"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]
Quarta-feira, 27 de Março de 2013
Na mesa dos poetas



Alexandre Braga

[Alexandre José da Silva Braga (Porto, 14 de Março de 1829 — Porto, 9 de Maio de 1895)

foi um poeta e jornalista português que conviveu com Soares de Passos, tendo sido um dos fundadores da revista O Novo Trovador. Em 1849, foi um dos fundadores da revista portuense Lira da Mocidade e publicou a colectânea de poesias Vozes de Alma, representativa do ideário poético da sua geração]


Os meus Martyrios

 

Quis um dia recordar-me

Do teu fero desamôr:

Do rigor dos teus caprichos,

Das mágoas do teu rigôr:

Quis ver de quantos espinhos

Tu cingiste a minha dor.

 

Mas quem pode n’este mundo,

Mágoas, sem conto, contar?

Quem conta á noite as estrellas?

Quem os rubis do luar?

Quem conta as conchas da praia?

Quem conta as ondas do mar?

 

Ingrata! Immensas angustias

Por teu respeito soffri –

Que desde o solemne instante

Em que na terra te vi,

Forão tantos meus martyrios

Quantos momentos vivi.

 

Alexandre Braga

In Vozes de Alma, 1849



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Terça-feira, 26 de Março de 2013
Sugestão de leituras

 

Titulo: O coração do alfaiate

Autor: Txabi Arnal

Ilustradora: Cecilia Varela

Editora: OQO

Sinopse:Em O Coração do alfaiate são muitos os pormenores que vale a pena comentar. O primeiro, a figura deste curioso protagonista. Reparem nele! O corpo dele não vos faz lembrar... um carrinho de linha? E o chapéu? Será um gorro ou um dedal? A sensibilidade de Cecilia Varela brota nos sítios mais inesperados. Humaniza os elementos da natureza, como o sol e a lua que, lá do alto, nos sorriem ou nos olham assombrados. Também não lhe passam despercebidos esses pequenos gestos dos animais: o cão que olha de esguelha, o peixe que salta a querer morder a linha... e que tanta ternura encerram. Para além disto, nunca como aqui, as janelas foram tão importantes. Através delas vemos os interiores das casas e mundos perfeitamente retratados nos seus pequenos pormenores: guardas que bocejam, porque será? E quem é esse menino que espreita pela janela agarrado ao seu porquinho? Um álbum mágico que se abre com um alfaiate dentro da sua gaiola particular, mas que se fecha de uma forma bem diferente: com um pássaro que voa livre. Não estás curioso?

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Músico da semana: Pet Shop Boys

 

Pet Shop Boys é uma dupla de música pop britânica formada por Neil Francis Tennant e Christopher Sean Lowe no início dos anos 1980.

São, ao lado de outros grupos, responsáveis pela ascensão da música pop eletrônica entre meados das décadas de 80 e 90, sendo considerados, por grande parte da imprensa britânica especializada, a maior dupla de pop eletrônico devido às letras inteligentes e à ousadia de muitos de seus arranjos.

É a dupla de maior sucesso na história do Pop Inglês, com 36 músicas no top 20, 22 músicas no Top 10 e 10 álbuns top 10 na Inglaterra, atingindo vendas superiores a 100 milhões de discos no mundo inteiro. Em dezembro de 2006, o Pet Shop Boys foi indicado a 2 Grammy Awards por Best Dance Recording (I'm With Stupid) e Best Electronic/Dance Album (Fundamental - EMI). [ler mais]

 

 

Pet Shop Boys lançam novo álbum já em junho

'Electric' conta com produção de Stuart Price e será lançado pela Kobalt Label Services, depois de 28 anos ligados à Parlophone Records.

Apenas seis meses depois de terem lançado Elysium (2012), a dupla britânica Pet Shop Boys anunciou já o lançamento de um novo álbum de originais que, pelo título, deverá servir de contraponto ao disco do ano passado. Electric é o título do novo trabalho do grupo e será lançado no próximo mês de junho.

O anúncio foi feito na página oficial no Facebook dos Pet Shop Boys, que avançam ainda que o álbum foi produzido por Stuart Price (do seu currículo faz parte a produção de Confessions on a Dance Floor de Madonna, Aphrodite de Kylie Minogue,Magic Hour dos Scissor Sisters ou Progress dos Take That).

Electric será também o primeiro álbum da dupla formada por Neil Tennant e Chris Lowe numa nova editora, a Kobalt Label Services, depois de 28 anos associados à Parlophone Records. [dn.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Sábado, 23 de Março de 2013
Apresentação do livro "A História e as Estórias" da Viagem Medieval, na biblioteca municipal

O coordenador da maior recriação histórica do país lança sábado o livro "Viagem Medieval em Terra de Santa Maria - A História e as Estórias", cujas 328 páginas pretendem funcionar como documento de consulta académica e compilação de memórias.

Paulo Sérgio Pais, o diretor-geral da empresa municipal Feira Viva, vem assumindo a coordenação do evento em parceria com a Câmara da Feira e a Federação das Coletividades, mas garantiu à Lusa que o novo livro de capa dura "é uma edição de autor e resulta de um projeto inteiramente pessoal".

"Esta obra não teve qualquer apoio da Câmara nem da Feira Viva. É um projeto meu, que se proporcionou depois de terminada a última edição da Viagem Medieval, quando eu estava de férias e não deixava de pensar em certas histórias relacionadas com o evento", assegura o escritor.

O bálsamo para essa persistência foi o registo escrito das situações que mais marcaram Paulo Sérgio Pais em 16 edições do evento, como a operação de distribuição porta a porta dos pendões com o brasão dos Pereira ou as circunstâncias em que se concebeu a ideia de base do espetáculo do assalto ao arraial.

Há depois uma série de informações relativas à componente mais técnica da iniciativa, que começou como um evento de âmbito pedagógico no Castelo da Feira e depois ganhou um novo impulso a partir do Euro2004.

O tratamento desses conteúdos foi facilitado pelo facto de que "a maior parte da informação já estava compilada", no âmbito da investigação que Paulo Sérgio Pais vem fazendo para o seu doutoramento em Turismo, Cultura e Lazer pela Universidade de Coimbra.

O produto final apresenta-se assim dividido em três grandes rubricas. "A primeira é mais académica e aborda o evento na perspetiva do turismo, da cultura e do desenvolvimento local", explica o autor, "abordando o que os entendidos sobre a matéria dizem ser decisivo para um evento se afirmar como marca de um território".

Um segundo grupo de conteúdos traça o retrato da Viagem Medieval "edição a edição", mencionando as transformações na calendarização do evento, o crescimento da área ocupada pela recriação, a sua evolução em termos de áreas temáticas, parcerias e patrocinadores, e o acompanhamento que lhe foi sendo dado pela Imprensa ao longo dos anos.

"A última parte é a que tem 16 histórias, a maior parte das quais vividas na primeira pessoa e as restantes resultantes de entrevistas, como a que fiz às duas meninas - agora senhoras - que criaram a Viagem Medieval", descreve Paulo Sérgio Pais.

A apresentação do novo livro faz-se sábado às 17:00, na Biblioteca Municipal da Feira, onde o autor terá oportunidade para falar ainda dos cartazes de cada edição.

"Se há uns anos atrás alguém me dissesse que devia escrever um livro, eu diria `nem penses!`", confessa, "mas isto tem um bocadinho de paixão pelo território, exalta o nosso sentimento de pertença e revela um processo de construção que foi partilhado por muita gente".

Precisamente por isso, as guardas do livro de Paulo Sérgio Pais exibem o nome "de todas as pessoas e entidades que participaram na edição de 2012 da Viagem Medieval". [rtp.pt]

 

Títulos disponíveis sobre a Viagem Medieval, na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 11:49
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Óscar Lopes: 1917 - 2013



O ensaísta e crítico literário, Óscar Lopes, professor jubilado da Faculdade de Letras do Porto, morreu esta sexta-feira, aos 95 anos.

Considerado como um dos grandes historiadores da literatura portuguesa, é o autor, com António José Saraiva, de História da Literatura Portuguesa e de A Busca do Sentido.

Óscar Lopes nasceu em 1917 em Leça da Palmeira e aos 19 anos mudou-se para Lisboa, para estudar Filologia Clássica, na Faculdade de Letras, formação complementada mais tarde em Coimbra, com cadeiras de Histórico-Filosóficas. Os seus primeiros primeiros textos foram sobre música e para um pequeno jornal de Sintra. Óscar Lopes era um amante de música e chegou mesmo a fazer o curso do Conservatório de Música do Porto.

Militante do Partido Comunista Português desde 1944, Óscar Lopes entrou para a política “conspirando” com Vitorino Magalhães Godinho e o grupo dos socialistas liderado por António Macedo. Autor de uma vasta e importante obra no domínio da Linguística, em que se destaca a Gramática Simbólica do Português, o ensaísta chegou tarde à docência na Faculdade de Letras do Porto devido à sua filiação política, tendo mesmo chegado a ser preso duas vezes durante o Estado Novo.

Antes de leccionar na universidade, foi um muito respeitado e acarinhado professor de liceu, lembra Isabel Pires de Lima, catedrática da Faculdade de Letras do Porto e sua amiga. “É uma perda imensa”, disse ao PÚBLICO a ex-ministra da Cultura, que entrou para a docência universitária no mesmo ano de o ensaísta, 1974. “Era uma das pessoas mais disponíveis que conheci. Certamente um dos maiores intelectuais portugueses do século XX. De sempre.”

Ainda ao PÚBLICO, numa entrevista que deu a Carlos Câmara Leme, em 1999, dizia que a ideia da História da Literatura Portuguesa partiu de António José Saraiva, em finais dos anos 40: “Tivemos aí uns três anos para meditar. A primeira edição saiu em 1953, já o Saraiva estava em Paris e carteávamo-nos para acertar as coisas”.

Em jovem chegou a escrever poesia e mais tarde tentou o romance. Era irmão de Mécia de Sena, a viúva do escritor Jorge de Sena. [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca muncipal.




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Sexta-feira, 22 de Março de 2013
Autor da semana: Rubens Figueiredo

 

Rubens Batista Figueiredo (Rio de Janeiro, 9 de fevereiro de 1956) é um romancista e tradutor brasileiro, ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti de Literatura.

Figueiredo graduou-se em português-russo pela Faculdade de Letras da UFRJ. Já trabalhou em editoras da capital fluminense e foi professor de tradução literária na PUC-Rio. Possui sete livros em sua obra, além de mais quarenta traduções publicadas, principalmente da língua russa para o português. Também é professor de português para o Ensino médio. [ler mais]

 

 

 

Rubens Figueiredo: «A desigualdade inspira um temor tão grande que os privilegiados fazem um esforço para não a enxergarem»

 

Rubens Figueiredo, de 55 anos, é ainda um nome desconhecido em Portugal, mas tudo poderá mudar com o lançamento de «Passageiro do Fim do Dia», editado pelo Clube do Autor e vencedor dos dois principais prémios literários do Brasil, o Portugal Telecom 2011 e o Prémio de São Paulo de Literatura. O autor, que tem ligações directas ao nosso país, é um dos principais nomes do Correntes d´Escritas 2013, que começa oficialmente esta quinta-feira, na Póvoa de Varzim.

É com expectativa que Rubens Figueiredo espera visitar novamente Portugal, algo que fez pela primeira vez em 2000. Certamente que o brasileiro vai encontrar um país diferente, que atravessa uma crise sem fim, mas o autor espera acima de tudo reencontrar «a mesma cordialidade e calor humano» recebida há cerca de 12 anos. Humilde, afirma estar surpreso por ser um dos protagonistas do Correntes d´Escritas, «pois certamente não sou ninguém importante».

Seja importante ou não, Rubens Figueiredo irá participar na quarta mesa do evento, concretamente no dia 22 de Fevereiro, às 17h30. O mote da mesa é «e eu já nada sei soprar sobre as palavras». Ao seu lado estarão Carmen Dolores, Helder Macedo, Manuel Jorge Marmelo, Manuel Rui e Richard Zimler. Michael Kegler será o moderador.

O que espera do Correntes d´Escritas? Que informações tem sobre o evento? Falou com algum colega que já tenha participado desta festa da literatura em Portugal?
Confesso que tenho poucas informações sobre o evento. Soube apenas que é um dos mais importantesem Portugal. O que me deixa preocupado, pois certamente não sou ninguém importante. Mas sei que vou encontrar a mesma cordialidade e calor humano que recebi em 2000, quando aí estive.

O que recorda da sua visita?
Estive a convite para uma comemoração dos 500 anos das relações entre Portugal e Brasil. Gostei muito e, em especial, porque o meu pai passou a infância em Portugal, na região rural,em Mesão Frio, entre 1923 e 1931, mais ou menos. E há décadas que ele nos fala em detalhes de suas lembranças.

Sobre a sua participação na quarta mesa, poderia adiantar algo? Lerá uma comunicação ou improvisará?
Não vou ler nem improvisar. Em meus dez minutos,  apenas vou partir das sugestões contidas num verso de um poema de Armando Silva Carvalho para comentar um pouco a relação entre a língua e as nossas vidas.

Conhece alguns dos intervenientes que vão partilhar a mesa consigo?
Apenas de nome e de leituras. Receio não ser alguém muito sociável.

O seu livro ganhou dois dos mais prestigiantes prémios do Brasil. Estava à espera?
Não. Mas fiquei muito contente e agradecido. 

Além do ego e da exposição, qual a importância de ser distinguido por um prémio?
O mais importante nesses prémios não é tanto o livro escolhido. O que vale de fato é a continuidade, a coerência e a confiabilidade da premiação. Aos poucos, e a médio prazo, isso vai contribuir para reforçar o prestígio da literatura de língua portuguesa. Em primeiro lugar, entre nós mesmos, que, infelizmente, e sem perceber, encaramos os nossos escritores com certo descrédito.

O seu livro não deixa de ser um grito de alerta para a opressão social. O Brasil está definitivamente na moda. É hora de minimizar de vez essa opressão ou acredita que a mesma nunca será revogada por falta de ambição da elite, mas também das suas vítimas?
O que o meu livro tenta questionar não se passa apenas no Brasil. Longe disso. Trata-se de um sistema de exploração global, que se concentra mais cerradamente em certas regiões, é certo, mas funciona como um conjunto. A questão que tentei investigar no livro são os mecanismos que legitimam e ocultam esse processo, presentes nas mais banais situações do quotidiano. As estratégias de sobrevivência e resistência tomam formas inesperadas, inclassificáveis, e quem não é alvo privilegiado da opressão costuma até nem perceber o teor de tais estratégias. Mas elas sempre existem.
Porque decidiu escrever sem capítulos? Porque embarcar o leitor numa viagem sem pausas, ao contrário do que acontece numa viagem de autocarro?
No fundo, eu não queria de maneira nenhuma que o romance fosse estruturado com base num enredo, numa trama. Uma sequência do tipo conflito/crise/desfecho, ou mistério/investigação/solução seria contraproducente para o que eu queria investigar . Eu queria que o livro formulasse um problema, transpusesse o leitor para dentro do problema (onde a rigor ele já está). Não queria uma hierarquia ou uma concatenação de causas e circunstâncias, menores e maiores. Queria a experiência de um todo, concreto, em aberto, em andamento e em movimento contínuo. Queria que, aos poucos, tudo no livro fosse se relacionando, ganhando sentido. Não por força de algo que se passa no livro, não por força de alguma cadeia de ações. Mas sim por um efeito acumulativo, capaz de revelar aos poucos a presença de algo que abrange todos aqueles dados.

A ausência total de capítulos também acaba por reflectir a vida dos passageiros, que, na verdade, parece que não têm um destino, pelo contrário, é infinito, sem perspectiva alguma. A própria viagem não termina. Concorda com esta afirmação? 
Pensei em integrar a viagem aos processos em curso na consciência do personagem principal. Além disso havia a presença subjacente do próprio processo histórico, que é por definição sem fim nem início. Sua única perspectiva é a continuidade.

Escreve sobre a pobreza, da sua rotina, que acaba por ser algo visto como natural. Até que ponto isso é prejudicial para uma sociedade?
A desigualdade inspira um temor tão grande que os privilegiados no processo são obrigados a fazer um esforço constante, diário e estressante, para não a enxergar ou para a justificar. A rigor, de uma forma ou de outra, todas as atividades humanas – inclusive a literatura - acabam sendo afetadas e pagam um pesado tributo por conta disso.

Ao contar a história do protagonista, «oferece» a pobreza por dentro, ao contrário do que é habitual, quando ao leitor é «oferecido» a pobreza vista por fora. Esse é o real papel da literatura? Não ser passiva, mas activa?
Para a maioria de nós, os mais explorados se apresentam como um povo distante, uma outra civilização, algo tão diferente que não nos vemos como iguais. Os mecanismos que produzem e reproduzem cotidianamente essa distância constituem um objeto muito resistente ao questionamento. Eu quis escrever sobre isso. Pois um romance pode apresentar aspectos relevantes do assunto. Talvez possa até nos proporcionar um tipo de conhecimento de que só um romance é capaz.

Considera que a literatura brasileira está mais virada para este foco social do que no passado?
A literatura brasileira sempre foi variada. E mesmo os autores tomados individualmente revelam tratamentos e assuntos bem diversos ao longo de sua obra. Aliás, é meu próprio caso.

Charles Darwin. Porque introduzir o cientista inglês na trama? Qual a ligação entre o Brasil virgem e o Brasil contemporâneo, com um tráfego intenso que ultrapassa todos os limites do bom senso?
A certa altura da elaboração do romance achei que era preciso acrescentar uma dimensão histórica aos dados que eu vinha acumulando. Não lembro mais exatamente como foi que aconteceu, mas o fato é que o tal livro vagabundo sobre a viagem de Darwin pelas terras do sul me deu a oportunidade de incorporar ao romance as questões do colonialismo, da escravidão e da forma como a ciência pode servir para a dominação e a legitimação da desigualdade. Veja, isto não está dito no livro, mas a teoria da evolução foi muito oportuna para o colonialismo inglês. A médio prazo, serviu como um substituto da religião para justificar a dominação colonial inglesa, pois seu pressuposto era uma noção de superioridade e de inferioridade.

Outro dado notório no livro é o autocarro. Apesar das angústias e da incerteza do futuro, todos acabam por ficar encurralados no seu interior, presos ao seu corpo metálico. Estamos limitados nos nossos desejos?
Estamos todos condicionados por um regime de relações sociais desiguais. Nossos menores gestos e pensamentos trazem, de um modo ou de outro, essa marca. Cada escolha supostamente artística de um escritor tem parte com esse processo. Nosso desejo mais profundo, mais secreto, mais evitado e temido, o maior tabu de todos, é pôr fim a esse regime.[ler mais]

 

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
Estreias - cinema

 

Estreiam, hoje, os filmes: “Comboio nocturno para Lisboa” de Bille August com Jeremy Irons, Mélanie Laurent e Jack Huston; “Os Croods” de Kirk De Micco e Chris Sanders com as vozes de Nicolas Cage, Ryan Reynolds e Emma Stone; “Um caso real” de Nikolaj Arcel com Alicia Vikander, Mads Mikkelsen e Mikkel Boe Følsgaard; “Irmã” de Ursula Meier com Léa Seydoux, Kacey Mottet Klein e Martin Compston; “A idade da loucura” de Jon Lucas e Scott Moore, com Miles Teller, Justin Chon e Jonathan Keltz; “Sete Psicopatas” de Martin McDonagh com Colin Farrell, Woody Harrelson e Sam Rockwell; “Bala Certeira” de Walter Hill com Sylvester Stallone, Jason Momoa e Christian Slater.

 

“Comboio nocturno para Lisboa”

Sinopse:

Numa tarde chuvosa, uma mulher vestida com um casaco vermelho prepara-se para se atirar para a morte da ponte de Kirchenfeld, em Berna, Suíça. Raimund Gregorius, um professor de latim, grego e hebreu, convence-a a não o fazer. Subitamente, a mulher desaparece, deixando o casaco atrás de si. Tudo o que ele sabe é que ela é portuguesa. Mas, no bolso da veste esquecida, encontra um livro de um autor português, Amadeu do Prado, médico, poeta e resistente durante o salazarismo, e um bilhete de comboio para Lisboa com data desse mesmo dia. E é então que aquele professor antiquado, habituado a uma vida regrada e monótona, toma uma decisão inusitada: mete-se no comboio e viaja para Lisboa, a cidade que será o lugar de todas as revelações: dos mistérios da vida humana, da coragem, do amor e da morte...
Realizado por Bille August ("A Casa dos Espíritos", "Aos Miseráveis", "Na Linha da Morte"), o filme é a adaptação cinematográfica do "best-seller" mundial homónimo, escrito em 2004 pelo suíço Peter Bieri, sob o pseudónimo Pascal Mercier. No elenco encontramos Jeremy Irons, Mélanie Laurent, Jack Huston, Christopher Lee, Bruno Ganz, Charlotte Rampling, Nicolau Breyner, Beatriz Batarda, Marco D'Almeida, Joaquim Leitão, Adriano Luz, José Wallenstein ou Tom Courtenay. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Os Croods”

Sinopse:

Os Croods são uma família pré-histórica que sempre viveu enclausurada na caverna que os viu nascer. A sua zona de conforto não vai para além daqueles limites e o pai faz tudo para que nada se altere. Porém, Eep, a filha mais velha do clã, sempre sonhou explorar o mundo e viver os perigos que o pai tanto gosta de referir nas suas histórias assustadoras. Quando um acidente natural reduz a caverna a pó e todo o seu universo familiar se transforma em pedaços, os Croods são forçados a empreender a sua primeira grande viagem em família. Assim, entre conflitos geracionais e hecatombes naturais, eles descobrem um mundo fascinante e cheio de cor onde realmente apetece viver...
Uma comédia de animação para toda a família escrita e realizada por Kirk DeMicco e Chris Sanders e que, na versão original, conta com as vozes de Nicolas Cage, Ryan Reynolds, Catherine Keener, Emma Stone, Clark Duke e Cloris Leachman. Na versão portuguesa, vozes de Mafalda Luís de Castro e Rui Porto Nunos. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Um caso real”

Sinopse:

Dinamarca 1770. Ajovem Caroline Mathilde (Alicia Vikander), de 19 anos, é casada há quatro com Christian VII (Mikkel Boe Folsgaard), um rei louco e incapaz, influenciado por uma corte de homens rígidos e pouco dados à mudança. Quando o monarca regressa de uma viagem acompanhado de Johann Friedrich Struensee (Mads Mikkelsen), o seu novo médico e confidente, a rainha Caroline descobre no clínico um inesperado amigo e aliado. Mas o amor físico e intelectual que acaba por nascer entre ambos, fortemente influenciado pelos filósofos iluministas, de Rousseau a Voltaire, vai levar à queda da ordem social estabelecida e anunciará as revoluções que a Europa conhecerá 20 anos mais tarde.
Um drama de época realizado por Nikolaj Arcel ("Kings Game"), que relata um dos momentos capitais da História europeia. O filme foi nomeado ao Óscar de melhor filme estrangeiro. 

[cinecartaz.publico.pt]

 

“Irmã”

Sinopse:

Aos 12 anos, Simon (Kacey Mottet Klein) vive com sua irmã Louise (Lea Seydoux), no vale industrial de uma estância de esqui na Suíça. Sobrevivem ambos com o material que o rapaz todos os dias rouba aos turistas ricos e que vende no vale. Ela é instável e quando perde o emprego torna-se cada vez mais dependente do irmão. A vida de ambos equilibra-se numa linha ténue, numa quase miséria. É então que Simon conhece um turista inglês que se aproveita do negócio, algo que vem alterar a relação dos dois.
Um filme dramático sobre o desgosto, o conflito e a necessidade de reconciliação, realizado por Ursula Meier depois do sucesso de "Home - Lar doce lar" em 2008. [cinecartaz.publico.pt]

 

“A idade da loucura”

Sinopse:

Habituado a ser o melhor e mais bem comportado aluno da turma, Jeff Chang (Miles Teller) prepara-se para seguir a carreira do pai, um médico prestigiado. Mas, quando Casey e Miller (Skylar Astin e Justin Chon), os seus melhores amigos, resolvem aparecer na cidade para celebrar o seu 21º aniversário, Jeff decide fazer algo totalmente diferente. Assim, o que seria apenas uma noite calma com as duas pessoas que melhor o conhecem no mundo, acaba por se transformar numa caótica aventura em que tudo parece acontecer e onde as humilhações parecem não ter fim. Com uma entrevista importante para a faculdade de medicina na manhã do dia seguinte, Casey e Miller vão ter de encontrar uma maneira de conseguir que Jeff fique sóbrio e que se comporte como um adulto. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Sete Psicopatas”

Sinopse:

Marty Faranan é um argumentista em crise de inspiração que se esforça por terminar o manuscrito para um filme que se chamará "Sete Psicopatas". Billy, o seu melhor amigo, é um actor falhado que, para ganhar uns trocos, encontrou um esquema de rapto de cães com vista a gratificações dos seus donos. Até que, cansado de ver o amigo deprimido Billy decide ajudá-lo. Porém, nem tudo corre como previsto e, quando dão conta, acabam envolvidos com a pior escumalha de Los Angeles: um gangster temperamental obcecado por encontrar o seu amado Shih Tzu, um misterioso assassino mascarado, um serial-killer reformado e vários outros criminosos com pinta de psicopatas. E é então que Marty se vê dentro de uma história de tal modo rocambolesca que ultrapassa, em muito, a ficção das suas próprias narrativas. E será que problemas com verdadeiros assassinos de elite o ajudarão a sair da crise em que se encontra?
Uma comédia negra escrita e realizada por Martin McDonagh ("Em Bruges") que conta com Colin Farrell, Christopher Walken, Woody Harrelson, Sam Rockwell e Michael Pitt.

[cinecartaz.publico.pt]

 

“Bala Certeira”

Sinopse:

Assassino a soldo em Nova Orleans, James Bonomo (Sylvester Stallone) considera-se um homem honesto e recusa-se a quebrar a sua regra de ouro: nunca atirar sobre um inocente. Assim, após ter executado um polícia corrupto, ele deixa uma testemunha viva. Para o punir por este terrível erro, o seu parceiro de anos é assassinado a sangue-frio. Quando Taylor Kwon (Sung Kang), inspector de polícia de Nova Iorque, chega à cidade para verificar uma nova pista sobre um caso antigo, descobre que o seu parceiro foi morto. Todas as pistas o levam a Jimmy, que rapidamente percebe não estar sozinho. Agora, de maneira a encontrar os verdadeiros culpados pela morte dos parceiros, James e Taylor vão ser forçados a formar uma aliança. Embora cientes que cada um está no lado oposto da lei, eles percebem que, afinal, o conceito de justiça é algo bastante mais profundo do que isso.
Um filme de acção realizado por Walter Hill, baseado na novela gráfica Du Plomb Dans La Tete, criada pelo francês Alexis Nolent. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 20 de Março de 2013
Na mesa dos poetas



Alexandre Braga

[Alexandre José da Silva Braga (Porto, 14 de Março de 1829 — Porto, 9 de Maio de 1895)

foi um poeta e jornalista português que conviveu com Soares de Passos, tendo sido um dos fundadores da revista O Novo Trovador. Em 1849, foi um dos fundadores da revista portuense Lira da Mocidade e publicou a colectânea de poesias Vozes de Alma, representativa do ideário poético da sua geração]

 

Similhança

 

Onde vaes adejando, oh mariposa,

Com tua lindas azas multicores?

Porque do lírio vaes poisar na rosa,

Sempre contente, sem morrer d’amores,

     D’amor matando as flores?

 

Retrato d’ella és tu, oh borboleta!

Seu meigo olhar, seu gesto feiticeiro

Tudo captiva… Tu, louca, indiscreta,

Prèsas só vês as flores; - prisioneiro

      Vê ella o mundo inteiro

 

Alexandre Braga

in Vozes de Alma, 1849



publicado por bibliotecadafeira às 10:06
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Terça-feira, 19 de Março de 2013
Sugestão de leituras

 

Titulo: O Meu Papá É Grande E Forte Mas...

Autora: Coralie Saudo

Ilustradora: Kris Di Giacomo

Editora: Dinalivro

Sinopse: 

Todas as noites é sempre a mesma coisa. Este papá de gravata e com um ar exausto não quer ir para a cama e faz uma grande birra antes de se ir deitar. Por fim, depois de muitas negociações e de voltas e mais voltas pela casa toda, lá se consegue levá-lo. Mas ainda é preciso ler-lhe um livrinho antes da fatídica pergunta do costume: «Alexandre, meu filho, posso dormir na tua cama?» Nesta história contada ao contrário, a inversão dos papéis diz-nos que um pai pode ser realmente grande e forte - como se constata no exercício de puro deleite em que consiste a visualização das ilustrações -, mas nem por isso deixa de precisar de colo ou de ter medo do escuro. O lado mais frágil da idade adulta consumada na paternidade alcança neste livro a doce melancolia de um tom sépia, que nos diz metaforicamente aquilo que poucas vezes deixamos transparecer.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 18 de Março de 2013
Toyo Ito é o novo Pritzker e o prémio vai outra vez para um arquitecto japonês

O arquitecto japonês Toyo Ito, de 71 anos, é o novo Prémio Pritzker de Arquitectura, anunciou no domingo a Fundação Hyatt, o mecenas que dá aquele que é conhecido como o Nobel da profissão.

Ito é o sexto arquitecto japonês a receber aquela que é a mais importante distinção na área da arquitectura, depois de Kenzo Tange em 1987, Fumihiko Maki em 1993, Tadao Ando em 1995 e a dupla Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa em 2010.

O presidente do júri, Lord Palumbo, explicou a escolha deste ano, citado pelo comunicado do Pritzker: “Ao longo da sua carreira, Toyo Ito foi capaz de produzir um corpo de trabalho que combina inovação conceptual com edifícios soberbamente executados. Criando uma arquitectura fantástica há mais de 40 anos, ele fez com sucesso bibliotecas, casas, parques, salas de concerto, lojas, edifícios de escritórios e pavilhões, tentando, de cada vez, alargar os limites da arquitectura. Um profissional de talento único, dedicou-se ao processo da descoberta que encontra nas possibilidades que há em cada encomenda e em cada sítio.”

Toyo Ito, que em 2002 recebeu em ex aequo com o arquitecto português Álvaro Siza o Leão de Ouro da Bienal de Arquitectura de Veneza, comentou assim o prémio, citado pelo comunicado: “A arquitectura está limitada por vários constrangimentos sociais. Tenho desenhado arquitectura procurando fazer espaços mais confortáveis, tentando libertar-me de todos as restrições, nem que seja por um momento. Mas, quando um edifício está terminado, eu torno-me consciente, de uma forma dolorosa, da minha desadequação, e isso transforma-se em energia para o desafio do próximo projecto. Assim, eu nunca terei um estilo fixo e nunca estarei satisfeito com o meu trabalho.” 

 

Edifícios intemporais 
O comunicado do júri continua, dizendo que Ito é um criador de "edifícios intemporais", que ao mesmo tempo desafiam novos caminhos: "Os seus projectos de arquitectura têm um ar de optimismo, leveza e alegria, e estão impregnados de uma qualidade única e de uma universalidade." O júri deu-lhe o prémio por estas razões "e pela síntese que faz da estrutura, do espaço e da forma, criando espaços inovadores, pela sensibilidade à paisagem, por emprestar aos seus desenhos uma dimensão espiritual e pela poética que transcende todos os seus trabalhos". [ler mais]

 

Títulos sobre arquitectos japoneses, disponíveis na biblioteca municipal.



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Músico da semana: Deolinda

 

Deolinda é um grupo de música popular portuguesa (MPP), inspirado pelo fado e pelas suas origens tradicionais. O projecto musical surgiu em 2006, quando os irmãos Pedro da Silva Martins e Luís José Martins (ex-Bicho de 7 Cabeças) convidaram a prima, Ana Bacalhau, então vocalista dos Lupanar, para cantar quatro canções que tinham escrito. Após perceberem que a voz da prima se adequava na perfeição às rimas e melodias por eles criadas, convidaram também José Pedro Leitão, contrabaixista dos Lupanar (actual marido de Ana Bacalhau), para se juntar aos três, nascendo assim os Deolinda.

O tema "Contado Ninguém Acredita" foi incluído na compilação Novos Talentos de 2007, lançado pelas lojas FNAC.

Em 21 de Abril de 2008, foi lançado o disco de estreia, Canção ao Lado. Desde então, em finais de Outubro de 2008, chegou à sua posição cimeira, o 3º lugar, do Top Oficial da AFP, a tabela semanal dos 30 álbuns mais vendidos em Portugal, tendo saído (e reentrado) por duas vezes nos primeiros tempos, ficado um total de quatro semanas fora desta tabela. [ler mais]

 

 

Álbum Deolinda mostram como vêem a música em 'Mundo pequenino'

 

 

‘Mundo pequenino’ é o terceiro álbum dos Deolinda, que sucede a ‘Dois selos e um carimbo’ (2010) e ‘Canção ao lado’ (2008), registos que tiveram sucesso em Portugal, e que levaram o grupo a uma bem-sucedida internacionalização.

Pelo meio gravaram um álbum ao vivo, fruto de um concerto no Coliseu de Lisboa, no qual revelaram a música ‘Parva que sou’, cuja repercussão os ultrapassou e os levou a reflectir sobre o que fazem.

O contrabaixista José Pedro Leitão conta que, com aquela música, os Deolinda chegaram às pessoas de outra maneira e que eles próprios se sensibilizaram, como cidadãos, com o sucesso inesperado, adoptado como uma espécie de hino de uma geração precária.

As 14 novas músicas de ‘Mundo pequenino’ são assinadas pelo guitarrista Pedro Silva Martins e as letras estão marcadas por essa cidadania activa, optimista, não resignada, em relação ao que rodeia os Deolinda.

Exemplo disso é o tema ‘Algo de novo’, espécie de nova carta de intenções da banda, quando Ana Bacalhau canta ‘Eu, contigo, hei de por isto na rua/que eu também sinto que o melhor está para vir’.

Às guitarras dos irmãos Luís José Martins e Pedro Silva Martins, ao contrabaixo de José Pedro Leitão e à voz de Ana Bacalhau, neste disco juntam-se mais instrumentos: o piano de Joana Sá, a bateria de Sérgio Nascimento, sopros, cordas e ainda António Zambujo, no dueto ‘Não ouviste nada’.

Para a produção, chamaram o britânico Jerry Boys, porque procuravam uma visão de fora, que enriquecesse musicalmente as novas canções, explicou Ana Bacalhau.

A ideia era refinar a sonoridade dos Deolinda, cuja matriz está embebida na música popular, tradicional e no fado, como acontece no exercício linguístico que é a canção ‘Concordância’, em que entram a bateria, uma tuba e um trompete, ou em ‘Semáforo da João XXI’, com o piano de Joana Sá, em diálogo com a guitarra acústica.

Muitas das canções foram feitas na estrada, em digressão, mas as histórias nelas cantadas estão próximas dos portugueses, o que faz de tudo isto um "mundo pequenino", disseram. [noticiasaominuto.com]

 

 

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Sexta-feira, 15 de Março de 2013
Autor da semana: António Torrado

 

António Torrado (Lisboa, 1939) é um escritor português voltado para a literatura infanto-juvenil.

Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra.

Dedicou-se à escrita desde muito novo, tendo começado a publicar aos 18 anos. A sua atividade profissional é diversa: escritor, pedagogo, jornalista, editor, produtor e argumentista para televisão.

Tem trabalhado em parceria com Maria Alberta Menéres em diversos livros e programas de televisão. Atualmente, é Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian. É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema. É dramaturgo residente na Companhia de Teatro Comunaem Lisboa. Sendoconsensualmente considerado um dos autores mais importantes na literatura infantil portuguesa, possui uma obra bastante extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, mas também poesia e sobretudo contos. Reconhece a importância fundamental da literatura infantil enquanto veículo de mensagens, elegendo como valores a promover a liberdade de expressão e o respeito pela diferença. [ler mais]

 

Escritor António Torrado e ilustradora Teresa Lima candidatos ao prémio H.C.Andersen 2014

O escritor António Torrado e a ilustradora Teresa Lima são os candidatos de Portugal ao prémio Hans Christian Andersen de 2014, considerado o Nobel da literatura para a infância e juventude, anunciou hoje a organização IBBY Portugal.

O prémio Hans Christian Andersen, de caráter bienal, foi criado pelo Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY) e atribuído pela primeira vez em 1956, distinguindo autores na área da escrita e ilustração para a infância e juventude.

Para a edição de2014, asecção de Portugal do IBBY, recentemente reativada, propôs António Torrado e Teresa Lima, "dois dos autores de literatura infantil mais acarinhados pelo público português. Ambos possuem uma vasta obra, reconhecida em Portugal e além fronteiras".

[expresso.pt]

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Quinta-feira, 14 de Março de 2013
Estreias - cinema

 

Estreiam, hoje, os filmes: “As fantásticas aventuras de Tad” de  Enrique Gato com as vozes de Meritxell Ané, Óscar Barberán e Michelle Jenner; “A última vez que vi Macau” de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata com Lydie Barbara, João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues; “Robot e Frank” de Jake Schreier com Peter SarsgaardFrank LangellaSusan Sarandon; “Ferrugem e Osso” de Jacques Audiard com Marion Cotillard, Matthias Schoenaerts e Armand Verdure; “Jack, o caçador de gigantes” de Bryan Singer com Nicholas Hoult, Stanley TucciEwan McGregor; “Vigarista à vista” de Seth Gordon com Jason Bateman, Melissa McCarthy e John Cho; “Snitch – Infiltrado” de Ric Roman Waugh com Dwayne JohnsonSusan Sarandon e Jon Bernthal; “O homem das sombras” de Pascal Laugier com Jessica BielJodelle Ferland e William B. Davis.

 

“As fantásticas aventuras de Tad”

Sinopse:

Quando era pequenino, o sonho de Tad Jones era ser arqueólogo. Mas, apesar de nunca ter abandonado as suas ambições, tornou-se um simples trabalhador da construção civil, em Chicago, EUA. Até ao dia em que, por um qualquer acaso do destino, é confundido com um arqueólogo de renome e enviado para uma perigosa expedição ao Peru. E é assim que, na companhia do seu cão, de um papagaio, de um professor muito inteligente e de Sara, uma atraente e corajosa rapariga, Tad vive a grande aventura da sua vida ao tentar salvar Paititi, a lendária cidade perdida dos Incas, antes que seja descoberta por um terrível grupo de caça-tesouros. 
Uma comédia de animação para toda a família baseada na conhecida personagem de BD criada, em 2001, por Enrique Gato, que aqui se estreia na realização. [cinecartaz.publico.pt]

 

“A última vez que vi Macau”

Sinopse:

Um homem viaja de Lisboa a Macau, uma das mais multiculturais e labirínticas cidades do mundo, a pedido de Candy (Cindy Crash), amiga de longa data, que lhe diz estar a viver coisas estranhas e assustadoras. Ele, que vivera em Macau há muitos anos e ali passara os melhores tempos da sua vida, encara a viagem como um regresso às suas origens e às suas memórias mais felizes. A longa-metragem, que mistura o documentário e o policial, marca a terceira co-realização de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (depois de "China China" e de "Alvorada Vermelha"). Escolhido como filme de abertura da edição de 2012 do Doclisboa, ganhou o prémio da secção de documentário do Festival de Cinema de Turim, Itália, e teve uma menção especial do júri do Festival de Locarno. Em complemento, a curta "Alvorada Vermelha", também de João Pedro Rodrigues e Guerra da Mata. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Robot e Frank”

Sinopse:

Frank é um ladrão de jóias de memória frágil que, aos 70 anos, vive solitário mas feliz, aproveitando a sua reforma. Certo dia, considerando a sua idade avançada e alguma perda de capacidades, o filho decide levar-lhe um robô especial que, para além de ajudar nas tarefas do dia-a-dia, está programado para promover o bem-estar geral do seu proprietário. Indignado com aquela máquina que parece querer manipular toda a sua vida, Frank tenta, a custo, ver-se livre dela. Até se aperceber que ali pode estar a resposta que necessitava para reviver os velhos tempos… como assaltante. 
Primeira incursão na longa-metragem de Jake Schreier, uma comédia que conta com Frank Langella, James Marsden, Liv Tyler, Susan Sarandon e Peter Sarsgaard nos principais papéis.[cinecartaz.publico.pt]

 

“Ferrugem e Osso”

Sinopse:

Alain (Matthias Schoenaerts) é um homem solitário que se depara com a necessidade de cuidar sozinho de Sam, o seu filho de cinco anos. Sem emprego, decide mudar-se para casa da irmã, em Antibes, no Sul de França. Aí, consegue trabalho como segurança numa discoteca onde, por mero acaso, conhece Stéphanie (Marion Cotillard), uma bela treinadora de orcas cuja vida parece saída de um conto de fadas. Alain leva-a a casa e deixa-lhe o seu número de telefone. Uma noite, ela liga-lhe. Um acidente deixou-a paraplégica e ela sente-se completamente perdida e infeliz. Alain vai ajudá-la e, entre duas pessoas absolutamente diferentes, acaba por nascer um amor profundo e redentor.

Um filme dramático sobre segundas oportunidades com argumento e realização de Jacques Audiard, o aclamado realizador de "Nos Meus Lábios" (2001), "De Tanto Bater o Meu Coração Parou" (2005) e " Um Profeta" (2009).[cinecartaz.publico.pt]

 

“Jack, o caçador de gigantes”

Sinopse:

Jack é um jovem agricultor que abre acidentalmente um portal entre o mundo dos humanos e o dos gigantes. E, quando as terríveis e enormes criaturas se apercebem da oportunidade de se vingarem da raça humana e recuperarem a terra que perderam, nada parece fazê-las parar. Assim, forçado pelas circunstâncias a lutar contra seres que julgava existirem apenas na imaginação, Jack acaba por se tornar no mais improvável dos heróis e, pelo caminho, conquistar o amor de uma bela e gentil princesa. 
Com realização de Bryan Singer (“Os Suspeitos do Costume”, “Valquíria “ e trilogia X-Men), um filme de aventuras que se inspira na velha história de “João e o Pé de Feijão”. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Vigarista à vista”

Sinopse:

Sandy Patterson (Jason Bateman) recebe um telefonema de uma mulher que o avisa que alguém tentou roubar a sua identidade. Essa pessoa dá-lhe a conhecer um novo modelo de protecção de identidade e pede-lhe o nome, data de nascimento e número de segurança social. O que Sandy não pode imaginar é que, enquanto está a fornecer os seus dados, a sua identidade está a ser roubada. A partir desse momento, Diana (Melissa McCarthy) começa uma vida extravagante em Miami, gastando todo o dinheiro de Sandy em festas e luxos. Até ao dia em que, notificado pela polícia por extorsão de identidade e pelas dívidas astronómicas, decide procurar a causadora do seu infortúnio. Lá chegado vai conhecer uma mulher impossível que, para além de o ter levado à bancarrota, está decidida a fazer da sua vida um inferno. Uma comédia que volta a reunir o actor Jason Bateman e o realizador Seth Gordon depois do enorme sucesso de 2011 com “Chefes Intragáveis”. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Snitch – Infiltrado”

Sinopse:

Dwayne Johnson é John Matthews, um pai cujo filho adolescente é injustamente acusado de tráfico de drogas e que se depara com uma pena mínima de dez anos de prisão. Desesperado e determinado a resgatar o filho a todo custo, John faz um acordo com o advogado de acusação para se infiltrar no mais perigoso cartel de drogas da cidade e descobrir quem incriminou o rapaz e qual o motivo. Porém, John sabe que o preço é muito elevado pois, ao tentar evitar aquela prisão, está a arriscar não só a sua própria vida, mas também a de toda a sua família. Um filme dramático com realização de Ric Roman Waugh, que se baseia numa história real. [cinecartaz.publico.pt]

 

“O homem das sombras”

Sinopse:

Julia (Jessica Biel) é uma jovem viúva que vive com David, o seu filho pequeno, em Cold Rock, uma pequena cidade no estado de Washington. A população, extremamente pobre, vive atormentada por uma série de raptos de crianças atribuídos a uma figura a que chamam de Homem das Sombras. Até hoje, nunca ninguém conseguiu resgatar qualquer das crianças desaparecidas. Quando o pequeno David se torna na última vítima de rapto, o mundo de Julia colapsa. E, desesperada por encontrar o paradeiro da criança, depressa se apercebe que toda a cidade se virou contra si e que se tornou no bode expiatório que todos queriam encontrar.
Um “thriller” escrito e realizado por Pascal Laugier (“O Orfanato”, “Martyrs”). [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Na mesa dos poetas

Desejo


Oh! quem nos teus braços podéra ditoso
No mundo viver,
Do mundo esquecido no languido goso
D'infindo prazer.

Sentir os teus olhos serenos, em calma,
Fallando d'além,
D'além! d'uma vida que sonha minha alma
Que a terra não tem.

Eu dera este mundo, com tudo o que encerra,
Por tal galardão:
Thesouros, e glorias, os thronos da terra,
Que valem, que são?

A sêde que eu tenho não morre apagada
Com tal aridez:
Podésse eu ganhal-os, e iria seu nada
Depôr a teus pés.

[21]
E só desejando mais doce victoria,
Dizer-te: eis-aqui
Meu sceptro e sciencia, thesouros e gloria:
Ganhei-os por ti.

A vida, essa mesma daria contente,
Sem pena, sem dôr,
Se um dia embalasses, um dia sómente,
Meu sonho d'amor.

Isenta do laço que ao mundo nos prende,
A vida que val?
A vida é só vida se o amor n'ella accende
Seu doce fanal.

Aos mundos que eu sonho podésse eu comtigo,
Voando, subir;
Depois, que importava? depois no jazigo
Sorrira ao cahir.


Soares de Passos


Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 12 de Março de 2013
Sugestão de leituras

 

Titulo: O caçador e a baleia

Autora: Paloma Sánchez

Ilustrador: Iban Barrenetxea

Editora: Oqo

Sinopse:

Uma baleia solitária que percorre o mar em busca do seu baleal. Um caçador que a persegue sem descanso e não parará até a alcançar. Dois protagonistas e, como cenário, o imenso e misterioso oceano.

Trata-se de uma epopeia moderna sobre a luta de um homem contra as forças da natureza, mas a obra oferece ainda outro nível de leitura mais intimista. Porque esta também é uma história que fala de solidões: a de um velho lobo do mar no seu barco e a de uma baleia que um dia perdeu o seu grupo numa tempestade.

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 11 de Março de 2013
Músico da semana: Marco Rodrigues



Marco Rodrigues (1982, Amarante) é um fadista português.

Marco Rodrigues cresce sem qualquer ligação ao fado embora sempre em contato com outros géneros musicais. Mas o destino, esse, leva-o para o fado... quando se muda para Lisboa (nascido em Amarante vai viver para Arcos de Valdevez aos 8 anos). Em 1999 vence a Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios, na categoria Sénior. Poucos meses depois, Marco Rodrigues estreia-se como profissional no Café Luso – onde é actualmente fadista e violista residente, para além de diretor artístico.

Em 2006 lança o seu primeiro álbum, Fados da Tristeza Alegre. Um ano depois é distinguido com o Prémio Amália Rodrigues, na categoria Revelação. [ler mais]

 

 

"EntreTanto" é o novo disco de Marco Rodrigues

 

Marco Rodrigues é um daqueles casos de extremo talento revelado e certificado pelo próprio meio. É tido, desde sempre, como uma das grandes vozes que há de ser, esperando-se apenas, já se sabe, pela maturidade, que é tão importante nos fadistas. Para o grande público, a prova de talento já tenho sido feta em Tantas Lisboas, o álbum de estreia, agora confirma-se, talvez de forma pouco exuberante, em Entretanto. Oálbum começa de forma cativante, com a afinação dos instrumentos, que prepara a desconstrução do próprio fado que se segue, em que Marcofaz uma brincadeira com os tons de fado. O disco vai avançando, num estilo simples, com alguma criatividade nas cordas. Alguns temas soam datados, outros servem para explorar as nuances da sua voz. Marco é um dos nomes a ter em conta na nova geração de fadistas. Com algumas boas ideias, sobretudo em termos musicais, Entretanto é um álbum alicerçado no meio que procura sair dele. [visao.sapo.pt]

 

 

 



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Sexta-feira, 8 de Março de 2013
Autor da semana: Aquilino Ribeiro

 

Aquilino Gomes Ribeiro (Sernancelhe, Carregal, 13 de Setembro de 1885 — Lisboa, 27 de Maio de 1963) foi um escritor português. É considerado por alguns como um dos romancistas mais fecundos da primeira metade do século XX. Inicia a sua obra em 1907 com o folhetim "A Filha do Jardineiro" e depois 1913 com os contos de Jardim das Tormentas e com o romance A Via Sinuosa, 1918, e mantém a qualidade literária na maioria dos seus textos, publicados com regularidade e êxito junto do público e da crítica. [ler mais]

 

Aquilino, o escritor dos cafés de Paris e dos bolinhos de bacalhau

 

Conferências, jantares e tertúlias marcam os 50 anos da morte de Aquilino Ribeiro. Um escritor gourmet que só sabia ser livre. La Closerie des Lilas era ponto de paragem obrigatória para artistas e poetas. Era neste café de Montparnasse que estabelecera a sua reputação com Émile Zola, Paul Cézanne e Théophile Gautier no final do século XIX que Aquilino Ribeiro parava muitas vezes no seu primeiro exílio parisiense. Tinha 23 anos e, como não era ainda casado, "o seu coração podia pertencer a muitas mulheres", diz Luís Machado, o escritor que coordena o programa que marca os 50 anos da morte do autor de Terras do Demo e d"O Malhadinhas. "Ao lado do café havia um espaço de bailes populares, os artistas andavam por ali, Lenine jogava lá xadrez e é até possível que Aquilino o tenha conhecido. Mas não sabemos ao certo." Conferências, tertúlias e percursos inspirados na vida e nos livros de Aquilino Ribeiro (1885-1963) é o que propõe a Associação Portuguesa de Escritores (APE) para que este aniversário - que coincide com o centenário do seu primeiro título publicado, Jardim das Tormentas - se transforme numa oportunidade para divulgar a obra deste homem livre. "Aquilino está injustamente esquecido, apesar das reedições a conta-gotas", garantiu ontem Luís Machado, na conferência de apresentação do programa, referindo-se a uma extensa bibliografia (mais de 100 títulos, 69 editados em vida) que abrange vários géneros, do romance ao ensaio, passando pela novela, o teatro e a narrativa histórica. "Conhecê-la é acompanhar um republicano, revolucionário e amante da liberdade. É conhecer um homem profundamente independente que combateu todas as ditaduras" - a de João Franco na monarquia, a de Sidónio Pais na I República e, claro, a de Salazar com o Estado Novo - e que, por causa disso, foi perseguido, preso e exilado. São precisamente os exílios do escritor que Alfredo Caldeira, Fernando Rosas, José Manuel Mendes e Mário Cláudio vão explorar a 19 de Março, na Assembleia da República, em Lisboa, no segundo momento de uma homenagem que começa a 25 de Fevereiro com Aquilino - O Homem e o Escritor, encontro que leva ao Panteão Nacional, onde está sepultado, vários especialistas na sua obra. Homem de convicções fortes que deixou para trás o seminário para se tornar jornalista, Aquilino teve um vida cheia de aventuras, que incluiu guardar dinamite que viria a explodir no seu quarto, duas fugas da prisão, anos de exílio e temporadas na clandestinidade, escondido na Beira e no Minho, territórios que conhecia bem e cujas paisagens descreve demoradamente em muitos dos seus livros. É pelas terras do autor de O Romance da Raposa e Quando os Lobos Uivam, cuja circulação foi proibida pelo Estado Novo, que passam dois dos itinerários que o programa da APE propõe a 20 e 21 de Abril. O primeiro, guiado pelo jornalista Henrique Monteiro, tem Terras do Demo por referência, o segundo, com o escritor Mário Cláudio, passa por um dos seus romances mais populares, A Casa Grande de Romarigães. É neste livro, centrado no dia-a-dia de um solar do Minho e em todo o ambiente rural que o rodeia, que Aquilino faz algumas das suas mais pormenorizadas referências à gastronomia tradicional portuguesa. "Aquilino é um perfeito gourmet", diz Luís Machado. "N"A Casa Grande..., onde aliás ele viveu [pertencia ao antigo Presidente Bernardino Machado, cuja filha viria a casar com o escritor], ele fala muito de gastronomia, explica os pratos, diz como e quando se devem comer." É o interesse por gastronomia que está por trás de outro dos momentos do programa: a 27 de Maio, no Café Martinho da Arcada, em Lisboa, António Valdemar e Luís Machado conduzem um jantar cuja ementa será inspirada na obra do escritor. "Ainda não decidimos o que vamos servir, mas haverá caldo verde e bolinhos de bacalhau. Aquilino era louco por bolinhos de bacalhau." E também por lebre, carne de porco em vinha-d"alhos e, claro, truta (são célebres as suas descrições de partos com este peixe de rio), explica o coordenador do programa, que a 24 de Maio fará em Paris uma evocação histórica dos cafés por onde Aquilino passou nos seus dois exílios. "Os cafés eram palco de discussão e de criação. Lugares ideais para quem como Aquilino gostava de olhar." [publico.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 12:46
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Quinta-feira, 7 de Março de 2013
Gonçalo M. Tavares nomeado para prémio norte-americano


 

"A Máquina de Joseph Walser" é um dos 25 livros nomeados para o Prémio de Melhor Livro de Ficção Traduzido nos Estados Unidos em 2012. 

O livro de Gonçalo M. Tavares, "A Máquina de Joseph Walser", figura entre as 25 obras nomeadas para o Prémio de Melhor Livro de Ficção Traduzido nos Estados Unidos em 2012, atribuído pelo blogue 'Three Percent' , com o patrocínio da Amazon. O prémio tem o valor pecuniário de cerca de 3800 euros, a repartir pelo autor e o tradutor.

"Consideramos estas duas qualidades (a autoria e a tradução) inseparáveis. Ou seja, um grande livro com uma má tradução não vencerá, assim como não vencerá um mau livro com uma tradução espetacular", refere o blogue 'Three Percent', a propósito dos prémios que atribui desde 2007.

Rhett McNeil é o responsável pela tradução para inglês do livro de Gonçalo M. Tavares, publicado nos Estados Unidos pela Dalkey Archive Press e que em Portugal está editado pela Caminho.

 

Segunda nomeação internacional

Entre os 25 nomeados de 19 países, encontram-se obras escritas originalmente em 13 línguas diferentes. Para além do livro de Gonçalo M. Tavares, encontra-se ainda outra obra traduzida do português, "Um Sopro de Vida, da brasileira Clarice Lipector.

Os finalistas serão anunciados a 10 de abril e a atribuição dos prémios ocorrerá a 4 de maio, em Nova Iorque.

A nomeação surge depois "Aprender a Rezar na Era da Técnica", outra obra de Gonçalo M. Tavares, ter surgido entre os 154 livros de 44 países nomeados para o irlandês IMPAC Dublin Award. [expresso.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 15:54
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Estreias - cinema

 

Estreiam, hoje, os filmes: “Oz: O Grande e Poderoso” de Sam Raimi com James FrancoMichelle WilliamsRachel Weisz; “A Caça de Thomas Vinterberg com Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen e Annika Wedderkopp; “Efeitos Secundários de  Steven Soderbergh com Rooney Mara, Channing Tatum e Jude Law; “Branca de Neve” de Pablo Berger com Maribel Verdú, Emilio Gavira e Daniel Giménez Cacho; “Tudo Por Um Bébé” de Jay Chandrasekhar com Paul Schneider, Olivia Munn e Kevin Heffernan; “Mamã” de Andrés Muschietti com Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau e Megan Charpentier.

 

 

“Oz: O Grande e Poderoso”

Sinopse:

Oscar Diggs (James Franco) é um mágico fanfarrão e ambicioso que não olha a meios para atingir o seu maior objectivo: transformar-se numa personalidade no mundo da Magia. Certo dia, é misteriosamente transportado para a Terra de Oz. Convencido de que arranjou a fórmula perfeita para se tornar famoso, conhece Theodora, Evanora e Glinda ( Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Williams), três bruxas que lhe contam como, durante séculos, as criaturas de Oz esperaram a chegada de um grande feiticeiro que os libertaria de uma terrível maldição. E é assim que, empurrado para uma situação inesperada, o mágico acaba por se tornar não apenas no Grande Feiticeiro de Oz que todos esperavam, mas também numa pessoa melhor.
Inspirado pela obra "Feiticeiro de Oz" de Lyman Frank Baum (1856-1919), hoje uma das mais famosas histórias da literatura mundial, um filme realizado por Sam Raimi ("Aberto até de Madrugada" ou a trilogia Homem-Aranha). [cinecartaz.publico.pt]

 

“A Caça”

Sinopse:

Depois de um divórcio muito complicado, a sorte de Lucas (Mads Mikkelsen) parece estar a mudar. Tem uma namorada que o compreende, um novo trabalho e está a recuperar a sua relação com Marcus, o filho adolescente. Porém, uma mentira impiedosa que se espalha por toda a comunidade vai mudar o curso da sua vida. A desconfiança abate-se sobre os que vivem na pequena vila dinamarquesa e, perseguido por todos para onde quer que vá, Lucas vai ter de encontrar maneira de provar que não é quem todos julgam ser.
Com argumento e realização de Thomas Vinterberg, um filme dramático cuja forte prestação de Mads Mikkelsen lhe valeu o prémio de melhor actor na edição de 2012 do Festival de Cannes. 

[cinecartaz.publico.pt]

 

“Efeitos Secundários”

Sinopse:

Emily e Martin (Rooney Mara e Channing Tatum) são um jovem casal nova-iorquino a viver algumas dificuldades. Ela sofre de perturbações de personalidade que a levam a tentar o suicídio. Preocupado, o casal recorre a Jonathan Banks (Jude Law), um psiquiatra de renome que lhe prescreve Ablixa, um medicamento experimental para o tratamento de ansiedade. Porém, os efeitos secundários dessa nova medicação vão transformar a vida dela num pesadelo para o qual serão arrastados o seu marido Martin e o próprio Banks.
Com argumento de Scott Z. Burns, um "thriller" psicológico realizado pelo veterano Steven Soderbergh ("Erin Brockovich", "Ocean's Eleven", "Confissões de Uma Namorada de Serviço"). [cinecartaz.publico.pt]

 

“Branca de Neve”

Sinopse:

1920. Sevilha, Espanha. Carmen é uma menina que cresce sob os caprichos de Encarna, a sua terrível madrasta. Até ao dia em que decide fugir com um grupo muito especial de novos amigos: uma trupe de seis anões toureiros.
Seguindo o género narrativo do cinema mudo e com fotografia a preto e branco, um filme escrito e realizado pelo espanhol Pablo Berger ("Torremolinos 73") que adapta um dos mais conhecidos contos dos irmãos Grimm.
"Branca de Neve" foi o grande vencedor dos prémios Goya, arrecadando dez troféus, entre os quais os de melhores filme, realizador, actor (Daniel Giménez Cacho) e actriz (Maribel Verdú).

[cinecartaz.publico.pt]

 

“Tudo Por Um Bébé”

Sinopse:

Depois de mil e uma tentativas para engravidar, Tommy e Audrey (Paul Schneider e Olivia Munn) descobrem que os espermatozóides dele já não estão muito activos e que será muito difícil gerarem um filho. Aterrorizado com a ideia de não poder satisfazer o maior desejo da sua mulher, Tommy decide arriscar um último e desesperado acto: assaltar o banco de esperma onde, alguns anos antes, fez várias doações. Assim, ele e um grupo de amigos delineiam um plano simples e aparentemente infalível. Porém, o assalto depressa se transforma no pior pesadelo das suas vidas... [cinecartaz.publico.pt]

 

“Mamã”

Sinopse:

Depois de um inexplicável ataque de raiva que o leva a matar a sua esposa, Jeffrey (Nikolaj Coster-Waldau como Jeffrey e Lucas) leva Victoria e Lilly (Megan Charpentier e Isabelle Nélisse), as suas filhas pequenas, para uma cabana perdida no bosque com intenção de lhes tirar a vida e suicidar-se em seguida. Atragédia é impedida quando uma força misteriosa o agarra e mata. Cinco anos mais tarde, Lucas e Annabel, irmão e cunhada de Jeffrey, ainda estão a investigar o que terá acontecido à sua família quando as duas meninas são encontradas vivas numa velha cabana abandonada. Decidido a obter a custódia de ambas, o casal tenta ajudá-las de todas as formas possíveis. É então que descobrem que elas não viveram inteiramente sozinhas: a força misteriosa, que as salvou anos antes, assegurou também a sua sobrevivência. Porém, o preço que todos têm de pagar é demasiado elevado.
Realizado por Andrés Muschietti, "Mamã" é o prolongamento da curta homónima e o escolhido como filme de abertura da edição de 2013 do Fantasporto. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 6 de Março de 2013
Na mesa dos poetas

Soares de Passos

[António Augusto Soares de Passos (Porto, 27 de Novembro de 1826 – Porto, 8 de Fevereiro de 1860) foi um poeta, expoente máximo do Ultra-Romantismo em Portugal.

Em Coimbra conviveu com outros estudantes do Porto, como Alexandre Braga, Silva Ferraz e Aires de Gouveia, com quem fundou, em 1851, arevista Novo Trovador. Em 1854, decide dedicar-se exclusivamente à literatura, colaborando activamente nos jornais de poesia O Bardo (1852-1854) e A Grinalda (1855-1869) e preparando a edição em volume das suas Poesias (1856).]

 

O Noivado do Sepulchro


Ballada


Vae alta a lua! na mansão da morte
Já meia noite com vagar soou;
Que paz tranquilla! dos vaivens da sorte
Só tem descanço quem alli baixou.

Que paz tranquilla!... mas eis longe, ao longe
Funerea campa com fragor rangeu;
Branco phantasma, semelhando um monge,
D'entre os sepulchros a cabeça ergueu.

Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste
Campeia a lua com sinistra luz;
O vento geme no feral cypreste,
O mocho pia na marmorea cruz.

Ergueu-se, ergueu-se! com sombrio espanto
Olhou em roda... não achou ninguem...
Por entre as campas, arrastando o manto,
Com lentos passos caminhou além.


[17]

Chegando perto d'uma cruz alçada,
Que entre os cyprestes alvejava ao fim,
Parou, sentou-se, e com a voz magoada
Os eccos tristes acordou assim:

«Mulher formosa que adorei na vida,
«E que na tumba não cessei d'amar,
«Porque atraiçôas desleal, mentida,
«O amor eterno que te ouvi jurar?

«Amor! engano que na campa finda,
«Que a morte despe da illusão fallaz:
«Quem d'entre os vivos se lembrára ainda
«Do pobre morto que na terra jaz?

«Abandonado n'este chão repousa
«Ha já tres dias, e não vens aqui...
«Ai quão pesada me tem sido a lousa
«Sobre este peito que bateu por ti!

«Ai quão pesada me tem sido!» e em meio,
A fronte exhausta lhe pendeu na mão,
E entre soluços arrancou do seio
Fundo suspiro de cruel paixão.

«Talvez que rindo dos protestos nossos,
«Goses com outro d'infernal prazer;
«E o olvido, o olvido cobrirá meus ossos
«Na fria terra, sem vingança ter!


[18]

--«Oh nunca, nunca!» de saudade infinda
Responde um ecco suspirando além...
«Oh nunca, nunca!» repetiu ainda
Formosa virgem que em seus braços tem.

Cobrem-lhe as fórmas divinaes, airosas,
Longas roupagens de nevada côr;
Singela c'rôa de virgineas rosas
Lhe cerca a fronte d'um mortal pallor.

«Não, não perdeste meu amor jurado:
«Vês este peito? reina a morte aqui...
«É já sem forças, ai de mim, gelado,
«Mas inda pulsa com amor por ti.

«Feliz que pude acompanhar-te ao fundo
«Da sepultura, succumbindo á dôr:
«Deixei a vida... que importava o mundo,
«O mundo em trevas sem a luz do amor?

«Saudosa ao longe vês no céo a lua?
--«Oh vejo, sim... recordação fatal!
--«Foi á luz d'ella que jurei ser tua,
«Durante a vida, e na mansão final.

«Oh vem! se nunca te cingi ao peito,
«Hoje o sepulchro nos reune emfim...
«Quero o repouso do teu frio leito,
«Quero-te unido para sempre a mim!»


[19]

E ao som dos pios do cantor funereo,
E á luz da lua de sinistro alvor,
Junto ao cruzeiro, sepulchral mysterio
Foi celebrado, d'infeliz amor.

Quando risonho despontava o dia,
Já d'esse drama nada havia então,
Mais que uma tumba funeral vazia,
Quebrada a lousa por ignota mão.

Porém mais tarde, quando foi volvido
Das sepulturas o gelado pó,
Dous esqueletos, um ao outro unido,
Foram achados n'um sepulchro só.

 

Soares de Passos


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Terça-feira, 5 de Março de 2013
Sugestão de leituras


Titulo: A máscara do leão

Autora: Margarita del Mazo

Ilustradora: Paloma Valdivia

Editora: Oqo

Sinopse:

Uma noite, o papá Leão foi visitar o pica-pau e encomendou-lhe uma máscara leve como uma pluma, fria como o ódio e vermelha como a ira.

A passagem para a idade adulta do chamado a ser Rei da Selva é usada por Margarita del Mazo como um argumento contra clichês, convencionalismos e estereótipos. Consequentemente, este álbum torna-se numa crítica às vidas regidas sobretudo por aquilo que os outros esperam de nós, e alerta sobre a enorme infelicidade que provoca a dificuldade de alcançar algo tão simples, e paradoxalmente tão complicado, de ser ele próprio.

 

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Segunda-feira, 4 de Março de 2013
Músico da semana: Nick Cave & The Bad Seeds

 

 

Nick Cave and the Bad Seeds é uma banda de rock alternativo formada na cidade de Londres, em 1983. Em suas diversas formações, passaram membros de várias nacionalidades. No início, a banda era classificada como pós-punk, porém, com o decorrer do tempo, passaram pelo rock alternativo, o gothic rock e, mais recentemente, o garage rock. A banda chamava-se, anteriormente, "Man Or Myth?" (quase um projeto solo do vocalista Nick Cave), e depois, "Nick Cave and the Cavemen", antes de assumir o nome atual. [ler mais]

 

 

A obra-prima de Nick Cave com os Bad Seeds


 

O novo 'Push The Sky Away' é o 15º álbum que Nick Cave apresenta com os Bad Seeds, grupo central à sua obra discográfica desde 1984.

É certo que o título deste texto pode parecer uma certeza talvez demasiado absoluta quando estamos tão perto da data do lançamento do disco e perante uma obra onde não faltam grandes momentos. Na verdade são vários os discos marcantes que a obra de Nick Cave conheceu depois do fim dos Birthday Party. Com os Bad Seeds estabeleceu um primeiro - e pungente - período de produção que alcançouem Tender Prey(1988) um patamar de excelência. Dois anos depois, contudo, um homem num processo de profundas mudanças - novo relacionamento, a descoberta do Brasil e da cidade de São Paulo e particular e livre de "dependências" - dava-nosem The Good Son(1990) uma das suas mais belas coleções de canções. Um processo de evolução vocal - cedendo na visceralidade de outrora rumo a um espaço mais próximo do crooning - e um progressivo aprofundar de um relacionamento com a escrita (sem que tal implicasse o abandonar de temas, demandas e focos de interesse) talhou um percurso que ocasionalmente gerou outros instantes maiores, como podemos recordar nos álbuns Murder Ballads (1996) (2), No More Shall We Part (2001) ou o díptico Abbatoir Blues / The Lyre of Orpheus (2004).

Depois deste último disco, e ao longo dos últimos anos, Nick Cave aprofundou um relacionamento o cinema (assinando argumentos e bandas sonoras) e entretanto deu luz verde a um percurso alternativo mais próximo das raízes bluesey do rock'n'roll com os Grindermen (através dos quais gravou dois álbuns entre 2007 e 2010).

Push The Sky Away, assinalando o seu reencontro com a medula da sua obra - que são os Bad Seeds - cinco anos depois de Dig lazarus Dig!!!, é na verdade um fruto natural deste alargamento de horizontes de que tem vivido o seu percurso recente. E reflete claramente a partida de Mick Harvey, parceiro maior de longos anos, para o lugar da condução dos destinos musicais das novas canções tendo entrado Warren Ellis, colaborador não só nos Grindermen mas, sobretudo, na composição de música para cinema.

A noção de cenário que a experiência no cinema (e a companhia muito particular de Ellis) trouxe nestes últimos tempos aos universos de cave revela-se agora determinante na condução dos destinos que fazem do novo disco uma coesa, coerente e bem ordenada coleção de canções. Como páginas de um diário, compostas certamente com o mar (da sua atual residência) pela frente sucedem-se canções que mantém inalterado o protagonismo da voz de Nick Cave mas onde as guitarras surgem secundarizadas, cedendo maior visibilidade ao trabalho dos violinos, das teclas e de uma mais elaborada construção cénica feita de texturas ( por vezes orquestrais) que acentuam o carácter melancólico e a aparente placidez das canções. Aparente porque, no fundo, sob toda a elegância de formas que conduzem a composição revelam-se afinal histórias do lado errado da noite, da face mais sombria do amor, mantendo bem presentes olhares, figuras e sensações que têm cruzado marcas de expressão autoral centrais na obra de Nick Cave.

O trabalho lírico - que a presença central da voz destaca - revela-se como a outra das forças maiores e mais profundas da alma de um disco que cruza o belo das formas com um saber veterano na construção de narrativas, de personagens e de reflexões na primeira pessoa. Um disco de rutura? Nem por isso. Até porque um interesse recorrente (e transversal) pelas genéticas dos blues emergeem Higgs Bosom Blues.Ou pela nota final em que, no tema que dá título ao disco e encerra o alinhamento, deixa claro que o rock'n'roll é espaço de desafio que quer continuar a desbravar, ao cantar: "And some people say that it is just rock'n'roll / oh but it gets right down to your soul / you've gotta just keep on pushing". [dn.pt]

 

 

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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
Autor da semana: Hélder Macedo

 

Hélder Malta Macedo (Krugersdorp, África do Sul, 30 de Novembro de 1935) é um poeta, romancista, ensaísta, crítico e investigador literário, português. A sua obra ficcional, de entre a qual se destaca o romance Partes de África (1991), no qual o autor usa técnicas narrativas para revelar as ficções da memória, expondo a fronteira entre o facto e a invenção, é considerada uma das mais originais da literatura portuguesa contemporânea. [ler mais]

 

Hélder Macedo, aos 77 anos ainda é um escritor marginal

 

 

 

O escritor e poeta lançou, na casa Fernando Pessoa, em Lisboa, o novo romance intitulado "Tão Longo Amor, Tão Curta a Vida"

Uma jovem estudante tatuou numa perna "Conheço-me as fronteiras. Quero o resto"um fragmento do poema Orfeu que Helder Macedo escreveu em 1994. Isto aconteceu no Brasil onde o escritor é um dos autores portugueses contemporâneos mais estudados. Enquanto espera de Portugal um reconhecimento ao nível da sua obra o autor lança um novo romance, Tão Longo Amor tão Curta a Vida (editorial Presença).

O título do livro, pedido de empréstimo a Luís de Camões, não faz adivinhar que lá dentro há um labirinto de histórias inacabadas, de caminhos que desembocam em novos caminhos e que os mistérios podem ser, paradoxalmente, formas de conhecer o desconhecido.

Tudo começa na noite em que o narrador vê a sua rotina interrompida por um homem de camisa manchada de sangue lhe bate à porta, lhe pede uma camisa lavada e disponibilidade para ouvir uma história. A partir daqui o narrador torna-se autor e personagem a desenrolar um fio de ariadne sem nunca encontrar uma saída. Pois que a encontremos nós, os leitores, que para os livros de Hélder Macedo têm que gostar de textos densos, paradoxos, jogos mentais e ter capacidade para aguentar a torrente de palavras, ideias, duplos sentidos. [dn.pt]

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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