou e que agradou tanto à crítica quanto aos alunos", comenta Nuno Baptista. "Isso é importante para nós, queremos que o filme seja exibido nas escolas", acrescenta João. Até porque, a mensagem final é bastante positiva: "Não queríamos retratá-los nem como coitadinhos nem como heróis. Há a crítica ao sistema mas também às pessoas, que não se mexem, há ali muita inércia. A verdade é que no meio de todas aquelas adversidades eles são felizes."[dn.pt]

 



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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
Toda a biblioteca de Fernando Pessoa online

Os livros da Biblioteca Particular de Fernando Pessoa estão disponíveis gratuitamente online no site da Casa Fernando Pessoa. “Mais gente vai ter acesso a este espólio, mais gente vai poder estudá-lo e mais Pessoanos vão nascer”, disse o presidente da câmara, António Costa, na cerimónia de apresentação do projecto em Lisboa.[...]

Até agora, só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia consultar este acervo que é “riquíssimo”, mas com o site, bilingue (português e inglês, e disponível em http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt ) em qualquer lugar do mundo, com uma ligação à Internet é possível consultar, página a página, os cerca de 1140 volumes da biblioteca, mais as anotações – incluindo poemas – que Fernando Pessoa foi fazendo nas páginas dos livros. “Manuscritos que muitas vezes se deterioram com o tempo, pois muitos deles foram feitos a lápis”, disse Inês Pedrosa.[publico.pt]



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Sugestão de leituras

 

Título: A magia do círculo azul

Autor: José Jorge Letria

Ilustrador: Alex Gozblau

Editora: Texto

 

António era uma criança como as outras, cheia de vigor, energia e entusiasmo, até descobrir que, afinal, havia uma coisa que o tornava diferente. Ao descobrir que sofria de diabetes, António ficou sem saber como reagir e os seus pais ficaram alarmados e tristes. Com a ajuda de todos e com muita força de vontade não tardou a perceber que esta não é uma doença debilitante e que, desde que tenha alguns cuidados, a sua vida não iria sofrer alterações de maior. O círculo azul que um certo passarinho desenhou no seu caderno demonstrou-lhe que não estava sozinho no mundo, e muito menos na sua escola, onde havia mais meninos com o mesmo problema.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 10:36
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010
Mariana Rey Monteiro: 1922 - 2010

 

O grande público acolheu-a através da televisão na década de 1980, mas o palco recebeu-a logo aos 24 anos no D. Maria II. Mariana Rey Monteiro, a actriz filha de profissionais de teatro que não queriam a filha nos palcos, morreu aos 87 anos.

Mariana Rey Monteiro morreu de causas naturais, como informou a família. O corpo da actriz ficará em câmara ardente na Igreja do Santo Condestável e o funeral realiza-se sexta-feira às 11h00 no Cemitério dos Prazeres. 
Filha de duas figuras maiores do teatro – Amélia Rey Colaço e o actor e encenador Robles Monteiro – Mariana Rey Monteiro sonhava desde criança trabalhar no teatro. Os pais tentaram por vários meios afastá-la desse caminho, não a levando aos espectáculos no D. Maria II, teatro que a Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro alugara ao Estado em 1929. Sem sucesso. 
“A primeira vez que fui ao D. Maria II tinha seis anos. De manhã o meu pai chamou-me e prometeu mostrar-me a ‘nova casa’ do pai e da mãe”, contou à jornalista Marina Ramos, do PÚBLICO, em 1996, por altura da comemoração dos seus 50 anos de carreira. “Lembro-me como se fosse hoje. O meu pai deu-me a sua gorda mão – que me transmitia uma enorme sensação de segurança – e levou-me a beber um café na Brasileira e a descer o Chiado.”
Nessa altura era ainda, para todos, a Marianinha. Apesar de se manter longe do teatro, em casa, para se divertir, escrevia “umas larachas” para entreter os primos. Aos 15 anos os pais mandam-na estudar para Inglaterra, mas no final dos anos 1930, com a aproximação da II Guerra Mundial, volta subitamente para Portugal e parte, com os pais e toda a companhia do D. Maria II, para o Brasil. A partir daí a tarefa de a manter afastada do teatro tornou-se definitivamente impossível. 
Aos 24 anos estreia-se no palco - no Teatro Nacional D. Maria II. “Embora tivesse algumas qualidades, não tinha experiência de palco, nem de corpo. Por isso, os meus pais tomaram imensas cautelas e pediram ao dr. Júlio Dantas que escrevesse uma peça que fosse um intermédio entre a declamação e a representação naturalista.” Na "Antígona" de Sófocles adaptada por Júlio Dantas, a sua estreia no teatro, a “madrinha de cena” é Maria Barroso. 
Chega a ser convidada para trabalhar em Hollywood, mas recusa. Em 1947, casa com Emílio Ramos Lino, irmão do arquitecto Raul Lino e campeão de esgrima que acabará por se tornar também cenógrafo do D. Maria II. 
A partir daí a carreira de Mariana não parou. Fez centenas de peças – entre as quais "Sonho de Uma Noite de Verão", "Santa Joana", "Um Eléctrico Chamado Desejo", representou textos de Molière, Arthur Miller, Bernard Shaw, Tennesse Williams, Ibsen, Shakespeare, Ionesco. 
Em Dezembro de 1964 viu o Teatro Nacional arder. “Telefonaram-me para casa às três da manhã, fui buscar a minha mãe e fui para o Rossio”, recordou ao PÚBLICO em 1996. Os actores da companhia mobilizaram-se e conseguiram voltar a pôr em cena "Macbeth", no Coliseu. 
Com o 25 de Abril a aproximar-se, a companhia estava numa situação financeira desesperada. Amélia Rey Colaço, desesperada, pediu ajuda financeira a Tomás, mas a companhia está condenada. A seguir ao 25 de Abril, Mariana Rey Monteiro quer deixar o teatro, mas volta ainda aos palcos para mais algumas peças. “Filhos de um Deus Menor”, dirigida por João Perry, será a última. 
A partir dos anos 1980, Mariana começa a trabalhar em telenovelas. Em 82, "Vila Faia" é a primeira telenovela portuguesa e ela lá está. “O Nicolau Breyner perguntou-me se me importava de pintar o cabelo de branco para fazer uma senhora de 80 anos e eu disse que não.” Fez sete novelas, entre as quais "Chuva na Areia", "Origens", "Roseira Brava" e a série "Gente Fina é Outra Coisa". Mas lamentava que tivessem sido estas, e não o teatro, a fazer a sua popularidade, tornando-a conhecida por todos. [publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 14:54
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"Mistérios de Lisboa", "Deixa-me entrar" e "Gru - o Maldisposto"

Estreiam, hoje, os filmes: "Mistérios de Lisboa" de Raúl Ruiz com Adriano LuzMaria João BastosRicardo Pereira,Clotilde HesmeAfonso PimentelJoão Luís Arrais,Albano JerónimoJoão Baptista , "Deixa-me entrar" de Matt Reeves com Chloë Grace MoretzKodi Smit-McPheeElias KoteasCara BuonoSasha BarreseRichard Jenkins; "Gru - o Maldisposto" de Pierre CoffinChris Renaud com as vozes de Steve Carell (voz)Jason Segel (voz)Russell Brand (voz).

 

"Mistérios de Lisboa"

 

Sinopse:

Pedro, um órfão de 14 anos, que ao longo do filme vai conhecer a trágica história da sua vida, é a personagem unificadora, à volta da qual tudo se desenrola e sobre quem recai a responsabilidade de contar a narrativa. À sua volta, várias histórias, entrelaçadas e interligadas, que atravessam todo o século XIX sobre 40 diferentes personagens: amor, paixão, crime e adultério, onde cada um tem o seu papel no destino dos outros.
Último filme de Raoul Ruiz ("Combate de Amor em Sonho", "Klimt", "O Tempo Reencontrado"), "Mistérios de Lisboa" conta com a participação de um leque internacional de actores: Adriano Luz, Maria João Bastos, Ricardo Pereira, Clotilde Hesme, Afonso Pimentel, Léa Seydoux, Rui Morisson ou Catarina Wallenstein, entre outros.
Baseado no romance homónimo de Camilo Castelo Branco, escrito em 1854 e inspirado em Eugène Sue, exposto pelo escritor como uma autobiografia verídica que lhe teria sido contada. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Deixa-me entrar"

 

Sinopse:

Aos 12 anos, Owen (Kodi Smit-McPhee) é um adolescente sem amigos, martirizado e ostracizado pelos seus colegas de escola. Quando Abby (Chloe Moretz), uma rapariga da sua idade, se muda para a casa ao lado da sua, nasce imediatamente entre eles um sentimento de identificação que os torna inseparáveis. Apesar disso, ela é uma pessoa estranha e cheia de segredos e o rapaz começa a ligar a sua chegada a uma série de mortes e desaparecimentos inexplicáveis. Um dia, Abby revela-lhe o seu segredo mais íntimo: é uma vampira com uma incontrolável sede de sangue humano. Agora, ambos terão de perceber até que ponto aquela amizade pode sobreviver ao medo. Um "thriller" de Matt Reeves ("Nome de Código: Cloverfield"), "remake" americano do seu homónimo sueco realizado, em 2008, por Tomas Alfredson. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Gru - o Maldisposto"

 

Sinopse:

Gru (voz de Steve Carell) é um vilão sem escrúpulos numa fase menos boa da sua "carreira" de malfeitoria e, agora que já não é assim tão jovem, começa a ser ultrapassado nas suas perversidades. Por esse mesmo motivo resolve cometer o maior crime da História da Humanidade: ir ao espaço e roubar a Lua. Rodeado de um grupo de minúsculas e "terríficas" criaturas de nome Mínimos, ele vai ter de vencer Vector (Jason Segel), o seu mais recente adversário, que por acaso é filho de alguém extraordinariamente importante.
Mas a sua vida fica completamente virada do avesso quando se cruza com Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Elsie Fisher), três pequenas órfãs que vendem bolinhos ao domicílio. Se, aos olhos dele, elas são a solução para vencer Vector, para elas ele é a encarnação daquilo que mais desejam na vida: uma família. Assim, Gru vai ter de ir buscar os seus mais profundos instintos de malvadez para não se deixar cativar com a doçura das três meninas. Mas será ele capaz de tal façanha?
Realizado por Pierre Coffin e Chris Renaud, é o primeiro filme produzido pelo estúdio de animação Illumination Entertainment. [cinecartaz.publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 14:26
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010
Na mesa dos poetas

 

O Operário em Construção

 

E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.


Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.


De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.


Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.


Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.


Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.


E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.


E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:


Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.


E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.


Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.


Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!


Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.


Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.


Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!


– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.


E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.


Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

 

Vinicius de Moraes

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 11:20
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"O Concerto" vence Festa do Cinema Francês

 

Le Concert/ O Concerto, de Radu Mihaileanu, ganhou o Prémio do Público na 11.ª Festa do Cinema Francês. Distribuído em Portugal pela Castello Lopes Multimédia, o filme tem estreia prevista para 18 de Novembro nas salas nacionais.

Radu Mihaileanu, de 52 anos, é um cineasta judeu-romeno radicado na França, desde 1980, onde estudou cinema. É o realizador de Train de Vie e Va, Vis et Deviens, entre outros filmes. Também é autor de um livro de poesia, editado em 1987 com o título Une vague en mal de mer. O Concerto, realizado em 2009, conta-nos a história de Andreï Filipov, um antigo maestro da orquestra do Teatro Bolshoi que viu a sua carreira interrompida por motivos políticos e que se tornou um dos empregados de limpeza do teatro onde antes costumava actuar. Interpretado por Aleksei Guskov, Mélanie Laurent e Miou-Miou, o filme ganhou, já este ano, dois prémios César: para melhor argumento e melhor som.

No âmbito da Festa do Cinema Francês, este filme será ainda exibido no Porto (Cinema Passos Manuel, domingo, dia 24, às 17.00), em Faro (sábado, 30 de Outubro, às 21.30, no Teatro Municipal) e em Coimbra (no dia 8 de Novembro às 21.00 no Teatro Académico Gil Vicente).

Aliás, em paralelo com as sessões em Lisboa, a Festa do Cinema Francês está neste momento em digressão pelo País com programação no Porto (até 24 de Novembro), Guimarães (a partir de amanhã e até domingo), Faro (de 24 a 31 de Outubro) e Coimbra (de 3 a 9 de Novembro).[dn.pt]



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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010
Solomon Burke: 1941 - 2010

 

Solomon Burke foi o pioneiro da soul mais purista nos anos 60, influenciou sucessivas gerações de cantores, tendo voltado à ribalta nos últimos anos. Era um homem de fé, transmitida pelo avô, nascido em Portugal.

Solomon Burke, uma das personalidades mais emblemáticas da soul, morreu no avião que o transportava de Los Angeles para Amesterdão, onde deveria dar um concerto. Tinha 70 anos. Segundo o seu sítio oficial (www.thekingsolomonburke.com), faleceu de "causas naturais".[ipsilon.publico.pt]



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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010
Portugueses vencem concurso na Trienal de Arquitectura

Um trabalho de cinco arquitectos portugueses venceu o concurso internacional "A House in Luanda", integrado na segunda edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa. Dos 599 candidatos de vários pontos do mundo, depois limitados a 30, saiu vencedor o projecto coordenado por Pedro Sousa e idealizado também por Tiago Ferreira, Tiago Coelho, Bárbara Silva e Madalena Madureira.

O concurso, realizado em parceria com a Trienal de Arquitetura de Luanda, visou a criação de uma habitação de cem metros quadrados com capacidade para acolher um agregado familiar utilizando meios escassos e com espaço para uma horta e animais. A Trienal assinalou que este "foi o concurso internacional de ideias mais participado de sempre em Portugal".

Foi também revelado o vencedor do concurso "Falemos de Casas: Projecto Cova da Moura", para estudantes de Arquitectura e Arquitectura Paisagista. O vencedor foi um grupo de alunos da Universidade Autónoma de Lisboa, sendo atribuídas menções honrosas a alunos do Instituto Superior Técnico, a um segundo grupo da UAL e a alunos do Instituto Superior de Agronomia. [dn.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 17:18
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Galandum Galundaina e Tiago Pereira vencem Prémios Megafone

A banda Galandum Galundaina e o cineasta Tiago Pereira venceram no domingo a primeira edição dos prémios Megafone, que distinguem projectos nacionais que estimulem a renovação da música de raiz tradicional.

Os prémios Megafone, criados pela associação cultural Megafone 5 em homenagem ao músico João Aguardela, que morreu em 2009, e que pretendem estimular a renovação da música portuguesa de inspiração tradicional, decorreram no domingo à noite no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Os Galandum Galundaina venceram a categoria Prémio Megafone Música, por criarem música nova tendo como matriz a música popular e tradicional portuguesa, à imagem de João Aguardela, enquanto Tiago Pereira venceu o Prémio Missão, de reconhecimento por um trabalho fora do âmbito musical que contribui para o espírito de renovação da música de inspiração tradicional.
Os Galandum Galundaina são de Miranda do Douro e andam há 14 anos a recolher, investigar e divulgar o património musical das danças e da língua mirandesa, tendo editado em 2009 o terceiro álbum, “Senhor Galandum”.
Os músicos constroem os próprios instrumentos, a partir de outros antigos, com destaque para a gaita-de-foles, e recuperam a música tradicional mirandesa tocada também com rabeca e realejo.
Tiago Pereira, de 38 anos, filho do músico Júlio Pereira, tem uma carreira de mais de dez anos com diversos documentários vídeo sobre a tradição oral portuguesa. “Quem canta seus males espanta”, distinguido em 1998 nos Encontros de Cinema Documental da Malaposta, foi o primeiro vídeo documental de Tiago Pereira, que mais recentemente fez um filme com o músico B Fachada.
No espetáculo de domingo, no pequeno auditório do CCB, actuaram os Galandum Galundaina, os Bandarra e os Experimentar Na M’Incomoda, os três nomeados para o prémio musical, e ainda Manel Cruz, antigo líder dos Ornatos Violeta e mentor do projecto Foge Foge Bandido.
Os nomeados foram escolhidos por um júri composto por José Mariño (Director de programas da RDP), Luís Varatojo (músico), Manuel Halpern (jornalista), Pedro Gonçalves (crítico de música), Ricardo Alexandre (jornalista), Rui Lage (escritor) e Sérgio Xavier (radialista).
Os prémios Megafone não têm um valor monetário. Além de promoção nas lojas Fnac, a banda vencedora receberá um prémio simbólico, um vinil que reúne temas que João Aguardela deixou gravados no projeto Megafone. [publico.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 17:13
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Sábado, 16 de Outubro de 2010
"Tony Manero" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, dia 17 de Outubro, pelas 21h45, será exibido o filme "Tony Manero" de Pablo Larrain.

 




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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010
Sugestão de leituras

 

Título: A contradição humana

Autor e ilustrador: Afonso Cruz

Editora: Caminho

 

Depois de se deparar com coisas que desafiam a lógica de todo o Universo conhecido, começou a observar algo mais curioso ainda. Dentro das pessoas habitam as maiores contradições. Afonso Cruz traz-nos as observações de uma criança atenta ao mundo, às suas contradições e opostos, combinando ironia e argúcia com um talento narrativo que passa igualmente pela sua ilustração.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 15:29
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010
"A cidade", "Arrependimentos" e "O pai dos meus filhos"

Estreiam, hoje, os filmes: "A cidade" de Ben Affleck com Blake Lively, Jon HammBen AffleckRebecca HallChris Cooper; "Arrependimentos" de Cédric Kahn com Yvan Attal, Valeria Bruni Tedeschi e Arly Jovere; "O pai dos meus filhos" de Mia Hansen-Love com Louis-Do de Lencquesaing, Chiara Caselli e Alice de Lencquesaing.

 

"A cidade"

 

Sinopse:

Doug MacRay (Ben Affleck) é o líder de um bando de assaltantes de bancos que se orgulha das suas origens e das suas capacidades de evasão à polícia. Sem grandes vínculos emocionais que o possam ligar a quem quer que seja e sem nada a perder, Doug é um homem perigoso. Um dia, durante um dos seus "trabalhos" encapuzados, conhece Claire Keesey (Rebecca Hall), a gerente do banco, que é feita refém. Apesar de escapar ilesa, Claire não consegue superar psicologicamente o que aconteceu. Até ao dia em que conhece Doug, um homem que a faz sentir segura e por quem se apaixona. Mas o que ela nunca poderia imaginar é que ele, aparentemente tão tranquilo e inofensivo, foi um dos seus raptores e que é um dos homens mais procurados pelo FBI. Contudo, agora que encontrou o amor, Doug é uma pessoa mudada que deseja quebrar, definitivamente, todos os laços com o seu bando e com o seu passado criminoso. Mas, para isso, ele terá ainda muitas lutas a travar...
Segunda longa-metragem do actor e realizador Ben Affleck é uma adaptação do livro "Prince of Thieves", de Chuck Hogan.[cinecartaz.publico.pt]

 

"Arrependimentos"

 

Sinopse:

Mathieu Lievin (Yvan Attal) é um arquitecto na casa dos quarenta, solteiro e a viver em Paris. Devido à súbita doença e internamento de sua mãe, vê-se forçado a regressar à cidade onde cresceu. Aí, reencontra Maya (Valeria Bruni Tedeschi), uma ex-namorada dos tempos de juventude. Mas esta, acompanhada de um homem e de uma criança, finge não o reconhecer. Porém, horas depois, telefona-lhe e propõe-lhe um encontro.
Mathieu compreende que aquele é um momento de mudança na sua vida, mas Maya, agora casada e mãe, pode não passar de uma paixão impossível.
Um filme de Cédric Kahn ("O Tédio", "Sinais Vermelhos") que pretende questionar até que ponto a paixão e a vida de casal podem ser compatíveis.[cinecartaz.publico.pt]

"O pai dos meus filhos"

 

Sinopse:

Grégoire Canvel (Louis-Do de Lencquesaing) é um homem carismático e na sua vida nada parece falhar: uma mulher que ama, três filhos encantadores e um trabalho gratificante como produtor de cinema. Mas quando a sua produtora, a Moon Films, se revela em risco de falência, tudo parece desabar à sua volta e a sua confiança, até aí quase inabalável, desmorona-se. Assim, de um momento para o outro, um homem que parecia ter tudo para ser feliz e bem-sucedido sente o amargo sabor do fracasso.
Realizado pela francesa Mia Hansen-Løve, é inspirado na história verídica do produtor de cinema Humbert Balsan e da sua mulher, Donna Balsan. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010
Howard Jacobson é o vencedor do prémio Man Booker

 

Howard Jacobson é o vencedor do Prémio Man Booker 2010 com "The Finkler Question" (Bloomsbury), um romance cómico. Um romance sobre o amor, a perda e a amizade masculina que fala também do que é ser judeu hoje em dia. Tem uma linguagem muito divertida o que levou o jornal britânico "The Telegraph" a escrever na sua edição online: "o último a rir foi o autor considerado demasiado engraçado".

O autor e crítico e colunista britânico já esteve duas vezes na “long list” para este prémio: em 2006, por “Kalooki Nights” e em 2002, por “Who’s Sorry Now”, mas nunca tinha estado entre os seis finalistas.
O escritor recebeu um cheque de 50 mil libras (57 mil euros) durante a entrega do prémio no jantar que está a decorrer em no London’s Guildhall. 
Peter Carey, que estava nos finalistas com “Parrot e Olivier na América”, editado em Portugal pela Gradiva, perdeu a oportunidade de ser o primeiro autor a vencer este prémio três vezes. Ele que recebeu o Booker em 1998 por “Oscar e Lucinda”, e em 2001, por “A verdadeira história do bando de Ned Kelly”, de qualquer maneira já se sentia muito honrado. Até agora já esteve na “shortlist” do famoso prémio britânico quatro vezes. 
Derrotados foram também “Room”, de Emma Donoghue (Picador), “In a Strange Room”, de Damon Galgut (Atlantic Books), “The Long Song”, de Andrea Levy (Headline Review) e “C”, de Tom McCarthy (Jonathan Cape), que era considerado o favorito nas casas de apostas. O ano passado o prémio foi atribuído ao romance histórico “Wolf Hall”, de Hilary Mantel que foi editado em Portugal pela editora Civilização. [publico.pt]



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Na mesa dos poetas

Vinicius de Moraes

[Rio de Janeiro, 19 de Outubro de 1913 — 9 de Julho de 1980]

 

 

O Mais-Que-Perfeito

 

Ah, quem me dera
Ir-me contigo agora
A um horizonte firme, comum
Embora amar-te
Ah, quem me dera amar-te
Sem mais ciúmes
De alguém em algum lugar
Que nem presumes

 

Ah, quem me dera ver-te
Sempre a meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais cuidado
Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te

 

Ah, quem me dera ter-te
Morar-te até morrer-te

 

Vinicius de Moraes

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 12 de Outubro de 2010
Joan Sutherland: 1926 - 2010

 

Joan Sutherland, uma das maiores sopranos do século XX, morreu ontem. "La Stupenda", como era conhecida entre os fãs italianos, ou a "voz do século", como lhe chamou Luciano Pavarotti, tinha 83 anos. É difícil esquecer a sua única passagem por Lisboa, uma vez que uma das récitas coincidiu com a madrugada do 25 de Abril.

Ao lado de Alfredo Kraus, Joan Sutherland foi Violetta, em “La Traviata”, em três récitas - a 18, 21 e 24 de Abril, as duas primeiras no Teatro Nacional de São Carlos e a última já no Coliseu dos Recreios. “Lembro-me de uma enorme cantora”, diz Mário Moreau, que foi director-geral do São Carlos no início dos anos 1990 e a ouviu em Lisboa. “Uma voz linda e de uma grande agilidade. Era uma das grandes vozes do século passado.” 
Joan Sutherland morreu na sua casa em Genebra, Suíça, na madrugada de ontem, “tranquilamente”, avançou a família da soprano em comunicado. Segundo a imprensa internacional, a cantora lírica tinha sofrido uma queda em 2008 e desde então nunca mais recuperara. 
"La Stupenda" era particularmente conhecida pela sua interpretação na ópera de Handel e de compositores italianos do século XIX, nota a Associated Press. 
“Ela é uma pessoa muito importante em todo o mundo, mas para nós é a nossa família e estamos só a tentar lidar com isto", disse a nora de Sutherland ao "Sydney Morning Herald", que avançou a notícia.
Sutherland estreou-se na ópera em 1951 e desde então actuou na maioria das mais importantes óperas do mundo durante as quatro décadas da sua carreira. Depois de se ter retirado dos palcos, continuou a trabalhar na sua área, mas no treino e aconselhamento de novos talentos.
Actuou pela última vez em 1989, ao lado de Pavarotti, em “Die Fledermaus”, na The Royal Opera House, em Londres. Luciano Pavarotti, outra voz mítica e sobretudo muito popular do século XX, disse sobre ela: "Joan Sutherland é certamente a maior voz do século". Foi a crítica italiana que, logo após a sua estreia em Veneza, em 1960, a apelidou de “La Stupenda”.
O "New York Times" recorda hoje que Sutherland tinha uma "técnica estupenda", com grande amplitude vocal com um registo constante. "Conseguia soltar frases líricas com um legatoelegante"; "a sua voz era cálida, vibrante", sem esforços, escreve o jornal. As suas capacidades tornaram-na uma das protagonistas da nova vaga do "bel canto" italiano - muitos consideravam que continuou o legado e suplantou mesmo Maria Callas.
Começou a cantar enquanto menina, sob o piano da mãe, Muriel Alston Sutherland, também ela uma cantora lírica - uma mezzo soprano. "Desde os três anos que era capaz de imitar as escalas e exercícios dela", escreveu Joan Sutherland na sua auto-biografia. "Trabalhei muito a área média da minha voz, aprendendo escalas e arpeggios e mesmo o temido trinado sem pensar nisso. Os pássaros conseguiam trinar, por isso por que é que eu não poderia fazê-lo?" [publico.pt]



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Fernando Cabrita vence Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010

O poeta algarvio Fernando Cabrita é o vencedor da edição portuguesa do Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010. O prémio resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Sulscrito – Círculo Literário do Algarve, em parceira com a Câmara de Punta Umbría (Espanha).

O valor do prémio é de 2500 euros e a obra vencedora é publicada na colecção Palavra Ibérica, em edição bilingue.
Além de Fernando Cabrita, o júri decidiu atribuir duas menções honrosas aos originais "Um Coração Simples", de Daniel Gonçalves, e "Sonetos de Pasmo, Esperança e Solidão", de Joaquim da Conceição Barão Rato. 
Fernando Cabrita, que nasceu em Olhão em 1954, teve a sua primeira obra, “Os Amantes em Silêncio”, editada em 1980. A sua obra anterior a “Ode à Liberdade e Outros Poemas”, “O Livro da Casa”, foi publicada em 2008 pela editora Gente Singular,e valeu-lhe o Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas. Entre os outros prémios que recebeu ao longo da sua carreira estão o Prémio Sílex (1980), Prémio Cidade de Olhão (1987) e Prémio Nacional de Poesia João de Deus (1997). Colaborou também com diversos jornais e revistas.
Na edição anterior do Prémio Internacional de Poesia Ibérica, o vencedor tinha sido Maria do Sameiro Barroso, com “Uma Ânfora no Horizonte”, enquanto em 2008 o vencedor foi Amadeu Baptista, com o livro “Sobre as Imagens”.[publico.pt]

 



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Sábado, 9 de Outubro de 2010
"O tempo que resta" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube, será exibido, no auditório da biblioteca municipal, às 21.45h, o filme "O tempo que resta" de Elia Suleiman.

 



publicado por bibliotecadafeira às 11:51
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010
Sugestão de leituras

 

Título: Apresento-vos Klimt

Autor: Bérénice Capatti

Editora: Livros Horizonte

 

Quem era Gustav Klimt? Todos sabem que pintava quadros sumptuosos decorados a ouro, com personagens capazes de exprimirem múltiplos sentimentos. Como ele não gostava de falar sobre a sua obra e da sua vida, deixemos que seja o seu gato a falar por ele...

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 11:31
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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010
"A Lenda dos Guardiões", "Uma família moderna" e "Vai com o vento"

Estreiam, hoje, os filmes "A Lenda dos Guardiões" de Zack Snyder com as vozes de Ana Guiomar, Cláudia Vieira e Miguel Raposo; "Uma família moderna" de Ferzan Ozpetek com Riccardo Scamarcio, Nicole Grimaudo, Alessandro Preziosi; o documentário "Vai com o vento" de Ivo M. Ferreira.

 

"A Lenda dos Guardiões"

 

 

Sinopse:

Soren  é uma jovem e sonhadora coruja-das-neves cuja vida tranquila em família não deixava adivinhar o seu destino. Crescendo a ouvir as histórias contadas pelo pai, deseja tornar-se um dos lendários Guardiões de Ga''Hoole, os guerreiros defensores do Reino das Corujas.
Um dia, num dos seus treinos para aprender a voar, cai do seu ninho e é capturado por um bando de Pure Ones, um exército de corujas tiranas que o levam para um estranho orfanato onde outras, como ele, vivem prisioneiras. Aí ele vai conhecer a pequena Gylfie, que rapidamente se transforma na sua melhor amiga. Depois de perceberem que tipo de lugar é aquele, as pequenas aves, inspiradas pelas histórias dos Guardiões de Ga''Hoole, vão tentar arranjar forma de fugir, salvar as suas vidas e a dos seus companheiros em perigo. Mas, para isso, Soren tem ainda de ultrapassar os seus medos mais profundos e aprender a voar.
Realizado por Zack Snyder ("O Renascer dos Mortos", "300" e "Watchmen - Os Guardiões") é a versão cinematográfica dos primeiros livros da saga "Lenda dos Guardiões", escrita pela americana Kathryn Lasky. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Uma família moderna"

 

 

Sinopse:

A família Cantone é uma ilustre e excêntrica família italiana, ligada à tradição das massas. Tommaso (Riccardo Scamarcio), o filho mais novo, está decidido a aproveitar a grande reunião familiar para revelar a todos a sua homossexualidade e assim prosseguir a sua vida em Roma, sem dramas nem segredos. Mas, no exacto momento em que pede a palavra, o seu irmão António (Alessandro Preziosi), sem se conseguir conter, faz a mesmíssima revelação. Enquanto a família fica petrificada com a notícia, o pai (Ennio Fantastichini) tem um ataque de coração e é levado para o hospital. Assim, com o pai enfermo e o irmão mais velho caído em desgraça, cabe a Tommaso carregar, sobre os ombros, a honra e o negócio da família. Mas é então que alguns dos seus amigos mais íntimos chegam de visita... [cinecartaz.publico.pt]

 

"Vai com o vento"

 

 

Sinopse:

Na China, quando alguém se despede de quem vai partir numa longa jornada diz-lhe: "Vai com o vento". Realizado por Ivo M. Ferreira, um documentário sobre a emigração que conta a história de Jin Wang Ping, um jovem chinês da província de Zhejiang, China, cujo sonho é deixar tudo para trás e emigrar para Portugal. Para todos os familiares e amigos que já passaram por essa experiência, esse é um motivo de inquietação e cada um fala sobre as dificuldades de adaptação a um país ocidental e a uma cultura completamente distinta da sua.
A abrir a sessão, a curta "Estrangeiro", também realizada por Ivo M. Ferreira, sobre um forasteiro em Macau, em busca de um amigo desaparecido. [cinecartaz.publico.pt]



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Prémio Nobel da Literatura para Mario Vargas Llosa

 

Autor de obras como "Conversa na Catedral", "Pantaleão e as visitadoras", "A festa do bode" e "Travessuras da menina má", Llosa, de 74 anos, foi o vencedor do Prémio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994. Isto para além de outras distinções de que foi alvo ao longo da sua carreira.

O escritor peruano foi distinguido por uma escrita que faz a "cartografia das estruturas do poder", justificou hoje a Academia Sueca. O organismo elogiou ainda um autor cuja obra revela "imagens mordazes da resistência, revolta e dos fracassos do indivíduo".

É a 11.ª vez que o Nobel da Literatura é atribuído a um autor em língua espanhola, com Vargas Llosa a juntar-se a uma galeria de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) e Gabriela Mistral (1945).

No ano passado, a escritora romena Herta Muller, de 56 anos, radicada na Alemanha, foi a vencedora do Nobel da Literatura. Em 2008 a distinção tinha sido entregue ao francês Jean-Marie Gustave Le Clézio.

As saudações ao escritor peruano Mario Vargas Llosa multiplicaram-se hoje pela Internet assim que foi conhecida a decisão do Comité Nobel.

Dezenas de pessoas deixaram já mensagens de saudação e de parabéns na página do escritor no facebook, como nome do escritor a ser referido em milhares de mensagens na rede twitter.

A notícia domina já toda a imprensa em Espanha e nos países de língua espanhola, com vários artigos a recordar a biografia e bibliografia do escritor e comentador peruano.

O jornal espanhol El Pais, onde Vargas Llosa é colaborador regular, recordou recentes artigos e entrevistas do escritor incluindo a mais recente, por ocasião da publicação do seu último livro "El sueño del celta", em que reconstrói a vida de Roger Casement, defensor dos direitos humanos.

"O nacionalismo é a pior construção do homem", afirmava na altura Vargas Llosa que dedicou às últimas eleições na Venezuela o seu mais recente artigo no jornal. [dn.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Bernard Clavel: 1923 - 2010


Vencedor em 1968 do Goncourt, um dos mais importantes prémios literários em França atribuído pela Academia Goncourt, com o romance “Les Fruits de l’Hiver” no qual discorre sobre recordações do inverno e memórias de infância, Bernard Clavel tem várias obras inspiradas no realismo social ou com uma visão épica da França, mas também com elementos autobiográficos. 
Bernard Clavel nasceu a 29 de Maio de 1923, em Lons-Le-Saulnier, junto à fronteira franco-suíça, numa família modesta. Foi aprendiz de pasteleiro antes de exercer vários ofícios, os quais dizia serem "as suas universidades". Desenvolveu-se numa formação autodidacta e tornou-se jornalista nos anos 1950. 
Em 1956, lança o seu primeiro romance “L’ouvrier de la nuit”, que marca o princípio de uma importante obra de mais de 100 títulos. Além dos quase 40 romances, escreveu contos e novelas para os mais jovens, ensaios e poemas. 
Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema ou à televisão. Tem alguns títulos editados em Portugal, como "O Espião dos Olhos Verdes", pelo Círculo de Leitores.

 

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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Henrique de Senna Fernandes: 1923 - 2010

 

O advogado e escritor Henrique de Senna Fernandes, autor de "A Trança Feiticeira" e "Amor e Dedinhos de Pé" morreu em Macau.

Natural de Macau, onde nasceu a 15 de Outubro de 1923, Senna Fernandes, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra onde foi colega de Agostinho Neto, Carlos Wallenstein e Carlos d’Assumpção -- que viria a ser presidente da Assembleia Legislativa de Macau -, mas disse sempre que a sua vocação era o ensino. A advocacia, dizia, deu-lhe “alguma independência financeira”, mas a escrita e o ensino eram as suas paixões.
Foi professor e director da Escola Comercial Pedro Nolasco da Silva e presidente da Associação Promotora para a Instrução dos Macaenses quando se criou a atual Escola Portuguesa de Macau.
Muito interventivo, Senna Fernandes lamentava a “falta de estratégia” portuguesa para a Oriente, garantia que era a presença portuguesa em Macau que mantinha o segundo sistema da cidade e nunca escondeu os receios que teve da mudança de administração de Portugal para a China, embora nunca se tenha arrependido de ter ficado.
Com quatro livros publicados: Nam Van - "Contos de Macau", "Amor e Dedinhos de Pé", "A Trança Feiticeira" e "Mong-Há - Contos de Macau" -, Henrique Senna Fernandes deixa, pelo menos, três outros por terminar - "A Noite Nasceu em Dezembro", integrado na iniciativa "Cinco Anos, Cinco Livros" da editora Livros do Oriente e do jornal "Ponto Final", "O Pai das Orquídeas" e "Os Dores", aos quais dedicou os seus últimos anos.
Dois dos seus livros -- "A Trança Feiticeira" e "Amor e Dedinhos de Pé" - chegaram ao cinema. O primeiro pela mão de produtores chineses e com a participação de actores portugueses como Filomena Gonçalves e Ricardo Carriço; o segundo numa adaptação de Luís Filipe Rocha com a participação de Joaquim de Almeida. [publico.pt]

 

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publicado por bibliotecadafeira às 14:12
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010
Sugestão de leituras

 

Título: O Quadro Mais Bonito do Mundo

Autor: Miquel Obiols

Editora: Kalandraka

 

Esta obra é uma recriação do mundo artístico de Joan Miró, através de uma viagem imaginária que o pintor efectua em busca de cinco manchas de tinta fugidas do seu estúdio. O autor apresenta uma metáfora da arte de Miró, num texto de tom surrealista e com uma grande carga poética, que transborda imaginação.

 

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publicado por bibliotecadafeira às 14:27
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