"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]
Quarta-feira, 31 de Julho de 2013
Na mesa dos poetas

O Rosário

Quando à noite contemplo taciturno
estas contas antigas, o rosário
das minhas orações,
vejo em minh'alma o poema legendário dos velhos tempos das longínquas eras
de santas devoções.
A cruz ebúrnea, onde agoniza o Cristo,
é de um lavor subtil que nos revela
um génio magistral,
obra de monge em merencória cela,
piedoso artista há muito adormecido
em velha catedral.

Tem séculos; talvez que nestes contas
passasse outrora suas mãos esguias
a castelã senil,
pensando triste nos saudosos dias
em que a seus pés um menestrel vibrava
o mimoso arrabil.

Talvez que este rosário minorasse
as saudades da noiva lacrimante
que debalde esperou
em cada nau, que vinha do Levante,
o seu donzel amado que partira
e nunca mais voltou.

Sobre a cota de um jovem cavaleiro,
que o beijava por noite estreladas
pensando em sua mãe,
ele assistiu às guerras das cruzadas,
atravessou talvez a Terra Santa
e viu Jerusalém.

Talvez alguma freira, em triste claustro,
de seus anos na doce primavera
só dele confiou
seus loucos sonhos de falaz quimera,
e, apertando o rosário ao peito ansioso,
consolada expirou.

Isto o que leio no rosário antigo;
e, quando melancólico lhe beijo
as contas de marfim,
no ar escuto indefinido arpejo,
e então a crença, a mística toada,
murmura dentro em mim.

Gonçalves Crespo
in Miniaturas



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Terça-feira, 30 de Julho de 2013
Sugestão de leituras

 

Titulo: Querer muito

Autor: João Paulo Cotrim

Ilustrador: André da Loba

Editora: APCC - Associação para a Promoção Cultural da Criança

Sinopse: "Tanto, mas tanto acontece à nossa volta, nos passa frente aos olhos, nos tomba nas mãos! E se assim, quem nos obriga a escolher isto na vez daquilo? E quantas coisas se escondem dentro de uma só? E se quisermos com muita força não poderemos ter tudo?"

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 29 de Julho de 2013
Músico da semana: JJ Cale

 

JJ Cale, nome artístico de John Weldon Cale (Tulsa, Oklahoma, 5 de dezembro de 1938 – San Diego, Califórnia, 26 de julho de 2013), foi um músico estadunidense. É conhecido por ser o autor de duas canções de sucesso na carreira solo de Eric Clapton, "After Midnight" e "Cocaine", e também de hits do grupo Lynyrd Skynyrd como "Call Me The Breeze" e "I Got the Same Old Blues". Foi um dos pioneiros do Tulsa Sound, género que mescla blues, rockabilly, música country e jazz. [ler mais]

 

 

 

J. J. Cale (1938-2013): o criador de sucessos alheios

 

Guitarrista e compositor, escreveu grandes canções, como Cocaine ou Call Me the Breeze, que Eric Clapton, os Lynyrd Skynyrd e outros tornaram célebres. Génio discreto, J. J. Cale foi um dos criadores do género musical Tulsa Sound e influenciou várias gerações de músicos, de Neil Young a Mark Knopfler.

Autor de canções celebrizadas por outros, o guitarrista, compositor e cantor J. J. Cale (1938-2013) morreu sexta-feira num hospital da Califórnia, aos 74 anos, na sequência de um ataque cardíaco.

John Weldon Cale, que adoptou o nome artístico de J. J. Cale, nasceu em Tulsa em 1938, e ajudou a criar um novo género musical que adoptaria o nome da sua cidade natal, no estado de Oklahoma: o Tulsa Sound, uma singular mistura de blues, country e jazz com o rockabilly dos anos 50. Já o estilo peculiar de Cale ficou conhecido como laid back, ou seja, descontraído, relaxado.

O próprio Cale explica numa entrevista que as suas primeiras influências musicais foram os discos de rockabilly que vinham de Memphis, e músicos de blues, como Clarence Brown ou Billy Butler. “Ao tentar imitá-los, falhei e acabei por criar uma coisa minha”, resume. 

Tendo-se sempre considerado essencialmente um guitarrista, que apenas se decidiu a escrever canções para ganhar algum dinheiro, Cale interpretou os seus próprios temas, mas foram quase sempre as versões de terceiros que os tornaram famosos. Os exemplos mais óbvios são After Midnight ou Cocaine, imortalizados por Eric Clapton, mas muitos outros cantores e bandas adoptaram canções de Cale, como Johnny Cash, Santana, o malogrado grupo rock Lynyrd Skynyrd, os Deep Purple ou os The Band. Só o tema After Midnight teve uma dezena de versões, tendo sido gravado, entre outros, por Chet Atkins, pelo grupo feminino The Shirelles e pelo músico brasileiro Sérgio Mendes.

O estilo “relaxado” de Cale influenciou ainda músicos como Neil Young – que o considerava, a par de Jimy Hendrix, um dos dois melhores guitarristas que alguma vez vira actuar – ou o líder dos Dire Straits, Mark Knopfler, que também reconheceu publicamente a sua dívida ao músico de Tulsa, bastante evidente em Sultans of Swing, o êxito que lançou o grupo britânico. 


Fuga para Los Angeles

Depois de alguns anos a tocar nos bares de Tulsa, e de alguns singles gravados com o nome Johnny Cale, que não tiveram grande sucesso, Cale decidiu-se a seguir o exemplo de outros músicos locais, como David Gates, Leon Russell (então ainda Russell Bridges), ou Carl Radle, futuro baixista da banda de Eric Clapton, e rumou à Califórnia. Chegou a Los Angeles em 1964 e ali conheceu, através de Leon Russell, o produtor independente Snuff Garrett, que o coloca na editora Liberty, onde Garrett trabalhara e que gravará vários discos de Cale.

Nesses meados dos anos 60, Cale trabalha ainda num célebre bar de Sunset Strip, em Hollywood, o Whiskey A-Go-Go, que Elmer Valentine abrira inspirado no sucesso de um bar homónimoem Paris. Contratadopara cobrir as folgas de Johnny Rivers, o dinheiro que ganha com estas actuações, somado aos dividendos dos discos, ajuda-o a ir sobrevivendo. É Elmer Valentine quem lhe sugere que adopte o nome artístico J. J. Cale, para evitar confusões com o co-fundador dos Velvet Underground.

Em 1966, Garrett funda uma nova chancela, a Viva Records, e grava com Cale e outros músicos – agrupados sob a designação Letahercoated Minds – o álbum A Trip Down the Sunset Strip. É no contexto deste projecto que Cale compõe After Midnight, pensada para ser uma faixa instrumental do disco. Mas a música acaba por não entrar no álbum, e depois de Cale a transformar num tema cantado e de escrever a respectiva letra, edita-a, juntamente com Slow Motion, num single da Liberty, lançado ainda em 1966. 

Só quatro anos mais tarde, ao ouvir a sua própria canção na rádio, cantada por outro, é que J. J. Cale se apercebe de que Eric Clapton gravara uma versão de After Midnight. […]  [publico.pt]

 

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Sexta-feira, 26 de Julho de 2013
Autor da semana: Cláudio Magris

Cláudio Magris nasceu em Trieste, Itália a 10 de abril de 1939. É escritor e germanista. Foi senador de 1994 a 1996 durante a XII Legislatura da República Italiana.

 

Claudio Magris venceu o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva

Primeira edição do prémio distinguiu este domingo o escritor italiano pelo seu contributo para a cultura europeia.

É um dos grandes intelectuais europeus da actualidade, um eterno candidato ao Nobel da Literatura. O escritor italiano Claudio Magris, de 74 anos, venceu o primeiro Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a divulgação do Património Cultural, instituído pela Europa Nostra, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Clube Português de Imprensa.

À hora em que o prémio foi este domingo anunciado, Claudio Magris, ensaísta especializado nos grandes dilemas da Europa, autor de obras tão conhecidas e aplaudidas pela crítica como Danúbio (Dom Quixote), passeava-se (e passeia) pelo alto mar. Mas não partiu para longe do mundo que tanto analisa sem antes ter deixado uma mensagem de agradecimento por mais uma distinção.

Numa carta endereçada ao júri, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins (presidente do Centro Nacional de Cultura), Claudio Magris expressou a “mais profunda gratidão por este grande, generoso e totalmente inesperado reconhecimento”, que, acrescenta. “chega de um país que sempre esteve presente na minha fantasia, nos meus interesses, no meu imaginário”.

“Não sou um lusitanista e infelizmente não falo português, mas a história, a civilização e a literatura desse pequeno grande país sempre desempenharam para mim um importante papel, sempre me estiveram presentes.” E continua, na nota enviada ao PÚBLICO: “Talvez porque se trata de uma enorme civilização de mar, elemento essencial da minha sensibilidade e do meu ser, de um pequeno país que se tornou num império do mundo – no mais lato sentido do termo e não só no político – e como poucos outros foi um teatro de encontro, e como sempre também de confronto, em suma, um palco de protagonismo no grande teatro do mundo”.

A ligação do escritor italiano a Portugal há muito tempo que é conhecida. Em 2011, Claudio Magris assinou até o prefácio da reedição da Caminho de A Viagem a Portugal, de José Saramago. Magris lembrou no prefácio que, quando se encontrou pela primeira vez com Saramago em Lisboa, foi este o livro que o Nobel da Literatura lhe ofereceu.

Nascido em Trieste em 1939, Claudio Magris tem uma extensa obra dedicada ao ensaio, ao romance e ao relato de viagens. O italiano é ainda professor de literatura alemã e tradutor, colaborando ainda com regularidade para o jornal italiano Corriere della Sera. Como diz ao PÚBLICO Guilherme d’Oliveira Martins, “além de um grande escritor, Claudio Magris é um homem da comunicação”.

O prémio agora entregue a Magris pretende anualmente distinguir um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, se tenha distinguido pela sua actividade de divulgação, defesa e promoção do património cultural europeu através de obras literárias, artigos, crónicas, fotos, séries documentais, filmes e programas de rádio e/ou de televisão publicados ou emitidos nos diversos meios de comunicação.

É por isso que, para Guilherme d’Oliveira Martins, “faz todo o sentido premiar Claudio Magris nesta primeira edição”. “É um escritor com uma noção de património que não se projecta apenas no passado como se estende ao presente. Tem uma escrita plural, tolerante e promotora de uma cultura europeia”, diz ao PÚBLICO o presidente do júri, composto por Antonio Foscari, Francisco Pinto Balsemão, Irina Subotic, João David Nunes, José María Ballester e Piet Jaspaert.

Duas menções honrosas

No comunicado, o júri destaca exactamente o conhecimento que Claudio Magris tem da Europa “enquanto espaço de diálogo e de intercâmbio cultural é muito perceptível, especialmente na sua obra sobre o Danúbio", cujo tema principal é uma incursão e um pretexto para explorar e dissertar sobre a cultura centro-europeia, "mas igualmente em toda a sua rica produção literária”.

“Através dos seus textos tem contribuído para a tolerância e a paz europeia. Magris é alguém que tem reflectido ao longo da vida sobre os temas de identidade como factores de entendimento, valores tão importantes nos dias de hoje”, acrescenta ainda ao Guilherme d’Oliveira Martins, que em Outubro entregará o prémio no valor de dez mil euros ao escritor italiano numa cerimónia que vai acontecer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Sendo a Europa um dos temas sobre os quais mais se debruça, Claudio Magris foi um dos intelectuais que no início do ano assinou o manifesto internacional chamado Europa ou o caos. Uma denúncia do vertiginoso crescimento do "cinismo", "chauvinismo" e populismo" e que começava por dizer que “a Europa não está em crise, está a morrer”.

“Não a Europa como território, naturalmente. A Europa como Ideia. A Europa como um sonho e um projecto”, diz o início do texto assinado ainda pelo escritor português António Lobo Antunes, Bernard-Henri Lévy (autor francês), Vassilis Alexakis (escritor grego), Juan Luis Cebrián (jornalista espanhol e fundador do El País), Umberto Eco (intelectual italiano), Salman Rushdie (romancista indiano), Fernando Savater (filósofo espanhol), Peter Schneider (romancista alemão), Hans Christoph Buch (jornalista e autor alemão), Julia Kristeva (filósofa búlgaro-francesa) e Gÿorgy Konrád (ensaísta húngaro).
Nesta edição do prémio, que pretende homenagear a jornalista Helena Vaz da Silva (1939-2002), foram ainda atribuídas duas menções honrosas, a Olivér Kovács e Ozgen Acar. “O primeiro pela mobilização dos cidadãos a favor do Património da Hungria, e o segundo pela luta internacional contra o tráfico ilegal de tesouros do Património com origem na Turquia”, lê-se no comunicado. [publico.pt]

 

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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
Estreias de cinema

 

Estreiam, hoje, os filmes: “Porno caseiro” de Franck Gastambide com Medi Sadoun, Franck Gastambide, Jib Pocthier; “As Vidas de Arthur” de Dante Ariola com Emily Blunt, Colin Firth, Anne Heche; “Miúdos e Graúdos 2” de Dennis Dugan com Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, Salma Hayek, Maria Bello, Steve Buscemi; “Só Deus Perdoa” de Nicolas Winding Refn com Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas, Yayaying Rhatha; “Wolverine” de James Mangold com Famke Janssen, Hugh Jackman, Will Yun Lee; “A Malta e Eu” de  Michel Gondry  com Michael Brodie, Teresa Lynn, Raymond Delgado e “Paixões Proibidas” de Anne Fontaine com Robin Wright, Naomi Watts, Xavier Samuel

 

“Porno Caseiro”

Sinopse:

Amigos desde sempre, Mousten, Abdelkrim e Momo (Franck Gastambide, Medi Sadoun e Jib Pocthier) vivem o mesmo problema: não têm emprego, namorada ou qualquer ocupação que não seja deambular pelas ruas. Até que, um dia, ao folhearem uma revista da especialidade, descobrem um anúncio que recruta novos talentos para filmes pornográficos. Convictos que a sorte grande lhes bateu à porta, os três amigos acreditam ter encontrado a solução para os seus maiores problemas: falta de dinheiro... e de sexo.
Uma comédia francesa que marca a estreia na realização de Franck Gastambide. [cinecartaz.publico.pt]

 

“As Vidas de Arthur”

Sinopse:

Avery Wallace (Colin Firth) não tem amigos, odeia o seu trabalho e não se orgulha da relação com a ex-mulher e o filho. Sentindo que já nada o prende àquele lugar ou àquelas pessoas, decide mudar de vida. Para isso, simula a sua própria morte e adquire uma nova identidade enquanto Arthur Newman. Porém, a viagem rumo a essa nova vida é interrompida quando conhece Michaela "Mike" Fitzgerald (Emily Blunt), uma jovem mulher que também luta contra os seus próprios demónios. Como duas almas em sintonia, Mike rapidamente descobre o segredo de Arthur e ele, os dela. Apaixonados e decididos a entregar-se ao verdadeiro espírito daquela nova existência, os dois divertem-se a entrar em casas vazias e assumir a identidade dos seus proprietários. Porém, durante este processo quase esquizofrénico de anular o passado, cada um deles vai perceber que, na verdade, o que mais amam um no outro é a identidade que deixaram para trás.
Primeira longa-metragem de Dante Ariola, segundo um argumento de Becky Johnston ("Sete Anos no Tibete"). [cinecartaz.publico.pt]

 

Miúdos e Graúdos 2”

Sinopse:

Três anos depois do famoso fim-de-semana que reuniu velhos amigos e que os fez reflectir sobre o valor da amizade, Lenny decide deixar Los Angeles e regressar à pequena cidade que o viu nascer. As vantagens: uma vida mais simples e a possibilidade de dar aos seus próprios filhos o ambiente pacato e de proximidade que teve a sorte de usufruir em criança. Porém, muita coisa mudou nas últimas décadas e agora, Lenny, Eric, Kirt e Marcus vão ter de dar o braço a torcer e assumir que têm muito que aprender com os mais jovens.
Sequela de uma das mais bem-sucedidas comédias de 2010, um filme sobre a amizade e as "dores de crescimento". Dennis Dugan ("Falhados... Por Um Fio", "Declaro-vos Marido... E Marido") mantém-se na realização e, no elenco, voltamos a encontrar Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, David Spade, Salma Hayek, Maria Bello, Maya Rudolph e Steve Buscemi. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Só Deus Perdoa”

Sinopse:

Há dez anos que Julian Thompson (Ryan Gosling) vive exilado em Banguecoque, Tailândia, depois de ter sido responsável pela morte de um homem. Nesta cidade, gere um clube de boxe tailandês que, na verdade, é uma forma de encobrir o verdadeiro negócio: tráfico de drogas. Tudo se complica quando Billy, o seu irmão, é espancado até à morte após ter assassinado brutalmente uma prostituta menor de idade. É então que a sua mãe (Kristin Scott Thomas), consumida pelo desejo de vingança, chega dos EUA para exigir a Julian que acabe com a vida do responsável pela morte do irmão. Relutante, Julian sabe que, para aceder a esse pedido, terá de enfrentar o mais temível e implacável polícia da cidade: Chang (Vithaya Pansringarm), também conhecido por "Anjo da Morte". Este confronto vai dar início a um sangrento jogo, que apenas terminará com a total destruição de todos os envolvidos...
Um "thriller" de acção com argumento e realização de Nicolas Winding Refn ("Valhalla Rising - Destino de Sangue", "Drive - Risco Duplo").

 

“Wolverine”

Sinopse:

Alguns anos após os eventos de "X-Men - O Confronto Final" (realizado, em 2006, por Brett Ratner), Wolverine (Hugh Jackman) ver-se-á em território japonês onde, pela primeira vez na sua longa existência, se sentirá vulnerável. Porém, será essa mesma vulnerabilidade que lhe revelará o amor e o obrigará a lutar pela sua própria vida, o que o vai tornar ainda mais determinado e perigoso. Agora, para poder vencer os seus inimigos, o herói terá de usar tudo o que aprendeu até então e, em lutas corpo-a-corpo, eliminar todos os que regressaram decididos a destruí-lo.
Com assinatura do realizador James Mangold ("Vida Interrompida", "Walk the Line", "O Comboio das 3 e 10"), um filme de acção e aventura sobre uma das mais emblemáticas personagens Marvel, criada, em 1974, por Len Wein e John Romita. [cinecartaz.publico.pt]

 

“A Malta e Eu”

Sinopse:

Um retrato de um conjunto de adolescentes norte-americanos da zona problemática do Bronx, Nova Iorque, no seu último dia de aulas. O filme mostra as relações existentes entre os diferentes grupos, enquanto fazem a viagem que diariamente os leva até à escola. Enquanto espectadores, assistimos à evolução gradual dos protagonistas e às transformações que sofrem no esforço de pertencer a um determinado grupo. Com acção em tempo real, à medida que o filme avança, reforça-se a intimidade dos relacionamentos e revelam-se as facetas ocultas das suas personalidades.
Apresentado no Festival de Cannes, um drama escrito e realizado pelo francês Michel Gondry ("O Despertar da Mente", "Por Favor Rebobine"), que é o resultado de uma colaboração de três anos do realizador com um grupo de adolescentes de uma escola real. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Paixões Proibidas”

Sinopse:

Os anos passaram, mas a amizade de Roz e Lil (Robin Wright e Naomi Watts) não se alterou. Depois de o destino as ter reunido, elas passam algum tempo juntas num lugar paradisíaco com Ian e Tom (Xavier Samuel e James Frecheville), os respectivos filhos, que representam para elas a extensão de si mesmas, na sua beleza e juventude passadas. Fragilizadas e ainda a recuperar das suas relações anteriores, cada uma delas acaba por se apaixonar pelo filho da outra. E, apesar do preconceito inerente àquela situação inesperada, os quatro acabam por ceder à atracção, vivendo uma apaixonada história de amor. Porém, terá esse amor força suficiente para ultrapassar as dificuldades que, inevitavelmente, acabarão por surgir?
Realizado por Anne Fontaine, um drama baseado no conto "The Grandmothers", escrito, em 2003, pela escritora inglesa Doris Lessing, laureada com o Nobel da Literatura em 2007. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 24 de Julho de 2013
Na mesa dos poetas

Gonçalves Crespo

António Cândido Gonçalves Crespo (Rio de Janeiro, 11 de Março de 1846 — Lisboa, 11 de Junho de 1883) foi um poeta de influência parnasiana, sendo membro das tertúlias intelectuais portuguesas do último quartel do século XIX  onde convive com João Penha, o poeta que introduziu o parnasianismo em Portugal.

Nascido nos arredores da cidade do Rio de Janeiro, filho de mãe escrava, fixou-se em Lisboa aos 10 anos de idade e estudou Direito na Universidade de Coimbra.

Dedicou-se essencialmente à poesia e ao jornalismo. Faleceu em Lisboa com apenas 37 anos de idade.

A sua afirmação como poeta foi reforçada postumamente em 1887, quando foram publicadas as suas Obras Completas, com prefácio de Teixeira de Queirós e da escritora e poeta Maria Amália Vaz de Carvalho, sua mulher.

 

Alguém

Para alguém sou o lírio entre os abrolhos,
E tenho as formas ideais de Cristo;
Para alguém sou a vida e a luz dos olhos,
E, se na Terra existe, é porque existo.

Esse alguém, que prefere ao namorado
Cantar das aves minha rude voz,
Não és tu, anjo meu idolatrado!
Nem, meus amigos, é nenhum de vós!

Quando, alta noite, me reclino e deito,
Melancólico, triste e fatigado,
Esse alguém abre as asas no meu leito,
E o meu sono desliza perfumado.

Chovam bênçãos de Deus sobre a que chora
Por mim além dos mares! esse alguém
É de meus olhos a esplendente aurora;
És tu, doce velhinha, ó minha mãe!

in Miniaturas

Gonçalves Crespo



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Terça-feira, 23 de Julho de 2013
Sugestão de Leituras

Titulo: Contos do lápis verde

Autora: Álvaro Magalhães

Ilustrador: Bernardo Carvalho

Editora: APCC - Associação para a Promoção Cultural da Criança

Sinopse: "Sinto a obrigação de vos dizer, antes de mais, que, embora estas histórias levem o meu nome, foram escritas, como dizer?, contra a minha vontade. Sim, é verdade.

Quem as escreveu foi um lápis verde que não sei como veio parar à minha mão."

 

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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013
Prémio BES Revelação já tem vencedores

Diogo Evangelista, Nádia Ribeiro e André Romão são os vencedores deste prémio para jovens artistas.

Os três vencedores vão receber uma bolsa de 7500 euros cada para produzir as obras para uma exposição que será apresentada no Museu de Serralves em Outubro.

Diogo Evangelista, Nádia Ribeiro e André Romão, com projectos sobre a memória e o tempo, são os vencedores da edição de 2013 do Prémio BES Revelação.

O júri deste ano, que fez uma escolha por unanimidade, foi composto por Guillaume Désanges, curador independente que trabalha em Paris, Marina Fokidis, directora da Kunsthalle Athena, em Atenas, Nav Haq, curador no MHKA, Antuérpia, e Filipa Ramos, curadora independente portuguesa que trabalha e vive entre Londres e Milão. O prémio, entregue anualmente pelo Banco Espírito Santo e pela Fundação de Serralves, premeia artistas até aos 30 anos.

Diogo Evangelista (n. 1984) apresentou a concurso um projecto de vídeo, falsamente documental, em que parte de imagens fotográficas encontradas, bem como de material impresso e vídeos, para reflectir sobre os "arquétipos de deserto, sonho, ilusão, utopia e paraíso", explica o artista citado pelo comunicado de Serralves. O projecto associa "o planeta Marte a um paraíso perdido, representado pelas ilhas de Mauna Kea, no Havai, Faial, nos Açores, Nova Guiné, na Indonésia e Lanzarote, nas Ilhas Canárias".

Nádia Ribeiro (n. 1984) apresentará em Serralves uma série de imagens que estemunham a degradação de um conjunto de flores, recorrendo a diversos processos fotográficos, assim sublinhando a relação da fotografia com a temporalidade, explica o mesmo comunicado.

André Romão (n. 1984) venceu com um vídeo que cola todos os fragmentos do friso ocidental do Pártenon, espalhados por vários museus da Europa, testemunho do desmembramento da história do Ocidente. [publico.pt]



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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
Autor da semana: Pedro Sena-Lino

Pedro Sena-Lino nasceu em 1977 em Lisboa. Licenciou-se em Estudos Portugueses na Universidade Nova de Lisboa, onde concluiu o Mestrado em Literaturas Românicas sobre José Régio, com uma tese sobre "O pecado de si mesmo: José Régio e o paradigma da identidade original." [ler mais]

 

A ficção portuguesa reflecte sobre a crise que é real

Na última semana foram lançados dois romances que reflectem a crise económica portuguesa e que propõem desfechos: Despaís e Se não podes juntar-te a eles, vence-os. Conversámos com os autores, Pedro Sena-Lino e Filipe Homem Fonseca.

Filipe Homem Fonseca apresenta esta quinta-feira, na sede da sua editora Divina Comédia, Se não podes juntar-te a eles, vence-os: três personagens vivem de formas diferentes a actual crise portuguesa. Na sexta-feira passada foi a vez de Pedro Sena-Lino publicar o seu segundo romance, Despaís ( Porto Editora), em que questiona a validade do conceito de Estado-Nação. Dois olhares sobre a crise económica na forma de romance no espaço de uma semana.

O ambiente que a crise criou é de medo e incerteza e pôs-nos a “viver numa panela de pressão que às vezes estoira em cima dos que nos estão mais próximos e que não têm culpa de nada”, diz Filipe Homem Fonseca sobre a situação do país e sobre o seu primeiro romance. A escolha do cenário da crise foi propositada: “A partir do momento em que escolho o cenário actual, tenho que falar da crise”, diz autor de Se não podes juntar-te a eles, vence-os.

No livro tenta acabar-se com a crise instalando outra crise. Levados pelo sentimento de medo, insegurança e revolta dois desconhecidos unem-se para matar os culpados da situação actual. Planeiam um atentado que tem o objectivo de matar sem discriminação porque todos são culpados por não terem agido. A alteração do provérbio popular no título pode a princípio parecer uma afirmação de incorformismo. Ao longo da leitura, o título passará a ser uma questão, diz o autor, "se não podemos juntar-nos a eles, devemos vencê-los?". Devemos passar do extremo da passividade para o da violência?

A história é também sobre os portugueses. “Quando chegam à idade adulta, os portugueses tornam-se três tipos de gente: catastrofistas, dissidentes ou boas pessoas”, diz uma das personagens. Mas estes rótulos não são definitivos, segundo o autor. Todos temos características destes três tipos e há sempre uma que sobressai. As referências directas não são só ao povo mas também à actualidade. É frequente encontrar as personagens a falar dos feriados que já não existem, do primeiro-ministro que sugeriu que emigrássemos ou das facturas que se têm que pedir depois de beber um café. Filipe Homem Fonseca usou estas referências por considerar que mesmo que tentasse inventar outras, nunca seriam tão boas como a realidade.

“Tentei pegar na nossa realidade e construir um exemplo quase universal. Quando um banqueiro diz que vamos aguentar a austeridade, isso diz muito sobre o que estamos a viver”. A ideia do autor é que um leitor do futuro que não tenha vivido o 2013 português possa concluir que “apesar da desconfiança e do medo, as coisas podem sempre melhorar”. A reflexão sobre este momento é um dos objectivos, mas a verdadeira intenção é “conquistar o direito à atenção do leitor e permitir que ele crie uma relação emocional com o livro”.

E se fossemos todos ex-portugueses?
Despaís, de Pedro Sena-Lino, passa-se em Portugal no ano de 2023. A situação é semelhante à actual, mas há situações extremas como a tentativa de desmantelamento e venda do Mosteiro dos Jerónimos. Nesta distopia, o país enfrenta a possibilidade do seu fim. “A ideia foi construir um romance virtual em que se vivem as condições actuais com a alteração de uma variável: há um referendo que coloca a hipótese da dissolução total do Estado Português.”

A história constrói-se pelos relatos de diferentes narradores. Foi esta a forma que Sena-Lino encontrou de devolver a voz aos cidadãos anónimos, representados por Afonso, criança agora sem pátria, uma idosa com demência, um historiador, um homem do lixo, um gestor, um jornalista, um fotógrafo estrangeiro, entre outros. Para o autor, é também importante o papel da multidão que intervém com palavras de ordem ao jeito de coro grego.

Pedro Sena-lino escolheu apresentar o seu novo livro através de uma manifestação encenada no Rossio, em Lisboa, e uma mesa-redonda sobre a situação nacional. “Não gosto de apresentações tradicionais. O objectivo é desencadear a discussão a partir da obra literária”, diz, salientado que a obra de arte não pode ficar fechada em casa, mas tem que provocar discussão, ser provocadora, tanto na forma como no conteúdo.

Despaís quer um leitor inconformado e perturbado no fim da leitura, quer que o leitor se pergunte o que pode fazer para evitar o cenário extremo de crise financeira, social e de identidade nacional que o livro descreve. O cenário é apocalíptico. Os portugueses vivem no mar, em barcos chamados “Crísias” porque já não têm sítio onde viver: Portugal foi vendido. Para o gestor, um dos narradores do livro, “esta é a história de um país que foi um erro. de um país que nunca sequer deveria ter existido”.

“Depois de vermos cair o Estado-providência, questiono se o conceito instalado de Estado-Nação ainda faz sentido”, diz o autor. A personagem do historiador teoriza esta questão: “Os Estados-Nação, bem como a ideia de Estado desapareceram com o chamado caso português. Só as grandes federações, ou directórios interregionais, como os Estados Unidos ou as União Europeia, podem sobreviver.” Enquanto a nação portuguesa se desfaz, na Europa de 2023 de Pedro Sena-Lino, já a Catalunha se separou da Espanha e a Bélgica se dividiu na Flandres e na Valónia, ficando a cidade de Bruxelas sob administração directa da União Europeia. [publico.pt]

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
Estreias – cinema

 

Estreiam, hoje, os filmes: “Dentro de Casa” de François Ozon com Fabrice Luchini, Ernst Umhauer, Kristin Scott Thomas; “A Loja dos Suicídios” de Patrice Leconte com Bernard Alane (Voz), Isabelle Spade (Voz), Kacey Mottet Klein (Voz); “A qualquer preço” de Ramin Bahrani com Dennis Quaid, Kim Dickens, Zac Efron; “Batalha do Pacífico” de Guillermo del Toro com Charlie Hunnam, Idris Elba, Charlie Day; “Turbo” de David Soren com Ryan Reynolds (Voz), Paul Giamatti (Voz), Maya Rudolph (Voz) e “Xingu – a expedição” de  Cao Hamburger com João Miguel, Felipe Camargo, Caio Blat, Maria Flor.

 

“Dentro de Casa”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sinopse:

Claude Garcia, um jovem estudante de 16 anos, imiscui-se em casa de um colega de turma com intenção de observar a sua família e usá-la como inspiração para a sua escrita. Quando o ano lectivo se inicia, Germain, o professor de literatura francesa, percebe, através dos trabalhos que pede aos alunos, que aquele rapaz é possuidor de um dom raro. Apesar de introvertido e solitário, a sua personalidade cativa o professor, que considera que as obras literárias por ele criadas possuem uma força fora do comum, que vai muito além da sua idade ou maturidade. Porém, com o passar do tempo, os textos começam a revelar o seu lado "voyeurista" e perverso, com detalhes cada vez mais explícitos sobre a vida privada da famíliaem questão. Divididoentre a decisão de o denunciar ou de o encorajar a continuar, o professor entra num perigoso jogo que porá em causa algo mais do que a sua carreira ou reputação. Um filme realizado pelo aclamado realizador francês François Ozon ("Sob a Areia", "Swimming Pool", "O Refúgio", "Potiche"), que se baseia na peça "The Boy in the Last Row", do espanhol Juan Mayorga. No elenco, Fabrice Luchini, Ernst Umhauer, Kristin Scott Thomas e Emmanuelle Seigner. [cinecartaz.publico.pt]

 

“A Loja dos Suicídios”

Sinopse:

Eles vivem numa cidade melancólica, triste e desesperada, onde a taxa de suicídio aumenta de ano para ano. Para levar a vida, esta família ganha o seu sustento com a loja mais concorrida da cidade, a loja dos suicídios, onde disponibiliza todo o material para sossegadas formas de pôr fim à própria vida. Tudo corre como esperado até nascer Alen, o terceiro filho. Ao contrário de toda a gente daquele lugar, ele é a verdadeira encarnação da alegria de viver. Assim, à medida que cresce, aquele menino vai alterar a dinâmica familiar, contaminando, com as suas gargalhadas e energia positiva, um mundo absolutamente avesso à felicidade. E até na loja, sem que alguém se aperceba, começa a evitar os suicídios dos clientes, ao dar-lhes motivos para olharem o mundo de uma outra maneira... Primeiro filme de animação do realizador Patrice Leconte ("Rua dos Prazeres", "10 Dias para Encontrar um Melhor Amigo"), é baseado na novela homónima escrita, em 2007, pelo francês Jean Teulé. [cinecartaz.publico.pt]

 

 

“A qualquer preço”

Sinopse:

Filho de um agricultor rico e poderoso, o jovem Dean Whipple (Zac Efron) apenas quer perseguir o sonho antigo de se tornar piloto profissional de corrida da NASCAR. Porém, as suas ambições são frustradas quando a exploração familiar é alvo de um inquérito que põe em causa a credibilidade do pai e a prosperidade da quinta. Com uma relação difícil e ambições opostas, pai e filho vão ter de ultrapassar as suas diferenças e superar a crise que ameaça fazer ruir tudo à sua volta. A maneira como encontrarão a solução para os problemas económicos com que se deparam será também a fórmula certa para encontrarem a paz familiar de que ambos necessitam.
Um drama familiar escrito e realizado por Ramin Bahrani ("Chop Shop", "Goodbye Solo").[cinecartaz.publico.pt]

 

“Batalha do Pacífico”

Sinopse:

Deste sempre se previu que raças alienígenas surgiriam dos céus. Quando seres enormes e ferozes, de nome kaiju, emergiram das profundezas do Oceano Pacífico, nenhuma nação estava preparada para a hecatombe que se aproximava. Os ataques, à escala global, eram maciços, e deram início a uma guerra sem precedentes que resultou na perda de milhões de vidas. Embora conscientes do poder dos seus inimigos, os seres humanos criaram máquinas de guerra aptas a uma luta corpo-a-corpo: os jaegar, "robots" colossais comandados por dois pilotos neurologicamente conectados. Porém, apesar de conseguirem algum controlo sobre a ameaça, depressa se apercebem que não estão à altura da força ou velocidade dos kaiju. À beira da extinção, a última esperança recai sobre dois heróis improváveis: um piloto reformado e um jovem inexperiente que se unem para ressuscitar um jaegar lendário, mas velho e ultrapassado. Assim, no meio do desespero, este trio transforma-se na mais credível hipótese de sobrevivência de toda a vida na Terra.
Um "thriller" de ficção científica realizado por Guillermo del Toro ("O Labirinto do Fauno"), que conta com Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi e Diego Klattenhoff nos principais papéis. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Turbo”

Sinopse:

Turbo é um pequeno caracol de jardim cujo maior sonho é tornar-se o mais veloz do mundo dos gastrópodes. A sua obsessão por tudo o que se move rapidamente fez dele um pária dentro da pacata comunidade onde nasceu. Marginalizado por todos, Turbo anseia por escapar àquele destino, que considera mais triste do que uma morte lenta. Um dia, após ter sido atropelado por um carro em alta velocidade que quase lhe rouba a vida, adquire um misterioso poder que o torna capaz de atingir velocidades vertiginosas. Assim, o pequeno animal, feliz por conseguir um feito nunca antes visto, decide realizar a maior ambição da sua vida: competir com os mais conceituados pilotos de IndyCar dos EUA. Com isto em mente, nada, nem ninguém, o vai parar. Uma comédia de animação realizada por David Soren que, na sua versão original, conta com as vozes de Ryan Reynolds, Paul Giamatti, Maya Rudolph, Michelle Rodriguez, Snoop Dogg e Samuel L. Jackson, entre outros. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Xingu – a expedição”

Sinopse:

Até aos anos 1930, amaior parte da população brasileira estava concentrada no litoral. Por esse motivo, em 1938, com o objectivo de incentivar a ocupação da região interior, Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, inicia o programa Marcha para o Oeste, uma política de colonização e expansão económica e demográfica do território. A Expedição Roncador-Xingu, integrada nesse programa, tinha o propósito de fazer o reconhecimento oficial das áreas ocupadas pelos povos indígenas e elaborar mapas da região. Nomeados chefes da expedição, Cláudio, Orlando e Leonardo Villas-Bôas conseguem estabelecer contacto com os povos indígenas. Com este percurso, os três irmãos acabam por se tornar os grandes defensores dos direitos dos índios. As suas ideias progressistas contribuíram para a criação, em 1961, do Parque Indígena do Xingu, uma área de 27 mil quilómetros quadrados a norte do estado de Mato Grosso, entre o Planalto Central e a Floresta Amazónica.
Produzida por Fernando Meirelles e apresentada na secção Panorama do Festival de Berlim, esta é a terceira longa-metragem do brasileiroCao Hamburger e conta com a participação dos actores João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 17 de Julho de 2013
Na mesa dos poetas

 

Num Bairro Moderno

 

Dez horas da manhã; os transparentes
Matizam uma casa apalaçada;
Pelos jardins estancam-se as nascentes,
E fere a vista, com brancuras quentes,
A larga rua macadamizada.

Rez-de-chaussée repousam sossegados,
Abriram-se, nalguns, as persianas,
E dum ou doutro, em quartos estucados,
Ou entre a rama do papéis pintados,
Reluzem, num almoço, as porcelanas.

Como é saudável ter o seu conchego,
E a sua vida fácil! Eu descia,
Sem muita pressa, para o meu emprego,
Aonde agora quase sempre chego
Com as tonturas duma apoplexia.

E rota, pequenina, azafamada,
Notei de costas uma rapariga,
Que no xadrez marmóreo duma escada,
Como um retalho da horta aglomerada
Pousara, ajoelhando, a sua giga.

E eu, apesar do sol, examinei-a.
Pôs-se de pé, ressoam-lhe os tamancos;
E abre-se-lhe o algodão azul da meia,
Se ela se curva, esguelhada, feia,
E pendurando os seus bracinhos brancos.

Do patamar responde-lhe um criado:
"Se te convém, despacha; não converses.
Eu não dou mais." È muito descansado,
Atira um cobre lívido, oxidado,
Que vem bater nas faces duns alperces.

Subitamente - que visão de artista! -
Se eu transformasse os simples vegetais,
À luz do Sol, o intenso colorista,
Num ser humano que se mova e exista
Cheio de belas proporções carnais?!

Bóiam aromas, fumos de cozinha;
Com o cabaz às costas, e vergando,
Sobem padeiros, claros de farinha;
E às portas, uma ou outra campainha
Toca, frenética, de vez em quando.

E eu recompunha, por anatomia,
Um novo corpo orgânico, ao bocados.
Achava os tons e as formas. Descobria
Uma cabeça numa melancia,
E nuns repolhos seios injetados.

As azeitonas, que nos dão o azeite,
Negras e unidas, entre verdes folhos,
São tranças dum cabelo que se ajeite;
E os nabos - ossos nus, da cor do leite,
E os cachos de uvas - os rosários de olhos.

Há colos, ombros, bocas, um semblante
Nas posições de certos frutos. E entre
As hortaliças, túmido, fragrante,
Como alguém que tudo aquilo jante,
Surge um melão, que lembrou um ventre.

E, como um feto, enfim, que se dilate,
Vi nos legumes carnes tentadoras,
Sangue na ginja vívida, escarlate,
Bons corações pulsando no tomate
E dedos hirtos, rubros, nas cenouras.

O Sol dourava o céu. E a regateira,
Como vendera a sua fresca alface
E dera o ramo de hortelã que cheira,
Voltando-se, gritou-me, prazenteira:
"Não passa mais ninguém!... Se me ajudasse?!..."

Eu acerquei-me dela, sem desprezo;
E, pelas duas asas a quebrar,
Nós levantamos todo aquele peso
Que ao chão de pedra resistia preso,
Com um enorme esforço muscular.

"Muito obrigada! Deus lhe dê saúde!"
E recebi, naquela despedida,
As forças, a alegria, a plenitude,
Que brotam dum excesso de virtude
Ou duma digestão desconhecida.

E enquanto sigo para o lado oposto,
E ao longe rodam umas carruagens,
A pobre, afasta-se, ao calor de agosto,
Descolorida nas maçãs do rosto,
E sem quadris na saia de ramagens.

Um pequerrucho rega a trepadeira
Duma janela azul; e, com o ralo
Do regador, parece que joeira
Ou que borrifa estrelas; e a poeira
Que eleva nuvens alvas a incensá-lo.

Chegam do gigo emanações sadias,
Ouço um canário - que infantil chilrada!
Lidam ménages entre as gelosias,
E o sol estende, pelas frontarias,
Seus raios de laranja destilada.

E pitoresca e audaz, na sua chita,
O peito erguido, os pulsos nas ilhargas,
Duma desgraça alegre que me incita,
Ela apregoa, magra, enfezadita,
As suas couves repolhudas, largas.

E, como as grossas pernas dum gigante,
Sem tronco, mas atléticas, inteiras,
Carregam sobre a pobre caminhante,
Sobre a verdura rústica, abundante,
Duas frugais abóboras carneiras.

 

In O Livro de Cesário Verde, Lisboa, 1887

Cesário Verde

 

Títulos disponíveis, deste autor, na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 16 de Julho de 2013
Sugestão de leituras

 

Titulo: A lebre de chumbo

Autora: Carla Maia de Almeida

Ilustrador: Alex Gozblau

Editora: APCC - Associação para a Promoção Cultural da Criança

Sinopse: "Era uma vez um país onde não faltava nada. Ali nasceu uma linda princesa de cabelos ruivos, a quem deram o nome de Estrela de Âmbar. Era inteligente e corajosa, mas tinha o péssimo hábito de franzir o nariz sempre que alguma coisa não lhe agradava."

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal



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Segunda-feira, 15 de Julho de 2013
Músico da semana: Bana

 

Sobreviveu a Cesária Évora, dez anos mais nova do que ele, mas quando em 2011 o mundo se despediu com comoção da “diva dos pés descalços” já Bana estava há três anos “gravemente doente”, acamado, vítima de diabetes e outras maleitas. Naquele homem, então acamado e a precisar de cuidados diários, havia no entanto ainda o brilho interior do gigante (tinha quase dois metros de altura) que dera à morna difusão pelo mundo. 

Nascido na ilha de S. Vicente, freguesia de Nossa Senhora da Luz, no Mindelo, a 11 de Março de 1932, Adriano Gonçalves, que havia mais tarde de ganhar (como qualquer cabo-verdiano) o “nominho” Bana, começou desde cedo a querer cantar. A vizinhança ouvia-o e incitava-o, nas mornas e coladeiras, e ela ia ganhando jeito. No livro Kab Verd Band (ed. 2006), Carlos Filipe Gonçalves diz que Bana passou a frequentar a casa de B.Léza, mestre da morna, para aí “beber as melodias”.

B.Léza “tinha um modo peculiar de cantar”, “não cantava muito bem” (era compositor, não cantor), mas ainda assim Bana foi moldando o seu estilo a partir dos ensinamentos do mestre. O que fez dele, mais tarde, um “cantor do gesto intensamente nocturno”, como escreveu Vasco Martins no seu antológico livro sobre a morna (ed. 1989) mas também o fez senhor de um estilo muito próprio, como se escreve em Kab Verd Band: “Arrasta as sílabas (dos versos) e altera ou liga determinadas figuras (tempo de duração de uma nota musical) da melodia. Deste modo injecta o sentimento e produz uma massa sonora moldada.”
Mas isso foi quando se conseguiu impor a cantar. Antes, como recordava neste sábado Alberto Rui Machado (co-fundador da Casa de Cabo Verde em Lisboa) ao semanário cabo-verdiano A Semana, “Bana era pobre, andava descalço e por isso, naquele tempo proibiam-no de cantar em sítios de melhor qualidade”. Isto no Mindelo. Até que um dia passou por lá, para actuar, a Tuna Académica de Coimbra, da qual faziam então parte Manuel Alegre e Fernando Assis Pacheco. Entusiasmados, quiseram trazer Bana para Portugal. E havia de vir, na inauguração da Casa da Cabo Verde em Lisboa, mas apenas dez anos depois, em 1969.
Antes, Bana quis ir ao Senegal, onde tinha familiares e onde foi recebido de tal modo que a Pathé Marcony o convidou para gravar um disco. Partiu, então, daí para Paris (há um disco onde ele posa na capa à frente do Arco do Triunfo) e depois para a Holanda, em 1968. E gravou alguns dos discos-chave da sua carreira, como os emblemáticos Nha Terra (1966) ou Rotcha-Nú (1969).
Enquanto isso, ia viajando para Lisboa, a espaços. A inauguração da Casa de Cabo Verde, em 1969, na companhia de Luís Morais e Armandinho (que desde 1966 com ele integravam o conjunto Voz de Cabo Verde) é o passo decisivo para se fixar em Portugal. Aqui passa a viver, a cantar, a participar em festivais e até, a convite do governo português (à data, uma ditadura), a deslocar-se em digressão aos Estados Unidos e às então colónias africanas de São Tomé, Angola e Guiné-Bissau.

Laços com os mais novos
Em 1975, já depois da revolução dos cravos, abre em Lisboa um restaurante chamado Novo Mundo, que mais tarde viria a dar lugar ao Monte Cara. Abre também uma loja de discos, chamada Cretcheu. Muitos dos músicos e cantores cabo-verdianos da diáspora (portuguesa mas também holandesa ou francesa) vão passando por lá e deixando laços. Bana “apadrinha” algumas vozes e talentos que então despontavam, como Celina Pereira, Paulino Vieira, Tito Paris, Leonel Almeida ou Titina, que se tornara conhecida e uma cantora de projecção pela influência de Adriano Moreira, que se apaixonou pelo seu canto e pela força e intensidade da morna. Pela sua intensa vida musical, Bana foi condecorado pelo então Presidente Mário Soares (Ordem de Mérito Oficial) e pelos Presidentes de Cabo Verde Mascarenhas Monteiro e Jorge Carlos Fonseca.
Por várias vezes, enquanto lhe iam embranquecendo os cabelos, fez menção de se retirar dos palcos. Anunciou vários espectáculos como sendo “o último”, mas voltou sempre, enquanto a voz lhe permitiu. Em Janeiro de 1992 a Aula Magna encheu-se em sua homenagem, com uma plêiade notável de cantores. E no final dos anos 90, esteve em concerto no Coliseu de Lisboa, espectáculo lançado de seguido em CD duplo. Em 2007 ainda gravou um outro trabalho, Bana e Amigos, lançado em CD e DVD.
Até que, no primeiro trimestre de 2008, sofreu um acidente vascular cerebral. E a partir daí a sua vida já não voltou ao que era. Recentemente, relatava o jornal A Semana online, vivia num lar em Camarate, sob responsabilidade da Segurança Social Portuguesa e da Embaixada de Cabo Verde. Submetido a hemodiálise há alguns anos, sentiu-se mal durante o último tratamento e foi internado no Hospital de Loures, nos arredores de Lisboa, onde viria a morrer neste sábado, às 2h, de paragem cardíaca.
O velório, informou a família, realiza-se neste domingo a partir das 13h na Igreja da Sagrada Família em Benfica, onde à mesma hora haverá na segunda-feira uma missa de corpo presente. O funeral sairá na segunda-feira, às 14h15, para o Cemitério do Alto de São João, onde, segundo nota da embaixada de Cabo verde, “o corpo será cremado, segundo o desejo manifestado [por Bana] em vida”.
Fica a música, testemunho maior do “rei da morna”. [publico.pt] 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Títulos disponíveis na biblioteca municipal



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Sexta-feira, 12 de Julho de 2013
Autor da semana: Dan Brown

  

 

Dan Brown (Exeter, 22 de junho de 1964) é um escritor norte-americano. Seu primeiro livro, Fortaleza digital, foi publicado em 1998 nos Estados Unidos. A este seguiram-se Ponto de impacto e Anjos e demônios, a primeira aventura protagonizada pelo simbologista de Harvard Robert Langdon. Seu maior sucesso foi o polêmico best-seller O Código da Vinci, mas seus outros três livros também tiveram uma grande tiragem. Entre seus grandes feitos, está o de conseguir colocar seus quatro primeiros livros simultaneamente na lista de mais vendidos do The New York Times. [ler mais]

 

Tradutores estrangeiros de Inferno de Dan Brown estiveram fechados para evitar fugas de informação



[disponível, brevemente, na sua biblioteca]

 

A nova história de Dan Brown, Inferno, já está no mercado desde Maio, mas só agora chegou a tradução portuguesa. Traduções como a italiana, a brasileira ou a francesa foram postas à venda em simultâneo com o original, mas houve um preço a pagar: os tradutores trabalharam encerrados numa cave durante dois meses.

Numa entrevista à BBC News, em Maio, Dan Brown chamou-lhe “uma operação militar”, e revelou que os tradutores estiveram em dois bunkers, um no Reino Unido, outro em Milão, protegidos por seguranças armados. Em Milão, 11 tradutores trabalharam sete dias por semana, até às oito da noite, num piso subterrâneo do edifício da Mondadori, editora italiana.

Todos os dias à entrada os tradutores entregavam os seus telemóveis e qualquer outro aparelho que lhes permitisse a comunicação com o exterior. Sempre que faziam uma pausa fora do bunker tinham de a registar e não podiam discutir o livro e a sua trama entre si. Podiam almoçar na cantina comum a todos os funcionários do edifício, mas se quisessem conversar com alguém tinham de dar justificações falsas para o facto de estarem ali. “Estamos numa época de pirataria e em que os editores querem vender livros”, disse Dan Brown em Maio, à BBC News para justificar o secretismo e segurança em torno do seu mais recente livro.

Eduardo Boavida, editor da Bertrand e de Dan Brown em Portugal, considera normais este tipo de cuidados quando os livros geram tanta curiosidade. "Uma fuga de informação afecta a expectativa dos mercados e com a informação global, estaria rapidamente por toda a parte", diz. "O editor tem sempre confiança nos tradutores e gráficas com quem trabalha, mas estas traduções tinham muita gente envolvida e ultrapassavam as confianças locais."

A tradução portuguesa não foi feita sob as condições especiais das traduções lançadasem Maio. Istoporque o livro, que está à venda desde quarta-feira, começou a ser traduzido depois do lançamento do original. "O critério de selecção dos países presentes na primeira tradução deve ter sido o dos mercados de maior expressão", diz Boavida, lembrando que havia uma grande limitação de espaço nesta operação, sendo impossível a participação de um maior número de tradutores.

A tradução portuguesa demorou 1 mês e envolveu três tradutores e um responsável pela uniformização do texto,  cuidado especial a ter quando autores como Dan Brown usam terminologia muito específica. Os tradutores foram obrigados a um trabalho acrescido de pesquisa sobre os temas tratados no livro. "Foi um trabalho mais difícil seguramente para os que estiveram fechados [nobunker] porque lhes retirou a possibilidade deste trabalho autónomo", diz Eduardo Boavida.

Carole Del Porte, tradutora francesa do livro, disse à revista italiana Sorrisi e Canzoni em Abril, depois de terminada esta operação, que aqueles dias lhe permitiram mergulhar completamente no trabalho de Dan Brown. “Foi uma experiência única e fantástica. Não tinha nada com que me preocupar e pude concentrar-me no meu objectivo: conseguir a melhor tradução possível para os leitores”, disse.

O objectivo era ter traduções prontas a serem comercializadas em simultâneo com a versão original de Inferno, sem que isso significasse fugas de informação. Foi conseguido. "Mantivemos o segredo até ao último momento", disse Dan Brown em Maio ao canal inglês.

Em Portugal, sem uma tradução para português de Infernodurante quase dois meses, foram vendidos cerca de 2 mil exemplares do original. Para o editor, a rapidez com que a informação circula cria a vontade no leitor ter acesso à obra imediatamente. Boavida admite que o número de exemplares vendidos em inglês não é de ignorar mas destaca a pressão dos leitores para haver acesso imediato ao livro -  a Bertrand tentou que Portugal participasse no lançamento mundial precisamente para corresponder ao desejo dos leitores de ler o livro ao mesmo tempo que o resto do mundo e não apenas por causa dos lucros financeiros, diz.

No novo livro, a personagem principal é mais uma vez Robert Langdon, professor de simbologia em Harvard, que percorre Florença guiando-se por passagens do Inferno, de Dante, e decifrando as fachadas dos edifícios florentinos e as obras de arte do Renascimento.

Em Portugal o livro conta com uma tiragem superior a 100 mil exemplares. Não falando em números, a Bertrand diz que as vendas feitas no site desde 14 de Maio revelam “números animadores”. Em Portugal, Dan Brown vendeu 2 milhões de livros.O Código Da Vinci é o livro mais vendido do autor, com 700 mil cópias. [publico.pt]

 

 

Títulos disponíveis, deste autor, na biblioteca municipal.



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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013
Estreias - cinema

 

Estreiam, hoje, os filmes: “Depois da Terra” de M. Night Shyamalan com Jaden SmithWill SmithSophie Okonedo; “My Way” de Florent-Emilio Siri com Jérémie RénierBenoît MagimelMonica Scattini; “Paixão” de Brian De Palma com Rachel McAdamsNoomi RapaceKaroline Herfurth; “No Nevoeiro” de Sergei Loznitsa com Vladimir SvirskiyVladislav AbashinSergei Kolesov; “Amor à Prova de Roubo” de Rob Minkoff com Patrick DempseyAshley JuddTim Blake Nelson; “A Vida em Oranges” de Julian Farino com Hugh LaurieAllison JanneyCatherine Keener; “Assassinos de Férias” de Ben Wheatley com Alice LoweEileen DaviesSteve Oram; “Forças Especiais” de Stéphane Rybojad com Diane KrugerDjimon HounsouBenoît Magimel; “Jovens Delinquentes” de Ron Scalpello com Joe ColeEnglish FrankKimberley Nixon; “A Batalha de Tabatô” de João Viana com João VianaMamadu BaioFatu DjebatéImutar Djebaté.

 

“Depois da Terra”

Sinopse:

Num futuro não muito distante, uma catástrofe à escala planetária força toda a raça humana a abandonar a Terra e formar uma nova colónia num planeta distante chamado Nova Prime. Dez séculos passados, os Ranger Corps, comandados pelo lendário general Cypher Raige (Will Smith), regressam a casa após mais uma bem-sucedida missão de resgate. Por seu lado, tudo o que o jovem Kitai Raige (Jaden Smith), de 13 anos, deseja é tornar-se digno da admiração do progenitor, que ama acima de qualquer coisa mas com quem tem uma relação conturbada desde o trágico evento que resultou na morte da irmã mais nova. A oportunidade surge quando, numa missão de reconhecimento ao planeta Terra, a nave onde ambos seguem é obrigada a uma aterragem forçada que deixa Cypher gravemente ferido. Obrigados a encontrar protecção num território hostil cheio de criaturas perigosas, pai e filho vão compreender que, para se manterem vivos, terão de reaprender a comunicar e reatar os laços perdidos.
Um filme de ficção científica com argumento e realização de M. Night Shyamalan (“O Sexto Sentido”, “Sinais”, “A Vila”), segundo uma ideia original de Will Smith. [cinecartaz.publico.pt]

 

“My Way”

Sinopse:

É uma das canções mais famosas alguma vez escrita. Porém, apesar de se ter tornado internacionalmente conhecida pelas interpretações de Frank Sinatra ou Elvis Presley, "My Way" começou como um sucesso francês de nome "Comme d'habitude". O seu autor, Claude François (ou Cloclo, como era conhecido pelos fãs), foi, na sua época, um ícone cultural e uma superestrela da pop. Era desprezado pela crítica, mas amado por uma nação. Porém, como revela este filme, foi também uma personagem trágica e profundamente perturbada, com uma necessidade pungente de provar seu valor. Nascido em 1939, Claude François morreu a 11 de Março de 1978, com apenas 39 anos, electrocutado na banheira.
Com realização de Florent-Emilio Siri ("Ninho de Vespas", "Hostage - Reféns"), um "biopic" que conta com Jérémie Renier, Benoît Magimel e Monica Scattini nos principais papéis. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Paixão”

Sinopse:

Isabelle e Christine (Noomi Rapace e Rachel McAdams) têm cargos de topo numa multinacional. Isabel sente um fascínio mórbido por Christine que, aproveitando-se da circunstância, inicia um jogo de sedução e dominação, dentro e fora do escritório. Porém, quando a primeira acaba na cama com um dos amantes da amiga, dá-se início a uma guerra que as empurrará até aos limites da moralidade, onde o controlo troca de mãos e as faz seguir em direcção ao abismo.
Com assinatura do aclamado realizador Brian de Palma, um "thriller" erótico que segue a mesma linha de "Vestida Para Matar" (1980). "Paixão" é um "remake" do filme francês "Crime d'Amour" (2010), realizado por Alain Corneau e com Kristen Scott Thomas e Ludivine Sagnier como protagonistas. [cinecartaz.publico.pt]

 

“No Nevoeiro”

Sinopse:

Em 1942, as fronteiras ocidentais da União Soviética são ocupadas pelo exército alemão, enquanto os habitantes das várias regiões vão resistindo e lutando pela liberdade. Perto da aldeia onde vive Sushenya (Vladimir Svirskiy), operário da linha ferroviária, um comboio nazi descarrila. Após o incidente, ele e alguns companheiros são presos pelo grupo alemão. Sem qualquer razão lógica, enquanto os companheiros são executados pelo inimigo, Sushenya é libertado. Isso vai desencadear os rumores de traição à Resistência e a sua condenação à morte pelos próprios companheiros. Quando dois guerrilheiros, Burov e Voitik, atravessam a floresta para o executar, o grupo é apanhado pelos alemães numa emboscada. Depois de conseguir fugir, Sushenya vê-se sozinho com o seu executor, um amigo de infância, ferido com gravidade. Agora, com a intenção de preservar a sua honra, este homem vê-se obrigado a tomar uma decisão moral sob circunstâncias extraordinariamente duras e cruéis.
Adaptação da obra do escritor russo Vasil' Bykaw, um filme dramático realizado por Sergei Loznitsa. Em competição pela Palma de Ouro em Cannes, foi o vencedor do prémio FIPRESCI. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Amor à Prova de Roubo”

Sinopse:

Quando, numa tarde, Tripp Kennedy (Patrick Dempsey) decide ir ao banco trocar dinheiro, está longe de imaginar no que se vai meter. Enquanto trata dos seus assuntos com Kaitlin (Ashley Judd), a atraente rapariga que o atende, o banco é assaltado não por um, mas por dois grupos distintos de assaltantes. Tudo se agrava quando os dois "gangs" - um claramente profissional e o outro constituído por dois idiotas - decidem competir pelo "produto" do assalto, algo que, como seria de esperar, não tende a ser consensual. Entretanto, o sistema de bloqueio prende assaltantes e reféns dentro do edifício. Atentos a tudo o que se passa à sua volta, Tripp e Kaitlin acabam por compreender que aquilo que aparentemente não passava de uma extraordinária - e infeliz - coincidência faz parte de um plano muito bem arquitectado do exterior e que cada um deles nada mais é do que uma peça na engrenagem... Ao mesmo tempo que tentam desesperadamente salvar as suas vidas, ainda encontram maneira de desafiar o amor.
Uma comédia policial escrita por Jon Lucas e Scott Moore (argumentistas da saga "A Ressaca") e realizada por Rob Minkoff ( "O Rei Leão", "O Pequeno Stuart Little", "O Reino Proibido"). [cinecartaz.publico.pt]

 

“A Vida em Oranges”

Sinopse:

West Orange, New Jersey, EUA. Para além de vizinhos, os casais Ostroff e Walling são também os melhores amigos. Inseparáveis, tudo entre eles funciona na perfeição até ao dia em que Nina, a filha dos Ostroff, regressa a casa depois de cinco anos de ausência. Quando David, o pai da família Walling, inicia uma relação extraconjugal com ela, todos os outros ficam em estado de choque. Esta circunstância inesperada vai transformar a vida de cada um dos membros e a relação entre as famílias começa a desintegrar-se. Porém, até as coisas mais imprevisíveis podem ajudar a rever tudo o que está ao redor e a reformular a forma de encarar a existência...
Uma comédia romântica assinada por Julian Farino, que conta com a participação de Hugh Laurie, Leighton Meester, Catherine Keener, Oliver Platt, Allison Janney, Alia Shawkat e Adam Brody. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Assassinos de Férias”

Sinopse:

Apaixonado, Chris quer levar Tina numa inesquecível viagem de caravana. Habituada a uma vida recatada, ela pouco sabe sobre o mundo real, por isso ele está decidido a mostrar-lhe todos os lugares que marcaram a sua vida. Porém, para lá das maravilhas do mundo, existem também contratempos difíceis de gerir: pessoas irascíveis, adolescentes barulhentos, parques de campismo cheios de burocracias e, pior do que tudo o resto, a mãe de Tina, uma senhora autoritária e intrometida que tudo fará para ver o fim daquela relação. Com tantas contrariedades, uma viagem que prometia ser uma espécie de lua-de-mel antecipada faz vir ao de cima os seus instintos assassinos e eles transformam-se em dois perigosos psicopatas.
Com argumento de Steve Oram e Alice Lowe (que são também os protagonistas), uma comédia negra com realização de Ben Wheatley ("Uma Lista a Abater"). [cinecartaz.publico.pt]

 

“Forças Especiais”

Sinopse:

Elsa Casanova (Diane Kruger), jornalista francesa, é sequestrada por um grupo talibã, no Afeganistão, que coloca um vídeo na Internet, determinando a data para a sua execução. Investigações indicam que o local onde está cativa é um território isolado, junto à fronteira do Paquistão. Assim, uma unidade de Forças Especiais, composta por seis agentes de elite, é enviada para tentar o resgate. Numa acção bem-sucedida, conseguem encontrar Elsa. Porém, os seus captores estão decididos a cumprir a sua sentença de morte. Agora, a grande dificuldade é conseguir abandonar o país com vida. A viver uma situação-limite, a repórter e estes homens de honra são forçados a lutar juntos pelas próprias vidas, algo que os liga emocionalmente de um modo quase violento.
Um drama de acção realizado por Stephane Rybojad, que conta com a participação de Diane Kruger, Djimon Hounsou, Benoît Magimel, Mehdi Nebbou e Tchéky Karyo, entre outros. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Jovens Delinquentes”

Sinopse:

Para Tommy Nix (Joe Cole), a namorada (Kimberley Nixon) e o filho por nascer são tudo na sua vida. Certo dia, durante os motins na cidade de Londres, ela é apanhada por um grupo de rapazes que a espanca brutalmente, causando-lhe danos irreversíveis e a perda do bebé. Com a cidade a arder à sua volta, Tommy sente a raiva a crescer dentro de si. Determinado a vingar a família, seja a que preço for, o jovem lança-se numa cruzada solitária em busca de justiça. Assim, sem nada a perder ou a temer, delineia um plano para ser preso na mesma instituição onde estão os autores do ataque à namorada. Ali, a cumprir uma pena de dois anos por ofensas corporais a dois agentes da lei, vai encontrar um modo de fazer justiça com as suas próprias mãos e fazê-los pagar, um a um.
Um "thriller" sobre a violência, que marca a estreia na realização de Ron Scalpello, segundo um argumento de Paul Van Carter. [cinecartaz.publico.pt]

 

“A Batalha de Tabatô”

Sinopse:

Depois de anos a viver em Portugal, o pai de Fatu regressa a África para assistir ao casamento da filha com Idrissa Djebaté. Ela é professora universitária e seu futuro marido é um músico conhecido. A festa de casamento é em Tabatô, um lugar extraordinário onde todos os seus habitantes são, há 500 anos, músicos djidius, cantores-poetas que narram contos e lendas representativos da vida africana. No caminho até lá, à medida que as recordações se avivam, o velho senhor começa a revelar traumas esquecidos da sua juventude, enquanto soldado mandinga na guerra colonial, décadas antes.
Filmado na Guiné- Bissau, é a primeira longa-metragem de ficção de João Viana, que foi distinguido com uma menção honrosa na edição de 2012 do Festival Internacional de Cinema de Berlim. [cinecartaz.publico.pt]



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Quarta-feira, 10 de Julho de 2013
Na mesa dos poetas

Vaidosa 


Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio.

Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério.

Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração como as estátuas.

E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.

Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces,
És tão loira e doirada como as messes,
E possuis muito amor... muito amor próprio

 

Cesário Verde

In O Livro de Cesário Verde, Lisboa, 1887

 

 

Títulos disponíveis, deste autor, na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 9 de Julho de 2013
Sugestão de leituras

 

Titulo: No dia da criança

Autora: Luísa Ducla Soares

Ilustradora: Danuta Wojciechowska

Editora: APCC - Associação para a Promoção Cultural da Criança

Sinopse: "Há, por esse mundo fora, infâncias douradas ou simplesmente alegres e felizes.

Mas há também crianças sem direitos, forçadas a trabalhos pesados e perigosos, obrigadas a combater em guerras, sem ninguém que as proteja. São meninos como vocês..."

 

Títulos disponíveis, desta autora, na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 8 de Julho de 2013
Músico da semana: Lloyd Cole

 

 

Lloyd Cole nasceu a 31 de Janeiro de 1961 em Buxton, Inglaterra.

Lloyd Cole formou os The Commotions em 1982, quando ainda era estudante de Filosofia na Universidade de Glasgow. Faziam também parte do grupo os músicos Blair Cowan (teclados), Neil Clark (guitarra), Lawrence Donegan (baixo) e Stephen Irvine (bateria). Observado durante as apresentações do grupo em universidades e bares locais, Cole começou a chamar a atenção de alguns produtores e empresários pela qualidade das suas composições e letras. Dois anos depois da formação, o songwriter, conseguiu um contrato com a editora Polydor. Surge, assim, à luz do dia o álbum de estreia de Lloyd Cole and The Commotions, intitulado «Rattlesnakes», considerado pelo jornal New Musical Express como um dos 50 melhores álbuns da década de 80. Nas faixas havia muito mais estilo do que atitude, o que agradou o público e a crítica. Além disso, as letras possuíam referencias a clássicos da cultura intelectual como filmes (Jules et Jim de François Truffeaut) e escritores (Simone de Beauvoir e Norman Mailer). Esse estilo foi a semente do que seria adoptado por várias bandas, principalmente as escocesas, durante os anos 90. Cultura, estilo e técnica refinada. O single Perfect Skin chegou ao Top 30 na Inglaterra. [...] [ler mais]

 

 

Os novos «Standards» de Lloyd Cole 

 

Aos 52 anos, Lloyd Cole deu-se ao luxo de fazer o que quis e não o que era considerado apropriado para a idade. O resultado está em "Standards", o seu disco mais "elétrico e natural" em muito tempo, conta o britânico ao SAPO Música.

Quem, desde inícios dos anos 1990, se habituou a Lloyd Cole a solo e em modo acústico, é capaz de encontrar algumas surpresas em "Standards", o seu novo e 11º álbum. Pelo menos é o que espera o cantautor, que aponta aqui o seu álbum mais elétrico desde os primeiros tempos das suas edições em nome próprio, depois de se ter separado dos Commotions.

"Acho que estou a pegar na receita que tinha em 1989 e 1990 e a trabalhá-la de outra forma. Estou tão entusiasmado como estava nesses dias. Na altura, fiquei surpreendido por descobrir que conseguia fazer música sozinho, sem uma banda", explica-nos.

De então para cá, o entusiasmo pela música não esmoreceu mas o britânico admite ter-se tornado "cada vez mais invisível", arrumado num nicho no qual não se revê. Daí a necessidade de fazer um disco como "Standards", que "não se preocupa em fazer a coisa certa" e quer levar a voz do seu autor "a todo o lado". [musica.sapo.pt]

 

 

 

Títulos disponíveis, deste músico, na biblioteca municipal.



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Sexta-feira, 5 de Julho de 2013
Autor da semana: John Le Carré

 

John le Carré, (Poole, 19 de outubro de 1931), pseudónimo de David John Moore Cornwell, é um escritor britânico. Vive actualmente na Cornualha.

Estudou na universidade de Berna na Suíça, e na Universidade de Oxford em Inglaterra, tornando-se depois professor em Eton College antes de se juntar ao corpo diplomático britânico entre 1960 e 1964.

A sua experiência nos serviços secretos terminou repentinamente, quando o agente duplo britânico Kim Philby denunciou a identidade de dezenas de espiões compatriotas ao KGB. No entanto o seu primeiro livro ainda seria publicado enquanto estava no (MI6).

John le Carré é autor de numerosos livros de espionagem, muitos dos quais apresentam um enredo que se desenvolve no contexto da Guerra Fria. [...] [ler mais]

 

"Uma Verdade Incómoda", de John Le Carré


[disponível, brevemente, na sua biblioteca]

 

O novo livro de John Le Carré,"Uma Verdade Incómoda", dificilmente deixa espaço para a esperança. A desolação é provavelmente o sentimento que prevalece no fim, perante a enorme incompetência e a inevitável e consequente maldade de quem nos governa guiado por interesses obscuros.

Para John Le Carré, que como confessa, sabe bem o que o leitor há-de sentir no momento em que fecha o livro, a explicação deve-se a uma aguda falta de esperança. "Continuo à procura dela (da esperança) para perceber onde é que os meus filhos e netos irão viver. A grande desvantagem de ser velho é perceber que pouco ou nada muda".

Crítico de Tony Blair, por ter levado "um país para guerra a partir de falsos pressupostos", Le Carré também não pouco críticas a Thatcher, e ao legado que ela deixou: "Quando comecei a escrever, na Guerra Fria, tínhamos de saber que não estávamos do lado errado, e sabíamos isso. Continuo a saber de que lado estou, mas cresci até um estado de ceticismo perante os políticos". Sentimento, que John Le Carré partilha com o homem comum: "Não temos fé nas autoridades, nos políticos, no serviço nacional de saúde ou na polícia".

"Uma verdade Incómoda", pretexto para esta conversa com o Expresso, é de resto um dos seus romances mais autobiográficos, metáfora de uma corrida à guerra do Iraque e das mentiras que a antecedem.

Para o romance criou duas versões de si próprio, dois homens que apesar de terem cerca de 30 anos de distância têm em comum algo primordial no universo do escritor, uma ética rigorosa: "Serviram o seu país com lealdade até não aguentarem mais e serem levados a fazer um protesto pessoal, usando canais ortodoxos."

Se o protesto parece não parece funcionar, a verdade é que o escritor defende acima de tudo o dever de protestar enquanto compromisso maior connosco e com a sociedade, nem que seja porque "Cristo também morreu na cruz!” [expresso.pt]

 

 

 

Títulos disponíveis, deste autor, na biblioteca municipal.



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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013
Estreias - cinema

 

Estreiam, hoje, os filmes: “Boas Vibrações” de Tanya Wexler com Hugh DancyMaggie GyllenhaalJonathan Pryce; “3096 Dias” de Sherry Hormann com Antonia Campbell-HughesThure LindhardtAmelia Pidgeon; “Gru – o Maldiposto 2” de Pierre CoffinChris Renaud com as vozes de Steve CarellKen JeongKristen Wiig; “Redenção” de Steven Knight com Jason StathamSenem TemizVicky McClure; “Post Tenebras Lux” de Carlos Reygadas com Adolfo Jiménez Castro, Nathalia AcevedoWillebaldo Torres; “Em força contra o crime” de Nick Love com Ray WinstoneBen DrewHayley Atwell.

 

“Boas Vibrações”

Sinopse:

Inglaterra, meados do séc. XIX. O jovem Dr. Mortimer Granville (Hugh Dancy) é contratado por Robert Dalrymple (Jonathan Pryce), um conceituado médico especializado em “medicina feminina”. Com um quarto de mulheres inglesas diagnosticadas com histeria, o Dr. Dalrymple tenta, por todos os meios, encontrar a cura para a enfermidade. Assim, para o alívio dos sintomas, recomenda uma técnica de massagens manuais nos genitais que, após algumas convulsões, promete resultados surpreendentes. Apesar de fora do comum e bastante inovador para a época, este tratamento faz tanto sucesso que os dois médicos não têm mãos a medir, com filas de espera no consultório que parecem não ter fim. Até que o Dr. Granville, associando-se ao génio de Edmund St. John-Smythe (Rupert Everett), encontra a solução perfeita para resolver a questão: um massajador eléctrico com propósitos medicinais. E o êxito é tão retumbante que o objecto acaba por ser usado para fins inesperados…
Uma comédia realizada por Tanya Wexler (“Finding North”), sobre a invenção do vibrador e a sua ligação à tentativa de cura da histeria. [cinecartaz.publico.pt]

 

“3096 Dias”

Sinopse:

Viena de Áustria, 2 de Março de 1998. Com apenas dez anos de idade, Natascha Maria Kampusch é abordada no seu caminho da escola e raptada por Wolfgang Priklopil, um engenheiro de telecomunicações desempregado. Durante os 3096 dias que se seguem, é mantida em cativeiro numa cela de apenas cinco metros quadrados construída precisamente para esse propósito, debaixo de uma garagem. Naquele lugar exímio, a menina vai sobreviver a todo o tipo de abusos e privações, apenas acompanhada por alguns livros e um pequeno rádio, que serão a sua única ligação ao mundo exterior durante os anos seguintes. Até que, no dia 23 de Agosto de 2006, aproveitando um momento de distracção do seu captor, Natascha, já com 18 anos, consegue fugir e chamar a atenção de alguém que informa a polícia. Ao aperceber-se da fuga da rapariga, Priklopil suicida-se.
Com Antonia Campbell-Hughes e Thure Lindhardt como protagonistas, um drama biográfico realizado por Sherry Hormann (“Flor do Deserto”), que se baseia na verdadeira e chocante história de Natascha Kampusch.[cinecartaz.publico.pt]

 

“Gru – o Maldiposto 2”

Sinopse:

Há já algum tempo que Gru se deixou de vilanias. Agora, é apenas o feliz e dedicado pai de Margo, Edith e Agnes, as suas adoráveis filhas adoptivas. Mas a sua vida pacata leva uma volta de 180° quando é inesperadamente sequestrado por Lucy Wilde e levado à presença de Silas Ramsbottom, líder da Liga Antivilões, uma associação que se dedica a combater o crime à escala planetária. Ali, vai descobrir que foi “recrutado” pelo seu passado pouco escrupuloso e que a sua nova função é perceber e antecipar as intenções de El Macho, um terrível malfeitor que ameaça destruir o mundo. Assim, sem nenhuma alternativa a não ser aceitar a missão que lhe foi atribuída, Gru vai apenas poder contar com os seus instintos “maléficos” e com a preciosa ajuda das três filhas, do Dr. Nefario e, claro, do batalhão de pequenos Minions. 
Com realização de Pierre Coffin e Chris Renaud, uma comédia de animação que continua a história de “Gru, o Maldisposto” que, em 2010, conseguiu arrecadar mais de 540 milhões de dólares, tornando-se a 10.ª animação mais rentável de sempre nos EUA. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Redenção”

Sinopse:

Joseph “Joey” Jones (Jason Statham) é um ex-veterano do Grupo de Forças Especiais do exército britânico, que regressa a Londres depois de uma missão no Afeganistão. A sofrer de stress pós-traumático que o faz desligar-se do resto do mundo, vive miseravelmente nas ruas durante algum tempo. Um dia, o acaso dá-lhe a oportunidade perfeita para dar início a uma nova vida, adoptando a identidade de um desconhecido. Essa troca de identidade vai conduzi-lo ao submundo da cidade de Londres, onde o seu treino militar acaba por ser uma mais-valia que diariamente coloca ao serviço de quem estiver disposto a pagar mais. Porém, ao descobrir que a namorada foi brutalmente assassinada, Joey decide encontrar os culpados e fazer justiça pelas próprias mãos. Agora transformado em “anjo vingador”, dá início a um jogo onde a vida e a morte não são mais do que as duas faces de uma mesma moeda…

Um “thriller” de acção que marca a estreia na realização do argumentista Steven Knight (conhecido por “Estranhos de Passagem” e “Promessas Perigosas”). [cinecartaz.publico.pt]

 

“Post Tenebras Lux”

Sinopse:

Juan (Adolfo Jiménez Castro) deixa a cidade onde sempre viveu e segue viagem com a sua jovem família para uma zona rural, onde pretende iniciar uma nova vida. Ali tudo é diferente e até os mais pequenos detalhes da dinâmica familiar se alteram. Cada um deles, à sua maneira, terá de fazer o seu caminho particular, enquadrando-se neste lugar que se vai transformando em lar.
Depois de “Luz Silenciosa”, o realizador Carlos Reygadas regressa com este “Post Tenebras Lux”, um filme poético e autobiográfico sobre a sua própria vivência campestre em Morelos, no México. O filme, em competição na edição de 2012 do Festival de Cannes, valeu a Reygadas o prémio de melhor realizador. [cinecartaz.publico.pt]

 

“Em força contra o crime”

Sinopse:

O veterano inspector Jack Regan (Ray Winstone) e o seu leal parceiro George Carter (Ben Drew) são dois polícias determinados a manter a lei e a ordem, seja a que preço for. Apesar dos métodos fora do comum, a brigada Sweeney continua a demonstrar o seu valor e os resultados são inquestionáveis. Após um aparatoso assalto a um banco e do reaparecimento de um velho inimigo, Regan e Carter iniciam uma busca incessante para garantir a prisão dos responsáveis. Numa corrida contra o tempo e a trabalhar sob uma intensa pressão, os dois agentes são levados ao limite, conscientes que, para apanhar um criminoso, têm de pensar e agir como eles.
Um filme de acção realizado por Nick Love e co-escrito por John Hodge com um elenco de luxo que inclui ainda Hayley Atwell, Steven Mackintosh e Damian Lewis.
Com acção transposta para os dias de hoje, o filme inspira-se na série televisiva “The Sweeney”, criada por Ian Kennedy Martin, que esteve muito em voga em Inglaterra durante os anos 1970. [cinecartaz.publico.pt]



publicado por bibliotecadafeira às 18:29
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Quarta-feira, 3 de Julho de 2013
José Luís Peixoto ganha prémio em Itália

O escritor português, de 38 anos, venceu a primeira edição do Prémio Salerno Livro d’Europa, em Itália, com a obra Livro, publicado em Portugal pela Quetzal, em 2010.

O romance, recentemente publicado em Itália pela Einaudi, foi o escolhido entre outros quatro títulos finalistas, de autores europeus com menos de 40 anos.

O júri que decidiu o prémio, com um valor pecuniário de 5 mil euros, foi “constituído por 50 leitores e 50 personalidades ligadas ao meio editorial italiano”, esclarece em comunicado a Quetzal.

José Luís Peixoto(n. Galveias, Ponte de Sor, 1974) afirmou-se “contente” por ter sido o primeiro distinguido com o prémio italiano. Em declaração à Agência Lusa, o escritor disse que “as notícias destes prémios correm sempre bem”. E acrescentou: “Foi muito bom [ter sido reconhecido], tanto mais que este foi um livro muito importante para mim. É um livro que parte de um tema que é sensível de tratar, e que para mim foi um pouco ambicioso abordar porque não o vivi, que é a emigração para França, e dessas migrações que tocaram muito as pessoas”. Num período em que os portugueses voltam a projectar o seu futuro passando pela emigração, o escritor referiu que Livro “tem infelizmente essa actualidade”.

Livro foi também finalista do Prémio Femina, atribuído em França. E Cemitério de Pianos (2006) está na primeira lista do Prémio Impact Dublin, a que concorrem obras publicadas em língua inglesa, nomeadas por livreiros de todo o mundo.

José Luís Peixoto venceu em 2001 o Prémio Saramago com o romance Nenhum Olhar, e foi depois também distinguido com os prémios Daniel Faria e Cálamo Outra Mirada, ambos em 2008.

O Prémio Salerno Livro d’Europa teve agora, como outros finalistas, a francesa Jakuta Alikavazovic (autora de La Bionda e il Bunker, na tradução italiana), o suíço romanche Arno Camenisch (Dietro la Stazione), o italiano Paolo Di Paolo (Mandami Tanta Vita) e a alemã Judith Schalansky (Lo Splendore Casuale delle Meduse). [publico.pt]

 

Títulos disponíveis, deste autor, na biblioteca municipal.



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Na mesa dos poetas

 

Cesário Verde

José Joaquim Cesário Verde (Lisboa, 25 de Fevereiro de 1855 - 19 de Julho de 1886) é unanimemente considerado um dos precursores da poesia Portuguesa do século XX.

Embora não pudesse ser enquadrado em nenhuma das escolas poéticas dos países de língua portuguesa da sua época pode dizer-se que Cesário Verde estaria de alguma forma relacionado com as correntes estéticas do seu tempo. No interesse pela captação do real, nos seus quadros e figuras citadinos, concretos, plásticos e coloridos, é fácil detectar a afinidade ao Realismo. A ligação aos ideais do Naturalismo verifica-se na medida em que o meio surge determinante dos comportamentos. Se considerarmos o fato do poeta figurar plasticamente numa cena, poderia aproximá-lo, inclusive, do Parnasianismo e mesmo do Romantismo.

No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a cidade e o campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural. Os ecos da sua obra são notórios nos poemas de Fernando Pessoa, parecendo o predecessor do heterónimo Álvaro de Campos de Opiário e sendo citado várias vezes por Alberto Caeiro.

 

De Tarde

Naquele pique-nique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

 

Cesário Verde

In O Livro de Cesário Verde, Lisboa, 1887

 

Este poema cantado por Pedro Barroso: 

 

Títulos disponíveis, deste autor, na biblioteca municipal.



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Terça-feira, 2 de Julho de 2013
Sugestão de leituras


Titulo: O menino e a nuvem

Autora: Luísa Ducla Soares

Ilustrador: Raffaello Bergonse

Editora: APCC - Associação para a Promoção Cultural da Criança

Sinopse:

"Quem nunca sonhou viajar com uma nuvem? Em busca de mundos exóticos, de um tesouro escondido ou da felicidade...

Pois convido-vos agora a acompanhar este menino na sua viagem original, a cavalo numa nuvem cegonha."

 

Títulos disponíveis, desta autora, na biblioteca municipal.



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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
Músico da semana: Pixies

 

Os Pixies é uma banda norte-americana de rock alternativo formada em Boston, Massachusetts em 1986. O grupo separou-se em 1993 por divergências mas voltou-se a juntar em 2004. Black Francis, Joey Santiago, Kim Deal e Dave Lovering são os únicos membros do grupo em toda a sua história. Os Pixies encontraram pouco sucesso no seu país de origem, algo que não se reflectiu na Europa, em especial no Reino Unido (embora tenha sido moderado).

A sua música foi muito influenciada pelo punk e surf rock, e embora fosse bastante melódica, também era capaz de conter material mais pesado. Francis era o principal compositor e vocalista do grupo. Geralmente escrevia letras enigmáticas sobre temas pouco comuns, como OVNIs e o surrealismo. Referências a instabilidade mental, imagens bíblicas violentas, violência física e incesto são feitas em diversas músicas. [ler mais]

 

 

 

Pixies tocam em Lisboa em Novembro

 

Será o quarto concerto em Portugal: 9 de Novembro, Coliseu dos Recreios.

 

Continuam as novidades em torno dos Pixies. Desta vez a notícia é que o grupo de Black Francis virá tocar a Portugal, a 9 de Novembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, num concerto inserido na digressão europeia que tem início em Setembro, no Olympia de Paris.

Será o quarto concertoem Portugal. Aúltima vez que os Pixies estiveram no país foi em 2006, para um concerto no Pavilhão Atlânticoem Lisboa. Ogrupo está inactivo desde a digressão Lost Cities de 2011. Nas últimas semanas foram notícia porque Kim Deal abandonou o grupo e porque na sexta-feira deram a conhecer Bagboy, a primeira canção em nove anos.

A letra, segundo Black Francis, terá sido escrita num Starbucksem Harvard Square, em Cambridge [no estado do Massachussets], a poucos metros do sítio onde, há 25 anos, escreveu parte da letra de uma velha canção chamada Break my body.

Os Pixies terminaram em 1994 e reagruparam-se em 2004 para digressões de revisitação à sua discografia. Quando Kim Deal anunciou a sua saída os restantes elementos do grupo emitiram um comunicado em que se diziam "tristes" com a saída e "muito orgulhosos" por terem trabalhado com ela. "Iremos sempre considerá-la um membro dos Pixies, e o seu lugar estará sempre disponível para ela". [publico.pt]

 

 

  

Títulos disponíveis na biblioteca municipal.



publicado por bibliotecadafeira às 17:36
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