"acho que Emerson escreveu algures que uma biblioteca é uma espécie de caverna mágica cheia de mortos. e esses mortos podem renascer, podem voltar à vida quando abrimos as suas páginas." [BORGES, Jorge Luis in Este ofício de poeta]

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012
Bibliobus - novo serviço da biblioteca municipal



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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
"Biblioteca" de Joana Rêgo, na biblioteca municipal

 

JOANA RÊGO
O LO QUE PUEDE SER PINTURA HOY


"The word and Image are one" - Hugo  Ball (1915)

Em Joana Rêgo a pintura pretende ser, numa primeira e matricial instância, corpo de um alfabeto: uma espécie de abecedário  que possa ser assumido como estruturador e pretexto de um projecto de pintura. Parece existir, portanto, uma estratégia de lógica lúdica que se constrói tendo a letra e ou a palavra como elemento iniciador e detonador. Em atitude que se pensa o fazer como exercício processual de seriação e de colecção de        signos e de imagens, a presente exposição, intitulada de BIBLIOTECA prolonga anteriores projectos pictóricos realizados já em torno da relação e correspondência entre a palavra e a imagem, de que se destacará, nomeadamente, De A a Z.
Das pinturas-palavras iniciais de Joana Rêgo, que organizadas foram em  torno das 23 letras de um alfabeto enquanto exercício de conotação icónica complementar, existem agora propostas mais precisas e que pretendem apenas determinar algumas das infinitas possibilidades de organização: em torno do lugar e ideia de biblioteca, temos nesta exposição pinturas como Books, Words & Images, J,Painting, Metamorfose, B de Brossa, e Asian Books. O que deseja, certamente, propor-se como enunciado próprio que não esteja refém de um alfabeto exclusivo e absoluto: é curioso verificar que o binómio palavra e imagem se plasma em pintura (e) metamorfose. Se anteriormente colocar-se-ia a
questão: 'que imagem (imagens) se aloja(m) numa palavra?'; com o evoluir deste processo de metamorfose uma mais radical correspondência se afigura, por isso, poder-se-ia colocar uma outra e nova questão: que palavra (palavras) se aloja(m) numa imagem? Desta maneira, e para além da circunstância extrema, esta eventual questão como que faz inverter a pergunta da pintura, ou seja, a pintura como um exercício de permanente citação, mas também como um exercício de permanente reformulação de sentidos e de significados. De certo modo seria como que uma espécie de texto de artista no interior da própria pintura. Com efeito, a pintura de Joana Rêgo, uma vez mais, repercute uma estratégia centrada no paradigma resultante da relação articulada entre a imagem e a palavra, isto é, na possibilidade de se pensar a pintura como originária de um pensamento onde o alfabeto consagra a iconicidade em imaginário de uma ficção semântica que em  imagem se produz. 'Contentores por excelência  de palavras e imagens', o que se exulta na pintura de Joana Rêgo é a ideia de que a pintura, enquanto reportório, retém e amplia o sentido e significado de uma letra, de uma palavra, de um significado. Entre o livro pintado, ou a pintura escrita, a diferença é insignificante, ou inexistente, porque justamente o significado está naquilo que a pintura deseja explicitar ou não explicitar.

BIBLIOTECA, palavra de dez letras. Ou, pintura de dez letras, que se despoletam em desdobradas impossibilidades de serem por si só acontecimento. Este é um começo, ou ponto de partida, ou mesmo pretexto na pintura que aqui, nesta Biblioteca a BIBLIOTECA se expõe. Pintura de lugar, mas também de tempo e de espaço, pintura que é, por isso, de desígnio de um pretexto que se foca e se desfoca, que se centraliza e se descentraliza. Por estas razões, esta pintura de Joana Rêgo desenvolve e sugere a revelação de uma Pintura que "avança pelo fenómeno desconhecido das imagens e das palavras, transpondo a distância entre o eu e o exterior", como nos diz Fátima Pombo.

A palavra pintada, ou a pintura escrita, surge em Joana Rêgo como enunciado moderno de questionar a função da pintura. Na função de estabelecer, em contexto mais amplo, uma ideia de pintura que possa decorrer de uma proposta  de refundação dos paradigmas adoptados no século XX. Agora de um outro alfabeto se trata, certamente, contudo o estabelecimento de uma ponte entre a arte e a vida surge como estratégia implícita de se romper com os limites da convencional natureza pictural. [...]


Por António Quadros Ferreira

O título da exposição, Biblioteca, explica a pintora, "surgiu não só pelo espaço privilegiado em que o projeto é apresentado, mas também porque a exposição anda toda à volta dos livros, contentores por excelência de palavras e imagens, reais ou por nós imaginadas".

Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feir
a até 4 de março.
segunda-feira a sábado, das 10h30 às 23h00 | domingo, das 20h00 às 23h00


in [http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/molduras/?Joana-Rego.rtp&post=37785]



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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
“Biblioteca” – exposição de Joana Rêgo, na biblioteca municipal

 

A biblioteca municipal, no âmbito da programação de artes plásticas apresenta, a 28 de Janeiro de 2012, pelas 17h30, a exposição de pintura “Biblioteca” de Joana Rêgo.

A exposição vai estar patente até 04 de Março de 2012 e pode ser visitada de segunda a sábado, das 10h30 às 23h00 e domingo das 20h00 às 23h00.



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Sábado, 12 de Novembro de 2011
"Poesia" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 13 de Novembro, pelas 21.45h, o filme "Poesia" de Lee Chang Dong.

 



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Sábado, 22 de Outubro de 2011
As Revoluções possíveis por Anselmo Borges

Na perplexidade em que nos encontramos, dentro do abalo de um mundo incerto e perigoso, aí está um tema que obriga a pensar. Foi disso que tratou o Simpósio deste ano em Santa Maria da Feira, organizado pela autarquia local, no sábado passado. Foram exactamente quatro horas de debate, no dia em que nas ruas de 951 cidades de mais de 80 países milhares manifestavam a sua indignação.

O que aí fica são apenas impressões, perplexidades, interrogações.

Quem primeiro falou foi Mona Prince, professora de Literatura Inglesa na Suez Canal University. Uma muçulmana liberal - foi bom podermos brindar com um copo de vinho - que participou nas manifestações da Praça Tahrir, obrigando à queda de Mubarak. E contou, exuberante, como tudo se passou em crescendo. Primeiros pedidos: liberdade, pão e trabalho. Depois: não queremos este regime. E os egípcios uniram-se e partilhavam e cristãos e muçulmanos rezavam juntos e todos cantavam a uma só voz e "isso mexe com o corpo". A vida era na Praça Tahrir. A experiência maior: o poder de estar juntos.

E agora? Depois dos acontecimentos trágicos do passado domingo, dia 9, as pessoas estão divididas, e algumas desiludidas. Afinal, os negócios não têm nacionalidade nem religião. O exército quer manter-se no poder? Vai impor-se um Estado islâmico? Mona Prince manifestou a convicção de que nunca os fundamentalistas tomarão o poder, "teremos um Egipto como Estado laico". Oxalá!

Depois, falou Vasco Lourenço. Quem é o revolucionário? "O que faz o máximo do possível". O programa de Abril foi em grande parte cumprido. A democracia está aí, pôs-se fim à guerra colonial. O desenvolvimento foi mais difícil, mas ninguém pode esquecer as transformações económicas, culturais, sociais, operadas. "A mulher foi quem mais ganhou."

Mas desde há alguns anos que vimos advertindo para a necessidade de sociedades mais justas: "Ou arrepiamos caminho ou a revolução dos escravos chegará." E aí está a revolução árabe. De qualquer modo - e referia-se também a Portugal -, não podemos continuar a assistir aos "roubos do capital". A revolta dos escravos também cá vai chegar. O problema é que " se sabe como se começa, ninguém sabe como se acaba". Aqui, Carlos Magno, o moderador, lembrou o princípio da incerteza e manifestou a esperança fundada de que se não chegue a uma conflitualidade incontrolável.

Finalmente, a palavra era do filósofo italiano António Negri, antigo intelectual da esquerda radical, um pensador fundamental no debate filosófico-político contemporâneo. Foi um discurso polémico, denso e ágil, de que só se pode dar pinceladas. Falou de coisas ainda em curso, perguntando se a crise não revela os limites do sistema em que vivemos, uma fractura na democracia como a temos vivido. Fundamentalmente, o que está em causa é a incapacidade de o sistema económico se adaptar às novas figuras da produção social.

A transformação essencial é que o trabalho é menos produção material do que intelectual: os valores da riqueza vêm da capacidade da produção cognitiva. A produção não está nas fábricas, mas na vida toda. A economia neoliberal não sabe responder à "biopolítica": a sociedade produtiva avança mais do que o Estado nacional ou a finança.

Aí estão os endividados, todos endividados. Mas o trabalho é comum. Os Estados nacionais são impotentes, porque o mundo se globalizou. As constituições que temos estão ultrapassadas, porque vêm de um sistema antigo. Hoje, trabalha-se comunitariamente, todos participam na produção. Urgência maior: encontrar o fundamento comum - o comum entre os homens, para lá do privado. As constituições são um contrato. Hoje, porém, quem estabelece o contrato? A finança mundial? Mas ela faz o contrato com quem?

A nova constituição não pode estar assente no medo, como pretendeu Hobbes, mas nesse fundamento comum, sabendo, com Espinosa, que a liberdade em conjunto se multiplica, exactamente como a capacidade vital.

Agora, a opressão é em rede, mas a informática também traz uma potência global de transformação. [dn.pt]



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Terça-feira, 18 de Outubro de 2011
Mona, a blogger que denunciou abusos na Praça Tahrir

 

Protestou nas ruas e na Internet contra a situação do Egipto - e viu Mubarak abandonar o poder. Agora, acha que o país “está muito mal” e custa-lhe acreditar no retorno da violência.

 

Foram dias inteiros passados na principal praça da cidade, para os manifestantes, e dias inteiros marcados por directos do mesmo local, para o resto do Mundo. No Cairo, capital do Egipto, milhares de pessoas saíram à rua a 25 de Janeiro de 2011 e muitos só regressaram a casa a 12 de Fevereiro, quando Mubarak, o presidente apelidado de vitalício, decidiu abandonar o poder. Fê-lo de frente para os manifestantes e para o mundo. 

Mona Prince, 41 anos, escritora e professora universitária na cidade egípcia de Suez, é referida como uma das "bloggers" mais activas do seu país. Durante a revolução, não hesitou em relatar o que se passava na Praça Tahrir e, a 27 de Janeiro, publicou um testemunho que funcionou como um alarme global. Depois de contar como foi agredida e assediada por membros da polícia estatal, durante uma das manifestações, Prince terminou o relato com uma pequena frase que representa o seu estado de espírito: "Apesar da dor, continuarei a protestar". E assim foi. 

Em Portugal para participar no Simpósio "As Revoluções Possíveis", em Santa Maria da Feira, organizado pela câmara municipal da cidade, Mona Prince falou ao P3, em entrevista, da actual situação do seu país, do livro que está a escrever e dos recentes ataques do exército a civis.

 

A utopia de Tahrir

Não abandonou a praça após ter sido atacada e quando fala desses dias não deixa transparecer a dor de um momento certamente inesquecível. Oito meses depois da queda de Mubarak, Mona Prince não hesita em dizer que o seu país "está muito mal".

 Os acontecimentos de 8 de Outubro chocaram-na e diminuíram o seu optimismo. Numa manifestação contra a discriminação religiosa, em frente ao quartel-general da televisão egípcia, o exército não esteve com meias medidas e matou Mina Daniel, um cristão copta que fazia ouvir o seu desagrado. Foi o momento mais violento desde que a revolução no Egipto começou. 

"O exército somos nós, o povo, os nossos irmãos, primos e vizinhos. Sempre disseram que o exército nunca mataria o povo, mas fizeram-no na semana passada. É muito triste. Para mim, se o fizeram uma vez, podem fazê-lo de novo e, nesse caso, não sabemos o que acontecerá nos tempos que se avizinham", lamenta Mona. Para trás ficaram as certezas, conseguidas naqueles dias de Janeiro e Fevereiro, de que as coisas iam mudar. 

A utopia de uma sociedade sem confrontos religiosos, com pessoas educadas, que Mona viveu na Praça Tahrir, esfumou-se com o levantar das tendas e das casas-de-banho improvisadas. As redes sociais e os blogues continuam, no entanto, a despertar consciências num país com 90 milhões de habitantes, "mais de metade, iletrados". 

"Vai levar anos, uma ou duas gerações, no mínimo, para que os resultados da revolução surjam", considera a académica. Mas não é impossível. Mona Prince está a escrever um livro sobre o dia-a-dia na Praça Tahrir e sobre os momentos que se seguiram à queda de Mubarak, para ser editado em árabe até 25 de Janeiro de 2012. Espera que não tenha de acrescentar mais capítulos como o da última semana.[p3.publico.pt]



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Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
Exposição "Livro-mundo" na biblioteca municipal

 

Exposição "Livro-mundo" até 6 de Novembro, na biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.



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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
11ª edição simpósio santa maria da feira - as revoluções possíveis

Como se faz uma revolução?

 

O Norte de África e o Médio Oriente estão em chamas. “As liberdades não são dadas, elas são tomadas!”disse Petr Kropotkin. Este é o significado daquilo que está acontecer.

Não emergiu um único líder político em oposição a   Kadafi, Assad, Mubarak ou Ben Alì, mas o povo, pessoas, a gente comum. É a revolução do “Senhor Pereira”. É estranho, é novo. No passado, para um Rheza Palavi havia Khomeini, para Farouk havia Nasser, hoje seria impensável.

Por outro lado, podemos falar hoje de revoluções ou será mais correcto falar de motins no termo dos quais, um sistema de poder transnacional inexoravelmente se reconstitui?

Que espaço deixa para uma verdadeira mudança o Império global descrito por Toni Negri, nos seus textos mais recentes?

 

Data: 15 de Outubro de 2011

Hora: 15h00

Local: Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

 

Conferencistas:

António Negri

Mona Prince

Vasco Lourenço

 

Inscrições: limitadas e sujeitas a confirmação

Contactos: tel. 256 377 030 | fax. 256 377 031 | e-mail biblioteca@cm-feira.pt



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Sábado, 17 de Setembro de 2011
“Confissões de uma namorada de serviço” na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira será exibido, na biblioteca municipal, a 18 de Setembro, pelas 21h45, o filme "Confissões de uma namorada de serviço" de Steven Soderbergh.

 



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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011
Exposição "Livro-mundo" na biblioteca municipal



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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Contabandistas na biblioteca municipal

 

No âmbito da programação da biblioteca, o núcleo pedagógico apresenta, a 14 de Maio, pelas 11h00, "Canto de colo - Cantos e contos para pais e bebés", para bebés dos 6 meses aos 3 anos acompanhados pelos pais (inscrição: 5 € por criança com dois acompanhantes). À tarde, pelas 14h30, há "Contos de cabeceira - ferramentas para pais contadores de histórias", para pais e educadores (inscrição: 5€ por pessoa). Estas actividades são apresentadas pelos Contabandistas de estórias, grupo de contadores de origens e nacionalidades diferentes que, com todas as suas diferenças, encontraram afinidades que têm a ver com o mundo das histórias e da narração.

Para mais informações e marcações, contacte, por favor, a biblioteca municipal através do telefone 256377030/5, fax 256377031 ou email bmfeira@gmail.com.

 

Nota: Desconto de 10% para leitores inscritos na biblioteca



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Sábado, 9 de Abril de 2011
"Somewhere - Algures" na biblioteca municipal

No âmbito da programação do Cineclube da Feira, será exibido, no dia 10 de Abril, pelas 21h30, o filme "Somewhere - Algures" de Sofia Coppola.

 



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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
Exposição de Serralves e homenagem a Manoel de Oliveira

A exposição Bravo, Lapa e Palolo, da Colecção de Serralves, que inaugura a 11 de Dezembro, e a presença de Manoel de Oliveira no Festival de Cinema Luso Brasileiro, no dia 12, encerram as comemorações do 10º aniversário da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

 

Ao longo deste ano, o Município de Santa Maria da Feira assinalou o 10º aniversário da abertura do novo edifício da Biblioteca Municipal. Dez anos marcados por uma intensa actividade, que trouxe a este equipamento mais de um milhão de visitantes e utilizadores.

 

Dez anos de momentos únicos que, indelevelmente, marcam a história desta Biblioteca: que acolheu vultos da cultura mundial como Eduardo Lourenço, José Saramago Salman Rushdie, Francesco Alberoni, Gianni Vattimo, Bernard Henri-Lévy, Vasco Graça Moura, Roberto Saviano, Shirin Ebadi, Kurt Westergaard e tantos outros, que partilharam as suas inquietudes e a sua visão do Homem e do mundo.

 

Dez anos marcados pela preocupação de promover o contacto com o artista, e o objecto artístico com exposições de Antonio Possenti, Luca Alinari, Spencer Tunick, Paulo Neves, Júlio Pomar, Graça Morais, Armanda Passos, David Almeida, entre outros; no cinema, com a participação, no Festival de Cinema Luso Brasileiro, dos maiores vultos da cinematografia portuguesa e brasileira.

 

Dez anos cuja celebração culminará com a inauguração no dia 11, pelas 17h30, da exposição Bravo, Lapa e Palolo, constituída por obras da Colecção da Fundação de Serralves, e no dia 12, pelas 21h30, com a presença de Manoel de Oliveira, no contexto do Festival de Cinema Luso Brasileiro, onde lhe será prestado um tributo pela sua obra, no seu 102.º aniversário.

 

Durante dez anos, procurámos compor a felicidade de cada um, pois cremos, apropriando-nos das palavras de José Saramago, no texto introdutório do catálogo da exposição colectiva, apresentada no ano em que celebrou, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, o seu 80.º aniversário, que "... Ao invés do que se imagina, a felicidade não é uma coisa só. A felicidade é uma saca de linhagem que contém coisas pequenas e grandes, um pão, um afecto, uma ideia, uma sede de água, a luz de uma vela, uma toalha de mesa, a dobra de um lençol, uma folha de papel escrita, outra por escrever, um ramo de árvore, uma flor de cacto, uma nuvem, o sopro do vento, o passo da chuva, o regresso do sol, uma pedra na mão, o universo inteiro...".



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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
Nobel da Paz Shirin Ebadi e cartoonista dinamarquês Kurt Westergaard no Simpósio

 

Shirin Ebadi, Prémio Nobel da Paz em 2003, iraniana, advogada e activista dos Direitos Humanos, e Kurt Westergaard, cartoonista dinamarquês que criou o controverso cartoon do profeta muçulmano Maomé, são duas presenças confirmadas no X Simpósio, organizado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sobre o tema “Identidade, Liberdade e Violência”, a realizar a 2 de Outubro, pelas 15h00, no auditório da Biblioteca Municipal.


O X Simpósio reúne, à semelhança das edições anteriores, personalidades com experiências de vida diversas, o que determina que este encontro constitua um momento único de reflexão e discussão sobre um tema candente.

Shirin Ebadi, primeira mulher iraniana nomeada juíza e presidente de um tribunal legislativo, foi, por imperativo dos clérigos conservadores, impedida de exercer estes cargos, o que a motivou para a militância da defesa dos Direitos Humanos, reconhecida pela atribuição do Nobel da Paz.

A primeira cidadã iraniana e a primeira mulher muçulmana a receber um Nobel é, actualmente, professora da Universidade de Teerão e está envolvida numa campanha a favor do estatuto legal das mulheres e crianças, no Irão.

Kurt Westergaard, caricaturista profissional durante mais de 20 anos, alcançou a notoriedade ao criar um desenho do profeta muçulmano Maomé, com uma bomba no turbante, o que determinou uma violenta e expressiva reacção de muçulmanos no mundo inteiro. Sujeito a uma tentativa de assassinato, na sua casa em Aarhus, em 2010, Westergaard vive sob fortes medidas de segurança.

 

Dez edições do Simpósio

Desde 2000, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira organiza este Simpósio, coordenado por Renzo Barsotti. No ano passado, Roberto Saviano, jornalista, condenado à morte pela máfia napolitana, autor do livro Gomorra, foi um dos conferencistas do IX Simpósio, dedicado às “Máfias e mercado global”. Depois de Salman Rushdie, que esteve em Santa Maria da Feira em 2006, Saviano foi o segundo escritor perseguido a marcar presença neste encontro.

Refira-se que já participaram no Simpósio inúmeras personalidades de relevo, como Eduardo Lourenço, Francesco Alberoni, António Di Pietro, Vasco Graça Moura, José Saramago, Oliviero Toscani, Gianni Vattimo, Giuliana Sgrena, Bernard Henri-Lévy, Paul Rusesabagina e Fernando Savater, entre outros.

A realização deste Simpósio contextualiza-se na actividade cultural da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, considerada um equipamento cultural de referência a nível nacional e internacional, não só por ser a primeira biblioteca pública do País a obter certificação de qualidade, em 2006, mas também pelos relevantes serviços que tem prestado à comunidade e pelos projectos culturais que tem desenvolvido, onde pontuam nomes como Fernanda Fragateiro, Spencer Tunick, Luca Allinari, Manoel Oliveira, Walter Salles, Raul Solnado, António Chainho e tantos outros.

 

Data: 2 de Outubro de 2010

Hora: 15h00

Local: Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

Inscrições: até 30 de Setembro [gratuitas e limitadas]

Contactos: tel. 256 377 030 | fax. 256 377 031 | e-mail biblioteca@cm-feira.pt




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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
10anos@biblioteca.smf.pt

 

Venha comemorar os 10 anos da biblioteca!

 

18.Junho.2010

 

17h00 Performance Break com Mara Andrade

 

22h00 Quarteto Português de Trompas

 



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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010
10anos@biblioteca.smf.pt

Venha comemorar os 10 anos da biblioteca!

 

17.Junho.2010

 

21h45 Fidelidade e Paixão - instalção multimédia de Francisco Providência

 

22h00 Flash mob - Luz

 

23h00 Exdjsid, Enfan77errible e Dj Aranha dão música a dez anos de leitura!

 



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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
10 anos da biblioteca municipal

 

Venha comemorar connosco os 10 anos da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira.

Para mais informações sobre o programa clique aqui.

 



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Terça-feira, 23 de Março de 2010
Biblioteca de Deusto é o novo ícone de Bilbao

 

A Biblioteca de Deusto é neste momento um dos mais procurados destinos turísticos de Bilbao, juntamente com o Museu Guggenheim. Desenhado por Rafael Moneo, o edifício recebeu em pouco mais de um ano cerca de 350 mil pessoas.

Um ícone arquitectónico de Bilbao. Mais um, comprovando que a arquitectura é suficientemente forte para transformar uma cidade. Depois do Guggenheim, agora é a biblioteca de Moneo que seduz os turistas espanhóis e estrangeiros na cidade basca. Com cinco andares, o edifício acolhe cerca de um milhão de volumes, sendo os livros antigos, datados entre os séculos XVI e XVIII (mais de 70 mil exemplares), os mais procurados. [diariodigital.pt]

 



publicado por bibliotecadafeira às 11:48
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