O escritor e jornalista francês Simon Liberati venceu o Prémio Femina 2011, um dos mais importantes galardões literários franceses, com a obra "Jayne Mansfield 1967", editada pela Grasset.
Simon Liberati, que escreveu sobre a vida da estrela esquecida de Hollywood, Jayne Mansfield – morta aos 34 anos de acidente de automóvel –, foi escolhido à primeira volta com nove votos, ao passo que a escritora Colette Fellous, com a obra “Un amour de frère” (editado pela Gallimard), obteve apenas três.
“Este prémio é primeiro para Jayne Mansfield”, disse o autor à AFP. “Estou muito contente por ela, que teve uma feminilidade muito contestada, muito caricaturada. Que ela tenha sido coroada por um júri de mulheres, é qualquer coisa que me toca bastante”, acrescentou Simon Liberati que faz nesta obra uma reflexão sobre a ascensão e a queda da actriz que sonhava tornar-se num ícone.
“A Jayne fascina-me desde os meus 17 anos. Eu soube logo que seria importante para mim”, continuou o autor, sublinhando que esta obra não se trata apenas de uma biografia da actriz que morreu a 29 de Junho de 1967. “É sobre o fim dos anos 1960, a perda da inocência, a vertigem obscena das aparências e da glória.”
Nascido a 12 de Maio de 1960 em Paris, Simon Liberati publicou o seu primeiro livro aos 44 anos, “Anthologie des apparitions”, editado pela Flammarion, considerado pela crítica como uma romance de culto sobre a adolescência. Em 2009 publicou o seu terceiro livro, o romance “L'hyper Justine”, que venceu o prémio Flore.
O norte-americano Francisco Goldman venceu o Femina 2011 na categoria de romance estrangeiro com o livro “Dire son nom” (no original "Say Her Name"), editado em França pela Christian Bourgois. A obra será publicada em Portugal no próximo ano pela Matéria-Prima Edições. Nesta obra – uma história de amor e dor –, o escritor tenta ressuscitar a sua mulher, que morreu afogada há quatro anos no México.
O prémio de ensaio foi atribuído à francesa Laure Murat por “L'homme qui se prenait pour Napoléon”. [publico.pt]