"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]
Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Músico da semana: António Zambujo

António Zambujo, nascido em Beja, em 1975, começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros. Estava habituado a cantar em família e entre amigos, e aos 16 anos chegou mesmo a ganhar um concurso de fado.
Com o curso de clarinete na bagagem, ruma a Lisboa, onde Mário Pacheco, intérprete e compositor de guitarra portuguesa lhe abre a porta do conhecido Clube do Fado, no bairro de Alfama, onde passou a tocar. [ler mais]

 

 

Novo disco de António Zambujo: O Quinto


São, ao todo, 15 temas, com letras de, entre outros, Maria do Rosário Pedreira, João Monge, Nuno Júdice e Pedro da Silva Martins, e produção de Ricardo Cruz (também no 'baixo português'). Com uma forte projeção internacional desde o seu terceiro álbum, Outro Sentido, António Zambujo estará em digressão pela Europa a partir do próximo dia 12 até ao final de maio, com, por enquanto, apenas um concerto de apresentação em Portugal (a 24 de abril, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa).

 

JL: Percebe-se uma maior consistência neste disco,  que encontraste, finalmente, o teu caminho. Sentes essa maturidade?
António Zambujo: Tem acontecido tudo de uma forma gradual e, talvez por isso, não sinta tanto como quem escuta. As referências são as mesmas desde o meu segundo álbum, Por meu cante, e creio que ganharam mais consistência a partir do terceiro. Neste e no anterior, o Guia, talvez se destaque mais a influência da música brasileira... Mas penso que a grande diferença deste Quinto tem a ver com o processo de gravação. Quisemos trazer um pouco do 'ao vivo' para o disco. Gravámos a maior parte dos temas no auditório do Centro de Artes de Sines, como se estivéssemos a dar um concerto. E, mesmo sem público, a sensação é outra: estamos os cinco em palco, a tocar ao mesmo tempo, e como existe uma grande cumplicidade entre nós, não só foi muito divertido como o resultado final ficou mais interessante.

 

Então o nome Quinto não é uma forma de assinalar o teu percurso, de chamar a atenção dos mais distraídos: 'Já vou no meu quinto álbum!'...
Ou a um quinto da minha carreira [risos] Não, não tem essa carga. Surgiu, em primeiro lugar, de uma enorme falta de criatividade na altura de escolher o título. Depois por uma série de coincidências: neste quinto disco, tocamos em quinteto e, também, muitos dos autores que trabalham comigo enviaram-me quintilhas, o que é curioso porque essa estrutura poética não é muito utilizada. Além disso, sempre tive uma ligação ao número '5', por exemplo, esse foi muitas vezes o meu número na escola.

 

Apesar de interpretares letras de vários autores, naturalmente diferentes entre si, consegues apropriar-te delas a ponto de as sentirmos como tuas. Isso passa também por uma cumplicidade com os autores? 
Sem dúvida, tem muito a ver com essa ligação. Como gosto muito do que escrevem, a interpretação e a composição tornam-se mais fáceis. Quando leio um poema, sinto que ele já tem uma música própria, que só preciso descobrir a nota de cada palavra, para a valorizar. E é o que acontece com estes autores.

 

Já aconteceu enviarem-te um poema que não 'canta'?
Várias vezes. Este disco tem 15 temas e tive que escolher de entre mais de 45 poemas de diversos autores, incluindo nomes consagrados em Portugal e no Brasil. Há poemas que cantam mais alto do que outros e temos que optar. O mesmo acontece com os arranjos, ficaram músicas minhas de fora porque gostava mais das de outras pessoas. Há total isenção no momento da decisão final, é a qualidade que se impõe.
  
Já tinhas trabalhado com todos os letristas deste disco, à exceção do Pedro da Silva Martins, dos Deolinda. Como surgiu esse 'encontro'?
Conhecemo-nos num concerto da Ana Moura e descobrimos que éramos fã um do outro. O Pedro até já tinha uma pasta com o meu nome no computador. E foi assim que surgiram estas duas músicas dele: Algo Estranho Acontece e Queria Conhecer-te um Dia.

 

O Caetano Veloso considerou-te o João Gilberto de Portugal. O que pensas disso?
Acho que ele se enganou, queria dizer que o João Gilberto era o António Zambujo do Brasil [risos] Claro que me deixou muito feliz, primeiro, ter o Caetano a escrever um texto a meu respeito e, depois, comparar-me ao João Gilberto. São dois músicos que fazem parte da minha formação, e talvez os mais importantes, a par do Chet Baker e do Tom Waits. Mas se tivesse que escolher as minhas três maiores influências musicais, o Caetano e o João Gilberto estariam lá sempre. A terceira poderia variar. Por isso, a comparação que ele estabelece é, ao mesmo tempo, natural. É como aquela história: "Narciso só acha feio o que não é espelho" [cita Sampa, de Caetano]

 

Do ponto de vista musical, no que se traduz essa semelhança?
O João Gilberto 'despiu' o samba e criou um ritmo novo, só com a viola. Deixava muito espaço na música, deixava-a respirar, e cantava de uma maneira aparentemente simples mas, na verdade, muito complexa, dando total liberdade criativa para improvisar quando lhe apetecesse ou quando o poema lhe pedia para fazê-lo. E eu faço um pouco isso. Não sei se estou a ser imodesto, mas reconheço-me nesses aspetos. [Jornal de Letras: visao.sapo.pt]

 

 

NOTA: Brevemente, estará disponível, na biblioteca municipal, o CD de António Zambujo “Quinto”.



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Sábado, 28 de Abril de 2012
"A rapariga da máquina de filmar" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 29 de Abril, pelas 21h45, o filme "A rapariga da máquina de filmar" de André Vieira.

 



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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Autor da semana: Hélia Correia

Hélia Correia é uma escritora portuguesa, nascida em fevereiro de 1949, licenciada em Filologia Românica e professora de Português do ensino secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético. [ler mais]

 

 

 

Poema de Hélia Correia:

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 

NOTA: Brevemente, estará disponível, na biblioteca municipal, o livro de Hélia Correia "A terceira miséria".



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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Estreias - cinema

Estreiam, hoje, os filmes: “Os Vingadores” de Joss Whedon com Robert Downey Jr., Chris Evans e Mark Ruffalo; “Este é o meu lugar” de Paolo Sorrentino com Sean Penn, Frances McDormand e Judd Hirsch; “Os piratas!” de Peter Lord e Jeff Newitt com as vozes de Hugh Grant, Brendan Gleeson, Salma Hayek e Jeremy Piven.

 

“Os Vingadores”

 

Sinopse:

Quando uma força hostil aparece e ameaça a segurança ao mais alto nível, Nick Fury, director da agência antiterrorismo S.H.I.E.L.D (Strategic Homeland Intervention, Enforcement and Logistics Division),vê-se forçado a recorrer à mais improvável equipa de super-heróis: Thor, Homem de Ferro, Capitão América, Viúva Negra, Hulk e Hawkeye. Porém, para que seja possível salvar o universo, eles terão de superar-se enquanto indivíduos e tornar-se aptos a conjugar os seus poderes extraordinários, formando a mais poderosa equipa de todos os tempos.
Produzido pelos Marvel Estudios e distribuído pela Disney Pictures, o filme cruza não apenas várias personagens Marvel mas também os seus filmes. Com realização e argumento de Joss Whedon, conta ainda com a participação de um impressionante leque de actores: Samuel L. Jackson, Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Gwyneth Paltrow, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Stellan Skarsgård, entre outros. [cinema.ptgate.pt]

 

“Este é o meu lugar”

 

Sinopse:

Cheyenne, americano judeu na casa dos 50, é uma ex-estrela do rock com uma vida enfadonha em Dublin, Irlanda. Até saber que o pai, de quem não tem notícias há mais de 30 anos, está à beira da morte. O homem apressa-se a regressar a Nova Iorque, mas chega demasiado tarde. É então que, através de diários antigos, descobre a grande obsessão paterna: a incessante busca de Aloise Muller, o seu carcereiro em Auschwitz durante os anos de extermínio e perseguição aos judeus, que se terá refugiado nos EUA depois da guerra. Numa tentativa de se conciliar com o passado, Cheyenne decide prosseguir as buscas do progenitor e terminar o seu plano inacabado. Parte assim numa longa viagem pelo interior dos EUA, durante a qual encontrará novamente as forças para recomeçar a viver e conseguirá, por fim, reconciliar-se consigo mesmo.
Uma comédia dramática realizada pelo italiano Paolo Sorrentino ("As Consequências do Amor", "Il Divo"), com Sean Penn, Frances McDormand e Judd Hirsch nos principais papéis.
"Este é o Meu Lugar", título inspirado no tema "This must be the place" dos nova-iorquinos Talking Heads, foi um dos filmes concorrentes à Palma de Ouro em Cannes, vencendo o Prémio do Júri Ecuménico. [cinema.ptgate.pt]

 

“Os piratas!”

 

Sinopse:

São piratas, mas o seu capitão (voz de Hugh Grant) não é o terror dos mares nem a sua tripulação, apesar de esforçada, prima pela crueldade ou ferocidade. O seu prestígio perante os pares não podia ser mais lastimável e parece que lhes resta apenas uma maneira de reverter a situação: ganhar, a pulso firme, o Grande Prémio do Pirata do Ano. Contudo, para além de um plano perfeito que convença o júri, eles terão de derrotar os seus piores rivais: os terríveis Black Bellamy (Jeremy Piven) e Liz Lâmina (Salma Hayek). Assim, o grupo aventura-se a desafiar a Rainha Vitória, conhecida por ser a maior perseguidora de piratas de todos os tempos. Mas, para que o seu plano "siga a bom porto", eles terão também de alterar toda a dinâmica de grupo e transformarem-se em piratas verdadeiramente corajosos... e terríficos.
Com história e argumento de Gideon Defoe e realização de Peter Lord ("A Fuga das Galinhas") e Jeff Newitt, um filme de animação dos estúdios Sony Pictures Animation com a assinatura Aardman. [cinema.ptgate.pt]



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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Na mesa dos poetas: As portas que abril abriu

 

AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU

 

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.

 

Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

 

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

 

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

 

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

 

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.

 

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

 

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

 

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

 

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

 

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

 

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.

 

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

 

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

 

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

 

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.

 

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
- pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

 

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
- é força revolucionária!

 

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

 

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

 

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.

 

E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

 

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

 

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

 

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

 

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.

 

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

 

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

 

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

 

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

 

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

 

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

 

Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

 

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

 

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

 

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

 

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

 

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

 

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

 

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

 

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

 

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

 

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

 

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

 

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

 

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

 

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
- cumpriu-se a revolução.

 

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.

Com generais desta apanha
já não há revoluções.

 

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

 

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

 

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

 

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.

 

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

 

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

 

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

 

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
- Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

 

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

 

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

 

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

 

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.


 Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.

 

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

 

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.


Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

 

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

 

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!


 De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.


 Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

 

Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

 

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

José Carlos Ary dos Santos



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Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Livros miniatura, na biblioteca municipal, até 30 de Abril



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Sugestão de leituras

 

Título: As Cozinheiras de livros

Autora e ilustradora: Margarida Botelho

Editora: Presença

Sinopse:

Escrito e ilustrado por Margarida Botelho, chega-nos um fabuloso livro com uma história original e divertida. Algo de muito estranho se estava passar com os livros e a cidade estavaem alvoroço. Seriaa crise? Ninguém sabia a resposta, mas a verdade é que não havia livros novos… As pessoas já não sabiam o que mais podiam fazer na esperança de novas aventuras, até já tinham lido todos os nossos livros de trás para a frente, de baixo para cima e até de pernas para o ar… Mas nada resultava. O que teria acontecido à fábrica dos livros? Uma aventura fantástica que nos leva a uma viagem de sonho em que os livros têm um papel fundamental na vida das pessoas.

Obra vencedora, na modalidade de livro infantil, do Prémio Literário Maria Rosa Colaço, 2008.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 15:31
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Músico da semana: Florence and The Machine

 

Florence and the Machine ou Florence + the Machine é o nome artístico da cantora inglesa Florence Welch em colaboração com outros músicos. O som da banda tem sido descrito como uma combinação de vários gêneros, incluindo indie, folk e soul. The Machine (A Máquina) é o nome atribuído à banda de apoio de Florence, composta essencialmente de músicos instrumentistas, que variam dependendo das necessidades sonoras das performances realizadas. No entanto esse apelido surgiu de sua relação de amizade com Isabella "Machine" Summers. [ler mais]

 

Os Florence + The Machine regressam a Portugal no próximo ano. A banda de Florence Welsh atua no dia 14 de julho, no Passeio Marítimo de Algés.
O projecto vem apresentar o novo álbum, "Ceremonials" (capa na imagem), editado no passado mês de Outubro, e do qual já conhecemos as faixas ‘What The Water Gave Me’ e ‘Shake It Out’. O sucessor de “Lungs” foi produzido por Paul Epworth e as gravações decorreram durante cinco semanas, no famoso Studio 3 na Abbey Road, no qual os Beatles gravaram “Revolver” e os Pink Floyd “Dark Side Of The Moon”.
“Lungs” foi o aclamado álbum de estreia de Florence+The Machine. O registo deu a conhecer temas como ‘Kiss With A Fist’, ‘Dog Days Are Over’, ‘Rabbit Heart (Raise It Up), ‘Drumming Song’, ‘Cosmic Love’ e ‘You've Got The Love’.
Esta será a terceira atuação de Florence + The Machine em Portugal. As primeiras foram na Aula Magna e no Optimus Alive'10. A atuação do próximo ano será no palco principal do mesmo festival, que decorre a 13, 14 e 15 de julho de 2012. [mtv.pt]

 

 

 

Mulheres dominam nomeações nos Ivor Novello Awards

 

A lista de nomeados para os Ivor Novello Awards 2012 é dominada por artistas femininas. Pela primeira vez, a categoria de Melhor Álbum será disputada apenas por mulheres: Adele, PJ Harvey e Kate Bush.

Para o prémio de Melhor Canção, o único artista masculino a intrometer-se entre Adele e Florence & the Machine é Ed Sheeran com «The A Team». […]

Os Ivor Novello Awards são entregues a 17 de maio numa cerimónia a realizar em Londres.

Nomeados para Melhor Canção (musicalmente e liricamente)
- «Rolling In The Deep», Adele
- «Shake It Out», Florence & the Machine
- «The A Team», Ed Sheeran. [tvi24.iol.pt]

 

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publicado por bibliotecadafeira às 18:32
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Sábado, 21 de Abril de 2012
"Os descendentes" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 22 de Abril, pelas 21h45, o filme "Os descendentes" de Alexander Payne.

 



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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
Autor da semana: George R. R. Martin

 

George R. R. Martin trabalhou dez anos em Hollywood como argumentista e produtor de diversas séries e filmes de grande sucesso. Autor de várias coletâneas de contos e noveletas, foi em meados de anos 90 que começou a sua obra mais famosa, As Crónicas de Gelo e Fogo. É a saga de fantasia mais vendida da atualidade e uma adaptação televisiva de grande sucesso foi realizada pela HBO. Um autor multifacetado, a sua obra estende-se a diversos géneros como o horror, a fantasia, a ficção científica, e a prova disso são os títulos Dying of the Light, Windhaven (com Lisa Tuttle), The Armageddon Rag e Sonho Febril. [saidadeemergencia.com]

 

 

 

George R.R. Martin na primeira pessoa: um céptico com fome de encontrar Deus

 

Escreve histórias do Fantástico, mas diz-se um homem da ciência. Na política define-se como liberal democrata, já foi activista, actualmente pensa que pode intervir mais através da escrita. George R.R. Martin, autor da saga «As Crónicas de Gelo e Fogo», confessa-se um «céptico» mas com «fome de encontrar Deus». (Aviso: este texto pode «estragar» a surpresa para quem ainda não leu os livros da saga)

O autor está em Lisboa e conta como «corre» atrás daquela história que um certo dia o invadiu, cheia de magia, intrigas, lutas, alianças, jogos de sedução e luxúria. Sabe como acaba, mas isso não conta.
Em vésperas de o Syfy lançar a segunda temporada de «A Guerra dos Tronos» (o primeiro livro da saga), da HBO, a 23 de abril, George R.R. Martin conta que entre todos os livros que já escreveu – entre ficção científica, fantástico, terror – esta saga é o seu «bebé».
«Não sei de onde a ideia veio, mas veio tão vívida e forte que pus o outro livro de lado e tive que a escrever. Aquele primeiro capítulo levou só três dias, mas quando acabei já sabia como seria o próximo e acabei por escrever no verão de 1991». Quando voltou à história, em 1994, parecia que em vez de dois anos tinham passado dois dias. «É preciso apanhar o momento. O que importa é que a história vem».
Alguns personagens têm que ser eliminados, uma vez que com cada livro surgem novos. É um desafio para o argumentista e para a HBO, manter tudo sob controlo, pois requer mais actores, salários, afirma.
E apesar de tantas personagens e de tantas estórias dentro da história, entrelaçando-se umas nas outras, garante que não se perde no meio, mas algumas vezes tem de voltar atrás e reler coisas, para fazerem sentido e serem coerentes. «Às vezes corrijo algumas inconsistências, mas estes personagens são tão reais para mim...vivo com eles. Às vezes digo que deve haver alguma coisa errada com o meu cérebro, porque a maior parte das pessoas ocupa o seu com pessoas reais, enquanto eu, na vida real, conheço pessoas hoje e esqueço-as amanhã». «Mas mesmo as personagens secundárias em Westeros, vejo-as na minha cabeça, como se vestem, como falam, a sua aparência..» . «Fico sempre ligado a elas, mesmo às que são cheias de defeitos como Theon Greyjoy ou Victarion Greyjoy, podem ser personagens perversas, mas quando se escreve sobre elas e se vive com elas percebe-se o que lhes vai na cabeça e porque são como são, quais são os seus demónios pessoais, chega-se a sentir compaixão», conta.
«Gosto de todos os personagens, como todos os pais gostam de todos os filhos, embora haja sempre um favorito...só não o confessam. O meu favorito é Tyrion - o anão filho do homem mais rico de Sete Reinos, Tywin Lannister, e interpretado na série por Charles Dance –, gosto da sua inteligência».
«Gosto de todos, mas não quer dizer que não os mate, a história é quem manda e eu sigo a história onde ela me quer levar», assegura, acrescentando que a criação de personagens fortes, complexas e ligadas à realidade é central em todo o processo, não importa qual seja o género literário. «A fantasia peca muitas vezes por ter personagens fracas, muito «a preto e branco», ou heróis ou vilões, bons ou maus, a maior parte dos seres humanos não é assim». «Todos nós somos capazes do bem e do mal, de actos de heroísmo e de cobardia, dependendo das condições daquele preciso momento», afirma.
«É isso que adoro e acho fascinante na raça humana, a complexidade, as várias camadas dentro de cada ser e a maneira como se entrelaçam. Isso é o que tento dar às minhas personagens», explica.
A cena mais difícil de escrever foi sem dúvida o Casamento Vermelho. «Foi muito doloroso, mas a dor é parte do processo». Ficou muito afectado, porque teve que matar personagens que lhe eram muito caros, muito reais, que o acompanharam durante muito tempo, Catelyn Stark (interpretada por Michelle Fairley) e o seu filho Robb Stark (interpretado por Richard Madden).
Escritor do Fantástico, confessa-se, no entanto, um céptico. Católico de educação, afastou-se pouco a pouco e deixou de ir à missa quando entrou para a faculdade. «E não sou uma pessoa mística, sou uma pessoa de ficção científica, preciso de provas, não me falem de deuses sem me poderem provar que na realidade existem», afirma, admitindo que, no entanto, ao mesmo tempo tem «uma fome, adorava encontrar provas da existência de Deus, da vida após a morte». «Eu escrevo sobre isso e sobre o efeito das religiões nas pessoas, mas escrevo com base no meu conhecimento histórico das coisas», diz. «É uma questão fascinante, mas sou um céptico».
Já em relação à política mostra-se muito interessado e confessa que segue o tema de perto. Foi objector de consciência e anti-guerra do Vietname, era muito pró hippie, define-se como um democrata liberal, mais liberal que democrata, mas considera que pode intervir mais através da escrita. Às vezes recebe mensagens zangadas dos fãs republicanos/conservadores, e lamenta que os republicanos tenham «sido tomados pela direita». «A extrema direita na América é assustadora, é algo a que me oponho, não acredita no aquecimento global, não acredita na ciência, há um forte grau de negação».
Modesto, George R.R. Martin sentiu-se muito honrado com a designação que a revista Time lhe atribuiu de «uma das pessoas mais influentes do mundo», mas considera que na lista havia pessoas que na realidade influenciam muito mais a sociedade que ele próprio.

O autor mostra-se muito satisfeito coma forma como o livro foi transportado para o pequeno écran. São 10 horas para 10 episódios. «Há muitas limitações em televisão, mas tendo em conta essas limitacões, a HBO foi muito fiel ao livro», disse. «Não se limitaram a retirar elementos da história e a fazer outra, como muitas vezes acontece». «Acho que os meus fãs também estão contentes, à excepção de alguns puristas». [diariodigital.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012
Mauro Pinto é o vencedor do BesPhoto 2012

O vencedor do Prémio BES Photo é o moçambicano Mauro Pinto, segundo escolha do júri entre os quatro finalistas que estiveram presentes na sessão desta terça-feira no Museu Coleção Berardo.
«Ainda não digeri esta vitória. Não estava à espera. Quero desfrutar do valor do prémio, não só monetário, mas a nível global, pela importância que tem», confessou o artista, citado pela LUSA.
Mauro Pinto, nascido em 1974 em Maputo, recebeu pela primeira vez este prémio, o mais importante na área da fotografia e que contempla o vencedor com o valor de 40 mil euros.
O moçambicano concorreu com 12 fotografias captadas no bairro da Mafalda, em Maputo, entre as quais retratam interiores de casas, paisagens, pessoas e ruas do local onde nasceu o futebolista Eusébio.
Nesta 8ª edição do Prémio BES Photo, os outros finalistas eram Duarte Amaral Netto, de Portugal, Rosangela Rennó e o Coletivo Cia de Foto, ambos do Brasil.
Esta é uma iniciativa do Banco Espírito Santo e o prémio é organizado em parceria com o Museu Coleção Berardo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Pela primeira vez, o vencedor não é um artista português, sendo que no ano passado o galardão foi alargado a artistas de nacionalidade brasileira e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, os PALOP. [tvi24.iol.pt]

 



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Estreias - cinema

Estreiam, hoje, os filmes: “Assim Assim” de Sérgio Graciano com Ivo Canelas, Nuno Lopes, Rita Blanco; “O Exótico Hotel Marigold” de John Madden com Bill Nighy, Maggie Smith, Judi Dench; “Capitães da Areia” de Cecília Amado e Guy Gonçalves com Jean Luis Amorim, Ana Graciela e Roberio Lima; “Terraferma” de Emanuele Crialese com Filippo Pucillo, Donatella Finocchiaro e Beppe Fiorello; “Batalha Naval” de Peter Berg com Taylor Kitsch, Liam Neeson e Alexander Skarsgård.

 

“Assim Assim”

 

Sinopse:

Em 2010, Sérgio Graciano vencia a primeira edição do Shortcutz Lisboa, com a curta-metragem "Assim Assim". Esta curta premiada foi então transposta para longa num filme que, ao seguir cinco pessoas que se cruzam numa esplanada em Lisboa, parte do pressuposto de que "as relações são complicadas porque as pessoas pensam demasiado" e porque "no fundo, já ninguém acredita no amor". Desta maneira são revistos os seus amores, desejos e decepções nas relações com todos os outros ou consigo mesmos. [cinecartaz.publico.pt]

 

“O Exótico Hotel Marigold”

 

Sinopse:

Já reformados, sete ingleses (Bill Nighy, Maggie Smith, Judi Dench, Tom Wilkinson, Penelope Wilton, Celia Imrie e Ronald Pickup) são aliciados a viver o resto dos seus dias num sumptuoso hotel na Índia. Uma vida luxuosa a um preço acessível, segundo a agência que lhes vende o pacote. Porém, lá chegados, descobrem que o antigo palácio, agora transformado Hotel Marigol, já não tem o esplendor do passado. Desiludidos e sentindo-se enganados, os sete revelam algumas dificuldades em adaptar-se a uma cultura totalmente diferente da sua. Porém, será ali mesmo, com a preciosa ajuda do jovem indiano Sonny (Dev Patel), que cada um descobrirá que não existe idade limite para redescobrir a alegria de viver.
Uma comédia romântica realizada por John Madden ("A Paixão de Shakespeare", "O Capitão Corelli"), que tem como base o best-seller da escritora e argumentista inglesa Deborah Moggach. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Capitães da Areia”

 

Sinopse:

Década de 30 em São Salvadorda Bahia, Brasil. Os Capitães de Areia são um grupo de meninos abandonados e marginalizados que, ao tentar sobreviver nas ruas à custa de pequenos crimes, aterrorizam a cidade. Pedro Bala (Jean Luís Amorim) é uma espécie de pai para os outros que descobre ser filho de um sindicalista morto durante uma greve. O Professor (Robério Lima) adora ler e possui um enorme talento como desenhista. Gato (Paulo Abade) é o sedutor nato que acaba por conquistar a prostituta Dalva (Ana Cecília). Sem- Pernas (Israel Gouvêa) é um menino coxo que odeia a polícia e Dora (Ana Graciela), a única capitã de Areia alguma vez aceite no grupo, é a menina doce que se tornou na "irmã" dos mais velhos e na "mãe" dos mais pequenos. E será por ela que tanto Pedro Bala como o Professor se apaixonam.
Primeira longa-metragem de Cecília Amado e de Guy Gonçalves, "Capitães de Areia" baseia-se na obra homónima de Jorge Amado, avô de Cecília. O livro foi, na altura da sua publicação em 1937, perseguido pelo Governo brasileiro que o acusava de se tratar de propaganda comunista: 808 exemplares foram queimados em praça pública. A banda sonora original do filme pertence ao conhecido cantor baiano Carlinhos Brown. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Terraferma”

 

Sinopse:

Filippo (Filippo Pucillo) tem 20 anos e nunca saiu de Lampedusa, a pequena ilha onde nasceu. O pai desapareceu dois anos antes, deixando viúva sua mãe Giulietta (Donatella Finocchiaro). O avô ensinou-o a respeitar o mar de forma a sobreviver através da pesca e a viver apenas daquilo que a Natureza lhe podia dar. Giulietta, porém, quer que o filho tenha uma vida diferente e seja poupado ao destino daquela gente. Por isso, com o subsídio estatal para abater barcos velhos, almeja reconstruir a sua vida no continente, em terra firme. Mas Filippo não quer destruir o barco do pai e tenta convencê-la a usá-lo para passear turistas durante a época balnear. Certo dia, durante uma expedição de pesca, Filippo e o avô deparam-se com um barco de um grupo de imigrantes africanos. Entre estes encontra-se Sara (Timnit T.), uma mulher em fim de gravidez com um filho pequeno, que levam para casa, aos cuidados de Giulietta. E é assim que, sem o saberem, os três se tornam cúmplices de um novo crime: "ajudar e instigar a imigração ilegal".
Realizado por Emanuele Crialese ("Respiro", "A Porta da Fortuna") e rodado na ilha siciliana onde tinha sido filmado "Respiro" em 2002, um filme sobre a difícil vida dos pescadores pobres e dos imigrantes ilegais que todos os dias se esforçam por chegar à Europa. O argumento tem por base a verdadeira história de Timnit T., que protagoniza Sara.

[cinecartaz.publico.pt]

 

“Batalha Naval”

 

Sinopse:

Uma frota internacional em exercício naval no Pacífico é surpreendida com a súbita visão de uma nave extraterrestre que emerge do oceano. Os alienígenas depressa revelam um objectivo específico, decididos a destruir tudo o que se lhe atravesse pelo caminho. Quem são aqueles estranhos seres? Quais as suas intenções? Há quanto tempo estarão escondidos nas profundezas do oceano? A bordo do vaso de guerra norte-americano "USS John Paul Jones", o jovem oficial Alex Hopper e o almirante Shane terão de pôr de parte as suas quezílias pessoais e, com o apoio de toda a frota, encontrar uma forma de destruir o inimigo antes que nada mais possa ser feito.
Realizado por Peter Berg ("O Reino", "Hancock"), é baseado no clássico jogo de batalha naval da Hasbro. Entre o elenco, Liam Neeson, Taylor Kitsch, Alexander Skarsgård e Rihanna. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012
Na mesa dos poetas

 

Não, não, não subscrevo...


Não, não, não subscrevo, não assino
que a pouco e pouco tudo volte ao de antes,
como se golpes, contra-golpes, intentonas
(ou inventonas - armadilhas postas
da esquerda prá direita ou desta para aquela)
não fossem mais que preparar caminho
a parlamentos e governos que
irão secretamente pôr ramos de cravos
e não de rosas fatimosas mas de cravos
na tumba do profeta em Santa Comba,
enquanto pra salvar-se a inconomia
os empresários (ai que lindo termo,
com tudo o que de teatro nele soa)
irão voltar testas de ferro do
capitalismo que se usou de Portugal
para mão-de-obra barata dentro ou fora.
Tiveram todos culpa no chegar-se a isto:
infantilmente doentes de esquerdismo
e como sempre lendo nas cartilhas
que escritas fedem doutras realidades,
incompetentes competiram em
forçar revoluções, tomar poderes e tudo
numa ânsia de cadeiras, microfones,
a terra do vizinho, a casa dos ausentes,
e em moer do povo a paciência e os olhos
num exibir-se de redondas mesas
em televisas barbas de faláeia imensa.
E todos eram povo e em nome del' falavam,
ou escreviam intragáveis prosas
em que o calão barato e as ideias caras
se misturavam sem clareza alguma
(no fim das contas estilo Estado Novo
apenas traduzido num calão de insulto
ao gosto e à inteligência dos ouvintes-povo).
Prendeu-se gente a todos os pretextos,
conforme o vento, a raiva ou a denúncia,
ou simplesmente (ó manes de outro tempo)
o abocanhar patriótico dos tachos.
Paralisou-se a vida do pais no engano
de que os trabalhadores não devem trabalhar
senão em agitar-se em demandar salários
a que tinham direito mas sem que
houvesse produção com que pagá-los.
Até que um dia, à beira de uma guerra
civil (palavra cómica pois que
do lume os militares seriam quem tirava
para os civis a castanhinha assada),
tudo sumiu num aborto caricato
em que quase sem sangue ou risco de infecção
parteiras clandestinas apararam
no balde da cozinha um feto inexistente:
traindo-se uns aos outros ninguém tinha
(ó machos da porrada e do cacete)
realmente posto o membro na barriga
da pátria em perna aberta e lá deixado
semente que pegasse (o tempo todo
haviam-se exibido eufóricos de nus,
às Áfricas e às Europas de Oeste e Leste).
A isto se chegou. Foi criminoso?
Nem sequer isso, ou mais do que isso um guião
do filme que as direitas desejavam,
em que como num jogo de xadrez a esquerda
iria dando passo a passo as peças todas.
É tarde e não adianta que se diga ainda
(como antes já se disse) que o povo resistiu
a ser iluminado, esclarecido, e feito
a enfiar contente a roupa já talhada.
Se muita gente reagiu violenta
(com as direitas assoprando as brasas)
é porque as lutas intestinas (termo
extremamente adequado ao caso)
dos esquerdismos competindo o permitiram.
Também não vale a pena que se lave
a roupa suja em público: já houve
suficiente lavar que todavia
(curioso ponto) nunca mostrou inteira
quanta camisa à Salazar ou cueca de Caetano
usada foi por tanto entusiasta,
devotamente adepto de continuar ao sol
(há conversões honestas, sim, ai quantos santos
não foram antes grandes pecadores).
E que fazer agora? Choro e lágrimas?
Meter avestruzmente a cabeça na areia?
Pactuar na supremíssima conversa
de conciliar a casa lusitana,
com todos aos beijinhos e aos abraços?
Ir ao jantar de gala em que o Caetano,
o Spínola, o Vasco, o OteIo e os outros,
hão-de tocar seus copos de champanhe?
Ir já fazendo a mala para exílios?
Ou preparar uma bagagem mínima
para voltar a ser-se clandestino usando
a técnica do mártir (tão trágica porque
permite a demissão de agir-se à luz do mundo,
e de intervir directamente em tudo)?
Mas como é clandestina tanta gente
que toda a gente sabe quem já seja?
Só há uma saída: a confissão
(honesta ou calculada) de que erraram todos,
e o esforço de mostrar ao povo (que
mais assustaram que educaram sempre)
quão tudo perde se vos perde a vós.
Revolução havia que fazer.
Conquistas há que não pode deixar-se
que se dissolvam no ar tecnocrata
do oportunismo à espreita de eleições.
Pode bem ser que a esquerda ainda as ganhe,
ou pode ser que as perca. Em qualquer caso,
que ao povo seja dito de uma vez
como nas suas mãos o seu destino está
e não no das sereias bem cantantes
(desde a mais alta antiguidade é conhecido
que essas senhoras são reaccionárias,
com profissão de atrair ao naufrágio
o navegante intrépido). Que a esquerda
nem grite, que está rouca, nem invente
as serenatas para que não tem jeito.
Mas firme avance, e reate os laços rotos
entre ela mesma e o povo (que não é
aqueles milhares de fiéis que se transportam
de camioneta de um lugar pró outro).
Democracia é isso: uma arte do diálogo
mesmo entre surdos. Socialismo à força
em que a democracia se realiza.
Há muito socialismo: a gente sabe,
e quem mais goste de uns que dos outros.
É tarde já para tratar do caso: agora
importa uma só coisa - defender
uma revolução que ainda não houve,
como as conquistas que chegou a haver
(mas ajustando-as francamente à lei
de uma equidade justa, rechaçando
o quanto de loucuras se incitaram
em nome de um poder que ninguém tinha).
E vamos ao que importa: refazer
um Portugal possível em que o povo
realmente mande sem que o só manejem,
e sem que a escravidão volte à socapa
entre a delícia de pagar uma hipoteca
da casa nunca nossa e o prazer
de ter um frigorifico e automóveis dois.
Ah, povo, povo, quanto te enganaram
sonhando os sonhos que desaprenderas!
E quanto te assustaram uns e outros,
com esses sonhos e com o medo deles!
E vós, políticos de ouro de lei ou borra,
guardai no bolso imagens de outras Franças,
ou de Germânias, Rússias, Cubas, outras Chinas,
ou de Estados Unidos que não crêem
que latinada hispânica mereça
mais que caudilhos com contas na Suíça.
Tomai nas vossas mãos o Portugal que tendes
tão dividido entre si mesmo. Adiante.
Com tacto e com fineza. E com esperança.
E com um perdão que há que pedir ao povo.
E vós, ó militares, para o quartel
(sem que, no entanto, vos deixeis purgar
ao ponto de não serdes o que deveis ser:
garantes de uma ordem democrática
em que a direita não consiga nunca
ditar uma ordem sem democracia).
E tu, canção-mensagem, vai e diz
o que disseste a quem quiser ouvir-te.
E se os puristas da poesia te acusarem
de seres discursiva e não galante
em graças de invenção e de linguagem,
manda-os àquela parte. Não é tempo
para tratar de poéticas agora.

Jorge de Sena

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 17 de Abril de 2012
Sugestão de leituras

 

Título: Se eu fosse um livro

Autor: José Jorge Letria

Ilustrador: André Letria

Editora: Pato lógico

Sinopse:

O livro dos livros!
Quem, de entre os apaixonados pelos livros, nunca sentiu que o mundo se transforma à sua volta por influencia do que está a ler?
Se eu fosse um livro fala desse objecto mágico e cativante que pode mudar uma vida.

“se eu fosse um livro, pediria a quem me encontrasse na rua para me levar para casa consigo.” É a primeira frase do livro e acompanha a ilustração que foi escolhida para capa. Mas lá dentro pode ainda ver-se um homem a caminhar e aperceber-se da presença daquele poderoso objecto sobre o banco de jardim. Será que vai levá-lo para casa? Seguem-se outras belas frases e metáforas visuais à volta dos desejos de um livro: “… havia de partilhar com os meus leitores os segredos mais antigos e secretos”, “… havia de querer ser, antes de mais nada, sempre lido e livre”, “… pedia às pessoas para não me usarem como ornamento de prateleiras”, “… havia de estar em todos os lugares onde fosse capaz de fazer alguém feliz”.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
Músico da semana: Madredeus

Os elementos fundadores do grupo Madredeus foram: Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica), Rodrigo Leão (teclados), Francisco Ribeiro (violoncelo) falecido em Setembro de 2010, Gabriel Gomes (acordeão) e Teresa Salgueiro (voz). Magalhães e Leão formaram o grupo em 1985, Ribeiro e Gomes juntaram-se a eles em 1986. Na sua busca por uma vocalista, descobriram Teresa Salgueiro numa casa nocturna de Lisboa, quando esta cantava alguns fados numa reunião informal de amigos. Teresa foi convidada para uma audição e aí surgia o grupo, o qual ainda não tinha um nome. [ler mais]

 

 

 

Madredeus iniciam digressão internacional em Londres

 

Desde que a cantora Teresa Salgueiro resolveu seguir um percurso a solo, no final de 2007, que os Madredeus e a própria Salgueiro, nunca mais conseguiram alcançar a projecção que haviam conseguido ao longo de mais de vinte anos de carreira. Agora, quando passam 25 anos sobre o início do projecto, os Madredeus parecem decididos a regressar em força.

Esta segunda-feira à noite, numa importante sala londrina, o Barbican, actuam ao vivo, iniciando uma digressão internacional que os conduzirá a vários palcos internacionais. O pretexto para esta série de actuações é o álbum Essência, mesmo agora editado, constituído pela regravação de uma série de clássicos da sua longa carreira. O grupo liderado por Pedro Ayres Magalhães nunca escondeu que o palco era o seu habitat natural e com esta nova aventura pretendem voltar demonstrá-lo com convicção.
Na génese do novo álbum está a ideia de regravar canções do grupo com novos arranjos, nomeadamente para cordas. As treze canções eleitas percorrem álbuns como “Os Dias da Madredeus” (1987), “Existir” (1990), “Espírito da Paz” (1994), “O Paraíso” (1997), “Movimento” (2001) e “Metafonia” (2008), ou seja as escolhas incidiram em algumas das canções mais marcantes da primeira década de vida da existência do colectivo como “Ao longe o mar”, “O pomar das laranjeiras” ou “A sombra”.
Para além de um novo formato – guitarra clássica, sintetizadores, violinos, violoncelo e voz – a grande novidade deste regresso é uma nova vocalista, Beatriz Nunes, que será acompanhada por Pedro Ayres Magalhães, Carlos Maria Trindade e três companheiros novos – Jorge Varrecoso, António Figueiredo e Luís Clode – que se ocuparão dos instrumentos de cordas.
O primeiro concerto da digressão aconteceu sábado, nas Caldas da Rainha, mas é amanhã, em Londres, que a digressão internacional se inicia. Turquia (29 Abril), Hungria (12 Maio), Eslovénia (27 Maio), Porto (27 Maio, Casa da Música) e Lisboa (31 Maio, C.C.B.) são algumas das datas marcadas até ao fim de Maio. Áustria, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Bélgica, França ou Holanda são outros países que, nos próximos meses, irão receber esta nova reencarnação daquele que já foi o mais internacional dos projectos musicais portugueses das últimas décadas. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 

NOTA: Brevemente, estará disponível, na biblioteca municipal, o CD ”Essência” de Madredeus.



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Sábado, 14 de Abril de 2012
"Declaração de guerra" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, no dia 15 de Abril, pelas 21.45h, o filme "Declaração de guerra" de Valérie Donzelli.

 



publicado por bibliotecadafeira às 14:39
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
Autor da semana: Mia Couto

 

Escritor e jornalista moçambicano, António Emílio Leite Couto nasceu em 1955, na Beira, filho de uma família de emigrantes portugueses chegados a Moçambique no princípio da década de 50. Fez a escola primária na Beira. Em 1971, iniciou os seus estudos de Medicina na Universidade de Lourenço Marques (actualmente, Maputo). [ler mais]

 

Novo romance de Mia Couto “A confissão da leoa”

 

Sinopse: 

Um acontecimento real – as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique – é pretexto para Mia Couto escrever um surpreendente romance. Não tanto sobre leões e caçadas, mas sobre homens e mulheres vivendo em condições extremas. Como afirma um dos personagens, «aqui não há polícia, não há governo, e mesmo Deus só há às vezes». E a Confissão da Leoa, através da versão de Mariamar, habitante da aldeia de Kulumani, e do diário de Gustavo Baleiro, o caçador contratado para matar os leões – os dois narradores desta história – vai expondo diante dos nossos olhos como a guerra, a fome, a superstição, podem transformar os homens em animais selvagens: «foi a vida que a desumanizou. Tanto a trataram como um bicho que você se pensou um animal». Sobre e contra este pano de fundo ergue-se uma extraordinária figura de mulher – Mariamar.

A Confissão da Leoa é bem um romance à altura de Terra Sonâmbula e Jesusalém, já conhecidos do leitor português.

 

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 

NOTA: Brevemente, estará disponível, na biblioteca municipal, o livro de Mia Couto "A confissão da leoa".



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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
Estreias - cinema

Estreiam, hoje, os filmes: “E Agora, Onde Vamos?” de Nadine Labaki com Claude Baz Moussawbaa, Leyla Hakim e Nadine Labaki; “Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Bela do que Eu” de Tarsem Singh com Julia Roberts, Lily Collins e Armie Hammer; “12 Horas para Viver” de Heitor Dhalia com Amanda Seyfried, Daniel Sunjata e Jennifer Carpenter; “Project X - Fora de Controlo” de Nima Nourizadeh com Thomas Mann, Oliver Cooper e Jonathan Daniel Brown; “Três” de Tom Tykwer com Sophie Rois, Sebastian Schipper e Devid Striesow; documentário “Linha Vermelha” de José Filipe Costa.

 

“E Agora, Onde Vamos?” 

 

Sinopse:

Numa aldeia remota do Líbano vive uma comunidade dividida entre a religião cristã e islâmica. O lugar, rodeado por minas terrestres, tem apenas uma velha ponte que o liga às outras comunidades da zona. À medida que a guerra se agudiza no país, as mulheres da aldeia, fartas de fazer o luto pelos seus maridos e filhos, decidem boicotar a informação que lhes chega, destruindo o rádio e televisão comunitários. Porém, até então, e apesar das divergências religiosas, os seus habitantes vivem pacificamente a sua fé. Contudo, um evento vem contrariar aquela tranquilidade e os homens começam a disputar direitos e deveres, criando uma divisão entre os dois grupos religiosos num ambiente de tensão que cresce de dia para dia. É então que as mulheres, habituadas a conduzir os seus homens de uma maneira peculiar, de forma a desviar a sua atenção daqueles conflitos que ameaçam pôr em causa as boas relações entre todos, decidem contratar um grupo de dançarinas ocidentais e drogá-los com bolinhos de haxixe enquanto escondem todas as armas da aldeia....
Segunda longa-metragem da actriz e realizadora libanesa Nadine Labaki, depois do enorme sucesso de "Caramel" em 2007, uma comédia dramática sobre as divergências de um povo marcado pelos conflitos religiosos que venceu o Prémio do Público no Festival de Cinema de Toronto e foi a escolha do Líbano na corrida à nomeação ao Óscar de melhor filme estrangeiro. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Bela do que Eu”

 

Sinopse:

Há muito, muito tempo, num reino distante, nasceu uma princesa de pele branca como a neve, cabelo negro como a noite e lábios vermelhos como o sangue, a quem deram o nome de Branca de Neve (Lily Collins). A rainha, sua mãe, morreu após o parto deixando-a aos cuidados do pai. Alguns anos passados, o rei casa novamente. Porém, a nova rainha (Julia Roberts) é uma mulher malvada e obcecada com a sua própria beleza. Quando o rei desaparece misteriosamente numa caçada, o reino perde o seu governante e a pequena princesa fica à mercê da crueldade da rainha. Um certo dia, um príncipe (Armie Hammer) com quem a rainha tencionava casar, conhece Branca de Neve e fica encantado com a beleza inocente e pura daquela jovem. A rainha, que até aí pouca importância dera à sua enteada, fica absolutamente indignada, ordenando que a matem na floresta E é no meio dos bosques que Branca de Neve vai encontrar sete pequenos anões que depressa se tornam família.
Realizado por Tarsem Singh ("A Cela", "Imortais") é a mais recente adaptação do famoso conto dos irmãos Grimm. [cinecartaz.publico.pt]

 

“12 Horas para Viver”

 

Sinopse:

Jill Conway (Amanda Seyfried) é uma jovem que, após a trágica morte dos pais num acidente, vive com Molly (Emily Wickersham), a sua irmã mais nova. Um ano antes, Jill foi raptada por um psicopata que a abandonou à morte num buraco no meio da floresta. Apesar de ter conseguido escapar e de ter recorrido à polícia, o lugar por ela apontado nunca foi descoberto. Assim, por falta de provas, as autoridades assumem que tudo aquilo não passou de delírios de alguém que ainda não superou a trágica morte dos pais e encerram o caso. Um dia, ao regressar do trabalho, não encontra a irmã em casa e entraem pânico. Convencidade que o seu sequestrador voltou para se vingar, ela recorre à polícia em busca de ajuda. Quando se dá conta que todos assumem queem breve Mollyregressará, Jill compreende que apenas pode contar consigo própria. E é então que, numa corrida contra o tempo, percorre todos os cantos da cidade ao encontro do homem que tem assombrado os seus piores pesadelos. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Project X - Fora de Controlo”

 

Sinopse:

O 17.º aniversário de Thomas (Thomas Mann) está prestes a chegar. Decididos a deixar para trás o seu passado como os falhados da escola, Costa (Oliver Cooper), JB (Jonathan Daniel Brown) e ele próprio têm uma ideia aparentemente infalível: aproveitando a ausência dos pais durante todo o fim-de-semana, organizam uma festa absolutamente inesquecível. A notícia depressa se espalha por todo o liceu e arredores e na grande noite do evento, ninguém parece faltar à festa do século. Porém, depressa os festejos ficam fora de controlo e nada parece tê-los preparado para o que viria a acontecer... [cinecartaz.publico.pt]

 

“Três”

 

Sinopse:

Hanna e Simon (Sophie Rois e Sebastian Schipper) são um casal de 40 anos cuja união, apesar de sólida, caiu na monotonia. Vivem em Berlim, não têm filhos, são bem-sucedidos nas suas carreiras e gozam de uma vida confortável. Porém, mesmo tendo em conta a inegável cumplicidade que os une, ambos sentem que algo falha na sua relação e anseiam por uma transformação. Um dia Hanna conhece Adam (Devid Striesow), um geneticista com quem trabalha, e apaixona-se. Simultaneamente, embora em circunstâncias totalmente diferentes, Simon conhece Adam e também se apaixona. Eles não sabem que amam a mesma pessoa até que ela fica grávida e os três se encontram...
Escrito e realizado por Tom Tykwer ("Corre, Lola Corre" e "Heaven - Por Amor"), um filme "sobre proximidade e distância, solidão e pressão da sociedade, sobre os perigos da intimidade e a tentação do desconhecido". [cinecartaz.publico.pt]

 

“Linha Vermelha”

 

Sinopse:

"Torre Bela", de Thomas Harlan, é um documento único e extraordinário sobre a ocupação da Herdade da Torre Bela no Ribatejo no pós-25 de Abril. A 23 de Abril de 1975, ex-trabalhadores agrícolas e ex-prisioneiros políticos invadem a quinta, propriedade do duque de Lafões, numa acção rara no Ribatejo, quando a maioria das ocupações se passavam no Alentejo e o Ribatejo permanecia refúgio da direita. 37 anos após a rodagem deste filme, José Filipe Costa volta aos seus protagonistas e à sua equipa. De que maneira Harlan interveio nos acontecimentos que parecem desenrolar-se naturalmente frente à câmara? O que é feito hoje dos heróis da altura? O que pensam sobre a ocupação e sobre o filme "Torre Bela"? Que memórias têm dos acontecimentos?
"Linha Vermelha" pretende ser um estudo sobre o filme de Harlan e, ao responder a estas questões, demonstrar como "Torre Bela" continua a marcar a história de um período revolucionário português. [cinecartaz.publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 18:59
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
“A Morte de Carlos Gardel” vence prémio da crítica em festival no Uruguai

 

O filme de Solveig Nordlund, “A Morte de Carlos Gardel”, primeira adaptação ao cinema de uma obra de António Lobo Antunes, conquistou o prémio da crítica na 30ª edição do Festival Cinematográfico Internacional do Uruguai, que aconteceu em Montevideu, entre 29 de Março e domingo.

De acordo com a produtora Fado Filmes, o filme foi considerado, entre 12 candidatos em competição, a melhor longa-metragem ibero-americana pelo júri FIPRESCI (Federação Internacional de Imprensa de Cinema), uma distinção atribuída pela crítica especializada.
O filme será agora apresentado nos Estados Unidos durante a 28ª edição do Chicago Latino Film Festival, que acontece entre 13 e 26 de Abril, e contará com a presença da realizadora Solveig Nordlund.
O festival, organizado pelo International Latino Cultural Center of Chicago, apresentará filmes da América Latina, Brasil, Espanha e Portugal em várias salas da cidade.
“A Morte de Carlos Gardel” (2011), sexta longa-metragem de Solveig Nordlund, protagonizado por Ruy de Carvalho, Joana de Verona, Elmano Sancho e Albano Jerónimo, estreou em Portugal a 22 de Setembro de 2011 e conta a história de Nuno, um toxicodependente de dezoito anos.
Enquanto o jovem está em coma, o filme mostra a sua infância perturbada e o presente, com membros da família a imaginar como a vida poderia ter sido se o tivessem acompanhado mais.
Nascida em Estocolmo, mas radicada em Portugal, a realizadora Solveig Nordlund, 68 anos, realizou dois documentários sobre António Lobo Antunes, em 1997 e em 2010.
Dividindo agora o seu percurso entre o cinema e o teatro, trabalhou no passado como assistente de realização de Manoel de Oliveira, Alberto Seixas Santos e João César Monteiro.
A realizadora tem revelado uma predilecção pela adaptação de obras literárias e já transportou para o cinema textos de J. G. Ballard, Henning Mankell, Grete Roulund ou Richard Zimler.
Realizou filmes como “Aparelho Voador a Baixa Altitude” (2002) e “A Filha” (2005).[publico.pt]



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Na mesa dos poetas

Explicação do país de Abril

País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
não fica nas longas terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.

 

Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
é rua e sonho é dolorosa intimidade.

 

Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência.

 

País de Abril é muito mais que pura geografia
é muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos veias
- os carris infinitos dos comboios da vida.

 

País de Abril é uma saudade de vindima
é terra e sonho e melodia de ser terra e sonho
território de fruta no pomar das veias
onde operários erguem as cidades do poema.

 

Não procurem na História que não vem na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.

 

País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
Por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens do País de Abril.

 

Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha:
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.

Manuel Alegre

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Sugestão de leituras

 

Título: O livro da Avó

Autor e ilustrador: Luís Silva

Editora: Afrontamento

Sinopse:

O livro da avó resgata memórias de ternura: das festas com coca-cola, das brincadeiras com os primos, dos passeios e da varanda com o mar como horizonte. Grande, velhinha e enrugada como a maioria das avós. E quando já somos grandes e nos lembramos percebemos a falta que nos fazem.

Vencedor do prémio Bissaya Barreto de literatura para a infância.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
Músico da semana: Lana Del Rey

 

Lana Del Rey cresceu em Lake Placid, no estado de Nova Iorque, onde alguma da sua música começou a tomar forma. 'Existe um sentimento épico e nostálgico (naquele sítio); é no meio do National Park, mas também é uma cidade que vivia do turismo e onde ninguém vai agora'. Aos 18 anos cumpriu o sonho de se mudar para New York City. [mtv.pt]

[ler mais]

 

 

 

Lana Del Rey, a nova menina bonita da indie, vai actuar no Super Bock Super Rock

 

A estreia de Lana Del Rey em Portugal está marcada para 6 de Julho, no Super Bock Super Rock. O mais recente fenómeno de popularidade indie sobe ao palco da Herdade do Cabeço da Flauta, em Sesimbra, no mesmo dia de Horrors, Wraygunn e Friendly Fires, anunciou a promotora do festival, a Música no Coração.

Lana Del Rey é uma norte-americana de 25 anos que, em poucos meses, vendeu mais de um milhão de cópias do seu primeiro álbum, Born To Die. Mas a sua fama é anterior à estreia em disco: Lana Del Rey começou por ser um fenómeno da Internet, com canções como Video Games e Blue Jeans a serem amplamente disseminadas pelas redes sociais, blogues e mesmo sites especializados de renome, como a Pitchfork.
Com o lançamento de Born To Die, Lana Del Rey recebeu vasta cobertura mediática e o álbum chegou mesmo a número um dos tops em sete países. Ainda em 2011, a jovem nova-iorquina recebeu um prémio Q, para a “Next Big Thing”. Nos Brit Awards, já este ano, foi distinguida com o prémio para a melhor revelação internacional – afastando concorrência como a de Aloe Blacc ou a de Bon Iver.
Lana Del Rey leva ao Super Bock Super Rock o seu “romantismo crepuscular” na noite seguinte a Regina Spektor – têm ambas em comum o facto de terem trabalhado com o produtor David Kahne – e um dia antes de Battles, Incubus, Apparat, Pete Doherty ou Bat for Lashes.
O videoclip de um dos grandes sucessos de Lana Del Rey, Video Games, já foi visto mais de 36 milhões de vezes no YouTube. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Sábado, 7 de Abril de 2012
"Sangue do meu sangue" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 08 de Abril, pelas 21.45h, o filme "Sangue do meu sangue" de João Canijo.

 



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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
Estreias - cinema

Estreiam, hoje, os filmes: “Tabu” de Miguel Gomes com Teresa Madruga, Laura Soveral e Ana Moreira; “Na Terra de Sangue e Mel” de Angelina Jolie com Rade Serbedzija, Zana Marjanovic e Goran Kostic; “American Pie: O Reencontro” de Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg com Alyson Hannigan, Seann William Scott e Mena Suvari; “ETs In da Bairro” de Joe Cornish com John Boyega, Jodie Whittaker e Alex Esmail; “Titanic 3D” de James Cameron com Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane e Frances Fisher.

 

“Tabu”

 

Sinopse:

Três mulheres a viver num prédio antigo na cidade de Lisboa: Aurora é uma idosa temperamental e excêntrica; Santa, a empregada cabo-verdiana; e Pilar, uma vizinha dedicada. Sentindo o fim a aproximar-se, Aurora faz-lhes um pedido invulgar: quer encontrar-se com Gianluca Ventura, alguém que até àquele momento ninguém sabia existir. Assim, dispostas a cumprir o desejo da velha senhora, Santa e Pilar acabam por descobrir que os dois viveram uma história de amor e crime no passado. Uma história que começou há 50 anos em Moçambique, algum tempo antes da Guerra Colonial, e reza assim: "Aurora tinha uma fazenda em África no sopé do monte Tabu..."
Realizado por Miguel Gomes ("Aquele Querido Mês de Agosto"), o filme, em competição na Berlinale de 2012, foi aplaudido pelo público e pela crítica, acabando por receber o prémio da crítica, atribuído pela Fipresci.
Filmado a preto e branco, é uma co-produção de Portugal, Alemanha, Brasil e França, contando com a participação dos actores Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, Carloto Cotta, Isabel Cardoso, Ivo Müller e Manuel Mesquita. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Na terra de sangue e mel”

 

Sinopse:

Danijel e Ajla (Goran Kostić e Zana Marjanović) formavam mais um casal apaixonado com a vida pela frente. Porém, quando, em 1992, aGuerra da Bósnia se inicia, eles ficam nos lados opostos do conflito: ele como soldado a representar a Sérvia; ela, prisioneira bósnia retida num campo de concentração, onde servirá como escrava sexual. Agora, ao encontrarem-se perante circunstâncias completamente diferentes, apesar do seu esforço para tentar reencontrar a sua anterior ligação, tudo entre eles se torna dúbio e a comunicação, outrora fácil, é pautada pela incerteza e pela desconfiança. A guerra minou o seu amor e nada parece poder repará-lo.
Escrito e realizado por Angelina Jolie, um filme que retrata uma história de amor destroçado pelo peso terrível que a guerra representa para as pessoas comuns, cujas vidas são profundamente abaladas por circunstâncias que não puderam prever e sobre as quais pouco ou nada podem fazer. [cinecartaz.publico.pt]

  

“American Pie: O Reencontro”

 

Sinopse:

Lembram-se da primeira vez? Eles ainda andavam no liceu e desesperavam por perder a virgindade. E, entre aventuras com tartes e flautas, lá foram desvendando os prazeres sexuais. No ano seguinte, separaram-se e foram para a universidade, com reencontro marcado para as férias de Verão numa belíssima casa na praia onde aconteceram mais umas bizarrias com Kama Sutra e sexo tântrico à mistura. E agora que chegaram à idade adulta? Será que, dez anos depois, estão preparados para o grande encontro de ex-alunos de liceu? Agora vão perceber que, se uns mudaram totalmente as suas vidas, outros nem por isso: Jim e Michelle (Jason Biggs e Alyson Hannigan) casaram-se e têm um filho; Kevin e Vicky (Thomas Ian Nicholson e Tara Reid) separaram-se, Oz e Heather (Chris Klein e Mena Suvari) são hoje dois desconhecidos e finalmente Stifler (Seann William Scott), que, para o bem e para o mal, continua exactamente igual a si próprio.
Realizado por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, é o quarto filme da saga "American Pie", a comédia que, em 1999, revolucionou o género e se tornou num estrondoso êxito de bilheteira.. [cinecartaz.publico.pt]

 

ETs In da Bairro

 

Sinopse:

Pest (Alex Esmail), Dennis (Franz Drameh), Jerome (Leeon Jones), Biggz (Simon Howard), e Moses (John Boyega) são cinco jovens delinquentes prontos para mais uma investida. Porém, no preciso momento em que se preparam para assaltar a enfermeira Sam (Jodie Whittaker), uma luz cai sobre a cidade de Londres e destrói um carro, a pouca distância deles. Quando um ser monstruoso sai dos destroços, Moses abate-o friamente, transformando-se no herói da noite. Mas aquele grupo de pequenos criminosos, apesar de habituado a lidar com situações imprevistas, acaba por viver o pior pesadelo das suas vidas. Depois de abaterem um ser de um outro planeta, toda a cidade é atacada e o grupo transforma-se no principal alvo de uma guerra interplanetária. Assim começa a luta de cinco rapazes de um bairro pobre que, perante a ameaça de uma espécie invasora, determinados a tudo para se manterem vivos, acabam por salvar a Terra.
Uma comédia de acção e ficção científica que marca a primeira incursão na realização do argumentista Joe Cornish.. [cinecartaz.publico.pt]

 

Titanic 3D

 

Sinopse:

A história do naufrágio do Titanic, que valeu a James Cameron os Óscares para melhor filme e melhor realizador. Ao todo, "Titanic" arrecadou 11 estatuetas douradas, igualando o record do filme "Ben Hur", o mais premiado de sempre pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. É a primeira viagem do maior e mais seguro transatlântico do mundo e entre os passageiros encontram-se muitas das grandes fortunas do planeta. Rose De Witt Bukater (Kate Winslet/Gloria Stuart), uma jovem aristocrata arruinada, viaja com o noivo, Cal Hockley (Billy Zane), e a mãe (Frances Fisher). Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), um talentoso e pobre pintor, ganha o seu bilhete numa jogada de "poker" e embarca no último minuto. O ambiente é de festa mas Rose está deprimida. Não ama o noivo e a mãe está a pressioná-la para casar, pois essa é a única forma de assegurar o futuro económico das duas. Desesperada, a jovem tenta suicidar-se, mas é impedida de saltar para as águas geladas por Jack, que está disposto a imitá-la se ela não mudar de ideias. A partir daí, Jack sente-se responsável pela vida de Rose e começa a segui-la para que ela não tenta repetir a proeza. Aos poucos, os dois apaixonam-se e vivem um grande amor, enquanto o Titanic navega rumo ao seu trágico destino. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
Na mesa dos poetas

Quem a tem ...

 

Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

 

Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

 

Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

 

Jorge de Sena

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Sugestão de leituras

 

Título: Onde vivem os monstros

Autor e ilustrador: Maurice Sendak

Editora: Kalandraka

Sinopse:

Na noite em que Max vestiu o seu fato de lobo e começou a fazer travessuras a torto e a direito, a mãe chamou-lhe - Monstro!
E Max respondeu-lhe: - Vou-te Comer!
Então ela mandou-o para a cama sem jantar. Naquela mesma noite, no quarto de Max surgiu uma floresta que cresceu….

Max empreende uma viagem simbólica a partir daí até um lugar fantástico, atravessando um tempo mítico e enfrentando os seus próprios medos. Depois de se tornar no rei de uns monstros tão ferozes como insinuantes, regressa ao ponto de partida, onde o aguarda o jantar. Uma viagem de ida e volta, pelo tempo e pelo espaço, da realidade à ficção, sem que nada nem ninguém explique se essa metamorfose foi produto de um sonho ou de uma fantasia.

Esta obra, publicada pela primeira vez em 1963, suscitou certa polémica pelo tratamento nada exemplar para com as crianças, mas tornou-se num clássico da Literatura infantil e juvenil e num referente imprescindível do seu género. Não só obteve a Medalha Caldecott (1964) e o American Book Award, como também foi eleito pelo 'The New York Times Book Review' como um dos melhores livros ilustrados; desde então foi traduzido em inúmeras línguas e tornou-se num dos títulos mais lidos.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.

 



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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Músico da semana: Ornatos Violeta

 

 

Os Ornatos Violeta foram uma banda portuguesa de rock alternativo, com fusão de algumas outras tendências, incluindo o ska e o jazz.

É originária da cidade do Porto, composta por Manel Cruz na voz, Nuno Prata no baixo, Peixe na guitarra, Kinörm na bateria e Elísio Donas nos teclados. Com apenas dois álbuns publicados, depressa se tornou uma referência na música portuguesa do final dos anos 90, embora o ponto alto da sua carreira corresponda sobretudo aos últimos 3 anos da década. A banda decidiu então separar-se no final de 2000.

Em 2012, a 9 de Fevereiro, sensivelmente após uma década de inatividade, a banda anuncia a realização de dois concertos, nos Coliseus de Lisboa e do Porto, através da sua página Facebook. [ler mais]

 

 

Ornatos Violeta anunciam mais duas datas depois de esgotarem Coliseus

 

Os bilhetes para os concertos dos Ornatos Violeta para os Coliseus de Lisboa e do Porto, nos dias 25 e 30 de Outubro, respectivamente, esgotaram em apenas três dias. E como este é o regresso aos palcos da banda liderada por Manuel Cruz dez anos depois de terem terminado, foram marcadas mais duas datas: 26 de Outubro em Lisboa e 31 de Outubro no Porto.

 

Para comemorar os 20 anos de criação da banda, os Ornatos Violeta anunciaram em Fevereiro o regresso aos palcos, que gerou logo grande euforia entre os fãs e seguidores, que há muito tempo pediam o regresso, pelo menos para um concerto de despedida. A própria banda já tinha mostrado essa vontade no final do ano passado, quando os dois álbuns de originais “Cão!” (1997) e “O Monstro Precisa de Amigos” (1999) e CD com inéditos e raridades chegaram às lojas.
O último concerto dos Ornatos Violeta aconteceu no Hard Club, no Porto, a 30 de Novembro de 2002. Na altura Manuel Cruz despediu-se com um “Até um dia”, deixando no ar a possibilidade de um reencontro. Para além de Manuel Cruz, integram a banda Nuno Prata (baixo), Kinorm (bateria), Elísio Donas (teclados) e Peixe (guitarra).
Apesar de terem tido uma vida curta e apenas com dois álbuns editados, os Ornatos Violeta tornaram-se numa referência nacional, nunca tendo desaparecido do panorama musical.
Os bilhetes para as novas datas estão à venda a partir desta terça-feira nos locais habituais e o preço varia entre os 25 e os 30 euros.
Os concertos vão acontecer depois da passagem dos Ornatos Violeta pelo festival EDP Paredes de Coura, onde vão apresentar em exclusivo a versão integral ao vivo do aclamado álbum “O Monstro Precisa de Amigos”. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal



publicado por bibliotecadafeira às 18:56
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