"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]
Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
Sugestão de leituras

  

Título: Um saltinho a Madrid

Autor: Isabel Zambujal

Ilustrador: João Fazenda

Editora: Oficina do livro

 

Sinopse:

"Um Saltinho a Madrid" á a nova viagem da colecção Os Saltinhos. Um livro onde a cidade é apresentada aos mais novos, através de uma visita guiada por Paco, o menino que quando for grande quer vender tapas pela cidade. De monumento em monumento, de bairro em bairro são divulgados factos históricos e histórias verdadeiras que parecem de brincar.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal. 



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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
"Super 8", "Dylan Dog - Guardião da Noite" e "Caçadores de Dragões"

Estreiam, hoje. os filmes: "Super 8" de J.J. Abrams com Joel Courtney, Jessica Tuck e Joel McKinnon Miller; "Dylan Dog - Guardião da Noite" de Kevin Munroe com Brandon Routh, Peter Stormare e Sam Huntingtone; "Caçadores de Dragões" de Guillaume Ivernel e Arthur Qwak com as vozes de  Vincent Lindon, Patrick Timsit e Philippe Nahon.

 

"Super 8"

Sinopse:

Ohio, 1979. Uma noite, um grupo de adolescentes fascinado por cinema resolve ir filmar para perto de uma linha de comboios usando uma câmara Super 8. Enquanto filmam, testemunham o terrível descarrilamento e consequente explosão de um comboio. Mas, quando revêem o acontecimento em filme, o que de início parecia um mero acidente afinal é algo mais sinistro do que eles poderiam supor. E, quando vários desaparecimentos começam a suceder-se na cidade, eles compreendem que algo os associa ao acontecimento daquela noite. Decididos a desvendar o mistério, os adolescentes juntam-se e, em segredo, começam a investigar por conta própria.
Um filme de J.J. Abrams ("Missão: Impossível 3", "Star Trek"), com Steven Spielberg na equipa de produtores executivos.[cinecartaz.publico.pt]

 

"Dylan Dog - Guardião da Noite"

 

Sinopse:

Dylan Dog (Brandon Routh) é um guardião da noite. No submundo dos mortos-vivos de Nova Orleães, foi consumado um pacto que nomeou um investigador humano imparcial, que mantivesse a ordem entre os vários clãs. Dylan foi o eleito e a sua função é fazer cumprir a lei e investigar os crimes que frequentemente ocorrem. Agora, rodeado de zombies, vampiros, lobisomens e gárgulas vai ter de provar que merece o voto de confiança e, com a ajuda do seu melhor amigo Marcus (Sam Huntington), recentemente tornado zombie, recuperar um objecto com poderes suficientes para dominar o mundo dos mortos e dos vivos.
Com realização de Kevin Munroe, é a versão cinematográfica da famosa BD criada pelo italiano Tiziano Sclavi. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Caçadores de dragões"

 

Sinopse:

Num mundo diferente do nosso, feito de um conjunto de pequenas ilhas a vagar pela atmosfera, existe um castelo medieval onde vive Zoe com o seu tio-avô, Lord Arnold. Romântica e apaixonada por literatura, a menina vive num mundo de fantasia, ansiando pelo dia em que um bravo cavaleiro a salve de todos os perigos. Mas, um dia, o mundo de Zoe é ameaçado por terríveis criaturas de instinto destruidor. É então que decide partir em busca de ajuda. É durante essa odisseia que, por casualidade, é salva das garras de um monstro por Gwizdo e Lian-Chu, dois caçadores de dragões profissionais que, apesar de bem-intencionados, possuem alguma queda para o desastre. Convencida de que são os cavaleiros por quem toda a sua vida esperou, convence-os a ajudar o seu tio na luta contra World Gobbler, o monstro que acorda em fúria a cada 20 anos. [cinecartaz.publico.pt]

 



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Viagem Medieval em Terra de Santa Maria 2011: 28 julho a 07 agosto



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BES Revelação 2011 distingue Ana de Almeida, Catarina de Oliveira e colectivo de artistas

A edição 2011 do prémio BES Revelação, organizado anualmente pelo Banco Espírito Santo e pela Fundação de Serralves distinguiu três projectos de cinco jovens artistas, dois individuais e um colectivo. Ana de Almeida (1987, Praga), Catarina de Oliveira (1984, Lisboa) e o colectivo de artistas constituído por Gonçalo Gonçalves (1988, Lisboa), Luís Giestas (1988, Vila do Conde) e Almeida e Silva (1981, Lisboa) são os vencedores, anunciou esta quarta-feira a organização.

Segundo o comunicado do BES, o júri, constituído por Ana Anacleto (artista e curadora independente, de Lisboa), Marianne Lanavère (directora do Centro Cultural La Galerie, em Paris) e Manuel Segade (curador independente em Paris) decidiu por unanimidade distinguir estes três trabalhos, escolhidos entre cerca de 70 submetidos a concurso, tendo em conta a qualidade intrínseca de cada projecto e a ambição apresentada e adequação à bolsa de produção.
Os trabalhos, os três com conteúdos, materiais e temas diferentes, vão estar expostos no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, a partir de Novembro, ainda numa data a anunciar, numa exposição comissariada por Ana Anacleto. Juntamente com a possibilidade da exposição, cada projecto irá receber uma bolsa de produção no valor de 7.500 euros, que servirá de apoio à realização dos trabalhos a apresentar no Museu de Serralves.
Ana de Almeida, nascida em 1987, em Praga, apresentou um projecto intitulado “Al Wahda”, uma instalação constituída por diapositivos, vídeos e um artigo de imprensa, todos relativos a naufrágios, encalhes e afundamentos de navios. Um dos casos apresentado é um navio que afundou perto do Estoril em 1989 depois de ter sido arrastado por uma tempestade, explica a organização do prémio em comunicado. A artista procura com este trabalho questionar as práticas documentais na arte contemporânea, e a fronteira entre ficção e realidade, propondo uma reflexão sobre uma possível história pessoal e nacional e as possibilidades da sua representação. 
Já Catarina de Oliveira, nascida 1984, em Lisboa, apresentou um trabalho, ainda sem título definido, “que consiste num vídeo retroprojetado num acrílico, em que a artista se propõe investigar a criação, nos dias de hoje, de mitologias e sistemas de crença que não sirvam uma agenda de políticas nacionalistas e de territorialização”. 
O terceiro projecto distinguido, o colectivo de artistas constituído por Gonçalo Gonçalves (1988, Lisboa), Luís Giestas (1988, Vila do Conde) e Almeida e Silva (1981, Lisboa), apresenta um projecto que consistirá no envio, por parte de um dos membros do grupo, de uma fotografia ou algo “photography media related” para os outros dois.
“Após a sua recepção, cada membro do grupo criará um novo trabalho, em resposta aos recebidos e envia-os para os outros dois membros, e assim sucessivamente”. O processo começará já a ser posto em prática até um mês antes da inauguração da exposição, período durante o qual darão forma ao trabalho final que será exposto em Serralves.
O prémio BES Revelação destina-se a todos os artistas até aos 30 anos.[publico.pt]



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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Na mesa dos poetas

Nunca perseguí la gloria

Nunca perseguí la gloria
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canciòn;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles
como pompas de jabòn.
Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse.

 

Antonio Machado

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 12:27
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Treze obras fazem parte da lista candidata ao Man Booker Prize

Foi divulgada a lista dos autores escolhidos para o prémio 2011 Man Booker Prize for Fiction. Esta é apenas a lista longa, que inclui 13 livros. Entre os autores anunciados está um antigo vencedor, Alan Hollinghurst distinguido em 2004, com “A Linha da Beleza”.

A lista divulgada esta terça-feira inclui ainda dois autores que já estiveram nas shortlists de edições passadas: o irlandês Sebastian Barry (“The Secret Scripture”, 2008 e “A Long Long Way”, 2005) e o britânico Julian Barnes (“Arthur and George”, 2005, “England, England”, 1998 e “Flaubert's Parrot”, 1984). Também Alan Hollinghurst, antes de vencer em 2004, já tinha constituído a lista de finalistas em 1994 com a obra “The Folding Star”.
Este ano, o britânico distingue-se mais uma vez, agora com o novo trabalho, o livro “O Filho do Desconhecido”, que será publicado, em Outubro, pela Dom Quixote.
Stephen Kelman, A.D. Miller, Yvvette Edwards e Patrick McGuinness são os quatro escritores estreantes, escolhidos pelas suas primeiras obras.
A lista inclui então as obras: “The Sense of an Ending” (Julian Barnes), “On Canaan’s Side” (Sebastian Barry), “Jamrach’s Menagerie” (Carol Birch), “The Sisters Brothers” (Patrick deWitt), “Half Blood Blues” (Esi Edugyan), “A Cupboard Full of Coats” (Yvvette Edwards), “O Filho do Desconhecido” (Alan Hollinghurst), “Pigeon English” (Stephen Kelman), “The Last Hundred Days” (Patrick McGuinness), “Snowdrops” (A.D. Miller), “Far to Go” (Alison Pick), “The Testament of Jessie Lamb” (Jane Rogers) e “Derby Day” (D.J. Taylor).
O prémio, no valor de 50 mil libras (cerca de 56 mil euros), será decidido pelo júri, constituído este ano pelo escritor e jornalista Matthew d'Ancona, a escritora Susan Hill, o politico e escritor Chris Mullin e Gaby Wood, e a respnsavel pela secção de livros do jornal “Daily Telegraph”. A escritora Stella Rimington presidirá ao júri.
A 6 de Setembro serão anunciados os seis finalistas e o vencedor será conhecido apenas no dia 18 de Outubro numa cerimónia em Londres. [publico.pt]



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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Maria Lúcia Lepecki: 1940 - 2011

 

A escritora e ensaísta brasileira Maria Lúcia Lepecki morreu aos 71 anos em Lisboa, vítima de cancro, disse à Agência Lusa o escritor Baptista-Bastos.

Maria Lúcia Lepecki nasceu em Axará, no estado de Minas Gerais, no Brasil, mas estava radicada há várias décadas em Portugal, sendo uma profunda conhecedora da literatura portuguesa.

Brasileira de nascimento e portuguesa por casamento, Maria Lúcia Lepecki estudou em Paris, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e professora catedrática na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

De acordo com a biografia disponibilizada pela Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, Camilo Castelo Branco foi o centro da tese de doutoramento de Maria Lúcia Lepecki em 1967, já depois de ter feito uma licenciatura em Filologia Românica no Brasil.

Baptista-Bastos referiu-se a Maria Lúcia Lepecki como uma "ensaísta notabilíssima e uma defensora da cultura portuguesa".

Colaborou em várias revistas e jornais portugueses e estrangeiros, sobretudo na área da literatura, como a Colóquio/Letras e o suplemento literário do Estado de São Paulo.

Em 2004, recebeu o prémio de ensaio literário da Associação Portuguesa de Escritores.

Em 2008, por ocasião do encontro literário Correntes d"Escritas, na Póvoa de Varzim, Maria Lúcia Lepecki manifestou-se publicamente contra o novo acordo ortográfico. [dn.pt]

 

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Amy Winehouse: 1983 - 2011



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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
Luisa Sobral: "The cherry on my cake"

Luísa Sobral. Voz, guitarra, papel e caneta. E a partir daí todo um universo musical se gera para cada música composta. São 23 anos maduros de escolhas em aberto. Instintivos e sonhadores. «The Cherry on my Cake» é fruto de todas essas possibilidades. Músicas carregadas de imagens. Vídeos imaginados para cada compasso da música. É o primeiro disco assinado em nome próprio de uma viagem musical que começou logo aos 12 anos.

Foi com uma guitarra que iniciou a empatia com os instrumentos. Foi com a guitarra que percebeu de onde vinham os acordes das músicas dos pais. Dos Beatles e de outros. E foi com tenra idade que se entregou às canções únicas que o jazz eternizou. A capacidade da melodia viver por si só, sem necessitar de acompanhamento instrumental. Anotou nomes como Billie Holiday, Ella Fitzerald, Chet Baker, entre outros. E com eles partiu para a Berklee College of Music, em Boston (EUA), para se formar na área da música. Durante a estadia de 4 anos em Boston foi nomeada para «Best Jazz Song», no Malibu Music Awards (2008); «Best Jazz Artist» no Hollywood Music Awards ; «International Songwirting Competition» (2007) e ainda «The John Lennon Songwriting Competition» (2008).

Mas mais do que nomeações ou cadeiras completas, Luísa descobriu-se a cada ano. A identidade musical viria a desenvolver-se em Nova Iorque, para onde foi viver após ter terminado o curso em Boston (2009). Na bagagem já levava muito do que viria a consumar em canções que gravitavam na sua cabeça. Na dela e na da mãe de Luísa, que lhe confessou um sonho que teve de que o primeiro disco de Luísa chamar-se-ia «The Cherry on My Cake». A magia materna a tornar sonho em realidade.

A aprendizagem dos standards jazz, a tarimba de actuação em bares com repertório de música brasileira e a criação viva a toda a hora foram filtradas para canções que tanto começavam no papel como em acordes. Sucessões deles. Melodias trabalhadas e com imagens dentro. «I Would Love To», «Don't Let Me Down», «Why Should I», entre outras músicas que se juntaram a um EP («My Funny Clementine»). O destaque para tema de arranque era óbvio: «Not There Yet». Um compasso ternário, qual valsa jazzy, com cores, refrão imponente e violinos no céu.

A composição do disco não se encerrou na língua inglesa. Entre idas e vindas a Portugal, actuou no Super Bock em Stock de 2009. No decorrer do concerto lamenta não ter uma canção cantada em português. No momento em que regressa aos EUA desenha um poema e melodia para «O Engraxador». Segue-se «Xico e Dolores». Para o disco que se desenhava, havia ainda a vontade de uma versão. Ninguém melhor do que Rui Veloso. Artista que o pai ouve insistentemente. Luísa registou a letra de Carlos Tê e tentou uma versão diferente para «Saiu para a Rua».

«The Cherry on my Cake» é o resultado de tudo isso. De quem sonha em viver em Paris - inspiração total pelo cinema francês. Do frenesim de Nova Iorque. Do afecto familiar de Lisboa. De Regina Spektor a Elis Regina. De Billie Holiday a Bjork. Dos anos 50 à ingenuidade. Do som à imagem. Da voz e do talento. «Tenho uma vida boa», resume. [luisasobral.com]

 

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publicado por bibliotecadafeira às 16:11
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Sábado, 23 de Julho de 2011
"Carlos" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 24 de Julho, pelas 21h45, o filme "Carlos" de Olivier Assayas.



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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Sugestão de leituras

 

título: As mais belas coisas do mundo

autor:Valter Hugo Mãe

ilustrador: Paulo Sérgio Beju

editora: Alfaguara

 

Esta é a história de um menino que, desafiado pelo avô, procura conhecer os mistérios da vida. Avô e neto vivem num jogo sem fim de perguntas e respostas, enigmas e soluções, procurando, adivinhando e aprendendo sempre.
Certo dia, o menino fica sem resposta quando o avô lhe pergunta: Quais são para ti as coisas mais belas do mundo? São as coisas de verdade, como tanto quanto se vê e toca, Ou as coisas invisíveis, aquelas que pensamos, sentimos e sonhamos?

 

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publicado por bibliotecadafeira às 10:30
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Lucian Freud: 1922 - 2011

O pintor inglês Lucian Freud morreu esta quarta-feira à noite, aos 88 anos, em Londres. O artista plástico morreu na sequência de uma doença súbita, disse William Acquavella, das Acquavella Galleries, galerista de Freud, citado pelo New York Times. Neto do célebre psicólogo Sigmund Freud, Lucian emigrou, com a família, da Alemanha para Inglaterra no início dos anos 30 para fugir ao regime nazi, tendo adquirido naturalidade britânica em 1939.

Ingressou no mundo da arte cedo, iniciando os estudos na Central School Of Art, em Londres, cidade onde morreu nesta quarta-feira à noite, aos 88 anos.

Lucian Freud aproximou-se, numa primeira fase, da estética do surrealismo, mas durante os anos 1950 muda de registo estilístico. Começa a pintura de retratos, geralmente de nus humanos acompanhados de objectos, recorrendo à técnica de impasto.

"Eu pinto as pessoas não pelo que elas parecem, não exactamente como elas são, mas como elas deviam ser", disse o autor das pinturas "Naked Man With The Rat" e "After Cézanne".

Vinculado a uma linguagem figurativa, centrada na representação do corpo humano, pintou familiares e amigos no seu atelier durante décadas. Numa entrevista por ocasião de uma exposição do pintor no Centro Georges Pompidou, em Paris, em 2010, Freud sublinhava a importância da confiança e da intimidade com os modelos e das atmosferas. Uma ideia que atravessou a sua carreira, a atender a uma entrevista datada de 1974: "Trabalho a partir das pessoas que me interessam e com as quais me preocupo, em espaços em que eu vivo e conheço".

Num estudo sobre a cena artística londrina dos anos 60, o crítico de arte John Russell destacava na obra de Freud a relação entre o pintor e o corpo pintado, associando-a à "mais clássica relação do século XX, a do inquisidor e o inquirido".

Lucian Freud preferia a designação de biólogo – a sua outra profissão – à de artista, ressalvando a sua distância dos pintores românticos e da própria herança da psicanálise, desenvolvida pelo avô. Ao longo de uma carreira de cerca de 60 anos, o artista concentrou-se na representação da fisionomia humana, relegando para segundo plano a psicologia.

"Eu quero que a pintura seja carne. Para mim o quadro é a pessoa", disse em 2010, acrescentando que, embora apreciasse o orgânico, não lhe chegava reproduzi-lo. A "intensificação do real" foi o caminho que escolheu para pintar o "lado animal" do corpo humano.

Além do nu reflexivo – salientado numa exposição permanente de corpos obesos, desproporcionados e enrugados - que domina a obra do pintor, nascido em Berlim a 8 de Dezembro de 1922, o neto mais célebre de Sigmund Freud interessou-se ainda pela intertextualidade com pinturas de artistas como Cézanne, Watteau e Chardin, cujos quadros reinterpretou à sua maneira.

Em Portugal, "Naked Girl with Egg", uma obra da autoria do pintor britânico, pode ser vista, desde a passada sexta-feira, na Fundação EDP, no Porto, no âmbito da exposição "My Choice", composta por obras da colecção do British Council seleccionadas por Paula Rego. [publico.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 10:28
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
"Insidioso", "Os Pinguins do Sr. Popper" e "A Conspiradora"

Estreiam, hoje, os filmes: "Insidioso" de James Wan, com Patrick Wilson, Rose Byrne, Lin Shaye, Ty Simpkins; "Os Pinguins do Sr. Popper" de Mark Waters, com Jim Carrey, Carla Gugino, Angela Lansbury e  "A Conspiradora" de Robert Redford, com Robin Wright, James McAvoy, Tom Wilkinson.

 

"Insidioso" 

Sinopse: 

O casal Renai e Josh Lambert (Rose Byrne e Patrick Wilson) muda-se para uma nova casa nos subúrbios, com os seus três filhos pequenos. Após um pequeno acidente, Dalton (Ty Simpkins), o filho mais velho, entra num coma profundo que nenhum exame médico consegue explicar. Aterrorizados com a doença do filho e com eventos anormais que constantemente ocorrem na casa, recorrem aos serviços de Elise Rainier, uma espírita que consegue comunicar com as forças do além. É então que Elise se apercebe que a alma da criança, perseguida por espíritos malignos, está aprisionada numa dimensão intermédia e que apenas o pai a pode salvar. Josh, que inicialmente se recusa a acreditar no sobrenatural, acaba por concordar em abandonar o seu corpo e ir ao encontro do filho. Porém, ao entrar numa outra dimensão, Josh vai reencontrar pesadelos que julgava esquecidos… Um filme de terror psicológico, realizado por James Wan (“Saw - Enigma Mortal”, “Silêncio Mortal”, “Sentença de Morte”. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Os Pinguins do Sr. Popper" 

Sinopse:  

O Sr. Popper (Jim Carrey) é um agente imobiliário cínico e solitário cujo sucesso lhe custou o casamento e o respeito das pessoas mais importantes da sua vida. Um dia recebe, no seu luxuoso apartamento em Manhatan, um presente invulgar do seu recém-falecido pai: seis pinguins vivos. Assim, de um momento para o outro, aqueles animais tomam conta de tudo à sua volta e a sua vida ordenada ao milímetro fica de pernas para o ar. Porém, apesar de adorarem o frio, as seis adoráveis criaturas são capazes de derreter qualquer coração de gelo que encontram pela frente e o do Sr. Popper não será a excepção. 

Uma comédia familiar realizada por Mark Waters (“Um Dia de Doidos “, “Enquanto Estiveres Aí...”, “As Minhas Adoráveis Ex-Namoradas”), inspirada na história com o mesmo nome escrita, em 1938, por Richard and Florence Atwater. [cinecartaz.publico.pt]

 

"A Conspiradora" 

Sinopse:  

Washington, 1865. Durante a apresentação da peça "Our American Cousin" no Teatro Ford, Abraham Lincoln, o 16º presidente dos EUA, é assassinado por uma bala à queima-roupa. Oito pessoas são acusadas de conspiração, entre elas Mary Elizabeth Jenkins Surratt (Robin Wright), a proprietária da pensão onde os sete homens se reuniram para planear o rapto do presidente em troca da libertação de prisioneiros confederados, e que, tragicamente, culminou em morte. Apesar de sempre se declarar inocente, Mary Surratt torna-se o "bode expiatório" de uma nação sedenta de justiça e vingança. E é então que Frederick Aiken (James McAvoy), um advogado de 28 anos, ciente das dificuldades mas crendo na sua inculpabilidade, decide defendê-la em tribunal militar. Mas, mesmo conseguindo provar a sua inocência, conseguirá o jovem advogado salvar-lhe a vida? Um drama histórico, realizado pelo actor e realizador Robert Redford ("O Encantador de Cavalos", "A Lenda de Bagger Vance", "Gente Vulgar") e inspirado num acontecimento verídico que se tornou um marco na história dos EUA durante os críticos anos da Guerra de Secessão. [cinecartaz.publico.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 12:04
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
Na mesa dos poetas

He andado muchos caminos

He andado muchos caminos,
he abierto muchas veredas,
he navegado en cien mares
y atracado en cien riberas.

En todas partes he visto
caravanas de tristeza,
soberbios y melancòlicos
borrachos de sombra negra,

y pedantones al paño
que miran, callan y piensan
que saben, porque no beben
el vino de las tabernas.

Mala gente que camina
y va apestando la tierra...

Y en todas partes he visto
gentes que danzan o juegan
cuando pueden, y laboran
sus cuatro palmos de tierra.

Nunca, si llegan a un sitio,
preguntan adònde llegan.
Cuando caminan, cabalgan
a lomos de mula vieja,

y no conocen la prisa
ni aun en los días de fiesta.
Donde hay vino, beben vino;
donde no hay vino, agua fresca

Son buenas gentes que viven,
laboran, pasan y sueñan,
y en un día como tantos
descansan bajo la tierra.

Antonio Machado

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal

 



publicado por bibliotecadafeira às 11:33
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Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Sugestão de leituras

Título: Cá em casa somos…

Autor: Isabel Minhós Martins

Ilustrador: Madalena Matoso

Editora: Planeta Tangerina

 

Neste livro, a Matemática ajuda a contar não apenas ossos, dentes ou unhas, mas também os dias e momentos da família que mora nesta casa. Feitas as contas, ficamos a conhecê-la muito melhor...

 

Títulos disponíves na biblioteca municipal



publicado por bibliotecadafeira às 16:23
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
A edição do concurso FAZ - Ideias de Origem Portuguesa, da Fundação Gulbenkian e da Fundação Talento, dedicada a Diogo Vasconcelos, premiou com 50 mil euros o projecto Reabilitar a Custo Zero.

Uma ideia. O início de qualquer projecto começa com uma simples ideia que é depois trabalhada, organizada, planeada. Há uns meses atrás foi assim que tudo começou para o arquitecto José Paixão, de 27 anos, a viver em Viena, na Áustria. Quando soube do concurso FAZ - Ideias de Origem Portuguesa, uma iniciativa da Fundação Gulbenkian e da Fundação Talento, juntou-se a Diogo Coutinho, engenheiro civil, e Angélica Carvalho, futura arquitecta, e em conjunto criaram o projecto Reabilitação a Custo Zero. Com o pensamento nos prédios degradados na cidade do Porto, de onde são naturais, pensaram o que poderiam fazer para mudar a situação. Tiveram uma ideia e hoje foram premiados. Mal imaginavam há uns meses que se destacariam, primeiro entre as 209 candidaturas, e, agora no fim, entre as dez finalistas. Ou se calhar, até já desconfiavam. "Estávamos na expectativa, trabalhámos muito e tínhamos consciência de que o nosso trabalho tinha qualidade e potencial", revelou ao P2 José Paixão, mostrando-se cheio de vontade de começar a pôr o projecto a andar. "Aliás já estamos a trabalhar nesse sentido."

O projecto, como o próprio nome indica, tem por base a criação de uma organização sem fins lucrativos para reabilitar as cidades a custo zero, através da ajuda de estudantes de Engenharia e de Arquitectura, não só de Portugal, mas de toda a Europa, que poderão voluntariar-se, assemelhando-se aos programas de mobilidade estudantil, como o Erasmus.

O júri, presidido por João Caraça, director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, e composto por Daniel Bessa, Diogo Vasconcelos (recentemente falecido), Isabel Almeida Rodrigues, Luísa Schmidt e Simone Duarte, destacou em comunicado que este é o projecto que "melhor cumpre os desígnios desta iniciativa, com base nos critérios de originalidade, inovação, potencial de impacto social e sustentabilidade".

Para Luísa Valle, directora do Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano, o concurso superou as expectativas, mostrando que Portugal tem talento e pode tornar-se num país melhor, através do reforço das relações entre "nós cá e os nossos portugueses lá fora". "Portugal é cada vez menos rectângulo e cada vez mais o mundo. Não podemos permitir que se realize o divórcio com os portugueses no estrangeiro e a melhor forma de evitar isto é trabalhar com eles", explicou a responsável, contando que desde que as ideias foram tornadas públicas, são muitos os interessados que querem apoiar e saber mais.

"Reabilitação a custo zero foi o projecto vencedor mas os outros nove finalistas também já venceram. As outras ideias que não chegaram aqui são os futuros vencedores." Luísa Valle revelou que muitos dos projectos, apesar de não terem ganho o concurso, vão contar também com o apoio da Fundação Gulbenkian para que se concretizem. Entretanto, muitos privados têm também manifestado interesse em participar como José Paixão confirma. Quando a sua ideia foi publicada no P2, ainda não a tinha apresentado à Universidade do Porto mas também não foi preciso. A própria instituição não perdeu tempo e contactou os jovens. "Uma empresa de construção civil também já se mostrou interessada em apoiar-nos" e a Câmara Municipal do Porto também não quis ficar de fora. "Estamos a formalizar agora uma parceria e se tudo correr bem em Outubro arrancamos já com um projecto-piloto. Um edifício na Ribeira da Porto", contou orgulhoso o arquitecto, revelando que com isto vai voltar para Portugal. "Estamos mesmo dedicados ao projecto, estamos a fazer os contactos não só com empresas e instituições como com as universidades lá fora. Acreditamos que para o projecto se tornar universal, tem que ser bem-sucedido no Porto."

Luísa Valle não tem dúvidas de que o projecto, que representa também uma oportunidade para os jovens estudantes da área ganharem alguma prática e aprenderem, seguirá em frente. “É preciso perceber que tudo depende de nós e acreditarmos que conseguimos, é preciso participar na mudança e estes jovens entendem isto muito bem e estão cheios de vontade.”O sucesso e o interesse gerado foi tanto que o concurso vai voltar. O FAZ – Ideias de Origem Portuguesa vai tornar-se numa iniciativa bianual. “Pretendemos dar um melhor acompanhamento e ajudar mesmo os projectos que não venceram de forma a que consigam implementar-se no terreno, dando-os a conhecer a potenciais financiadores e investidores”, acrescentou a responsável.
Luísa Valle anunciou ainda que a edição deste ano é dedicada a Diogo Vasconcelos, que além de ter sido consultor da Fundação Gulbenkian e membro do júri da iniciativa, “representava o espírito de inovação e empreendedorismo que tanto contribuiu para um novo olhar sobre o mundo”. [publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 15:51
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António Banha: 1941 - 2011

O actor António Banha, de 70 anos, morreu na manhã de sábado. Co-fundador do Teatro de Animação de Setúbal, integrou ainda o elenco do Teatro Nacional D. Maria II.

António Banha foi encontrado caído no chão na sua residência em Lisboa, já sem vida, disse hoje à Lusa o escritor Luís Jordão. Segundo Luís Jordão, o alarme foi dado por um amigo do actor “que há muito não sabia dele”. “Os bombeiros foram lá casa e encontraram-no morto”, acrescentou.

António Banha fez o curso de Formação de Actores no Conservatório Nacional, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo terminado o curso com a peça “Jardim Zoológico”, de Edward Albee, em 1966.

O seu nome surge pouco depois na peça “A Cidade Não é Para Mim”, de Afonso Paso, enquanto membro do elenco da companhia dirigida por Francisco Ribeiro. Depois de vários estágios em Paris e Londres. O seu nome fez parte dos elencos de “D. João”, de Molière, encenada por Jean-Marie Villégier e interpretada no Théâtre de L’Europe, no Odéon, de “Ricardo II”, de Shakespeare, no Théâtre National de Paris.

António Banha regressou a Portugal onde, com outros actores, foi co-fundador do Teatro de Animação de Setúbal. Em 1978 integra o elenco do Teatro Nacional D. Maria II, no qual interpretou várias personagens. No Teatrro Nacional participou em peças como "A Casa da Lenha", de António Torrado, "A Ilha Encantada", de Hélia Correia, "Audiência/Vernissage/Havel", de Václav Havel, e ainda "Tito Andrónico", de William Shakespeare, entre outras.

Participou ainda nos filmes “Amor e Dedinhos de Pé”, de Luís Filipe Rocha, e “Le Canon de Junot”, de Michèlle Wyn. [publico.pt]



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Sábado, 16 de Julho de 2011
"Hadewijch" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 17 de Julho, pelas 21h45, o filme "Hadewijch" de Bruno Dumont.

 



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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
Ricardo Bak Gordon vence Prémio Ibérico de Arquitectura 2011

O arquitecto português Ricardo Bak Gordon (n. 1967, Lisboa) venceu, ex-aqueo com a dulpa espanhola Luis Mansilla e Tuñón, o Prémio FAD 2011, na categoria Arquitectura com o projecto “2 Casas em Santa Isabel”, construídas em Campo de Ourique, em Lisboa.

O júri, composto por oito pessoas, e liderado pela arquitecta italiana Benedetta Tagliabue, enalteceu a obra, construída em plena zona urbana de Lisboa, na Rua Saraiva de Carvalho, notando que “a disposição estratégica dos pátios confere um alto grau de intimidade à casa e oferece aos edifícios vizinhos os valores espaciais intrínsecos do edifício”.

Em entrevista ao PÚBLICO, Ricardo Bak Gordon nota que este é o prémio ibérico de maior prestígio e que o facto de ter sido atribuído a um português significa que a arquitectura portuguesa continua a ser indispensável ao debate arquitectónico internacional.

Três arquitectos portugueses já antes tinham vencido este prémio na categoria Arquitectura, criado em 1958 em Barcelona, e que distingue obras construídas em Espanha e Portugal: João Luís Carrilho da Graça com o Pavilhão do Conhecimento (1999), Eduardo de Souto Moura com o Estádio Municipal de Braga (2005) e João Maria Trindade com a Estação Biológica do Garducho em Mourão (2009).

Sobre as “2 Casas em Santa Isabel”, Ricardo Bak Gordon diz que, para ele pessoalmente, a relevância da obra começa no facto de “se construir no interior de um quarteirão em Lisboa” e de se desafiar a matriz das cidades europeias – com rua, praça e quarteirão – que têm o interior dos quarteirões como cidades ocultas, cidades dentro de cidades, onde predomina a ideia de que é difícil construir.

O que daí resulta, continua, é que esses interiores de quarteirão “ficam mal construídos, insalubres ou votados ao abandono”. “Este trabalho procura voltar a recolocar o debate arquitectónico sobre o interior dos quarteirões e o potencial que têm para se constituírem como lugares, a somar a outros, de desfruto da cidade”, insiste. [publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 16:42
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Sugestão de leituras

 

Título: Henriqueta a tartaruga de Darwin

Autor: José Jorge Letria

Ilustrador: Afonso Cruz

Editora: Texto Editores

 

Vem conhecer a história de Charles Darwin, o mais famoso naturalista inglês de todos os tempos, pela voz de Henriqueta, uma tartaruga centenária das ilhas Galápagos que afirma ter convivido com ele durante décadas e que agora nos conta como foi a sua vida. Duzentos anos depois do nascimento de Charles Darwin, os mais importantes episódios da vida são relatados por Henriqueta que descobre como foi que Charles Darwin chegou às fantásticas conclusões que mudaram a forma de olhar para a evolução das espécies.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal



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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
"Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2", "Confissões de uma Namorada de Serviço", "Gianni e as Mulheres" e "A Melhor Despedida de Solteira"

Estreiam, hoje, os filmes: "Harry Potter e os Talismãs da morte: Parte 2" de David Yates, com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, John Hurt, Alan Rickman, Michael Gambon, Helena Bonham Carter, Maggie Smith; "Confissões de uma Namorada de Serviço" de Steven Soderbergh, com Sasha Grey, Chris Santos, Philip Eytan;  "Gianni e as Mulheres" de Gianni di Gregorio, com Gianni di Gregorio, Valeria de Franciscis Bendoni, Alfonso Santagata; "A Melhor Despedida de Solteira" de Paul Feig, com Kristen Wiig, Jessica St. Clair, Terry Crews.

 

"Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2" 

Sinopse:

 O fim da saga do pequeno feiticeiro criado por J.K. Rowling, com a segunda parte do derradeiro capítulo. Harry, Ron e Hermione (Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson) prosseguem a sua demanda por encontrar e destruir os Horcruxes de Voldemort que o tornam imortal ao mesmo tempo que têm de escapar às garras dos implacáveis Devoradores da Morte e ainda manter os elos que os unem. Enquanto isso, a luta entre as forças do Bem e do Mal dá origem a uma batalha sem precedentes no mundo mágico que culminará num último duelo entre Lord Voldemort (Ralph Fiennes) e Harry Potter. Segundo a profecia, nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver e será agora, na batalha mais negra da sua vida, que o jovem feiticeiro que sobreviveu à maldição da morte terá de fazer o sacrifício final em troca da salvação do mundo....
Mas este desfecho não será simples e virá a revelar alguns segredos bem guardados durante quase duas décadas.
O quarto filme da saga pelas mãos de David Yates conta ainda com a participação de Michael Gambon, Alan Rickman, John Hurt, Helena Bonham Carter, Maggie Smith e Emma Thompson. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Confissões de uma Namorada de Serviço"

Sinopse:

Cinco dias não consecutivos desvendam o dia-a-dia de Chelsea (Sasha Grey), uma jovem nova-iorquina de 22 anos. Prostituta de luxo em Manhattan, ela tem a vida aparentemente controlada: uma casa, um namorado compreensivo e uma vida luxuosa. A cada cliente ela oferece, a dois mil dólares por hora, o seu corpo e a sua mente, tornando-se sua namorada e amiga por um dia ou uma noite. Porém, quando os negócios implicam pessoas, tudo se torna imprevisível e Chelsea acaba envolvida em algo para além do seu entendimento.
Um filme de baixo orçamento, filmado em 14 dias pelo realizador Steven Soderbergh - algo que não é uma novidade para o cineasta: em "Sexo, Mentiras e Vídeo", o seu primeiro grande sucesso, Soderbergh ("Erin Brockovich", "Traffic - Ninguém Sai Ileso", "Ocean's Eleven") criou uma obra de culto com apenas 1,2 milhões.[cinecartaz.publico.pt]

 

"Gianni e as Mulheres"

Sinopse:

 Gianni (Gianni di Gregorio) já passou dos sessenta e sente que, apesar de a sua vida de reformado girar à volta das mulheres, apenas existe para lhes satisfazer os pequenos caprichos. Um dia, em desabafo com Alfonso (Alfonso Santagata), o seu amigo mais chegado, confessa o quanto lhe custa a sensação de vazio romântico na sua existência. É então que Alfonso lhe lança o desafio: encontrar uma amante e acordar para a vida nos braços de uma bela mulher.
Três anos depois do sucesso de "Almoço de 15 de Agosto", o realizador e argumentista Gianni di Gregorio regressa com mais uma comédia mordaz sobre os homens, as mulheres e a sabedoria do envelhecimento. [cinecartaz.publico.pt]

 

"A Melhor Despedida de Solteira"

Sinopse:

Annie (Kristen Wiig), quase a entrar nos quarenta, está num péssimo momento da sua vida: perdeu o namorado, a esperança num futuro feliz e acaba de descobrir que Lilian (Maya Rudolph), a sua melhor amiga, vai casar em breve. Decidida a esquecer os seus desastres pessoais, foca toda a sua energia em ajudar a amiga nos preparativos para o grande dia. Porém, quando Annie se depara com as intermináveis tarefas que tem pela frente assim como o estranhíssimo grupo de damas de honor que lhe calhou como parceiras de organização (Rose Byrne, Melissa McCarthy, Wendi McLendon-Covey e Ellie Kemper), quase perde a esperança de que algo de bom possa dali advir. Porém, a vida tem as suas surpresas e os dias a preparar o casamento, assim como as mulheres que a acompanham, apesar de bizarros e muito complicados, deixarão marcas para sempre. [cinecartaz.publico.pt]

 



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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Na mesa dos poetas

Yo voy soñando caminos

Yo voy soñando caminos
de la tarde. ¡Las colinas
doradas, los verdes pinos,
las polvorientas encinas! ...
¿Adònde el camino irá?
Yo voy cantando, viajero
a lo largo del sendero...
—La tarde cayendo está—.
«En el corazòn tenía
la espina de una pasiòn;
logré arrancármela un día,
ya no siento el corazòn.»

Y todo el campo un momento
se queda, mudo y sombrío,
meditando. Suena el viento
en los álamos del río.

La tarde más se oscurece;
y el camino que serpea
y débilmente blanquea
se enturbia y desaparece.

Mi cantar vuelve a plañir:
«Aguda espina dorada,
quién te pudiera sentir
en el corazòn clavada.»

 

Antonio Machado

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal



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Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Anish Kapoor e Judi Dench vencem Praemium Imperiale

O escultor inglês de origem indiana Anish Kapoor e a actriz britânica Judi Dench foram dois dos laureados dos Prémios Praemium Imperiale, um dos mais altos galardões culturais japoneses, que distingue anualmente cinco personalidades do mundo artístico.

O pintor norte-americano Bill Viola, o arquitecto mexicano Ricardo Legorreta e o músico japonês chefe de orquestra Seiji Ozawa receberam igualmente a prestigiosa distinção, atribuída às várias disciplinas artísticas. Os vencedores foram anunciados no final do dia de segunda-feira simultaneamente em Londres, Paris, Roma, Nova Iorque e Tóquio.

O prémio, no valor de 15 milhões de ienes (aproximadamente 130 mil euros), distingue as personalidades que se tenham destacado "pelo impacto que intencionalmente tiveram nas artes e pelo seu papel enriquecedor na comunidade global". A distinção é uma iniciativa da Japan Art Association, apoiada pela família imperial japonesa. O Prémio Praemium Imperiale destina-se às áreas da pintura, escultura, arquitectura, música e teatro/cinema.

O prémio para os jovens artistas foi dividido pela primeira vez por duas organizações britânicas, a The Royal Court Young Writers Programme e a Southbank Sinfonia, as duas situadas em Londres. A distinção, no valor de 21.500 euros, foi anunciada na segunda-feira numa conferência de imprensa em Londres. Criado em 1997, o prémio dos jovens artistas distingue anualmente uma organização ou instituição que favoreçam a integração dos jovens nas profissões artísticas.

O Reino Unido foi assim o grande vencedor da edição dos prémios deste ano, somando aos dois artistas, Kapoor e Dench, as duas instituições. A rainha de Inglaterra felicitou os vencedores numa recepção que aconteceu depois do anúncio no Buckingham Palace.

O Prémio Praemium Imperiale é entregue deste 1989, sendo já um marco no mundo das artes. A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para o dia 19 de Outubro em Tóquio. [publico.pt]

 

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Segunda-feira, 11 de Julho de 2011
Roland Petit: 1924 - 2011

O coreógrafo francês Roland Petit, um dos nomes históricos da dança europeia, morreu ontem em Genebra, aos 87 anos, noticiou a agência AFP, citando um comunicado do Ballet da Ópera de Paris.

Dizia muitas vezes que amara apenas uma mulher verdadeiramente - Zizi Jeanmaire, a bailarina que conheceu aos nove anos na escola do Ballet da Ópera de Paris (BOP) e com quem partilhou a vida e a carreira. É provavelmente ela quem mais sentirá a falta de Roland Petit, o coreógrafo francês que morreu ontem em Genebra, aos 87 anos, com uma leucemia. "Primeiro brincámos como brincam as crianças, em total liberdade, sem limites, e depois caímos nos braços um do outro e nunca mais quisemos separar-nos", contou numa entrevista televisiva em 2007.

Ao longo de 70 anos - tornou-se bailarino da Ópera de Paris aos 16 -, Petit fundou várias companhias e criou mais de 100 obras, sempre inspiradas em Zizi, lembraram os jornais franceses, lamentando, nas palavras do Presidente Nicolas Sarkozy e do ministro da Cultura, Frédéric Mitterrand, a morte daquele que foi, com Maurice Béjart, um dos mais aplaudidos coreógrafos da segunda metade do século XX.

Ainda que a esmagadora maioria das suas criações não tenha entrado para o reportório internacional, Petit é um autor de referência, tanto por peças como "Le Jeune Homme et la Mort" (1946) e "Carmen" (1949), como pela forma de trabalhar a dança. Procurando sempre um equilíbrio entre a tradição do vocabulário balético e a modernidade na abordagem dos temas e do próprio movimento, Petit moldou uma linguagem coreográfica em que a teatralidade é fundamental. Demasiado popular, dirão uns. Arriscada, aberta ao glamour e à sensualidade, dirão outros.

A sua "Carmen" - originalmente dançada por ele e por Zizi - é um marco da história da dança francesa, sexualmente explícita para a época, escreveram especialistas como Debra Craine. "Le Jeune Homme et la Mort", considerada a sua obra-prima, chocou o público ao encenar o suicídio do protagonista num intenso pas-de-deux que foi brilhantemente dançado pela sua musa e por estrelas como Jean Babilée, Mikhail Baryshnikov e Rudolf Nureyev.

Certo é que a lista dos seus colaboradores é impressionante: autores como Jean Cocteau e Jacques Prévert; artistas como Brassaï, Picasso e Max Ernst; e designers como Yves Saint Laurent e Christian Dior. E ainda Chaplin, Marilyn Monroe, Fred Astaire e Orson Welles. Os últimos, na sua maioria, herança de uma estada em Hollywood, onde trabalhou em cinema com Zizi, e de onde regressarou a Paris nos anos 60 para adaptar o musical em espectáculos como La Revue des Ballets de Paris.

Seguiu-se, depois de uma passagem de meses pela direcção do BOP em 1970, a exploração do Casino de Paris, onde apresentou "La Revue" e "Zizi je t"aime", e a criação do Ballet de Marseille, onde ficou durante mais de duas décadas e no qual fez Pink Floyd Ballet, "La Dame de Pique" e "Ma Pavlova". [publico.pt]



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Sábado, 9 de Julho de 2011
"América" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 10 de Julho, pelas 21h45, o filme "América" de João Nuno Pinto.

 




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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Sugestão de leituras

 

 

Título: O dia em que mataram o rei

Autor: José Jorge Letria

Ilustrador: Afonso Cruz

Editora: Texto Editores

 

Há precisamente cem anos, a 1 de Fevereiro de 1908, desembarcavam em Lisboa o rei D. Carlos, a rainha D. Amélia e o príncipe D. Luis Filipe, de regresso de umas fériasem Vila Viçosa. Semo saber, a multidão que se juntara no Terreiro do Paço, para assistir ao cortejo real, estava prestes a presenciar um momento dramático. De joelhos, munido de carabina, um homem disparou contra a carruagem real. Vindo não se sabe de onde, um outro conspirador aproximou-se da carruagem e desferiu vários tiros de pistola contra o rei, a rainha e os príncipes. Começava assim um dos mais determinantes períodos da história de Portugal. O virar de uma página, que representou o início do fim de quase de setecentos e setenta anos de monarquia e que, pouco mais de dois anos depois, culminaria na Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal

 



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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
"Hanna", "Larry Crowne", "Abutres" e "Carros 2"

Estreiam, hoje, os filmes: "Hanna" de Joe Wright com Saoirse RonanEric Bana e Cate Blanchett; "Larry Crowne" de  Tom Hanks com Tom HanksJulia Roberts e Bryan Cranston; "Abutres" de  Pablo Trapero com Ricardo Darín, Martina Gusman e Carlos Weber; "Carros 2" de John Lasseter e Brad Lewis com as vozes de Owen WilsonMichael Caine e Emily Mortimer.

 

"Hanna"

Sinopse:

Hanna (Saoirse Ronan), de 16 anos, cresceu com o pai, Erik Heller (Eric Bana), no alheamento de uma floresta finlandesa. Antigo espião da CIA, Heller treina-a desde os dois anos para ser uma assassina de elite. Quando conscientemente se deixa capturar, é levada para a agência onde, percebendo o perigo que corre - e usando as suas capacidades extraordinárias -, executa uma agente e foge. No seu encalço segue a implacável Marissa Wiegler (Cate Blanchett), cujo único objectivo é capturá-la e eliminar o seu pai. A trama adensa-se quando a rapariga percebe que a sua força e resistência excepcionais são mais do que treino intensivo e que o que está em causa pode ser algo muito mais complexo do que ela alguma vez poderia suspeitar... Último filme de Joe Wright ("Orgulho e Preconceito", "Expiação", "O Solista"), baseado na história original de Seth Lochhead, que assina o argumento em parceria com o inglês David Farr. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Larry Crowne"

Sinopse:

Injustamente despedido do cargo que ocupou durante mais de 20 anos e convencido de que isso se deveu a não ter mais estudos, Larry Crowne (Tom Hanks) decide fazer uma mudança na sua vida, recomeçar e matricular-se na universidade. A decisão torna-se ainda mais relevante quando se apaixona perdidamente por Mercedes Tainot (Julia Roberts), a sua professora de oratória. Atraente, cínica e decepcionada com a sua vida pessoal, Mercedes não poderia imaginar como este encontro iria transformar a sua existência, pois Larry, com toda a simplicidade que lhe é característica, ensinar-lhe-á que nunca é tarde demais para ser feliz. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Abutres"

 

Sinopse:

Os acidentes de viação são a primeira causa de morte na Argentina, matando 22 pessoas por dia, 8 mil por ano e 100 mil apenas na última década. Estas perdas sustentam um negócio de milhões em que se envolvem companhias de seguros, polícias corruptos e um mercado negro de tráfico de órgãos. Sosa (Ricardo Darín) é o chamado "carancho", um advogado que fez carreira na área de acidentes e que vive à custa da fragilidade da vida humana. Lujam (Martina Gusman) é uma médica recém-chegada a Buenos Aires que tenta salvar vidas de todas as formas que lhe são possíveis. Uma noite, os dois conhecem-se e, entre um homem e uma mulher com interesses e moral opostos, nasce uma história de amor. Porém, o passado turbulento de Sosa não vai facilitar a ligação entre os dois... Realizado por Pablo Trapero ("Mundo Grúa", "Familia Rodante"), apesar de não ter ficado entre os cinco nomeados, foi a escolha da Argentina para o Óscar de melhor filme estrangeiro. [cinecartaz.publico.pt]

 

"Carros 2"

 

Sinopse:

Nesta nova e trepidante aventura, Faísca McQueen (Owen Wilson, na versão original), o carro de corrida famoso pela sua coragem, e o seu simpático amigo Mate (Larry the Cable Guy) viajam até ao Japão onde Faísca vai competir num campeonato mundial que pretende distinguir o carro mais rápido do planeta. Mas o caminho para o campeonato complica-se quando Mater, ao salvar a vida do agente especial Finn McMissile (Michael Caine), se vê envolvido num esquema de espionagem internacional que os levará pelas estradas de Itália, França, Alemanha e Inglaterra. Dos mesmos criadores de "The Incredibles - Os Super-Heróis", "À Procura de Nemo" e "Carros", chega uma nova aventura, desta vez misturando a adrenalina da velocidade ao intrincado submundo da espionagem internacional. [cinecartaz.publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 14:54
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Pedro Carneiro vence Prémio Gulbenkian da Arte

 

 “Um instrumentista de génio” foi como o júri do Prémio Gulbenkian da Arte definiu Pedro Carneiro, justificando a sua escolha. O compositor e percussionista venceu o Prémio Gulbenkian de Arte, no valor de 50 mil euros.

O júri, composto por João Marques Pinto, José Gil, Raquel Henriques da Silva, Salwa Castelo-Branco e Jorge Silva Melo, distinguiu a excepcional carreira de Pedro Carneiro, “reconhecido mundialmente como um dos mais importantes percussionistas da actualidade, sublinhando a originalidade de ter escolhido um instrumento pouco comum, a marimba.”
"Não estava nada à espera. É uma enorme honra ser distinguido por uma fundação que se tem dedicado por excelência à cultura", disse ao PÚBLICO Pedro Carneiro, acrescentando que este prémio é uma "motivação extra" para continuar o trabalho que tem desenvolvido até aqui.
"É o reconhecimento do meu trabalho mas também é uma distinção ao sistema de ensino na música e que tem formado músicos exemplares. Esta nova geração de músicos é uma das melhores de sempre. Espero que este prémio também seja um exemplo para todos."
Reconhecido na área, Pedro Carneiro é também chefe de orquestra, sendo convidado regularmente para tocar com algumas das mais prestigiadas orquestras e instrumentistas mundiais e para interpretar peças de compositores como Steve Reich, Sofia Gubaidulina e Peter Lieberson.
Ao longo da sua carreira, tocou, em estreia absoluta, mais de uma centena de obras e a conta na sua discografia com trabalhos a solo, música de câmara e concertos. 
Em 2004, Pedro Carneiro recebeu um “Choc de la Musique”, com a monografia de Iannis Xenakis, considerada uma obra de referência pela crítica especializada.
Pedro Carneiro é co-fundador, director artístico e maestro titular da Orquestra de Câmara Portuguesa e ainda coordenador do programa de mestrados em percussão na Escola Superior de Música de Lisboa. 
"A música é a minha vida. Não sinto que trabalho em áreas diferentes. Seja como compositor, percussionista ou maestro sou sempre eu, músico", acrescentou Carneiro.
O compositor sucede assim a Pedro Costa, Vera Mantero e Cristina Reis, distinguida no ano passado.
Os Prémios Gulbenkian foram instituídos por ocasião do 50º aniversário da Fundação correspondendo às quatro áreas estatuárias estabelecidas no seu testamento, que são as esferas de actuação da Fundação – Arte, Beneficência, Ciência e Educação. 
O compositor foi o primeiro nome a ser anunciado na série de Prémios Gulbenkian que além da arte, premeiam ainda nomes da edução, da ciência, da beneficência e do internacional, este último destinado a distinguir acções na área do diálogo intercultural, interétnico ou inter-religioso. [publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 14:47
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
Na mesa dos poetas

Antonio Cipriano José María y Francisco de Santa Ana Machado y Ruiz

conhecido como Antonio Machado

(July 26, 1875 – February 22, 1939)

 

Cantares


Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.

 

Nunca persequí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.

 

Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse…
Nunca perseguí la gloria.

 

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

 

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

 

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar…

 

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

 

Golpe a golpe, verso a verso…

 

Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

 

Golpe a golpe, verso a verso…

 

Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
“Caminante no hay camino,
se hace camino al andar…”

 

Golpe a golpe, verso a verso.

 

Antonio Machado

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 

 




publicado por bibliotecadafeira às 15:46
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Cy Twombly: 1928 - 2011

O pintor norte-americano Cy Twombly, um dos mais singulares continuadores do expressionismo abstracto, morreu em Roma, aos 83 anos.

Muito influenciado, tal como outros artistas da sua geração, pelos grandes nomes do expressionismo abstracto, como Jackson Pollock, Arshille Gorky ou Willem de Kooning, Twombly, que vivia em Itália desde os anos 50, foi-se contudo distanciando daquele movimento, tal como fizeram os seus amigos Robert Rauschenbeg e Jasper Johns, criadores da pop art.
Embora acolhesse nas suas obras muitos elementos da cultura popular, Twombly seguiu outros caminhos e é um pintor mais difícil de catalogar. Atraído pela cultura e literatura europeias, desde o classicismo grego e latino até ao modernismo, a sua obra está cheia de alusões literárias e referências mitológicas, de Vírgílio a Mallarmé ou Rilke.
Numa entrevista a Nicholas Serrota, director da Tate Modern – que exibiu uma grande retrospectiva de Twombly em 2008 –, o pintor afirma que “se pudesse escolher, gostaria de ter sido [Nicolas] Poussin”. Esta sua assumida afinidade com o pintor francês do século XVII serviu mesmo de pretexto a uma exposição inaugurada há dias na galeria Dulwich, em Londres, que associa obras de Poussin e Twombly, mostrando os laços que unem dois artistas separados por mais de três séculos. [publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 12:57
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